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Frases de Keyla Fogaça

84 frases

O cidadão de caráter tem bom senso e respeito pelo próximo. Muitas vezes é preciso se anular sim, anular sentimentos, principalmente quando esses podem atingir a terceiros. A gente se atenta para essa verdade, com as vivências, com a maturidade. Os anos de vida bem vividos nos mo…
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O cidadão de caráter tem bom senso e respeito pelo próximo. Muitas vezes é preciso se anular sim, anular sentimentos, principalmente quando esses podem atingir a terceiros. A gente se atenta para essa verdade, com as vivências, com a maturidade. Os anos de vida bem vividos nos mostram, quase sempre, que é necessário intervalo no ar e silêncio sepulcral no coração. No silêncio se aprende o tempo de todas as coisas. O amor se alia ao bem querer e atinge o nível de contentamento com o que se pode ter, transmutando-se em resiliência.

Somos envolvidos pelas cordas da paixão. No meio de cantoria numa tarde no Arpoador, encontrei-me nesses versos traiçoeiros que compõem os sentimentos. Não sabia se veria novamente aquele sorriso. Lá, estaticamente no chão estava, de costas para o mar, no meio de tanta gente, olh…
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Somos envolvidos pelas cordas da paixão. No meio de cantoria numa tarde no Arpoador, encontrei-me nesses versos traiçoeiros que compõem os sentimentos. Não sabia se veria novamente aquele sorriso. Lá, estaticamente no chão estava, de costas para o mar, no meio de tanta gente, olhando atentamente o palco. Algo me trouxe uma recordação. E de repente a música lançou o reencontro. Então vêm os desafios, aprendemos a resignação, e brota o amor com a aceitação pelas escolhas opostas. Signos: água e terra. O que pode dar? Mal sei sobre esse amor, apenas o que conto são as horas para pousar os olhos agitados em seu olhar quando solto a voz para cantar... E voar no tom dos seus longos cabelos meio dourados. Eu quero te alcançar quando no ambiente não está. O que resta é esperar. O tempo, senhor do destino, tudo pode nos mostrar.

Infância, amor, tempo Impossível fugir a esta dura realidade, A de te querer.
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Infância, amor, tempo Impossível fugir a esta dura realidade, A de te querer. Lapido-me De forma contundente Para que não percebas O que por detrás dos meus olhos Há: O amor que vem do tempo, Há tanto tempo Esculpido na delicadeza Da inocência Ainda indecisa, Que não sabia, Ao certo, Como se proteger. Pequeno grão de areia, Pés descalços era eu. Mochila da moda, No meio da criançada! Guardava, entre livros - Sonhos e aprendizados. Na castidade da serenidade, Desenhava-te em sobriedade, Enquanto o quadro negro, De giz Rabiscavas. E contavas, ensinavas... Ainda que em tom ríspido, A alma branda Acenava. Já não sei se acordada, Com a sua imagem, estupefata, Desdobrava-me Ascendendo ao céu; Sinal de menina ludibriada. Sim, Todos os rebentos sonham, Romantizam o primeiro amor, Mas não fazem ideia de que crescem, Transmutam-se em pássaros E aconchegam-se em ninhos Maduros, Muitas vezes vazios. À espera do novo sol Esvaem-se. Espera dolorida No peito que guarda o passado Puro, De seda clara, Envolvido em lágrima Partida, Prateada, Cristalizada À lua da mulher amada. Branca a sua pele Em textura de Van Gogh, Que eterniza o ser. Estúpida sutileza esta, A de não se saber! Apego-me à lembrança De um rosto que não é seu, E na melodia da mais bela Canção, ''We've only just begun'' (Estamos apenas começando) Perco-me Em devaneio, No vestígio de uma ilusão. Falo mais do que recebo, Enlaço-me na esfera De quem venera. A sua boca pertence A lábios que não são meus. O seu corpo, Que almejo Como guri sedento Por subir Às fruteiras do quintal vizinho, É selado. O seu ventre Deu luz, Fruto bendito! E por entre espaços Fez-se paz. Cerro os meus olhos À tentativa de Castrar os meus medos. Amo-te, ainda, No silêncio pungido. Da infância à maturidade... Amor, tempo E a triste certeza De ser predestinado A querer o que não se pode Ter.

Hoje o dia foi de chuva, o canto foi de paz, mas o pouco tempo que se fez presente, não deu tempo de acalmar o barulho aqui dentro de mim. Talvez perceba que mal não há, apenas amor, apenas amar. Logo mais o ciclo de canto acabará e o outono chegará. Com ele, suas folhas pálidas…
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Hoje o dia foi de chuva, o canto foi de paz, mas o pouco tempo que se fez presente, não deu tempo de acalmar o barulho aqui dentro de mim. Talvez perceba que mal não há, apenas amor, apenas amar. Logo mais o ciclo de canto acabará e o outono chegará. Com ele, suas folhas pálidas ao chão como um rastro de saudade do que ficou lá. Como farei então com a falta existente de já, se nada posso falar, apenas a beleza dos seus cabelos de raios de sol contemplar?

O menino e a chuva Chuva prateada, Com leve tonalidade
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O menino e a chuva Chuva prateada, Com leve tonalidade Transparente. Estação trocada, Folhas ao chão. Mas não estamos Na primavera? O outono é adiante. Vejo um menino Franzino Vendendo suas Traquitanas, Cheio de badulaques. Pergunta-me Com curiosidade: _ Tia, tem um trocado? Um pouco aflita, Pego umas moedas, Meio contrariada. Fome de comida Ou do crack que Assombra? Lá vai ele, Pulando poças, Contornando as Ruas do Centro de Niterói. Vou-me embora, Na fria chuva, Seguindo o vento. Logo chego Em casa. Penso no dia, No imenso amor Que me toma. Ainda acredito Que amar vale A pena. Quantos meninos Dançarão na chuva? Quantos outros Passearão Em outra estação?

O que Vinicius de Moraes cantaria em acalanto a Darlene Glória Aqui em Paris vê-se as folhas de outonos caídas ao chão, e quando muda a estação entrando o inverno, já é verão na terra de Tupinambá. Terra de viçosas palmeiras onde deixei à espera a minha eterna Ipanema, onde todo…
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O que Vinicius de Moraes cantaria em acalanto a Darlene Glória Aqui em Paris vê-se as folhas de outonos caídas ao chão, e quando muda a estação entrando o inverno, já é verão na terra de Tupinambá. Terra de viçosas palmeiras onde deixei à espera a minha eterna Ipanema, onde todos os casais, encontram-se, em êxtase constante, apaixonados, assustados, entrevados, ao medo de serem exilados. Nos jazigos empoeirados dos seus mortos inocentes, as poeiras se afastam dando espaço para o sol sair da sua nascente, adorando a mulher amante, ofegante! E os meus olhos marejados passeiam na vontade de amar o solo fértil da minha terra brasileira com a sua música faceira. O samba das brancas, da moreninha, da loura e da pretinha! É, Toquinho, meu camarada! Vejo quase distante, à paisana, com a sua beleza estonteante, musa feminina, quase angelical, em sua glória magistral. Bem apessoada essa mocinha chamada Darlene Glória! Furacão! Estrela do mais novo cinema nacional. Tonzinho, querido, peça ao Baden que soletre em acordes a poesia da mulher amada! Glorinha, bonitinha, as suas mãos pequeninas cabem em minhas mãos que hoje estão tão sós escrevendo versos aos amigos queridos. Filha minha, creio que por aí esteja difícil de passar A banda do Chico... E aqui, visto-me em saudade! Tão logo retorno ao Brasil, mas antes, conte-me da sua arte.

A chuva chegou levantando o cheiro da terra; inundando mares. Para uns a chuva é poema, para outros, tragédia anunciada. Mas chuva é mãe! Piedosa, chega no leito do sertão, nutrindo o chão. Chuva:
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A chuva chegou levantando o cheiro da terra; inundando mares. Para uns a chuva é poema, para outros, tragédia anunciada. Mas chuva é mãe! Piedosa, chega no leito do sertão, nutrindo o chão. Chuva: Lágrima filtrada! Forma poças que logo são pisadas. Com o vento segue o fluxo arrastando para longe a mágoa, e surge, de repente, de forma branda, no peito de quem ama, no colo da mulher amada.

Quero uma carona em dia de chuva, só para que os seus cabelos de raios de sol, na quietude, eu possa contemplar. Desejo espiar pela janela do automóvel e ver as gotinhas correndo na estrada em direção ao rio, ou ao mar, pras bandas daquilo que me apraz imaginar. Tão logo não po…
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Quero uma carona em dia de chuva, só para que os seus cabelos de raios de sol, na quietude, eu possa contemplar. Desejo espiar pela janela do automóvel e ver as gotinhas correndo na estrada em direção ao rio, ou ao mar, pras bandas daquilo que me apraz imaginar. Tão logo não poderei vislumbrar esses fios quase dourados que se movem fascinando o meu olhar! Acaba essa estação, nasce o outono cheio de tons marrons; os arvoredos balançarão, folhas secas deitarão ao chão, folhas de um tempo que guarda a recordação do que restou do verão.

Ao poeta e político Benedicto Monteiro A força das águas inunda de beleza a Amazônia. A Terra Molhada, caída, traz a lembrança dos que partiram, mas deixa também o cheiro da saudade, a saudade cristã, aquela saudade que vem com Deus, provedor da natureza, do Alenquer, das barran…
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Ao poeta e político Benedicto Monteiro A força das águas inunda de beleza a Amazônia. A Terra Molhada, caída, traz a lembrança dos que partiram, mas deixa também o cheiro da saudade, a saudade cristã, aquela saudade que vem com Deus, provedor da natureza, do Alenquer, das barrancas, da poesia e da rede dos pescadores no Tocantins. A força da amazônia traz a voz dos cantores perdidos, traz o grito da esperança, traz a alegria dos filhos paridos à beira do rio... filhos tantos de Botos que se perdem na correnteza! Filhos que crescem na fantasia dos curupiras e vão amadurecendo indo embora no Carro dos Milagres! A Amazônia é a força e todos os filhos molhados e tingidos pelo seu verde, no coração da mata, são tingidos também pela alma dos poetas inusitados, dos diplomatas e dos heróis não combatidos, dos políticos honrados guardados no chão de Belém, um horizonte sem fim.

Minha alma se veste de luz, É tempo de oração. O amor se faz presente
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Minha alma se veste de luz, É tempo de oração. O amor se faz presente Como se fosse uma estação, Posso dizer que como o verão Que aquece o coração. É dia de transformação, Peço que sejamos pessoas sãs, Mas que sejamos, também, Pés fora do chão, Pois assim podemos ir alto, Sonhar... E desejar que em algum lugar, O melhor de nós e dos outros Habite. Quisera eu ser uma ave de rapina, Com voo silvestre longínquo Em campos e montanhas, Para de cima Olhar-te, cuidar-te... DEUS não me deu asas, Apenas pernas para caminhar, Quem sabe com passos serenos, Até mesmo na eternidade Eu consiga um dia te alcançar, Pois a alma, mesmo que não tenha asas Pode levitar.

A paixão entorta a gente! O coração bate descompassado,
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A paixão entorta a gente! O coração bate descompassado, É um jeito engraçado De enlouquecer Tudo é bonito de se ver: Mãos, Sorriso, Pele, A idade, Os olhos quando Procuram os óculos Para ler É! E não é que entorta Mesmo a gente Essa coisa de paixão? Uma cólera que acende, Tira-nos o sono E os pés do chão Tem hora que Deixa-nos contentes, E outra hora Vem em torrente De desilusão Mas nada nos tira A gana de sentir Essa emoção

Aniversário quase sem rima Nasceu a estrela guia Depois do menino Jesus.
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Aniversário quase sem rima Nasceu a estrela guia Depois do menino Jesus. No último dia do ano, Anunciando flores, Tantos outros nascimentos, Parte de um grande começo. Nasceu a menina faceira, Jogando tudo pro ar, Fazendo pirraça e cara feia Para a mãezinha que só sabe amar. Pequeno botão Aprendendo a viver, A ser. Reluz sorrisos ao brincar, O fraterno amor Já sabe entregar. O coração foi o primeiro A se formar, Latente e ativo para a vida futura Comemorar. Dia 31 de dezembro ficou para trás, E o ano acordou. Até mais tarde! Logo mais um fim de dezembro Despontará E a garotinha aniversariará No dia em que o mundo Solta fogos para o novo ano Começar.

Respeitemos aos idosos O idoso é aquele ser que está prestes a nascer de novo! Em seu rosto, cada marca que traz, revela uma estrada percorrida;
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Respeitemos aos idosos O idoso é aquele ser que está prestes a nascer de novo! Em seu rosto, cada marca que traz, revela uma estrada percorrida; Uma alegria, um sofrimento, um filho criado, um neto formado... O idoso é uma árvore de sabedoria e bondade; É aquele que sabe lhe acarinhar diante suas necessidades. É aquele que vai lhe dizer: _ Não siga por esse caminho, você não se dará bem! Eu já vivi isso! É uma fonte de vida inesgotável embora muitos pensem o contrário. O idoso é aquele ser que está mais próximo de Deus, assim como as crianças! Ele tem sempre boas histórias para contar. Viveu em épocas melhores, ou piores... Época de boas colheitas, nazismo ou ditadura... Ele saiu vivo e ficou para a semente, sempre dando bons frutos. Se não houver mais idosos em nosso planeta É sinal de que o ser humano não está vivendo nada bem! Mas graças a Deus teremos muitas cabecinhas brancas e floridas Para nos contagiar de alegria e paz.

Tenho medo desse medo Que pode afugentar O signo da liberdade
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Tenho medo desse medo Que pode afugentar O signo da liberdade De elemento ar, Aquele que anseia pelo espaço E desfaz de qualquer nó Que planeia apertar Nada sou de concreto Para ameaçar, Apenas uma ave rapina Abrindo asas aladas, Vislumbrando a terra, o tempo E espreitando a hora certa De pousar Tive o mundo nas mãos, Caronas para viajar, Malas quase prontas, Cheiros longínquos a me esperar Mãos estrangeiras Querendo os meus dedos cruzar, Nas Alvenarias de Portugal Eu poderia chegar Mas aonde fui parar Com esse desejo Que custa a cicatrizar? Talvez seja uma queloide No dorso do peito Que jamais fechará De olhos fechados Quase sempre, Lanço-me em vastos campos De flores raras, Vejo-te alba Com a alma da borboleta a bordejar, Surtindo como doce efeito Entre nuvens de sonho Fazendo o meu coração Abrandar Eu não quero conflitar Ou ser como uma teimosia A desatinar Mas o amor é algo que não se estanca, Pondera-se Com o desejo permanente de cuidar Mesmo que sendo fuligem solitária Da maria fumaça que passa, Ele jamais deixará de amar.

Por el amor perdí la cabeza! ¡Ella está aquí! ¡Sí, aquí!
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Por el amor perdí la cabeza! ¡Ella está aquí! ¡Sí, aquí! ¡Ella es una artista! ¿Quién es ella? ¡Mil caras! Ángel ... ¡Mujer que vivió el dolor! ¡Es la falta de mi piso! ¡Pero es mi paz! ¡Al mismo tiempo, es la calma que viene a mi alma! ¡Una repentina tormenta de amor! Yo la conocía de antes, pero era sólo la estrella de mis sueños. Yo sólo sabía de sus características en fotografías. ¡Eso es lo que podría tener! ¡Solamente las fotos! ¡Sólo los artículos de su fama. Viví mi infancia en el conocimiento de amor por ella. Sonriendo ... ¡Feliz! Perdiéndome en tantos juegos con otros niños... ¡Pero yo era una chica diferente! ¡Me gustaba jugar! Pero también me gustaba leer y ver películas culturales de cine brasileño. ¡Yo me crié! ¿Y ahora? El amor existe en los diferentes espacios... ¡En el tiempo! ¡La religión separa la humanidad, separando el amor! ¿Y la fe? ¡La fe es independiente de la religión, se une a la gente! ¡Un prejuicio es capaz de herir el amor! ¡El juicio es capaz de destruir un sentimiento! Duermo y sueño con ella y ella es muy querida. ¡La señora actriz! ¡Una mujer diferente! ¡Nunca voy a hablar de este amor! ¡Él va a morir conmigo! Él será suavizado por nubes blancas que pasan en el gran cielo. ¡Ah, mi preciosa! ¡Mi ternura! Mi amor! Yo no duermo porque sueño despierta... Adiós, mi querida! Me enfrento a dormir! Hasta hoy!

Apaixonar-se. Apaixonar-se! Apaixonar-se? A palavra: entrelaço. Pernas, bocas, braços; de conjunto viram forma única.
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Apaixonar-se. Apaixonar-se! Apaixonar-se? A palavra: entrelaço. Pernas, bocas, braços; de conjunto viram forma única. O que distante está de nossas mãos pode se tornar certeza. Quando há destino; quando há a paixão cármica enlaçada ao amor; Pode custar, demorar a acontecer... Mas uma hora não se poderá mais fugir. O destino empurrará para o caminho certo. A paixão cármica cerra os olhos para tudo o que a mente condena. O errado vira certo. O certo se transforma em beleza concreta. As pernas, as bocas, os braços de outrora Harmonizam-se e completam-se Ainda que distantes geograficamente.

Do outro lado da poça Está o amor! E nasceu primavera
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Do outro lado da poça Está o amor! E nasceu primavera Nos olhos agitados Na praça do Arpoador! Em meio de festa e canto Estava lá. Gosto não porque se parece Com algo que me faz recordar, Gosto pelo tanto que pulsa no peito, Gosto apenas por gostar. Vai entender, São coisas dessa vida, Nem sempre podemos explicar, Elas simplesmente acontecem Como novelos de luz, Fios e laços cerzidos Pela palavra amar. Quem poderia esperar? O que me fez despertar? Talvez uma flor embriagada Pelo sol, ou até mesmo Pelo luar. No correr pela Ponte Emerge em meus pensamentos. À ida para Niterói, Espero de novo atravessar Para chegar do lado de lá E feliz reencontrar O motivo do novo sorriso Que me faz ansiar. Já não há tempo, Diferença de idade, Mas há silêncio Parado no olhar. Talvez nunca saiba Que é você que do Outro lado da poça está.

Fato inusitado: Primeiro a surpresa Com a semelhança física
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Fato inusitado: Primeiro a surpresa Com a semelhança física Que afligiu o coração E depois o amor desprendido Silencioso como a montanha Solitária dos monges Que renunciam a tudo Buscando no isolamento A profunda reflexão Como explicar Amores que brotam Em forma de nascentes Formadas em rios, Inundando tudo o que dentro Da gente há, Mandando pra longe Com a correnteza O que aprisiona O nosso desejo de voar O que fazer com aquilo Que nem de longe se pode desejar E quando uma alma reconhece a outra Apenas com um olhar? Não há certo, não há errado E nem cabe a palavra julgar, Pois os sentimentos florescem Como a necessidade do sol em raiar Talvez não tenha, como eu, A devida compreensão Para acreditar Que mesmo sem qualquer palavra, No mais sigiloso segredo, É possível amar!

Como se fosse Vinicius de Moraes ''Paris, outono de 73... Das tardes tristes
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Como se fosse Vinicius de Moraes ''Paris, outono de 73... Das tardes tristes E de insanos amores Recordo-me, apenas, De tais ardores. Vagando triste, Sobre cascalhos, Folhas secas, isoladas, Nas tardes frias, ensolaradas De Paris. É! Quem é poeta traz no sangue O leve gosto da verdadeira Poesia; Poesia, aquela, Que fala da mulher, Que fala dos sonhos e 'Rubores' de uma Ardente paixão Clamada dos bares, Nas avenidas, Ou vinda da boca De um homem só Em uma praça qualquer. Dos lugares que passei, Saudosa Paris, Hei de me recordar! Mas sem me esquecer Da Pátria Mãe Gentil, De palmeiras, tão sutil, De favelas, mares, rios. O verdadeiro poeta não fecha Uma poesia sem se despedir Como tal; Deixando saudades, Falando aos camaradas E fechando a corrente de fé. Assim vou voltando Em minha nova parceria, Ainda falando da beleza, Da mulher e das flores. Mais uma despedida, Talvez, sendo esta, A despedida derradeira, Despedida de um outono triste, Aquele outono Mais de recordações Verdes e amarelas Do que outra coisa qualquer. Pois é! Como brasileirão, Em terra estrangeira, Faço de minha partida Um contratempo, Tendo em vista o novo céu, As novas flores, E a beleza feminina Tomada daquela arte angelical. Findando, então, o sobrenatural Nada melhor nesta hora Do que dizer: Prato principal para brasileiro Que beija a camisa, É boa música!''

Passado e presente Às vezes o passado vem Em cores de flores novas
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Passado e presente Às vezes o passado vem Em cores de flores novas Para nos trazer respostas, Para nos mostrar entradas Ou saídas, Mas às vezes as respostas Ficam ocultas através de linhas claras Mostrando-nos que a leitura pode ser Fácil se soubermos interpretá-la A sua ida lentamente Para as esferas de luz Rasgando em tons cintilantes Os céus azuis, Fechou-me as portas E a alma hibernou numa longa Temporada de inverno, Até que raios de sol foram vistos Pela fresta do peito que batia Semiaberto Será que o anjo que soprou no ouvido Com uma mão amiga sobre a fronte Lançou com algum propósito O reencontrar? Acredito no despertar! O que o Universo De verdade nos dá Diante de ética, respeito E todo o resto Que não se pode quebrar Quando descobrimos Novamente o que é amar? Ele nos entrega o silêncio, Uma tal lonjura no falar! Somente o tempo É que deve nos guiar À centelha do amor Sob um novo olhar, Mas a dignidade É o que devemos carregar, Pois é o que levamos pro alto Quando voltamos Para o nosso verdadeiro lar.