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Frase de Jacqueline Batista

Todo vício pede um tempo para desintoxicação, Assim eu também preciso de um tempo Para poder me livrar de você. Não é fácil devo dizer. Quando a saudade vem o corpo sofre, Sinto dores em lugares que nunca imaginei. Choro! O choro lava a alma e ameniza a angústia, Depois do sofrimento vem a melancolia. Encolho-me abraçada às pernas Em um canto qualquer da minha alma. Ali, sozinha, espero a dor passar Mais um dia se vai. Ainda é muito forte o que sinto, A abstinência de você não é fácil Mas a amanhã será outro dia. Um pouco mais de sofrimento E chegará um dia que meu corpo estará limpo, E eu poderei caminhar livremente Sem dor ou sofrimento. Haverá muito mais luz em meu caminhar E talvez algum dia reencontre o prazer de amar.

Jacqueline Batista

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Quanto tempo dura uma saudade? O tempo necessário para tirar da alma A imagem da beleza, dos pulmões o
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Quanto tempo dura uma saudade? O tempo necessário para tirar da alma A imagem da beleza, dos pulmões o Cheiro extasiante, da boca o gosto adocicado Das palavras ditas com amor e carinho. O tempo que dura uma saudade é o Mesmo tempo que leva a luz de uma estrela Distante para brilhar em teus olhos. Saudade dos pequenos momentos regados A gargalhadas e palhaçadas. Saudade do colo que tantas vezes acalentou. Saudade do beijo doce e do abraço apertado. Saudade das brigas que sempre terminavam Em um sorriso tímido que aos poucos se tornava enorme. O tempo que dura uma saudade não se mede Pelos ponteiros do relógio ou pelos dias do calendário Saudade não se mensura. Saudade sente-se e pronto, embora nem sempre Possa, ao final do dia, colocar um ponto.

Todo dia é assim Ele senta na janela e conversa com o vento Ninguém sabe do seu pensamento
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Todo dia é assim Ele senta na janela e conversa com o vento Ninguém sabe do seu pensamento Já tentei chamar sua atenção Mas ele nem olha pra mim Já compus até uma canção Propus entregar meu coração Mas ele é indiferente Sequer me vê na sua frente Faço desenho na calçada Com meus sapatos barulhentos E ele só da atenção para o vento Finjo ter perdido alguma coisa Lanço-lhe um olhar pedindo ajuda Ele olha, mas não enxerga Sigo caminhando na calçada Vou pedir ao senhor do tempo Que por misericórdia venha Transformar-me em vento Assim aproximo-me de teu rosto E beijo os lábios que queria Ver sorrir para mim Ao me dizer um simples bom dia!

Tenho medo... Medo de acordar e não ter mais Um sol para iluminar meu dia.
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Tenho medo... Medo de acordar e não ter mais Um sol para iluminar meu dia. Medo de atravessar a rua E me desencontrar do outro lado. Tenho medo... Medo dos excessos que tumultuam Meu simples existir. Medo da jornada longa e, Em alguns momentos, Tortuosa e escura do Meu enorme desejo de evoluir. Medo de não conseguir sair Da ilusão criada para a Realidade povoada. Tenho medo... Medo das transformações Que me acontecem Independente da minha vontade. Tenho medo dos olhos se Fecharem para o azul que Colore minha vida cinza, Tão necessitada de um arco-íris. Tenho medo... Medo da solidão que Escraviza e ameaça a Serenidade dos meus sentidos. Tenho medo que meus pés criem Raízes na aridez da terra Infértil e seca. Tenho medo... Medo que as penas Que sustentam as asas da Minha liberdade se percam No caminho e nunca Mais retornem ao seu estado de origem. Tenho medo de partir Em uma tarde de sol e Não encontrá-lo do outro lado do horizonte. Tenho medo... Medo da eternidade Vazia de sentimento Medo de nunca mais vê-lo Nem sentir os calores que Aquecem a fragilidade do meu corpo. Tenho medo... Medo... Medo... Medo...

Quero gritar, mas a minha voz insiste em se calar Meus poucos instantes de felicidade acabam Murchos em algum canto da alma
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Quero gritar, mas a minha voz insiste em se calar Meus poucos instantes de felicidade acabam Murchos em algum canto da alma Não sei lidar com esse vazio que cresce Maltrata e me deixa seca como uma figueira Que levou do tempo apenas o vento Soprado nas noites quentes e adormecido No quase nada de dias partidos Iludir-me parecia ser a coisa certa a fazer Mas como um vício, percebi que necessitava Do estado de alma momentâneo para logo Em seguida voltar a sofrer o vazio angustiante Lamber as feridas causadas pelo orgulho e Arrancar da pele as marcas deixadas por toques Que dificilmente abandonarão os recônditos da memória Ver-me sufocar na noite engolindo lágrimas E acordar para o dia cinza com restos de ontem Loucas as minhas vontades e absurdamente infeliz Minha verdade transvestida de nada com luz Bruxuleante e esmaecida Pobre vida desperdiçada e esquecida.