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Frases de Jacqueline Batista

46 frases

Todas as minhas angústias deveriam se resumir em uma única ferida A ferida que sangra a ausência de um amor que nunca veio Uma saudade que machuca e corroe o coração
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Todas as minhas angústias deveriam se resumir em uma única ferida A ferida que sangra a ausência de um amor que nunca veio Uma saudade que machuca e corroe o coração Que dilacera a minha alma em busca desse algo que deveria me preencher Esse vazio é sufocante... doe como navalha na carne Em vão eu luto para fugir e me livrar dessa angústia Corro contra o vento e ao encontro de um novo tempo Fugir talvez seja o remédio que alivia, mas temo que ao fugir Aproxime-me mais ainda desse nada que é meu tudo E assim vou vivendo meus dias na incansável busca do que A vida inteira procurei, mas jamais encontrei

Hoje eu queria que o tempo passasse arrastado... Assim... Sem pressa... Só pra ficar com você ao meu lado
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Hoje eu queria que o tempo passasse arrastado... Assim... Sem pressa... Só pra ficar com você ao meu lado Sentindo o teu cheiro e o teu gosto Saboreando cada sorriso seu Brincando com os teus olhos... Ouvindo as batidas do teu coração Como melodia mágica e suave Mas o tempo é assim Quando a coisa é boa ele voa Quando ruim parece não ter fim

Como dói desejar você e tê-lo tão longe de minhas mãos e meu corpo. Como dói essa ausência e essa distância Vivemos algo que desconhecemos
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Como dói desejar você e tê-lo tão longe de minhas mãos e meu corpo. Como dói essa ausência e essa distância Vivemos algo que desconhecemos A necessidade me faz controlar meus desejos e minha fome Neste instante você é o ar que eu respiro. Quero saber de você, onde está com quem está o que está fazendo Caminho por uma estrada que escolhi e luto pra aceitar que não o terei É cortante, como navalha, essa ânsia por ouvir a tua voz Busco no mais profundo do meu ser a luz que me livrará dessa paixão Paixão... Como é fácil e ao mesmo tempo difícil admiti-la Você não é meu e nunca o será... Senão em meus sonhos Sonhos que me encontram na noite sedenta de ti Sonhos que me deixam úmida pelo desejo do seu toque É quando o sol bate a minha porta que te vejo tão longe Longe dos meus afagos Longe dos meus beijos Longe dos meus braços Longe da minha vida Como dói desejar-te tanto Como dói...

Vislumbrei teu lindo rosto no espelho da minha memória Teus olhos brilharam e teus lábios, doces como mel Penetraram minha alma
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Vislumbrei teu lindo rosto no espelho da minha memória Teus olhos brilharam e teus lábios, doces como mel Penetraram minha alma A cada passo, rumo ao teu olhar Tua luz iluminava meu caminho Senti o frio e o calor da tua voz Flutuei na imensidão da agonia Mergulhei na espera Como fumaça... Você se desfez no ar

Quando na madrugada errante me desnudasse o sonho Compreendi o lirismo do tempo presente Entreguei-me sem pudores as horas que,
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Quando na madrugada errante me desnudasse o sonho Compreendi o lirismo do tempo presente Entreguei-me sem pudores as horas que, Como companheiras, pararam em harmonia E quase que abandonadas tilintavam em doce melodia Da rósea aurora Num vôo imaginário de ilusões férteis Caí no vazio e dancei com o vento Livre de amarras e fios Em um segundo viajei no tempo Abriguei meus doces pensamentos Bem longe da minha realidade Que, como a vermelha flor Desabrocha em mais um nascer do dia em verdade.

Complicado esse tal de coração, de repente quer tudo que deseja, de repente bate aquela angústia, uma tristeza, de repente tudo é tão fácil, de repente tudo é tão confuso. Ansiedade, impaciência, solidão, euforia. Uma turbulência de sentimentos me atordoam, não sei o que fazer…
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Complicado esse tal de coração, de repente quer tudo que deseja, de repente bate aquela angústia, uma tristeza, de repente tudo é tão fácil, de repente tudo é tão confuso. Ansiedade, impaciência, solidão, euforia. Uma turbulência de sentimentos me atordoam, não sei o que fazer e nem pra onde ir... e ao mesmo tempo o caminho é tão claro, que é impossível não seguí-lo.

E ela cuidou da dor como criança ainda no colo Acariciou, limpou, alimentou
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E ela cuidou da dor como criança ainda no colo Acariciou, limpou, alimentou Enquanto adormecida A dor era quase inexistente Mas ela soube suportar Na exasperação de momentos À quietude morna E assim quando ela percebeu A dor havia crescido e partido E em repouso ela adormeceu Agora ela estava livre E poderia, enfim, apropriar-se Do que realmente era seu

O corpo descansa na maciez da sombra Ora e outra brinca com a luz que Toca-lhe em pequenos segredos
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O corpo descansa na maciez da sombra Ora e outra brinca com a luz que Toca-lhe em pequenos segredos O olhar apagado e a face sem forma Revelando o que não se permite Escondendo o que é um total Despindo-se da máscara do dia Na certeza perdida por frestas de luz Que desenha o imaginário em face do real Sombra e luz tecem a roupa Que recobre o corpo e liberta a alma O corpo despido de vazios E preenchido de histórias Tantas vezes transformado em memórias.

E fui deixando pedaços pelo caminho Um olhar distraído, perdido na beleza Um afago no coração aquietado
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E fui deixando pedaços pelo caminho Um olhar distraído, perdido na beleza Um afago no coração aquietado Vesti-me com a leveza dos sonhos Compartilhei carinho Na manhã ensolarada Ou no entardecer silencioso Regozijei-me em agradecimento Descalcei os pés e senti o poder da terra Mergulhei no espaço esquecida do tempo Na encruzilhada do caminho Escolhi o menos gasto Fechei os olhos da carne Enxerguei com os olhos da alma Tão longa a viagem Tão curto o tempo Enquanto realidade fui apenas fantasia Enquanto sonho desabroxei minha verdade E no despertar do augusto dia Dei asas a minha liberdade.

É chegada a hora Hora de fazer balanços, deletar lixos, apagar histórias mal resolvidas... Hora de preparar a terra para semear novas histórias
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É chegada a hora Hora de fazer balanços, deletar lixos, apagar histórias mal resolvidas... Hora de preparar a terra para semear novas histórias Limpar a poeira do tempo e organizar prioridades Hora de deixar no armário do fundo o que ainda pode vir a ser usado Lançar fora o que nunca serviu direito Abrir a janela dos olhos e limpar a vidraça embaçada Dos medos e inseguranças que nunca foram necessários A hora se faz nesse resto de tempo que ainda resta.

Uma coisa eu tenho que dizer Não há outro igual a você Ninguém até hoje
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Uma coisa eu tenho que dizer Não há outro igual a você Ninguém até hoje Bagunçou minha vida assim Desarruma tudo, deixa uma confusão E saí de fininho como se não tivesse intenção Me deixa largada, desamparada Recolhendo os pedaços no chão Não olha para trás, e eu fico vagando Não sei se te enfrento ou sigo te amando Não decifro seu sorriso, ou seu olhar angustiado Você é uma mistura, uma pintura abstrata Pincelada em tons diversos Tem ranhuras, mas não me permiti tocá-las O destino nos propôs um reencontro O mais inútil ou intenso de todos, Mas você não me deixa chegar perto Não sei se choro, se sofro Ou se dou muita risada Histeria ou mero desabafo Não estamos juntos, o que é um alívio De tão diferentes somos iguais Te sinto até quando não o percebo E é nessa ilusão realista Fábula de poetisa Que sinto em todos os meus poros Amor que não pede troca Você é essa estrela distante Fonte de meus devaneios constantes

Um tic tac ao longe lembra que o tempo passa Lento, constante e ritmado No abrigo da noite, na companhia
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Um tic tac ao longe lembra que o tempo passa Lento, constante e ritmado No abrigo da noite, na companhia Do copo, da pena, do papel Devaneio na madrugada O gosto amargo é doce no final Me consola como beijo Deixado na espera da noite passada Lamentos de horas vãs Transcritos em versos desconexos Palavras que dançam à minha frente Como bailarinas desprovidas de rima Criaturas noturnas despertam E se deixam comigo compartilhar Risos soltos, afagos e sentidos Noite alta, estou absorvida pela magia da escrita Alma alerta, desprendida Um sorriso me vem e sorrio de volta Nessas voltas um encontro [entre tantos desencontros...] Sentimentos enevoados Deixados ao lado, cobertos, recobertos Último gole... Dourado Bolhas de sabor explodem na boca Anúncio de finitude De tempo necessário...

Quando um corpo feminino é violentado brutalmente É certeza que falta humanidade numa sociedade Viciada, hipócrita e que se safa impunemente
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Quando um corpo feminino é violentado brutalmente É certeza que falta humanidade numa sociedade Viciada, hipócrita e que se safa impunemente Homens que representam a podridão O descaso, o desrespeito, o esvaziamento Porque se sentem no direito de machucar Denegrir, ofender e humilhar Seres desprezíveis que caminham livremente Assediam, "brincam", diminuem, batem E consideram normal, porque são homens São miseráveis escrotos, débeis criaturas Habitando um corpo racionalizado Agindo como bicho irracional Não é o que vestimos, dizemos, fazemos Não é o meu comportamento que dá permissão O NÃO é imperativo sempre O que uma mulher é Homem nenhum tira Mesmo machucada, humilhada Consegue ser muito mais forte Do que qualquer homem Talvez por isso estejam despertando Tanto medo e insegurança Em uma grande parcela masculina Que ao não reconhecer seu empoderamento Buscam através da crueldade seu desmerecimento É preciso viver bem na diversidade Não existe melhor ou pior, existe o diferente Homens e mulheres, juntos, com direitos iguais Livres para serem o que desejarem Para ir e vir como quiserem Não há perdão para a desrazão Uma sociedade humana e decente Só se fará através da educação

Romper Permanência do ser Distorção sentimento corpo
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Romper Permanência do ser Distorção sentimento corpo corpo Ilusão fantasia escuridão Ausência que se faz luz luz Nudez de pele de carne Pudor de vestes reforço esforço Na tua minha imagem Desenho que se funde Finge Já não sou o que ontem fui Mas flui Perturba castiga aflige Imaterial intocável Inefável