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Frases de julioraizer

39 frases

Você saiu do banho. Toalha na cabeça.. no espelho do banheiro,
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Você saiu do banho. Toalha na cabeça.. no espelho do banheiro, o vapor criava aquele ar embaçado. Dizer que quero apenas os segredos da sua companhia, Indiscretos e soltos pela boca, seria despir as minhas intenções das roupas indecentes. Roupas que já deixamos lá. Dizer que vejo seu corpo nu repousando embaixo do chuveiro seria minimizar aquilo que podemos fazer. Não quero corpo. Quero aquela magia fora do dorso.Quero retorcer os quadris da sua confiança. Quero sempre ser um presente no presente, Quero o sabor dos seus lábios, não num beijo extravagante, mas numa noite constante onde as palavras escorregam pelo canto de um sorriso. Quero você sem frescura. Numa pista de loucura. A mulher exaltada na sua forma de corpo que não importa. A magia guardada desvendada pela conversa em qualquer lugar.

Versos Proibidos Quero no sabor dos seus lábios experimentar a sua saliva.
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Versos Proibidos Quero no sabor dos seus lábios experimentar a sua saliva. Quero no calor da sua boca, derramar meus palavrões. Quero cuspir a decência exorcizar nossos corpos.. Despedir-me do pudor angelical. Sentir a sua boca indecente e inclemente. Ouvir rimas e xingamentos Vindos da sua fala possuída pela liberdade de poder ser quem é.

O tempo vem sem movimento Relativo em seu tormento Um momento? Uma vida.
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O tempo vem sem movimento Relativo em seu tormento Um momento? Uma vida. Transcrita de forma sucinta. Ressuscita aquele aonde habita. Palpita. Amanhã, será manhã, a hora perdida nos ponteiros, sempre talvez. Dos números escavados, o risco sem medo. Do dito avisado, o perfeito que não é feito O delirante dizendo que o ótimo se fez. Não imaginávamos que seria! Assim, a resposta levada, as palavras trocadas e a alma sendo despida aos poucos. Afinidade percebida na etapa miúda de uma justa insensatez. Percebia a conversa na rua? Madrugada nua, palavras cruas. No hospital, na tv, na sala de estar, Luar Ouvir, falar, sorrir. Lançar Brisar, partir, fugir. Ficar Olhar atento, corpo calado Como quem ouve uma sinfonia. Um peixe pescado… nada explicado.. Vontade de ter ficado.. Com suas ondas traga os pincéis, solte os gracejos inocentes e pinte uma casa Pintar o mundo com contornos místicos, Colorir a noite com pontilhados brilhantes. A cidade está longe, mas nós estamos aqui. O tempo pode parar, mas se parasse não seria tão bom. Tudo fica pequeno perto do som Das ondas desse caminhar Não importa onde estávamos até agora, Nossa memória trouxe até aqui. A intuição rasgou a razão e a fez sorrir Fez da sua premonição um recuo épico, na entrega de um doce enlace noturno. Entregar o beijo e sair de fininho. A porta se fecha, o abraço refresca e o beijo liberta. No silêncio, o som da nota compôs sua melodia, Tempestade feita com sereno da noite que fluía. Foi-se ao céu, com suas asas. Ela descobriu que descobria-se, Inesperado ele surgia.. Sendo sempre eles… ficariam.

Malícia Alma capturada, Um sequestro salivar.
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Malícia Alma capturada, Um sequestro salivar. Letras quentes, Com vontade de letrar. Versar a fantasia, e perceber Tão inocente rebeldia No corpo tenro, amanhecer Há maldade? A maldade? Ah, a maldade.. uma sintonia! Repousa num céu de vontades, Encarna a superfície sem espaço. Beija a boca, depois os lábios. Aquilo que alimenta a volúpia, Satisfaz sonhos, vida e saudade.

Pra mim? Mistérios e segredos de sua matéria perfeita. Ao olhar suas lembranças, as costas em suas reentrâncias provocam um alienado de prazer.
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Pra mim? Mistérios e segredos de sua matéria perfeita. Ao olhar suas lembranças, as costas em suas reentrâncias provocam um alienado de prazer. Em sua carne, sem muito alarde, o entrelaçar da magia com a ousadia da gata de meiguice angorá. Remete a uma fusão de sentidos, onde o corpo tem cor, as costas tem cheiro e som traz a nota da libido. Querer encostar, recostar, queres costas no mar. Nadando solta, olhando para o infinito e dando as costas para o mundo. Assim você plaina sobre o azul profundo, ganhando vida sem preocupação. Suas costas estão desnudas.. fique assim, nessa mágica curva poética. Sem mover sequer um dedo, é o seu segredo que provoca nessas linhas infinita imaginação.

Livre, ELA O cheiro da liberdade. O gosto de encontrar a si mesma dentro do próprio corpo.
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Livre, ELA O cheiro da liberdade. O gosto de encontrar a si mesma dentro do próprio corpo. As linhas e curvas que jorram numa envergonhada sensação, o que realmente ela queria dizer, e explodir sentindo. Mostre sua messiva, Assim, sorrindo, deixe sua história.. Seja.. quem nunca deixou… Seja! (Júlio Raizer)

O que devia escrever, Nem me lembro Só vejo a rosa que abriga
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O que devia escrever, Nem me lembro Só vejo a rosa que abriga A caveira que repousa Vejo a chama da unidade A energia que complementa Não julga. Sem fuga. Fico. Quero ficar… A caveira, prova que lutamos A rosa, certeza que vencemos. Glória plena! Viva o general. Viva a loucura nobre É rica a chegada, Com amoras posso festejar Pêras me esperam Sem partir, pra sempre ficar.. Alegoria de uma caverna vazia Pássaros mortos em seus ninhos Na pluma que o coração trazia Fecharam-se livros sem vizinhos Rio aborrecido e minguante Curva em suas pedras a majestade Desse ribeiro fosco sem idade Saiu galopando o rocinante. Odor fresco num vazio. Todo instante pensado. Não ande, corra. Aprove a navalha que deslizou na pele. Diga que é o pescoço que ela deve cortar. (Júlio Raizer

Solidão A solidão é como uma velha senhora cansada. Olhos fundos com sonhos desfeitos.
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Solidão A solidão é como uma velha senhora cansada. Olhos fundos com sonhos desfeitos. Guarda seus dias de glória na lembrança, Sorri inquieta diante crua realidade. A solidão é a presença constante daquilo que não deveria ter partido, mas se foi. A cor rasgada de um arco-íris, a íris presa numa retina que arde pela dor. Uma bebida amarga que rasga o peito enquanto desce pela garganta, machucada por gritos da sua alma inquieta. Solidão, passeio inveterado pelo paraíso das trevas. Parceira de um abismo sedento pela próxima alma desavisada. Deserto de palmas numa canção, que silenciosa brada aos ventos a sua mórbida sentença. Solidão, sempre ela a perturbar os dias cinzas, sob um céu que já foi azul. A fumaça sobe em direção ao imenso vazio, um corpo trafega de mãos dadas com a ansiedade e, chamando por socorro encontra no medo um perfeito aliado. Feitiço jogado num espelho, refletido no devaneio da esperança de encontrar abrigo para sua canção. A voz abraçada por paredes, o corpo vigiado por concreto, a cabeça repousada no travesseiro... Assim a velha adormece, buscando em seus sonhos a companhia que lhe falta. (Júlio Raizer)

Até Logo Sol O sol vermelho, dia quase no fim,
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Até Logo Sol O sol vermelho, dia quase no fim, a noite sedenta do outro lado da terra. Prédios sufocam a visão, O sol arde! A lua desnuda sai, Deixa seu banho, em breve virá. Enebriado olhar, brega e covarde, estapeia o sol quente em minha car, mente! Eu aqui, o sol, no último fôlego Apolo em sua carruagem.. aguardo, reparo e me delicio.. É o fim de tarde.. (Júlio Raizer)

Todo Poesia A poesia se esconde nos impronunciáveis momentos provados pela alma. A tentativa objetiva de expressar a subjetividade dos mistérios.
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Todo Poesia A poesia se esconde nos impronunciáveis momentos provados pela alma. A tentativa objetiva de expressar a subjetividade dos mistérios. Poesia é fantasia, é mágica é maestria. O contorno do corpo sob a luz da lua, envolto num cobertor para fugir do frio. O sono gostoso enquanto espera pelo jantar. Poesia é o segredo das noites em fuga, o esconderijo nas manhãs de sol. (Júlio Raizer)

Há um pouco de tudo em tudo que vemos. Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada. A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
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Há um pouco de tudo em tudo que vemos. Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada. A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento. O brilho do sol por trás da noite enluarada, A cantiga nova repelida do firmamento, As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada. A fantasia na realidade digerida Transforma em cantos o redondo dessa vida. Sem fome num banquete já servido, Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido. Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras, Procura-se a poesia no campo já florido. Em sílabas mortas o guardião fez moradia. Trancou a porta e se afogou na água fria. Sentiu-se imponente sob o sol da manhã Gotejou lampejos de suplício na tarde vã. Lutando contra o mundo, soldado único se fazia. Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo, e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)

SER OU NÃO SER É o luxo do lixo, A capital no interior
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SER OU NÃO SER É o luxo do lixo, A capital no interior A bela na esquina O riso de amor É a seca lavada Que chuva não quis Uma alma largada Perfume de anis A metade de um dia O clarão do luar O sentir da saudade O chão para voar Um sentido sem veia Uma razão que se deu Os convidados para a ceia O vasto espaço do céu. É um pouco bastante Largado sem mais É a vela erguida Partindo do cais. Vida inteira ligeira Sem fim de contar Língua doce sujeita Rápido jeito de amar. É a frase perdida em verso, A expressão salutar Caminhos cruzados de alerta Ardente magia, o limiar Flores que perfumam o hoje Cética cadência do amanhã Culpado inocente implora Mãos com toque de hortelã. Valei-me a prece que rogo Dizer-me-ia a alma, terror Livrar-me da vitória, o jogo Salvar-me-ia o nobre senhor. É o peixe afogado nadando Ave que caminha no ar Guerra sem arma ou soldado Dormir sem precisar levantar. O sossego apegado ao nada Poesia dita sem dizer Resquício do suco amargo Jardim guardado no ser Ser sem saber o que será Sendo suficiente, o bastante Acesa na eternidade, a vela Incendeia pra sempre seu instante. (Júlio Raizer)