O problema foi que eu acreditei.
Tivesse eu ficado apenas na fantasia
Tudo teria virado fumaça
E ao acender das luzes
Perceberia que tudo não passou de sonho
E é claro FANTASIA...
Insônia...
Você chega do nada e toma conta de mim
Me irrito, esbravejo, mas não tem jeito
Quando você vem, vem com determinação
Olho o relógio e os ponteiros parecem preguiçosos
Forço o olhar e um segundo vejo passar
De segundo em segundo o tempo se esvai
Assim como toda minha paciência
Mas já percebi que me irritar com você
De nada adianta ou alivia minha ansiedade
E acabamos travando uma luta
Você com sua sufocante necessidade de me aprisionar
Eu usando de todas as minhas forças para me libertar
Você deixando tudo desperto e alerta
E eu entro no seu jogo...
Se é assim que terminaremos nossa noite
Não importa...
Viva nessa sua ilusão
Hoje você pode me vencer
Mas amanhã...
Amanhã quem lhe vencerá serei eu
E tu, solitária e abandonada
Contará sozinha os segundos do tempo
Pois no sono que me repara
Dormirei na paz que busco e me pertence
Tu és insônia...
E eu...
Eu posso vencer-te no tempo presente.
Quando você se sente só
Acreditando que tudo está perdido
Que aquela nuvem cinza sobre sua cabeça
Ficará lá para sempre
Quando você já perdeu a esperança
Que já se esqueceu de como é ser criança
Acreditando que precisa crescer e vencer
Lembre-se que você pode fazer a diferença
Só você pode mudar o seu mundo
Esqueça o cinza das nuvens
Existe um sol depois delas
Se alguém te menospreza, problema dela
Você é o único responsável por você mesmo
E daí para o que os outros pensam
Você é mais importante
Corte a corda, liberte-se
Alce vôos mais promissores
Vá à busca de outros amores
Não se limite a meros instantes
Você é a parte mais importante
Da sua história, é a única coisa que conta
Não se iluda, não espere
Abra os braços vá ao encontro
Do que você acredita e merece
Alguém disse que é preciso Ser
Então eu Fui
Perdi-me no meio do caminho
Muitas pedras me encontraram
Alguns rastros foram apagados
Pela chuva, pelo vento...
Muitas estradas e um único destino
Único?
Nas encruzilhadas parei
Esquerda, direita, frente, voltar...
Voltar significaria desistir
Então parti pelo caminho que escolhi
Nem tudo foram lágrimas,
Mas também nem tudo foram risos.
Os caminhos que segui por conta e risco
Ensinaram-me a jamais me arrepender
Ao contrário, recolhi o que
Em caco se transformou
Colei o que foi importante
Joguei fora o resto
Nesse eterno renascer... Crescer... E viver
Aprendo constantemente a real
Necessidade de SER.
Quero gritar, mas a minha voz insiste em se calar
Meus poucos instantes de felicidade acabam
Murchos em algum canto da alma
Não sei lidar com esse vazio que cresce
Maltrata e me deixa seca como uma figueira
Que levou do tempo apenas o vento
Soprado nas noites quentes e adormecido
No quase nada de dias partidos
Iludir-me parecia ser a coisa certa a fazer
Mas como um vício, percebi que necessitava
Do estado de alma momentâneo para logo
Em seguida voltar a sofrer o vazio angustiante
Lamber as feridas causadas pelo orgulho e
Arrancar da pele as marcas deixadas por toques
Que dificilmente abandonarão os recônditos da memória
Ver-me sufocar na noite engolindo lágrimas
E acordar para o dia cinza com restos de ontem
Loucas as minhas vontades e absurdamente infeliz
Minha verdade transvestida de nada com luz
Bruxuleante e esmaecida
Pobre vida desperdiçada e esquecida.
Todo vício pede um tempo para desintoxicação,
Assim eu também preciso de um tempo
Para poder me livrar de você.
Não é fácil devo dizer.
Quando a saudade vem o corpo sofre,
Sinto dores em lugares que nunca imaginei.
Choro!
O choro lava a alma e ameniza a angústia,
Depois do sofrimento vem a melancolia.
Encolho-me abraçada às pernas
Em um canto qualquer da minha alma.
Ali, sozinha, espero a dor passar
Mais um dia se vai.
Ainda é muito forte o que sinto,
A abstinência de você não é fácil
Mas a amanhã será outro dia.
Um pouco mais de sofrimento
E chegará um dia que meu corpo estará limpo,
E eu poderei caminhar livremente
Sem dor ou sofrimento.
Haverá muito mais luz em meu caminhar
E talvez algum dia reencontre o prazer de amar.
Tenho medo...
Medo de acordar e não ter mais
Um sol para iluminar meu dia.
Medo de atravessar a rua
E me desencontrar do outro lado.
Tenho medo...
Medo dos excessos que tumultuam
Meu simples existir.
Medo da jornada longa e,
Em alguns momentos,
Tortuosa e escura do
Meu enorme desejo de evoluir.
Medo de não conseguir sair
Da ilusão criada para a
Realidade povoada.
Tenho medo...
Medo das transformações
Que me acontecem
Independente da minha vontade.
Tenho medo dos olhos se
Fecharem para o azul que
Colore minha vida cinza,
Tão necessitada de um arco-íris.
Tenho medo...
Medo da solidão que
Escraviza e ameaça a
Serenidade dos meus sentidos.
Tenho medo que meus pés criem
Raízes na aridez da terra
Infértil e seca.
Tenho medo...
Medo que as penas
Que sustentam as asas da
Minha liberdade se percam
No caminho e nunca
Mais retornem ao seu estado de origem.
Tenho medo de partir
Em uma tarde de sol e
Não encontrá-lo do outro lado do horizonte.
Tenho medo...
Medo da eternidade
Vazia de sentimento
Medo de nunca mais vê-lo
Nem sentir os calores que
Aquecem a fragilidade do meu corpo.
Tenho medo...
Medo... Medo... Medo...
Todo dia é assim
Ele senta na janela e conversa com o vento
Ninguém sabe do seu pensamento
Já tentei chamar sua atenção
Mas ele nem olha pra mim
Já compus até uma canção
Propus entregar meu coração
Mas ele é indiferente
Sequer me vê na sua frente
Faço desenho na calçada
Com meus sapatos barulhentos
E ele só da atenção para o vento
Finjo ter perdido alguma coisa
Lanço-lhe um olhar pedindo ajuda
Ele olha, mas não enxerga
Sigo caminhando na calçada
Vou pedir ao senhor do tempo
Que por misericórdia venha
Transformar-me em vento
Assim aproximo-me de teu rosto
E beijo os lábios que queria
Ver sorrir para mim
Ao me dizer um simples bom dia!
Quanto tempo dura uma saudade?
O tempo necessário para tirar da alma
A imagem da beleza, dos pulmões o
Cheiro extasiante, da boca o gosto adocicado
Das palavras ditas com amor e carinho.
O tempo que dura uma saudade é o
Mesmo tempo que leva a luz de uma estrela
Distante para brilhar em teus olhos.
Saudade dos pequenos momentos regados
A gargalhadas e palhaçadas.
Saudade do colo que tantas vezes acalentou.
Saudade do beijo doce e do abraço apertado.
Saudade das brigas que sempre terminavam
Em um sorriso tímido que aos poucos se tornava enorme.
O tempo que dura uma saudade não se mede
Pelos ponteiros do relógio ou pelos dias do calendário
Saudade não se mensura.
Saudade sente-se e pronto, embora nem sempre
Possa, ao final do dia, colocar um ponto.
Flores...
Perfumadas, delicadas, suaves
Se entregam sem pedir nada em troca
Admiradas, não se deixam envaidecer
Murcham a cada outono
E renascem explendorosas na primavera
São temas de poetas, boêmios e apaixonados
Se alegram com doces palavras
Se entristecem se você está triste
São amiguinhas delicadas e encantadas
Flores...
Sem pedir permissão nos brindam
Com seus vários tons, texturas e formatos
E não se importam se você se quer as perceber
Elas sempre estarão ali
Queira você ou não
Flores...
Minha Alma
Minha alma hoje chora suas alegrias e tristezas.
Minha alma hoje brinca, flutua se enamora.
Minha alma hoje é livre das amarras do passado e das agruras da desilusão.
Minha alma segue o vento, o sonho e já não lamenta-se mais do tempo...
Minha alma é livre e assim também o sou...
Tempestade...
Diante do espelho
O que vejo é o que não tem vez
O que vejo é o que não me pertence
No espelho da minha verdade
Descubro as ilusões da idade
Viajo nessas ilusões e me perco
Ao me perder me encontro
É nesse reencontro que está minha apaixonada verdade
Já não são quimeras meus sonhos
Já não são fantasias meus desejos
Encontro-me no desalento do tempo
Perco-me no relento e no vento
Já não conheço meus versos
Já não reconheço meus sonhos
Devaneis e anseios
Verdades adormecidas
Que ao serem relatadas em versos
Se perdem em palavras que desconheço
Desconheço esse tempo e espaço
Vivo no vão e não ilusão
Perco-me e descubro-me
Já não busco verdades
As verdades me encontram
É nesse encontro que me torno eu
Ao ser eu me realizo
Me materializo
Vivo... amo...
Já não espero, pois a espera me cansa.
Vazio...
Algo se quebrou em mim.
Talvez o vazio e a solidão
Esses constantes parceiros
Que habitam minha casca
Essa casca que se ilude e sofre
Essa casca que não é nada
A não ser uma simples casca.
Uma luz distante ... É quase uma estrela
A mais distante de todas
Abraça-me como querendo me salvar
Fico parada e alheia
Não me interessa essa luz
Já não busco mais o que antes
me parecia tão certo e sério
Não há salvação no esquecimento.
Sinto o vento passar por mim
Assim como todos que passam
Sem vislumbre de minha sombra.
Tornei-me sombra
Já quase apagada como o sol que se vai.
Para o sol existe outro amanhã
Outro renascer, outro brilhar
Pra mim ... já não sei mais
Renascer significa sofrer
Arder na angústia que sufoca.
E outra vez o vazio e a solidão
Brindam meus últimos instantes
Em um tilintar de taças
O último som, as últimas gotas
Me desfaço em fumaça
Desapareço no ar.
Eu...
Eu sou tudo e ao mesmo tempo nada.
Sou euforia e tranquilidade
Sou medo e sou coragem
Sou ódio e sou amor
Sou carinho e sou solidão
Na verdade sou um enigma,
E é esse enigma que me constroi e descontroi.
Eu sou e só isso me basta...
Pôr-do-sol
Você vai descendo no horizonte
Cada raio, como último instante
Se materializa em meu pensamento
Seus matizes brincam nesse céu de momento
Você parte, como parte meu desejo
Você diminui sua luz e se despede com um beijo
Fico ali parada vendo seu desaparecer
Mas você me ensina que voltará em um novo amanhecer
A noite te esmaga, te empurra
Ela me separa de você
Me mostra o quanto a vida pode ser dura
Você se vai, mergulhando de vez no horizonte
Seus últimos raios com um leve toque
Sem dizer adeus , beija de leve minha fronte...
Amanhecer...
O dia amanheceu com cara de maçã, doce como o melão, claro e iluminado pelas bençãos do sol e de Deus.
O dia amanheceu com um delicioso perfume de esperança, com a certeza de que não serão apenas lembranças, que há motivos para um lindo sorriso.
O dia amanheceu com vontade de voar, gritar, amar e saudar a cada um que passar.
O dia amanheceu e só por isso vale a pena sorrir e seguir em frente...
Outro amanhã
Estou arrumando as malas
Desfazendo os laços
Tecendo meu futuro com as linhas do presente
Estou limpando a poeira das minhas lembranças
Hoje estou arrumando as tristezas
Organizando o armário das recordações
Pintando de verde meu novo amanhã
Desfazendo-me da saudade
A luz de um dia novo
Reflete no espelho de minha esperança
A face renovada de um outro eu
A luz de um dia novo
Brilha e rebrilha no futuro que se espelha
Em um amanhecer de descobertas
Dez coisas que odeio em você ...
Odeio olhar para sua cara e ver esse sorriso lindo...
Odeio os teus olhos que brilham quando você fala da sua paixão...
Odeio o que sai da sua boca e que me desconcerta...
Odeio a sua voz melodiosa que me faz perder a concentração...
Odeio as tuas mãos que tocam com o coração...
Odeio essa distância que o torna mais longe ainda...
Odeio seu jeito responsável que é o mais encantador em você...
Odeio sua gentileza a qualquer tempo...
Odeio essa sua alegria contagiante ao fazer o que gosta...
Mas,
O que mais odeio mesmo...
É não conseguir odiar você.
Quero o teu beijo
Doce, terno, urgente
Quero o teu corpo
Quente, faminto
Quero tuas mãos
Acariciando meu corpo com desejo
Quero a tua boca
Macia e gulosa
Quero teus pensamentos
Para torná-los apenas meus
E fazer de tua existência
O fim de minha eterna busca
Tua voz é música para meus ouvidos
Teu sorriso é bálsamo para meus sentidos
Teu olhar é a incansável busca de minha existência
Teu abraço é o fogo que provoca em mim ardência
Teu cheiro é fruta doce colhida no pé
Tuas mãos unidas encerram em mim a busca pela fé
Teu jeito atrevido satisfaz meus mais profundos desejos
Tuas palavras sussurradas arrepiam meus pêlos
Teus gritos na noite silenciosa
Provocam em mim fantasias maliciosas
Despertam meu corpo para sensações deliciosas
De repente silêncio... Satisfação
Da agonia ao êxtase apenas pela imaginação
Não há necessidade de gestos é a pura perfeição
“Experimentando a Vida: cotidiano, esperanças e sensibilidades”.
Amanhece!
Dia sem sol, coração sem calor
A vida corre como rio sem destino
O vazio preenche o enorme espaço do desatino
É quase um espectro da dor
Passa adiante num tempo perdido
Acelera a pulsação do inconsciente
Corre... corre... vai ao encontro do presente
Sufoca o grito, engole o amargor sentido
Anoitece!
Rosa, vermelho e laranja, quentes como a esperança
Vagas lembranças da luz mesclada ao anoitecer
A noite recarrega as forças do desejo de acontecer
O dia se foi, o amanhã é a explosão de uma nova crença.