FRIO Banhei a alma desnuda, calada e muda,
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FRIO Banhei a alma desnuda, calada e muda, no rio da solidão! Quem sabe era um mar! Onde me aconcheguei nas ondas de ímpeto do meu amar. E me afoguei ao acreditar nas tuas mãos!
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FRIO Banhei a alma desnuda, calada e muda,
FRIO Banhei a alma desnuda, calada e muda, no rio da solidão! Quem sabe era um mar! Onde me aconcheguei nas ondas de ímpeto do meu amar. E me afoguei ao acreditar nas tuas mãos!
Os sonhos de uma nação não se alcançam pela Guerra Eu vi uma nação inteira, com objetivos comuns, lutando por paz, justiça, direitos e Democracia.
Os sonhos de uma nação não se alcançam pela Guerra Eu vi uma nação inteira, com objetivos comuns, lutando por paz, justiça, direitos e Democracia. E depois vi a mesma nação disseminando o ódio entre seus próprios irmãos por terem divergências de pensamentos. Mas o que seria mesmo a Justiça, os direitos, a Democracia?
A poeira do tempo vai nos moldando o rosto, dando-lhe formas diversas ou adversas.
Ostras e Pérolas Eu sou a ostra, meus filhos, as pérolas...
Ostras e Pérolas Eu sou a ostra, meus filhos, as pérolas... A areia que me feriu, és tu vida, bendita! Por me fazer sofrer e as mais belas pérolas te devolver.
Admiro pessoas que dizem o que pensam, mas que também ouvem e respeitam o que outros pensam, e que não fazem das diferenças de pensamentos uma luta armada de ignorância. Haja vista a Carta Magna que nos confere a liberdade de expressão e não diz que quem vence em seus argumentos…
Admiro pessoas que dizem o que pensam, mas que também ouvem e respeitam o que outros pensam, e que não fazem das diferenças de pensamentos uma luta armada de ignorância. Haja vista a Carta Magna que nos confere a liberdade de expressão e não diz que quem vence em seus argumentos é quem está correto. "Eu penso, Tu pensas, Ele pensa, Nós pensamos." Conjuguem o verbo pensar!
Mãe... O primeiro cobertor da minha alma. Minha primeira casa. Habitat eterno do meu amor.
Vida fajuta Todos os dias eram perfeitos com vc. De seu jeito Havia café da manhã em todas as manhãs
Vida fajuta Todos os dias eram perfeitos com vc. De seu jeito Havia café da manhã em todas as manhãs e o café da tarde também, todos os dias. O almoço sempre mesmo horário. Os pratos e talheres guardados no armário, tudo organizado... Forrados com toalhas de crochê ou pintado a mão com suas pequenas mãos... E vc dizia: Eu já fiz o café, mas não sei se ficou bom. Talvez tenha ficado ou não, mas tudo era perfeito ao seu lado. E na calada da noite, ouvíamos estórias de papai, papos perfeitos, agora desfeito. Ninguém para para contar as estrelas do seu único céu, nem olhar o luar. E antes da noite, ao jantar, mãezinha, vc a última, sempre depois. E assim deveria ser à mesa da vida, vc a última... Muito bem depois! Vida fajuta!
TUDO ERA LINDO EM PARIS Essa é a madrugada mais fria e a ruas estão vazias...
TUDO ERA LINDO EM PARIS Essa é a madrugada mais fria e a ruas estão vazias... Vazias de mim, de você... Em nada se parece a primavera dos nossos porquês, dos porquês da vida embriagada. Nem tudo é literal... O carnaval se arrasta na estradas vestidos de trapos humanos, junto às sombras do que fomos e que nos tornamos Relâmpagos cortam os céus de Paris Enquanto penso nas ruas de Scrambuer! E outono chegou... A flor -de- liz, solta no ar o seu matiz, e seus pomos vê-se em alguns jardins; Tudo era tão lindo em Paris!
Passarinho, passarinho! Quando a flor de agosto murchar em setembro E apenas o lírio vermelho-fosco, permanecer
Passarinho, passarinho! Quando a flor de agosto murchar em setembro E apenas o lírio vermelho-fosco, permanecer Na fugaz noite de seu delírio... Quando uma nota se fechar no piano louco E nossa música não mais se ouvir. Quando a chuva dos olhos secar E ficar apenas a retina, de tanto chorar. Olharei para setembro com sonhos de desgosto porque tudo dali partiu. Hei de chamar um passarinho E dizer o quanto o amei, e que todas as minhas flores Para ele eu deixei. __Passarinho! Passarinho!
OH VIDA O que és tu, vida? Subida ou descida?
OH VIDA O que és tu, vida? Subida ou descida? Decida, por favor! Tenho o horror a altura, mas também a agonia do porão. Haja com coerência, essa nossa vivência. Que se planamos, podemos ver o que plantamos, mas se descemos, o que veremos? Tu és uma estação ou estado permanente? És ilusão ou uma vida incoerente? Repentinamente fica a dúvida que se esvai para cima ou para baixo, de repente.
A flor de setembro Confundi o teu rosto às belas flores de agosto
A flor de setembro Confundi o teu rosto às belas flores de agosto De setembro, outubro e novembro Mas seu rosto era a flor de setembro Flor que murchou sem piedade Faltando-nos a clorofila nas folhas E choramos... e nosso choro Transformou nossos olhos em Bolhas a bailar pelo ar. Mas a vida não nos confundiu... Não eram as bolhas de sabão da nossa infância Passou-se contigo os risos de criança E afogamos nas lágrimas sombrias De nossos dias que se acabam Feito as bolhas de sabão que se vão E se desfazem no ar e são elas quase iguais Às flores de setembro!
Nome de flor Dália, é uma flor de tantas cores... Dália tem também os seus olores.
Nome de flor Dália, é uma flor de tantas cores... Dália tem também os seus olores. Enfeitam infinitos jardins. Dália é nome de flor, Mas é também nome de amor. Amor de criança irmã Que comigo de mãos dadas cresceu. Choramos juntas na madrugada E até mesmo no romper do dia. Na triste tarde calada nossas lágrimas Juntas caíam parecendo que choveu. Dália, nome de flor, de olhares de afã. Dália, flor... Dália irmã!
DEDICATÓRIA Trago-te minhas mãos com flores. São unguentos seus olores.
DEDICATÓRIA Trago-te minhas mãos com flores. São unguentos seus olores. Pouso-te nas faces, seus perfumes! As colhi de um jardim de primavera Na casa branca das montanhas verdejantes. Encontrei no muro coberto de heras Lembrei-me dos teus olhos. Quanto lume! Brilhou-me tantas vezes a estrada Que nunca, nunca me fiz tão viajante. Reguei com meu beijo, minha boca... Ofereço-as em minhas mãos De todo coração, com meu amor: A tua louca!
JARDIM PARA MARIA Foi p’ra ti o meu canto de rosas Cada pétala em nota formou-se
JARDIM PARA MARIA Foi p’ra ti o meu canto de rosas Cada pétala em nota formou-se E várias flores então eu colhi E para fazer a canção desfolhei tantas rosas Precisava um imenso jardim Não apenas das rosas, mas também de jasmins Pois a canção deveria expandir no infinito Meu amor, meu querer, e meu grito. Fiz-te então teu jardim... Toma-o aqui de dentro de mim!
CORAÇÃO Coração, por que te sangras Ao ouvir um grito na madrugada?
CORAÇÃO Coração, por que te sangras Ao ouvir um grito na madrugada? Pode ser algo misterioso, ou também pode não ser nada. Os perigos da noite têm seus açoites. E enfim, espera que chegue a madrugada Para só então saber, não houve nada. Foi apenas uma estrela que brilhou Ou talvez tenha se espatifado, São pedaços que juntou ou que tenha separado.
Nem ventos fortes ou o tempo inexorável podem apagar uma voz após propagada no firmamento.
Com nossos pesares Com nosso pensares E principalmente com nossos risos
Com nossos pesares Com nosso pensares E principalmente com nossos risos Havemos de encontrar o caminho ao nosso paraíso Interior.
De tudo quanto restou do seu corpo no meu da noite em que mais me amou.
De tudo quanto restou do seu corpo no meu da noite em que mais me amou. sinto louca saudade dos olhos breus. e das mãos calientes, nada inocente a passear pelos lábios quentes! Tu, oh tu, maravilhoso deus!
"Sou o que sou." Mas talvez não.
LÁBIOS BENDITOS Em teus olhos anoitecidos De tantas auroras!
LÁBIOS BENDITOS Em teus olhos anoitecidos De tantas auroras! Em meu corpo amanhecido De tanto te amar... Esse corpo em delírio Onde soprou-me os beijos Benditos, os lábios teus . Rompeu a aurora divina Que tua mão, à noite fez-me adormecer. E assim menina, sem me conter Peguei todas as rosas do jardim E soprei para ti O que para mim eram teus beijos: Meu mais secreto desejo. De tanta paixão te devolvi.
A vida é só poeira e pó da estrada por onde passamos! Oh, pesadelo!
Se não houvessem divergências de opiniões, não necessitaria de eleições e outras liberdades. E viva as divergências e a liberdade de expressão e a Democracia.
Abandona, sereno, o teu barco Declina-te para a terra; joga teus remos às águas!
Abandona, sereno, o teu barco Declina-te para a terra; joga teus remos às águas! Esses remos cobertos de mágoas. Deixa que passe a noite! Não se atreve perder-te em busca de vãs estrelas.
Tentar causar admiração no outro é sentir-se como se apenas puxasse um trem sobre os trilhos
Tentar causar admiração no outro é sentir-se como se apenas puxasse um trem sobre os trilhos sem ao menos move-lo, mais sensato seria amar a lua, descansar sobre a relva ou cavar a terra em busca do diamante mais raro, pois o amor é muito simples, apenas é, não dói, não transcende suas próprias limitações.