Frase de Keyla Fogaça
Tenho medo desse medo Que pode afugentar O signo da liberdade De elemento ar, Aquele que anseia pelo espaço E desfaz de qualquer nó Que planeia apertar Nada sou de concreto Para ameaçar, Apenas uma ave rapina Abrindo asas aladas, Vislumbrando a terra, o tempo E espreitando a hora certa De pousar Tive o mundo nas mãos, Caronas para viajar, Malas quase prontas, Cheiros longínquos a me esperar Mãos estrangeiras Querendo os meus dedos cruzar, Nas Alvenarias de Portugal Eu poderia chegar Mas aonde fui parar Com esse desejo Que custa a cicatrizar? Talvez seja uma queloide No dorso do peito Que jamais fechará De olhos fechados Quase sempre, Lanço-me em vastos campos De flores raras, Vejo-te alba Com a alma da borboleta a bordejar, Surtindo como doce efeito Entre nuvens de sonho Fazendo o meu coração Abrandar Eu não quero conflitar Ou ser como uma teimosia A desatinar Mas o amor é algo que não se estanca, Pondera-se Com o desejo permanente de cuidar Mesmo que sendo fuligem solitária Da maria fumaça que passa, Ele jamais deixará de amar.
No pensador.ai desde