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Frases de Jorge Vasconcelos

11 frases

⁠Tudo o que puder dar ou receber nunca será suficiente
⁠CAMPO DE MIOSÓTIS Lembro um campo de miosótis Dormir nele até o sol se deitar
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⁠CAMPO DE MIOSÓTIS Lembro um campo de miosótis Dormir nele até o sol se deitar Pensar naqueles dias azuis Que foi o começo do nosso amar Recordo esses dias passados Já postos na bruma dos dias Que tempos, sermos amados, Sem fugas, sem relações ínvias Olhar para o céu até a vista cansar Ver um bando de pássaros Em grupo, alinhados, sem chocar Discutindo os nossos toques raros Sabendo que aquele campo azul De miosótis nascidos e plantado Já não existe, emigrou para sul E com ele, o lascivo, fugiu apavorado O amor que nasceu ali, com ele, Que tanto prazer deu ao físico Ébrios de tanto querer na pele Felizes do sentir paradisíaco Mas nem tudo é eterno Fundamental não o ignorar O que se passou naquele Inverno É sem dúvida para guardar Amar num campo de miosótis É um luxo nunca visto, é achar Um conjunto de gostos subtis Um acto para mais tarde recordar Autor: ©Jorge Vasconcelos

⁠O AMOR SABE SEMPRE A POUCO O amor é uma dádiva Recebe-se por existir
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⁠O AMOR SABE SEMPRE A POUCO O amor é uma dádiva Recebe-se por existir Basta ter vida activa Para que o consigas sentir Nunca ao amor digas não Não feches a boca ao beijo Porque vives uma paixão Deixa que te invada o desejo E se porventura entenderes Que deste cálice podes beber Como és parte dum amor louco Vem amar-me perdidamente Ficando aqui bem presente: O amor sabe sempre a pouco Autor: ©Jorge Vasconcelos

AMOR ESCRITO Separação ou Amor a menos?
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AMOR ESCRITO Separação ou Amor a menos? ****************** Escrevia, Mas as palavras bailavam À frente dos meus olhos, e Nada saía… Juravam Que nada valeria a pena Mencionar. As palavras eram amargas, Queriam fazer lembrar As chagas Que moravam no coração. Pela separação, Que mais se poderia dizer Dum acto indesejável, Lamentável, Para quem não quer Aquela cisão? No chão, um cesto, Amarrotados, Os papéis espalhados Ao seu redor, Continham pedaços de amor Escondendo uma paixão. De frente, Uma janela aberta Indiferente, Deixava entrar o vento Numa forte oferta De recuperação. E se houvesse regresso Que faria dos papéis Que relatavam factos, Memoráveis, Dum desgosto confesso? O melhor seria deixar Que o vento os fizesse voar, Para não mais recordar O dia seguinte à separação. Autor: Jorge Vasconcelos ⁠

⁠AMOR CELESTIAL Amar não é fácil… Que o diga quem amou.
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⁠AMOR CELESTIAL Amar não é fácil… Que o diga quem amou. *************** Dança comigo Até que as luzes se apaguem, E se acendam Estrelas cintilantes neste céu. E diz-me se ouves Os anjos sussurrarem A pedir-nos Que continuemos a dançar, tu e eu. Gostam de nos ver Abraçados, enamorados, Ansiando por um momento Mais íntimo, de amor. Pensando que aquela dança Vivida em passos dados, Terá como objectivo Beijos e um abraço com vigor. Um privilégio estar contigo Nesta dança celestial. Sentir que o amor Vem lá de cima, livre, devagar E o acto de o fazer, Lindo, doce, tem muito de especial. Os sinos tocam, Os beijos dão-se, E eu quero amar.

Tudo o que puder dar Ou receber Nunca será suficiente
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Tudo o que puder dar Ou receber Nunca será suficiente NUNCA SERÁ SUFICIENTE Nunca será suficiente O meu olhar com que te firo O meu beijo que te cobre A tua voz impaciente Tudo o que por ti eu sinto A carícia que me sobre Nunca será suficiente Nunca será suficiente O que antevejo em ti Os teus olhos, o firmamento O vento que me açoita O perigo da pernoita Nos teus lábios o beijo lento Nunca será suficiente Nunca será suficiente O que me fará esperar-te A ternura que me exige amar-te O desejo que me consome A vontade de te amar sem fome O amor que me revolve a mente Nunca será suficiente Nunca será suficiente A miríade de beijos que te devo A tua formosura O suor que exibe a minha testa Os frutos silvestres da floresta O enlevo da tua candura A aflição com que me atrevo A dizer-te para sempre Nunca será suficiente Nunca será suficiente O abraço que te prometo O deslizar do meu corpo nos teus braços O sentir-me num projeto Que não terá princípio nem fim E considerar-te uma prenda de marfim Nunca será suficiente ⁠

⁠A FONTE A água é um bem indispensável À vida quer ela seja humana ou não…
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⁠A FONTE A água é um bem indispensável À vida quer ela seja humana ou não… ************************ Se vejo uma fonte no caminho Há coisa a que não resisto Beber daquela água devagarinho Tratando-a como uma dádiva de Cristo Benzo-me antes de o fazer Mas, ontem, algo raro aconteceu… Após um trago daquela água beber Cegou-me uma luz vinda do céu Alojou-se no granito negro como breu Que decorava agora aquela nascente E que outrora teria atingido o seu apogeu Iluminando tudo o que estava ao seu redor Soltando muito calor, Imparável, contagiante, dormente Coisa estranha, pensei A esta hora, com tanta luz do dia? O que poderá ser, interroguei… O que brilhará, com tanta teimosia? Mas nenhuma resposta surgiu Algo divino não seria para mim O meu ombro uma mão sentiu, Leve, doce, macia como cetim Rapidamente uma ave se escapou Veloz, branca e em surdina voou. Mas a luz não se apagou No alto daquela fonte Onde casualmente parei Milhares de luzinhas notei Projectadas no horizonte Saídas da luz Que naquela fonte entrou.