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Frase de julioraizer

Solidão A solidão é como uma velha senhora cansada. Olhos fundos com sonhos desfeitos. Guarda seus dias de glória na lembrança, Sorri inquieta diante crua realidade. A solidão é a presença constante daquilo que não deveria ter partido, mas se foi. A cor rasgada de um arco-íris, a íris presa numa retina que arde pela dor. Uma bebida amarga que rasga o peito enquanto desce pela garganta, machucada por gritos da sua alma inquieta. Solidão, passeio inveterado pelo paraíso das trevas. Parceira de um abismo sedento pela próxima alma desavisada. Deserto de palmas numa canção, que silenciosa brada aos ventos a sua mórbida sentença. Solidão, sempre ela a perturbar os dias cinzas, sob um céu que já foi azul. A fumaça sobe em direção ao imenso vazio, um corpo trafega de mãos dadas com a ansiedade e, chamando por socorro encontra no medo um perfeito aliado. Feitiço jogado num espelho, refletido no devaneio da esperança de encontrar abrigo para sua canção. A voz abraçada por paredes, o corpo vigiado por concreto, a cabeça repousada no travesseiro... Assim a velha adormece, buscando em seus sonhos a companhia que lhe falta. (Júlio Raizer)

julioraizer

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Pensador.com

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Pra mim? Mistérios e segredos de sua matéria perfeita. Ao olhar suas lembranças, as costas em suas reentrâncias provocam um alienado de prazer. Em sua carne, sem muito alarde, o entrelaçar da magia com a ousadia da gata de meiguice angorá. Remete a uma fusão de sentidos, onde o corpo tem cor, as costas tem cheiro e som traz a nota da libido. Querer encostar, recostar, queres costas no mar. Nadando solta, olhando para o infinito e dando as costas para o mundo. Assim você plaina sobre o azul profundo, ganhando vida sem preocupação. Suas costas estão desnudas.. fique assim, nessa mágica curva poética. Sem mover sequer um dedo, é o seu segredo que provoca nessas linhas infinita imaginação.

Malícia Alma capturada, Um sequestro salivar.
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Malícia Alma capturada, Um sequestro salivar. Letras quentes, Com vontade de letrar. Versar a fantasia, e perceber Tão inocente rebeldia No corpo tenro, amanhecer Há maldade? A maldade? Ah, a maldade.. uma sintonia! Repousa num céu de vontades, Encarna a superfície sem espaço. Beija a boca, depois os lábios. Aquilo que alimenta a volúpia, Satisfaz sonhos, vida e saudade.