Frase de janine kussler
Entre Mentes Há algum tempo anseio o saber — não o que dorme nos livros empoeirados, mas o que se aprende com o corpo cansado, com o tropeço, o erro, o fardo. Como vampira, sugo teu intelecto, saboreio tua razão, teu susto, teu afeto, digiro o que entendo, excreto o que sobra — e o resto, ah, o resto, me dobra. Uma parte de ti em mim se instala, como lembrança que nunca se cala, e sigo, voraz, faminta, errante, à caça do próximo semblante, buscando no outro o que me falta, eco antigo, alma farta. Procuro o que não sei nomear — mas saberei, quando encontrar, eterna metamorfose do pensar, esperança cansada de esperar. Mas a verdade — ah, a verdade — não tem alma, nem saudade, é fria, nua, imortal, e eu — humana — sigo, buscando o que é real.
No pensador.ai desde