Trago comigo parte do mundo, no meu DNA, muito mais do que a maioria das pessoas, trago energia, trago caos , trago incoerência, inconsistência, trago a paz, o amor, a sorte e a paixão Trago o whisky, trago a sorte, trago a morte. Trago o mistério e a resposta, a dúvida oculta,…
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Trago comigo parte do mundo, no meu DNA, muito mais do que a maioria das pessoas, trago energia, trago caos , trago incoerência, inconsistência, trago a paz, o amor, a sorte e a paixão Trago o whisky, trago a sorte, trago a morte. Trago o mistério e a resposta, a dúvida oculta, a pista e o norte Trago a vida, trago o espelho, a coragem, a luxúria selvagem, trago o ventre e o fogo já dormente, "aburrido..." E se te trago é uma dádiva, uma troca, um pouco de mim vai, um pouco de ti fica Em um grito, um eco, um gemido Trago comigo o mundo em pedaços, cravado no sangue, bordado nos traços — mais do que muitos, mais do que sei, trago o que sou, e o que deixei. Trago energia, trago o caos, sou incoerência, sou vendaval. Trago a paz que dorme em silêncio, o amor febril, a sorte — o incêndio. Trago o whisky queima-garganta, trago a morte que nunca espanta. Sou mistério e sou resposta, sou a dúvida oculta, a pista, a rota. Trago a vida em seu espelho, a coragem, o desejo vermelho. Luxúria em carne, ventre em brasas, o fogo adormecido nas madrugadas. “Aburrido...” — murmura o tempo, mas sou um grito, um eco, um lamento. E se te trago, é dádiva e troca: um pouco de mim vai, um pouco de ti, ainda me toca. Trago tudo — e nada explico. Sou o verbo antes do grito.