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Frases de Katiana Santiago

321 frases

O que escondemos em nós, nos dão nós que nos enlaçam por dentro. Se somos labirinto, como acreditar em esquecimento? se no trajeto que faz a vida tudo tem ponto de partida, pausa meio e fim, mas esquecer não pertence a correnteza, nossa natureza é feita de grandeza e é pela tortu…
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O que escondemos em nós, nos dão nós que nos enlaçam por dentro. Se somos labirinto, como acreditar em esquecimento? se no trajeto que faz a vida tudo tem ponto de partida, pausa meio e fim, mas esquecer não pertence a correnteza, nossa natureza é feita de grandeza e é pela tortura de lembrar que a vida é feita. E são os nós que nos amarram, vivendo, morrendo, nos deixando em pedaços, de alguma forma vão nos edificamos por dentro, só pela bravura de existir. Nem tudo é alegria, mas até o nó da agonia existe para nos lembrar que a travessia requer de nós ousadia e temos que continuar… Os nós que nos amarraram, nos travaram também nos ensinaram a amar. Os nós nos transformam em nós… Katiana Santiago

O estrangeiro vive na mira inquieta de todos nós, ele mora aqui, também aí. Habita nos sonhos e planos que atravessam as vigílias da desolação. Se refresca em qualquer entusiasmo que inicialmente contempla a incitação. Ele é o novo e o velho atraído pela ilusão, e que nos move pe…
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O estrangeiro vive na mira inquieta de todos nós, ele mora aqui, também aí. Habita nos sonhos e planos que atravessam as vigílias da desolação. Se refresca em qualquer entusiasmo que inicialmente contempla a incitação. Ele é o novo e o velho atraído pela ilusão, e que nos move pelas cadeias da pulsão. E é estando só que conhecemos essa intimidade que manifesta, esse estrangeiro, desconhecido, amigo, inimigo, audaz, atrevido que habita em nossas mansões. E do tempo temos a dor, mas também o amor. E o estrangeiro zomba da própria decisão. Mas são as vãs repetições que florescem a vida na estação. E ao passar pelo caminho já percorrido, não é difícil perceber o vacilo dos passos repetidos e a força do estrangeiro movida em uma frustração. Da cor ao amor tudo se repete, até o estranho em nós. Da amargura a cura, com giz de “cera” reescrevemos a solidão, e quem dirá que essa cera já não serviu de vela em outra ocasião. Nada pode ser acrescentado do ventre que nós fomos tirados. Estar só será sempre nossa distração. O amor pode preencher o enredo de uma história, mas nem um, nem dois amores podem ocupar o coração. São três cubos de estranheza a habitação das emoções, e cada um que se eleve na possessão dessa proeza. O estrangeiro é o que temos na saga da desilusão.É de imaginação que tudo sobrevive. E a fantasia é um guia que se rende a sublimação. A vida é esse bem absurdo e o estrangeiro é essa perfeição. Nenhuma mira é certa, toda ela é distorcida pela ilusão. Bem verdade…Não há sossego para o coração! Katiana Santiago

A vida é mel e até o amargo que nela se promove podemos fazer um doce e afastar o fel. E a travessia é sem guia, é um afligir todos os dias que ignora um roteiro cotidiano de ilustrações. Cada mover tem uma realização, cada ação uma reação, e toda alegria chega de noite e desap…
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A vida é mel e até o amargo que nela se promove podemos fazer um doce e afastar o fel. E a travessia é sem guia, é um afligir todos os dias que ignora um roteiro cotidiano de ilustrações. Cada mover tem uma realização, cada ação uma reação, e toda alegria chega de noite e desaparece ao logo de cada dia. Só as lembranças e o desejo são atemporais e extrapolam os dias. Sossega oh alma, a vida é curta, para que essa agonia? degusta do mel com ousadia. Cada vendaval não trás consigo seu destino, é na decisão de cada ação que somos grandes, crescemos ou continuamos meninos e dessa forma pagaremos o preço da redenção. Oh vida mel, mel que se saboreia lentamente, cada gota é repleta de uma espécie de aguardente, que embebeda, sufoca, mata ou vivifica a gente! Katiana Santiago

São os mundos estranhos que habitam e guerreiam dentro de nós que nos revelam nossas essências. Não há guerra santa, nem clemência e toda paz é transitória. É necessário baixar no “crepúsculo” de nós mesmos e vasculhar os segredos daquilo que se perdeu ou que nunca se encontrou…
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São os mundos estranhos que habitam e guerreiam dentro de nós que nos revelam nossas essências. Não há guerra santa, nem clemência e toda paz é transitória. É necessário baixar no “crepúsculo” de nós mesmos e vasculhar os segredos daquilo que se perdeu ou que nunca se encontrou e a alma resolveu guardar. Ao descolar de si, permitiremos neutralizar as resistências e suas aderências e nesse percurso poderemos achar os nossos reais mundos, aqueles que nos são pesados aceitar. Por virtude e força, a alma inativa rumo ao desconhecido acabará encontrando abrigo com suas vias originais, no imenso mundo particular. Maravilhoso é adentrar no universo de si mesmo, se perder nos próprios desassossegos para só então se encontrar.

Não se pode imaginar as voltas que o mundo dá, mas, nos redemoinhos o coração é um ninho que sabe o que guardar. Sentir é mais que falar, assim como o trovão faz barulho, o relâmpago tem seu luminar. Não se pode esconder o desejo que há no olhar, é fogo a incendiar, queima e qu…
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Não se pode imaginar as voltas que o mundo dá, mas, nos redemoinhos o coração é um ninho que sabe o que guardar. Sentir é mais que falar, assim como o trovão faz barulho, o relâmpago tem seu luminar. Não se pode esconder o desejo que há no olhar, é fogo a incendiar, queima e queimará. Teu céu toca o meu em cada despertar e tua casa visita a minha mais vezes que essas voltas que o mundo dá! Katiana Santiago

As cores são para a vida, assim como a flor é um símbolo de amor! Queres as cores? as cores eu busco e te dou, qualquer uma beija-flor... Se guie pelas constelações mais loucas, que o céu é um véu de mistérios que ilude a nossa alma, e tudo dança e canta em amor, e esse céu te…
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As cores são para a vida, assim como a flor é um símbolo de amor! Queres as cores? as cores eu busco e te dou, qualquer uma beija-flor... Se guie pelas constelações mais loucas, que o céu é um véu de mistérios que ilude a nossa alma, e tudo dança e canta em amor, e esse céu te dou. Meu coração estará sempre aberto para teus anseios pássaro em flor. Todo canto deve ser livre, precioso é o amor de quem o doou. Há moradas na quina de cada despedida, não existe adeus na partida, ela é só fingida e sempre abrigará a veracidade de um coração. O amor se realiza até com a própria solidão, das lembranças dão a canção, versos já ditos que transbordam ao infinito seja pelo silêncio estabelecido do não dito que a alma se “extasia” na mais COMPLETA SATISFAÇÃO. O imaginário é um “lendário” mais forte do que o toque em qualquer região, ele é alma, eterna pulsação! Beija-flor ,pássaro em flor, tu florescerá em qualquer estação. Para ti Beija flor o tempo é precioso, e falta muito para o pouso. Traz contigo o canto engenhoso que o colibri invejoso tenta vedar. Repara que as correntezas das palavras que jorram dos “Rios” de ti são águas que abastecem os mananciais das “solitárias solidões”. Teu canto traduz em mim versos, vais e entoa-os nos montes, nas encruzilhadas, nas mesas, nas calçadas, igrejas, praças, eles são vida e quem dirá que todo canto é de vida reprimida? Cada um tem sua porção de púrpura e candura que vai se abrigando, se afligindo, lutando ou se adaptando pelas palavras recebidas, independente da estação. Há palavras que transformam inverno em verão. As tuas, beija-flor, são vida em forma de canção... Para que o luto de uma emoção? se a própria vida já se encarrega dessa alusão... A morte nos espera e cada partícula de vida vivida ou não vivida já é uma separação. De fel à mel, de capim a jasmim, sempre vou querer o cheiro do alecrim contido nas tuas veias, o canto das sereias, sempre a ludibriar, assovia poesia, bem precioso, como é bom mergulhar. E nas horas vespertinas ou na própria aurora ou madrugada busco a letra e ela vem me tragar. Bebo do teu canto beija-flor querido até me embriagar, são absolvição, estou sempre a voar. Ah Beija flor- querubim, pássaro assombroso, beleza que fascina qualquer fantasia no voo ou no pouso. Lindo pássaro selvagem, sobre ti há feitiço grego, teu canto tímido transborda segredos, nos faz sonhar só em te olhar. Ofereço-te a beleza das cores porque delas tu já me doou, tanto na alegria como na dor! Queres as cores as cores te dou... Katiana Santiago

Há caminhos que trilhamos e outros nos fazem trilhar, desgostos que recebemos e tantos ainda por aceitar. Alguns pegam atalhos tentando o caminho encurtar e perdem a liberdade de também poder voar. E se o ouro fosse de fato tesouro poderíamos carregar para qualquer lugar. Mas,…
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Há caminhos que trilhamos e outros nos fazem trilhar, desgostos que recebemos e tantos ainda por aceitar. Alguns pegam atalhos tentando o caminho encurtar e perdem a liberdade de também poder voar. E se o ouro fosse de fato tesouro poderíamos carregar para qualquer lugar. Mas, nessa travessia só o eterno tem o poder de cativar e nos curar. Não há privilégio maior que a própria cruz carregar. E como dizia um certo pensador: “há pontes que somente nós podemos atravessar” Só se alcança porções de alegria depois de muito se lamentar. E as lágrimas de súplicas vão se tornando rios tão cheios que nos carregam ao rumo que devemos chegar. Saberá uma estrada de terra batida, com um solo ainda por semear. As facilidades não são pontes, são cadeias, e esses desvios atrofiam a capacidade de voar, enquanto humanos estamos prontos a suplantar! E é na angustia do caminho sem ouro e com espinhos que a felicidade vem nos encontrar, no descuido de nós mesmos e nos pequenos intervalos esse silêncio vem sentenciar: o viver para sentir, tamanha liberdade de voar, a infinitude como norte norteia o que trilhar, enquanto for ausente o caminho, há uma felicidade em procurar... Katiana Santiago

A tinta na caneta pode promover uma catarse. Na delicadeza de um papel inserimos nossas miragens. Manhã ou tarde escrevemos devaneios, abstrações e utopias. É pela escrita das palavras que a angustia se enfraquece, e pelo fio da taquicardia se fortalece. E no mover dos laços há…
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A tinta na caneta pode promover uma catarse. Na delicadeza de um papel inserimos nossas miragens. Manhã ou tarde escrevemos devaneios, abstrações e utopias. É pela escrita das palavras que a angustia se enfraquece, e pelo fio da taquicardia se fortalece. E no mover dos laços há tantos ”enlaços”que se tecem. Há segredos que adentrarão a hora tardia. E é no encontro desse espelho que todos os fantasmas interagem, na busca de uma linguagem morna, quente ou fria. As palavras quando só pensadas ficam desassossegadas, são inquietas sementes, escritas, exorcizam a alma da gente. E ao rasgarmos o tecido de nós mesmos, destravamos os "nós" do medo, escondidos nos labirintos do esquecimento. E é permanecendo como réu do próprio isolamento que tecemos , no acolho e no recolho, na licença que se faz, de uma falta a sustentar, desenrolamos o nosso próprio pilar de contentamento. Escrevendo, escrevendo, escrevendo… E ao rasgar a cortina, viés das palavras, mergulho na maré calma, envolto na própria nascente, há um renascimento "plangente". Urgente forma de encantamento! Palavras nos carregam se nos deixarmos atravessar, eis a forma singular, rio mar afora desce, escreve! Rio fluente, “catarse nascente”... Katiana Santiago