Pular para o conteúdo

Frases de JOANA DE OVIEDO

341 frases

EU SEREI SEU TEMPO Trago um coração partido. Guardado nessa casa em que habito.
Continuar lendo

EU SEREI SEU TEMPO Trago um coração partido. Guardado nessa casa em que habito. Então, teus olhos... verei nas estrelas, ao anoitecer, até nos fundirmos e tornarmo-nos UM. E quando chover, se chover, o verei nas nuvens sangrando a molhar meu rosto. Eu serei seu tempo e você o meu. Ou serei a chuva e você as nuvens! mas quem sabe as flores, e você, o jardim onde me plantarem. E será bom caminhar descalço na terra molhada quando chover, se chover. Eu serei seu tempo e você o meu.

Depois de uma longa história de moda eis que surgem as máscaras. Mascaras? Mas onde ficarão os lábios vermelhos, as bocas carnudas, os rosto plastificados pelo botox e outras substâncias? Estarão embaixo das mascaras que , como no passado, as roupas eram para cobrir a nudez, de…
Continuar lendo

Depois de uma longa história de moda eis que surgem as máscaras. Mascaras? Mas onde ficarão os lábios vermelhos, as bocas carnudas, os rosto plastificados pelo botox e outras substâncias? Estarão embaixo das mascaras que , como no passado, as roupas eram para cobrir a nudez, de inicio, as máscaras talvez fiquem para completar o modelito, uma multidão de cores e modelos, com estampas animal print e também rendadas com forros de seda. Mas chegará um dia em que as gerações tirarão as máscaras de seus rostos, e por certo gritarão: Liberdade contra qualquer tipo de máscaras, mas alguém haverá de contar-lhes que a moda das mascaras foi influência de uma terrível pandemia que ousara a varrer a terça parte da terra.

A MODA – ESSA TRANSGRESSORA DE OLHARES Por Joana de Oviedo Estive pensando! A moda transgride mas também regride.
Continuar lendo

A MODA – ESSA TRANSGRESSORA DE OLHARES Por Joana de Oviedo Estive pensando! A moda transgride mas também regride. Desde os tempos em que as roupas eram apenas para cobrir a nudez até tomar um ar de sofisticação nos corpetes, corseletes e anáguas para dar volumes abaixo dos quadris para mostrar um “popozão” que nem todas possuíam e, que toda essa “parafernalha” servia de lipoaspiração às mulheres das mais simples camadas sociais às mais vaidosas de um classe social mais elevada qualquer. Não fosse Coco Chanel, libertar a mulher dos enlaces apertados dos corpetes, das cintas ligas e luvas, conquistando a liberdade dos vestidos mais leves e soltos e até mesmo à calça comprida, sendo Chanel a primeira mulher a usar essa peça que era exclusivamente masculina. E atualmente a moda moderna que só é moderna nas passarelas, mas nas ruas, ela é insinuante, extravagante. É preciso mostrar “o belo” o que se “tem para mostrar”, nos mini-shortes ou calceletes jeans, onde a mulher com lipo e sem lipo deixa visível o que sonha estar belo, mas nem sempre. Depois de uma longa história de moda eis que surgem as máscaras. Mascaras? Mas onde ficarão os lábios vermelhos, as bocas carnudas, os rosto plastificados pelo botox e outras substâncias? Estarão embaixo das mascaras que , como no passado, as roupas eram para cobrir a nudez, de inicio, as máscaras talvez fiquem para completar o modelito, uma multidão de cores e modelos, com estampas animal print e também rendadas com forros de seda. Mas chegará um dia em que as gerações tirarão as máscaras de seus rostos, e por certo gritarão: Liberdade contra qualquer tipo de máscaras, mas alguém haverá de contar-lhes que a moda das mascaras foi influência de uma terrível pandemia que ousara a varrer a terça parte da terra. Quiçá, também as luvas serão arrancadas, porque por certo as luvas, em um futuro próximo também serão necessárias. Será proibido tocar nas pessoas.

ROSTO DE FLOR Eu amo essa flor De rosto corado
Continuar lendo

ROSTO DE FLOR Eu amo essa flor De rosto corado E na boca o sorriso Nos caminhos da escola A caminho da roça voltando à palhoça De tranças compridas... Vestidos surrados Comprados na venda Do senhor português. E tudo era bom, Era tudo tão belo. O sol amarelo A terra marrom Dava pra se ver... Quando a lua dormia E quando amanhecia. E o tempo correu E trouxeram outras flores E outros desenhos de diferentes cores E o rosto corado, porém desbotou-se De tristeza encharcados Pelos sois que banhou-se Eu amo essa flor Que traz nos vestidos e não mais em seu rosto Tem sabor do passado da terra marrom No sol amarelado Eu amo a esperança Que ela traz no rosto tem um "Q" de dor E desenhos sem cor Outrora, corado Depois desbotou-se DE lágrimas, encharcados Pelos sóis que banhou-se.

ULTIMAMENTE E tudo está assim ultimamente... Até as janelas vestiram-se de bege
Continuar lendo

ULTIMAMENTE E tudo está assim ultimamente... Até as janelas vestiram-se de bege não há cores para mostrar mas para que? Não há mais rostos Só ficaram antigos bordados e os matelassês enfeitados nas bordas da madeira feito vitrais que há muito não existem mais. E tudo está assim ultimamente: uma cor bege! Ultimamente.

SEM AÇUCENAS Só eu cruzo o meu deserto E não há nenhum deles que seja perto
Continuar lendo

SEM AÇUCENAS Só eu cruzo o meu deserto E não há nenhum deles que seja perto Assim se faz os caminhos sem beleza. E a tristeza com seu véu cobrindo o rosto Não sei para onde vai apressadamente Com seu perfume que recende as portas De um lar há muito sem habitante qualquer. Assim é esse deserto! Mas seja o que vier... Viverei em mim o personagem que não quer morrer Que tem uma vida eterna por viver E as mãos acenam uma açucena para o mundo Aos destinos humanos sempre à deriva nesta vida Que passa apressadamente com seu perfume porque as açucenas murcharam-se e agora recendem apenas os beirais dos túmulos.

É PRECISO Hoje a chuva choveu Para lavar os meus olhos
Continuar lendo

É PRECISO Hoje a chuva choveu Para lavar os meus olhos Não uma chuva qualquer Era chuva de águas do mar. Às vezes é preciso lavar O rosto do desgosto E retirar as marcas das falsas mãos E dos beijos sem paixão. Sem pensar em nenhum paraíso É preciso limpar o rosto E prosseguir... É preciso.

POR TI Por ti quase morri. Não sei mais viver sem ti
Continuar lendo

POR TI Por ti quase morri. Não sei mais viver sem ti As miseráveis noites eufóricas e metafóricas que a vida transformou em dilemas, rimas e poemas. E eu as escrevi, sentindo os açoites da madrugada, enquanto dormias, em sua alcova perfumada. ouvindo o vento lá fora ditando-me palavras, Dos dilemas nos poemas! Por ti, por amor, sobrevivi.

O TEMPO NAS TAÇAS Levantemos as taças de bordas finas e linhas douradas!
Continuar lendo

O TEMPO NAS TAÇAS Levantemos as taças de bordas finas e linhas douradas! Não se toma sozinho o vinho da paixão Assim como não se olha as estrelas em solidão. Não se vai a um jardim florido sem roubar uma flor porque o tempo é só passagem. Tão breve , apenas miragem. Então, Exibimos nossos copos Às distantes estrelas! E o vinho bebamos. O jardim ? O tempo é que decide se ainda vamos vê-lo.

⁠ADEUS O que eu te fizera, amor Para que me deixasses?
Continuar lendo

⁠ADEUS O que eu te fizera, amor Para que me deixasses? O que posso fazer para que voltasses? Não pude rir tuas alegrias Nem ao menos conhece-las Por longos anos de dias. Chorei as tuas tristezas Que também não sei se seria Nunca soube quem eras, nunca tive certeza! Fui feliz contigo. Meu corpo fiz-te por abrigo Mas não o quiseste por sua casa. Fui alegria, melancolia, talvez! Só sei que sou triste desde que Tu partiste.

⁠ O REGRESSO E o regresso ficou para esse tempo
Continuar lendo

⁠ O REGRESSO E o regresso ficou para esse tempo Onde o desalento mora E a tristeza chora. Não há canto algum Que faz rir a alma Nem rimas de poesias Nessa calma. Tudo cessou! A maresia Até o mar chorou E a poesia entristeceu Junto ao céu Que apesar de ser seu Aguardava para outro dia Dia qualquer! Não tão breve nem tão logo Mas como a vida se atreve? A poesia entristeceu!

⁠Onde está o povo? O nobre, o pobre. Trancafiados em seus palacios e nos casebres que hj se igualam. Portanto, não existem nobreza, nem pobreza. Mas ainda há algo que os diferenciam: onde se resguardam... E que no fim das contas tudo se resume em um teto. Pois de que vale o concr…
Continuar lendo

⁠Onde está o povo? O nobre, o pobre. Trancafiados em seus palacios e nos casebres que hj se igualam. Portanto, não existem nobreza, nem pobreza. Mas ainda há algo que os diferenciam: onde se resguardam... E que no fim das contas tudo se resume em um teto. Pois de que vale o concreto, a arquitetura? Se nós não somos feitos desse material... Somos todos vulneráveis, bonecos plastificados... Alguns enfeitados, mas de que valem tais enfeites? Para quem iremos mostrar tais deleites? Enfim... Somos iguais, o que muda é a roupagem que ninguém mais para para olhar o desfile porque já ninguém pode andar na passarela e se exibir. De que valem os palacios? De que vale a prepotência des-humana ?