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Frase de Jorge Vasconcelos

Tudo o que puder dar Ou receber Nunca será suficiente NUNCA SERÁ SUFICIENTE Nunca será suficiente O meu olhar com que te firo O meu beijo que te cobre A tua voz impaciente Tudo o que por ti eu sinto A carícia que me sobre Nunca será suficiente Nunca será suficiente O que antevejo em ti Os teus olhos, o firmamento O vento que me açoita O perigo da pernoita Nos teus lábios o beijo lento Nunca será suficiente Nunca será suficiente O que me fará esperar-te A ternura que me exige amar-te O desejo que me consome A vontade de te amar sem fome O amor que me revolve a mente Nunca será suficiente Nunca será suficiente A miríade de beijos que te devo A tua formosura O suor que exibe a minha testa Os frutos silvestres da floresta O enlevo da tua candura A aflição com que me atrevo A dizer-te para sempre Nunca será suficiente Nunca será suficiente O abraço que te prometo O deslizar do meu corpo nos teus braços O sentir-me num projeto Que não terá princípio nem fim E considerar-te uma prenda de marfim Nunca será suficiente ⁠

Jorge Vasconcelos

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Pensador.com

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Outras frases de Jorge Vasconcelos

⁠O AMOR SABE SEMPRE A POUCO O amor é uma dádiva Recebe-se por existir
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⁠O AMOR SABE SEMPRE A POUCO O amor é uma dádiva Recebe-se por existir Basta ter vida activa Para que o consigas sentir Nunca ao amor digas não Não feches a boca ao beijo Porque vives uma paixão Deixa que te invada o desejo E se porventura entenderes Que deste cálice podes beber Como és parte dum amor louco Vem amar-me perdidamente Ficando aqui bem presente: O amor sabe sempre a pouco Autor: ©Jorge Vasconcelos

⁠CAMPO DE MIOSÓTIS Lembro um campo de miosótis Dormir nele até o sol se deitar
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⁠CAMPO DE MIOSÓTIS Lembro um campo de miosótis Dormir nele até o sol se deitar Pensar naqueles dias azuis Que foi o começo do nosso amar Recordo esses dias passados Já postos na bruma dos dias Que tempos, sermos amados, Sem fugas, sem relações ínvias Olhar para o céu até a vista cansar Ver um bando de pássaros Em grupo, alinhados, sem chocar Discutindo os nossos toques raros Sabendo que aquele campo azul De miosótis nascidos e plantado Já não existe, emigrou para sul E com ele, o lascivo, fugiu apavorado O amor que nasceu ali, com ele, Que tanto prazer deu ao físico Ébrios de tanto querer na pele Felizes do sentir paradisíaco Mas nem tudo é eterno Fundamental não o ignorar O que se passou naquele Inverno É sem dúvida para guardar Amar num campo de miosótis É um luxo nunca visto, é achar Um conjunto de gostos subtis Um acto para mais tarde recordar Autor: ©Jorge Vasconcelos