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Frase de Katiana Santiago

A tinta na caneta pode promover uma catarse. Na delicadeza de um papel inserimos nossas miragens. Manhã ou tarde escrevemos devaneios, abstrações e utopias. É pela escrita das palavras que a angustia se enfraquece, e pelo fio da taquicardia se fortalece. E no mover dos laços há tantos ”enlaços”que se tecem. Há segredos que adentrarão a hora tardia. E é no encontro desse espelho que todos os fantasmas interagem, na busca de uma linguagem morna, quente ou fria. As palavras quando só pensadas ficam desassossegadas, são inquietas sementes, escritas, exorcizam a alma da gente. E ao rasgarmos o tecido de nós mesmos, destravamos os "nós" do medo, escondidos nos labirintos do esquecimento. E é permanecendo como réu do próprio isolamento que tecemos , no acolho e no recolho, na licença que se faz, de uma falta a sustentar, desenrolamos o nosso próprio pilar de contentamento. Escrevendo, escrevendo, escrevendo… E ao rasgar a cortina, viés das palavras, mergulho na maré calma, envolto na própria nascente, há um renascimento "plangente". Urgente forma de encantamento! Palavras nos carregam se nos deixarmos atravessar, eis a forma singular, rio mar afora desce, escreve! Rio fluente, “catarse nascente”... Katiana Santiago

Katiana Santiago

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Katiana Santiago

A libido é uma espécie de ciframento que o organismo encontra na tentativa de realizar o irrealizável, o material inconsciente clama por um escape.
O que se procura? se na forma mais obtusa a busca já destinou seu fim... E se o navio atraca no mar e repousa para descansar, cessam as grandes navegações. Na procura a alma não deve ter “cura”, deve viver entre a bravura, a loucura e uma candura muito mais que pura.
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O que se procura? se na forma mais obtusa a busca já destinou seu fim... E se o navio atraca no mar e repousa para descansar, cessam as grandes navegações. Na procura a alma não deve ter “cura”, deve viver entre a bravura, a loucura e uma candura muito mais que pura. O que move o navio são as ondas e o ventos, assim devem ser desbravados os pensamentos, de caminhos incertos alegria e solidão... O que se procura se ao achar perdeu-se o encanto e as curvas tão certas tornaram se em prantos de vazios inestimáveis em caixas tão grandes fechadas com a ilusão. O que se procura no contentamento contente se é tão inerente toda falta de um coração. A alma é um navio que não pode aportar, deve viajar por longos mares, inquietar, inquietar...