Frase de Keyla Fogaça
Como se fosse Vinicius de Moraes ''Paris, outono de 73... Das tardes tristes E de insanos amores Recordo-me, apenas, De tais ardores. Vagando triste, Sobre cascalhos, Folhas secas, isoladas, Nas tardes frias, ensolaradas De Paris. É! Quem é poeta traz no sangue O leve gosto da verdadeira Poesia; Poesia, aquela, Que fala da mulher, Que fala dos sonhos e 'Rubores' de uma Ardente paixão Clamada dos bares, Nas avenidas, Ou vinda da boca De um homem só Em uma praça qualquer. Dos lugares que passei, Saudosa Paris, Hei de me recordar! Mas sem me esquecer Da Pátria Mãe Gentil, De palmeiras, tão sutil, De favelas, mares, rios. O verdadeiro poeta não fecha Uma poesia sem se despedir Como tal; Deixando saudades, Falando aos camaradas E fechando a corrente de fé. Assim vou voltando Em minha nova parceria, Ainda falando da beleza, Da mulher e das flores. Mais uma despedida, Talvez, sendo esta, A despedida derradeira, Despedida de um outono triste, Aquele outono Mais de recordações Verdes e amarelas Do que outra coisa qualquer. Pois é! Como brasileirão, Em terra estrangeira, Faço de minha partida Um contratempo, Tendo em vista o novo céu, As novas flores, E a beleza feminina Tomada daquela arte angelical. Findando, então, o sobrenatural Nada melhor nesta hora Do que dizer: Prato principal para brasileiro Que beija a camisa, É boa música!''
No pensador.ai desde