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Frase de Jorge Vasconcelos

⁠A FONTE A água é um bem indispensável À vida quer ela seja humana ou não… ************************ Se vejo uma fonte no caminho Há coisa a que não resisto Beber daquela água devagarinho Tratando-a como uma dádiva de Cristo Benzo-me antes de o fazer Mas, ontem, algo raro aconteceu… Após um trago daquela água beber Cegou-me uma luz vinda do céu Alojou-se no granito negro como breu Que decorava agora aquela nascente E que outrora teria atingido o seu apogeu Iluminando tudo o que estava ao seu redor Soltando muito calor, Imparável, contagiante, dormente Coisa estranha, pensei A esta hora, com tanta luz do dia? O que poderá ser, interroguei… O que brilhará, com tanta teimosia? Mas nenhuma resposta surgiu Algo divino não seria para mim O meu ombro uma mão sentiu, Leve, doce, macia como cetim Rapidamente uma ave se escapou Veloz, branca e em surdina voou. Mas a luz não se apagou No alto daquela fonte Onde casualmente parei Milhares de luzinhas notei Projectadas no horizonte Saídas da luz Que naquela fonte entrou.

Jorge Vasconcelos

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Pensador.com

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Outras frases de Jorge Vasconcelos

⁠O AMOR SABE SEMPRE A POUCO O amor é uma dádiva Recebe-se por existir
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⁠O AMOR SABE SEMPRE A POUCO O amor é uma dádiva Recebe-se por existir Basta ter vida activa Para que o consigas sentir Nunca ao amor digas não Não feches a boca ao beijo Porque vives uma paixão Deixa que te invada o desejo E se porventura entenderes Que deste cálice podes beber Como és parte dum amor louco Vem amar-me perdidamente Ficando aqui bem presente: O amor sabe sempre a pouco Autor: ©Jorge Vasconcelos

⁠CAMPO DE MIOSÓTIS Lembro um campo de miosótis Dormir nele até o sol se deitar
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⁠CAMPO DE MIOSÓTIS Lembro um campo de miosótis Dormir nele até o sol se deitar Pensar naqueles dias azuis Que foi o começo do nosso amar Recordo esses dias passados Já postos na bruma dos dias Que tempos, sermos amados, Sem fugas, sem relações ínvias Olhar para o céu até a vista cansar Ver um bando de pássaros Em grupo, alinhados, sem chocar Discutindo os nossos toques raros Sabendo que aquele campo azul De miosótis nascidos e plantado Já não existe, emigrou para sul E com ele, o lascivo, fugiu apavorado O amor que nasceu ali, com ele, Que tanto prazer deu ao físico Ébrios de tanto querer na pele Felizes do sentir paradisíaco Mas nem tudo é eterno Fundamental não o ignorar O que se passou naquele Inverno É sem dúvida para guardar Amar num campo de miosótis É um luxo nunca visto, é achar Um conjunto de gostos subtis Um acto para mais tarde recordar Autor: ©Jorge Vasconcelos