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Frases de Keyla Fogaça

84 frases

Prosa de mãe e filha, É tão pequenino, Ainda não sou capaz de sentir,
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Prosa de mãe e filha, É tão pequenino, Ainda não sou capaz de sentir, Mas algo pulsa dentro de mim, Cresce, mexe, Mexe e cresce, Descobri! Afagos na barriga sem fim, Quarto rosa? Amarelo? Lilás? Eu não sou tradicional, Talvez erva-doce, Ou leve tom chá, Tudo deve estar pronto Para o seu nascer, O novo despertar. Arcos? Lacinhos? A hora do banho, Quem irá me ajudar? A vovó, atenta, Aos primeiros passos À mamãe de primeira viagem Aconselhar. Vem o embrulhinho Como um pacotinho Trazido pelos braços do pai, Chora criancinha, faminta, Já sabendo aonde poderá se alimentar. Mamãe, os meus pequenos olhos estão abertos, Nada dispersos E mesmo sem muito enxergar Conheço o seu cheirinho, Em seu colo eu quero me ninar. Eu estava acostumada Com a água morna, Lugar em que me carregava Antes de eu chegar. Portanto, não se desespere se eu estranhar. Deixe-me assim, embaladinha, Toda rosada, Ainda em posição fetal, Há nove meses O seu corpo era a minha casa, Já vou crescer, Cresci! Faço pirraça, subo nos móveis, _Filha, desça daí! Perdeu os primeiros dentes, Farei um cordão, Nossa, como está comprida, menina! Mãe, Quero mochila nova, Compra um caderno? Um quarto de princesa? Um livro encantado! Quero uma festa. O dever será em casa, Vêm as amigas! Filha, Você se lembra daquele dia? Boa noite, mamãe, Não tranque o portão, Volto tarde! Cuidado filha, Não se demore demais, _ Esse é o meu namorado! Mas já? O nome dele é João, E o que faz? Ah, mãe, ele surfa. Tudo acabou... A fase da desilusão. Filha, isso passa. _ Ele partiu o meu coração. Mamãe está aqui. Mãe, ligue para os salgados, Por favor! A festa de colação. _ Que orgulho, querida! Marcha nupcial, Papai me leva no altar. Estou aqui, minha filha, Para o que precisar, A casa vazia, Álbuns para recordar, E mais tarde mesa Cheia de bolos, doces e gostosuras, O primeira neto está por chegar. Qual será o nome? O que iremos aproveitar? Boa noite, vovó, Até mais, mamãe! Eu ligo pra senhora Pra marcamos o jantar!

Às vezes é preciso dar adeus aos ciclos, para que mais tarde surjam outros floridos. A vida sempre será assim. E com tudo o que fazemos de errado, levamos o aprendizado, aprendemos a renúncia e o verdadeiro valor da palavra felicidade. Diga adeus sem medo da colheita futura, te…
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Às vezes é preciso dar adeus aos ciclos, para que mais tarde surjam outros floridos. A vida sempre será assim. E com tudo o que fazemos de errado, levamos o aprendizado, aprendemos a renúncia e o verdadeiro valor da palavra felicidade. Diga adeus sem medo da colheita futura, tenha a certeza de que é preciso mudar e seguir em frente!

Depois da partida Eu não contei que Fosse me apaixonar
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Depois da partida Eu não contei que Fosse me apaixonar E não há culpa quando O coração decide Novamente amar! Isso não se trata De semelhança Ou de transferência Como deve pensar, É algo que não se explica, É o desejo de em você morar O seu corpo é Como uma casa revestida de luz Para me abrigar, Guardar o meu desejo E essa vontade de Abraçar.

Eu quero lhe desejar Um bom dia Todos os dias,
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Eu quero lhe desejar Um bom dia Todos os dias, Com essa vontade De dizer coisas bonitas Em cada amanhecer Mas guardo em silêncio A gratidão a Deus No coração Pelo pouco que Desfrutei de sua presença, Foi uma bênção, Uma forma de oração.

Vou-me embora para Alentejo, Buscarei as minhas raízes, A luz do fado em Portugal,
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Vou-me embora para Alentejo, Buscarei as minhas raízes, A luz do fado em Portugal, Ouvir Amália Rodrigues À beira da fonte de Évora, Depois viajar Pelo parque natural De Bragança E logo uma andança pela Capital, Centro histórico Do verdadeiro Paço Imperial Lá está a minha história, Onde guardo o meu brasão, Depois vou para o Vale do Rio Nabão Volto a Lisboa, Setúbal, Em Chaves hei de lembrar Da ponte de Trajano Sobre a via Bracara Talvez, longe de tudo, Esqueço do amor Que era um ideal, E assim, com os pés gastos De tanto caminhar, Repouso em Tavira, Amanheço em povoados De Elvas, com a alma Toda Celta, E abro os olhos para Recomeçar!

Bastou um dia, Bastou um encontro Para eu saber que era você,
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Bastou um dia, Bastou um encontro Para eu saber que era você, Desatinei na estrada, Desci a serra E por detrás da cortina Dos meus olhos, A luz meu dos teus olhos No rastro do trem das cores Indo ao léu Rumo a alguma paragem Entre sons e paisagens, Nada mais posso dizer Apenas cantar o meu canto De amor Na noite em que em mim Anunciou.

Quando avistei o seu sorriso lá no Arpoador, em dia de canção, o meu coração se agitou, mas tive a certeza de que estava ali, de frente para um grande amor. Agora não há o que fazer, quem sabe em um próximo florescer, quando na vida tudo for diferente e eu abrir os olhos no novo…
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Quando avistei o seu sorriso lá no Arpoador, em dia de canção, o meu coração se agitou, mas tive a certeza de que estava ali, de frente para um grande amor. Agora não há o que fazer, quem sabe em um próximo florescer, quando na vida tudo for diferente e eu abrir os olhos no novo amanhecer, acabada de ser parida de um ventre feliz. Talvez no mesmo tempo possamos nos reencontrar, já de crianças, com novas missões. Que o crescimento seja uma fase da união no futuro. Só assim eu poderei amar, amar perdidamente, adorando o reencontro, a rotina, e o rosto levemente amarrotado depois do acordar. Sim, só assim nesse amor, o meu corpo para sempre repousará.

Um pouco da Leila Diniz que em mim há Quem disse que eu quero que mude A sua vida para comigo ficar?
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Um pouco da Leila Diniz que em mim há Quem disse que eu quero que mude A sua vida para comigo ficar? Sobre hipótese alguma Desejo que se desfaça do lar, Espero, apenas, que possamos Desfrutar, Ah! Entre redes, longe de tudo, Um pouco de calma Para podermos descansar Dessa vida agitada Como as ondas do mar, Nos braços entrelaçados, Exaustos de tanto amar! Sei que não busca aventura, Tão pouco eu hei de buscar, Enquanto isso Aproveitarei a chance Para em seu corpo morar, E quem sabe Por conta própria Decida um dia Em mim pousar.

Como fazer para me aproximar? Tentei de maneira sutil Mas não obtive uma resposta
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Como fazer para me aproximar? Tentei de maneira sutil Mas não obtive uma resposta Que calasse de vez as ideias Do coração Há uma grave distância Que não me permite ir além, Entrega-me sucintas palavras Que não me deixam chegar Torço para os encontros Que a vida provém por acaso, Pois assim, ainda que rápido, Entro em seu abraço Já não me cabe tanta saudade! Morro de amor todos os dias, Ressuscito a cada manhã Com a esperança De brotar em sua vida, Perpetuar em seu corpo E por fim continuar viva, Cálida Em seu perfume de rosa.

Soneto do novo amor Amo-te tanto e canto com o coração mais humano, a minha vontade Amo-te não como a um amigo , tão pouco como uma amante
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Soneto do novo amor Amo-te tanto e canto com o coração mais humano, a minha vontade Amo-te não como a um amigo , tão pouco como uma amante Amo-te com tamanha docilidade, é a realidade Amo-te além e sem que seja insignificante Toda a forma de amor é gratificante De prestante, insigne, dou-me à sua alma, aos prantos E te amo assim, nessa presente saudade Amo-te, dou-te a liberdade Mesmo que não tenhamos a eternidade, apenas esse instante. Amo-te sem ser bicho, Simplesmente amo, sem mistério, Com a virtude que me resta desse desejo frequente, Amar-te assim, sobejamente, é o que me faz crente De em seu corpo, um dia, adormecer calmamente. Keyla Fogaça

Se um dia Depois De um tenebroso
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Se um dia Depois De um tenebroso Inverno, De um luto Doloroso pela Partida de um grande Amor A alma Resolver se encontrar Novamente Em um novo sentimento, Viva! Sobretudo, Sem culpas, Pois o que é da eternidade Jamais se apaga E não condena O seu modo de viver! O verdadeiro amor Liberta para ver feliz, Abrace então a felicidade E se não for possível Ter diante do seu coração O motivo do seu despertar, Continue seguindo E deixando as pegadas Pelo caminho, Pois um dia, não muito tarde, A vida recomeça.

Existem dias azuis e dias cinzas, e quase sempre escolho viver os dias azuis, mantendo-me como o céu e não como as nuvens pesadas de chuva, porque essas mudam de lugar, até mesmo as claras, mudam. Já o céu, esse permanece constante, parado em sua imensidão, e mesmo que tudo passe…
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Existem dias azuis e dias cinzas, e quase sempre escolho viver os dias azuis, mantendo-me como o céu e não como as nuvens pesadas de chuva, porque essas mudam de lugar, até mesmo as claras, mudam. Já o céu, esse permanece constante, parado em sua imensidão, e mesmo que tudo passe por ele: pássaros, aviões, tempestades, continua intacto. Quem me lê pode pensar que falo sobre mudança e interpretar de forma errada a leitura, mas a questão é enfatizar a estabilidade que tem o infinito blue. Claro que às vezes é preciso mudar, mas o céu também muda a sua cor do dia para a cor da noite, portanto, revezo-me entre azul celeste e azul anil.

Silêncio do amor. Tudo acontece! Mas como a gente pode imaginar que com a gente?
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Silêncio do amor. Tudo acontece! Mas como a gente pode imaginar que com a gente? Há quantos anos vejo você? De quando te vi com tamanho encantamento E você se espantou; Lembra-se? E agora, em silêncio, sigo. Assim, seguirei pela eternidade, Sentindo o mesmo amor. Dentro do peito é extravasado, E na vida, calado. Eu te vejo e a sua imagem é a de antes. Como outrora, Onde as fotos eram em branco e preto. Nada enxergo que te modifique. O mesmo semblante. Tudo no mesmo lugar. A mesma forma, a mesma ternura... E eu sempre a te olhar, talvez perceba. O tempo chega, o único inimigo. Atroz, feroz, às vezes quer fazer as pazes Com o hoje. Mas ele sempre está correndo. E é a única coisa que não deixa de passar. Mas ainda assim, Você, em sua timidez, com uma beleza tênue, Arranca-me suspiros, até, Quando repouso a mente na delicadeza da imaginação. Uma paixão completamente contida. Abençoada, sacramentada em meu eu, E não nasceu no agora. Ela, do passado, renasceu no presente. Jamais será dita para não ser condenada. Aproveito, à maneira que posso, ao lado seu. Vendo-te como uma luz infinda ao cantar. Sempre a despertar; Sempre a nascer; Sempre a viver! E eu, buscando crescer. Passando, com o tempo... Até que, com o mesmo tempo, eu possa transcender Em nuvens de sonhos, Em sonhos de sono, Em sono de leito, Em leito de morte, Em morte de vida. Além! (Poema inspirado no filme Ensina-me a viver)

A vida segue E quando o coração Propõe-se a esquecer,
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A vida segue E quando o coração Propõe-se a esquecer, Ele esquece. Todas as estações Terminam E mesmo que elas Comecem Novamente, Logo estamos ao final De outra estação, Porque para tudo Há o seu ciclo. A alegria, O sofrimento, Todos sentimentos Transitórios. Tanto tempo amando O que não se pode Ter Faz com que a alma, No meio do nada, Do desconhecido, Na noite tingida de nuvens Num céu longínquo, Pereça. Mas tudo o que perece Desperta logo mais Para uma nova vida Florida. Não se pode amar O que não é inteiro. Engana-se aquele que acredita Que no amor não deve haver Recompensas, Pois o presente da vida É distribuir E angariar os frutos desse amor Espalhado. Nutrir-se de esperança Por fagulhas de carinho? Não! Não vale a pena. Os olhos que olham Com a paixão que vem Do coração, Fitam pra outro lugar A fim de traçar novos rumos. Por hora queria ser aquela Criança na escola Que não pensava no amanhã E o que sabia Era olhar apaixonadamente Para a mocinha que vinha Com o mundo nas mãos Para levar adiante os rebentos. Mas sozinha A mente vagueia, Perpassa por sonhos Que jamais serão alcançados. Porém, Com o peito castigado Ainda pelo grande amor, Desato-me desse novelo De dor, Ainda que a pele branca Como um botão de rosa alba Pouse sobre o meu olhar. E assim vai ficando para trás O verão, Junto com o seu sorriso. Não quero mais dizer, Espero o amanhecer.

Eu te amo Eu te amo porque sou artista! Eu te amo sem que saibas!
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Eu te amo Eu te amo porque sou artista! Eu te amo sem que saibas! O amor, em chamas, permanece Em mim! Eu te amo sem que notes... E tudo eu faço... ''Apenas que te agrade''... Eu te amo dentro da eternidade No alvoroço do dia... No silêncio da madrugada! Eu te amo, simplesmente... Com o intuito, latente, De morar em teu peito Extravasando a razão... E sem dó ou compaixão Rasgo-me em felicidade! Como um livro de página marcada! Na quietude da alma... Eu te amo de forma clara! Como retrucar este amor? Ele vive no presente Com a esperança no futuro! Eu te amo calmamente! Às vezes de forma desesperada! Sem que o sono chegue... Eu anseio ver o nascer da alvorada! Eu te amo... É fácil dizer! E não queiras saber Se é para ti esta verdade!

MEDO Medo emblemático paralisa, A gente não anda, desliza
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MEDO Medo emblemático paralisa, A gente não anda, desliza Medo de tudo o que agita Medo daquilo que desvirtua, Medo do que atiça Medo do abraço, Medo que até irrita Medo do entrelaço E também da mão amiga, Medo, Como os medos que se erguiam no cangaço E medo ''inté'' das águas de março Medo do que fica, Medo do olho que fita, Medo do silêncio E das respostas - O medo Faz-nos olhar o relógio, Faz-nos desligar a música Medo da lembrança, medo Esse medo da certeza E de vislumbrar o futuro Abrindo mão de uma vida Para tragar outra vida Naufrágio certo? Quem sabe! Medo, Logo cedo Borrão que enche de anseio A alma aflita Medo que degenera, que mastiga Medo daquilo que instiga Medo do desejo, Medo do novo beijo, Medo de uma flor Cuja beleza surgiu das curvas De um duro chão, Medo da próxima estação, Medo de acelerar o coração Medo, É só medo... Medo da curva do rio, Do vento no rosto Que sopra do mar, Medo... Medo de amar.