Frase de Jacqueline Batista
Quero gritar, mas a minha voz insiste em se calar Meus poucos instantes de felicidade acabam Murchos em algum canto da alma Não sei lidar com esse vazio que cresce Maltrata e me deixa seca como uma figueira Que levou do tempo apenas o vento Soprado nas noites quentes e adormecido No quase nada de dias partidos Iludir-me parecia ser a coisa certa a fazer Mas como um vício, percebi que necessitava Do estado de alma momentâneo para logo Em seguida voltar a sofrer o vazio angustiante Lamber as feridas causadas pelo orgulho e Arrancar da pele as marcas deixadas por toques Que dificilmente abandonarão os recônditos da memória Ver-me sufocar na noite engolindo lágrimas E acordar para o dia cinza com restos de ontem Loucas as minhas vontades e absurdamente infeliz Minha verdade transvestida de nada com luz Bruxuleante e esmaecida Pobre vida desperdiçada e esquecida.
No pensador.ai desde