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Frases de JOANA DE OVIEDO

341 frases

QUIETUDE ⁠Está tudo tão quieto! Tão silente... É a vida da gente
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QUIETUDE ⁠Está tudo tão quieto! Tão silente... É a vida da gente que está se esvaindo na vida dos outros que indo primeiro, preparando o terreiro. Não temos escolhas é a fila que anda silenciosamente para não acordar os que jagem e dormem na quietude da vida sem despedida! Tão silente... É a vida da gente!

⁠EU E O ESPELHO Eu não sou ninguém Nunca fui a loucura de nada,
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⁠EU E O ESPELHO Eu não sou ninguém Nunca fui a loucura de nada, Nem a sanidade também Nem o início de um caminho Ou mesmo a solidão da estrada... Procurei-me por tanto tempo e nada encontrei no velho espelho É preciso rezar para me encontrar E saber que existo seja lá em qualquer tom e cor e lugar. Eu sei, não sou nada além dessa loucura De um espelho pendurado na parede E a cada vez esse espelho envelhece E outra face também em mim tece. É preciso trocar-lhe a moldura!

⁠ANTÍTESE És o fogo que aquece minhas mãos Quando me amas, à lareira!
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⁠ANTÍTESE És o fogo que aquece minhas mãos Quando me amas, à lareira! Mas também o gelo que me queima na ausência. Tal qual o fogo ateado à lenha, nas noites frias. És o carvão que me tece um triste coração Nos desenhos feitos na areia quando a tristeza Me faz sentar à beira da estrada, sozinha. Então me torno os olhos tristes do homem Que buscou construir seu castelo, na solidão. Sem a lareira e sem lenha no terreiro!

⁠Não há rosas Contemplo as flores no jardim No jardim, embaixo da torre Eifell
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⁠Não há rosas Contemplo as flores no jardim No jardim, embaixo da torre Eifell E deparo com violetas cobertas de neves... Não há rosas ainda nos pomos Mas a esperança de que serão vermelhas Sinto já o fogo das pétalas entrando pela janela E um bilhete que transcende palavras de amor, As violetas roxas inclinam-se com o vento Como bailarinas segurando-se com os pés O corpo que quer voar, sonhando ser borboleta E um fio de esperança transcende o meu inútil Amor e abro a janela para o inverno. Mas não há rosas!

⁠Pensando no tempo No seu castelo solitário Ela se olha no velho espelho
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⁠Pensando no tempo No seu castelo solitário Ela se olha no velho espelho Em volta para o porão Intocado de luz e cor Nada reflete sua face em rubor. Bem queria ela amadurecer E em poucos dias poder viver A sombra da mulher Que um dia desejou ser. E balbucia algumas palavras Sem sentido, com gosto de nada E na madrugada os vendavais Sacodem em sua alma Os tempos que não voltam mais. Bem queria ela amadurecer bem queria ela parar o tempo e de novo amanhecer. Não há sentido ver o tempo passar Não há sentido que esse tempo não ousa voltar.

⁠SÓ UMA PAUSA A noite chegou... Uma pausa
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⁠SÓ UMA PAUSA A noite chegou... Uma pausa para os comerciais da vida mas não para a vida. Amanhã o sol vai voltar e a vida tornará a sorrir a moça da noite levará o leite e o pão após deitar-se na cama no chão, no colchão. O moço cansado ao lar retornado de angústia matar. No leito, alguém não verá os comerciais da vida... da vida de ontem. Ao amanhecer. __Mas, o que é mesmo a vida?

⁠Relógio quebrado O tempo O relógio se desvaneceu.
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⁠Relógio quebrado O tempo O relógio se desvaneceu. Quebraram seus ponteiros, e os numerais se desfizeram sob sóis desconhecidos. Agora quem contará o tempo? Esse intervalo de vida, sem alento, quem sabe não existirá mais... Tudo tornou-se corrompido. Quem contará o tempo no tempo que se perdeu?

A ESTRELA QUE NÃO VI⁠ Entre a flor e a estrela Mora o meu amor
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A ESTRELA QUE NÃO VI⁠ Entre a flor e a estrela Mora o meu amor Na centelha divina Mesmo que num canto de dor. Quisera esquecer-te Se não posso ter-te Entre o espaço e o firmamento Entre a tempestade e o vento Que passa e perpassa -me os poros. Choro! Pela flor que não colhi Pela estrela que não vi Na noite melancólica e triste E que mesmo triste, se acabou Num raio iluminado de sol Entre a flor que não te dei E a estrela que não vi.

⁠ Direito de expressão É preciso dizer não a vida.
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⁠ Direito de expressão É preciso dizer não a vida. Muitas vezes! E dizer não a vida É atropela-la, Antes que nos matem E não dê tempo De pronunciarmos O nosso inquestionável Direito de expressão. Não! Eu quero dizer não! Mesmo que em outro Momento eu mude de opinião.

⁠“Oh, coisa simples! Para onde foste?” Sensível cérebro quando chegou a tal conclusão, haja vista que em “tempos modernos”, tudo que se mostra, em nada faz lembrar a simplicidade quase inocente de tempos “remotos”. A felicidade deve estar estampada nas redes sociais e/ou nos re…
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⁠“Oh, coisa simples! Para onde foste?” Sensível cérebro quando chegou a tal conclusão, haja vista que em “tempos modernos”, tudo que se mostra, em nada faz lembrar a simplicidade quase inocente de tempos “remotos”. A felicidade deve estar estampada nas redes sociais e/ou nos relacionamentos, e, assim ilusória, sabendo-se falsa, causa sofrimento e dor ao ser humano de não poder atingir esse grau de satisfação, senão um espírito depressivo de não poder viver a plenitude de um real sentimento. Não há nada de errado mostrar as coisas boas e mesmo um momento de magnitude, pois o cérebro sabe reconhecer o belo, assim como reconhece o "feio" como algo doente (segundo as Neurociências), mas sejamos coerentes com o que é verdadeiro. Há razões para sermos felizes, sem cobranças, e sem ter um destinatário distante para onde “devamos” exibir algo que não temos ou somos na realidade ou na essência.