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Frases de J.W.Papa

157 frases

O Passado Bebe da sua própria vida... Afogue-se em mágoas suas do passado,
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O Passado Bebe da sua própria vida... Afogue-se em mágoas suas do passado, revive dores antigas. Dores que emergem das noites vividas ou que pulsam latente em plena a luz do dia. Sabe as velhas feridas que tu tens medo de tocar? Toca-as, com teu próprio dedo, faze-as sangrar. Transforma o teu escárnio em afeição e deixa percorrer nas tuas veias cheias de nicotina, o sangue encarnado que turva o teu coração. Morrer já não basta para si, viver assim já não é mais opção, faze tu também o teu caminho: - Resgata de dentro do peito tudo que há por lá, mesmo que não possa ver agora, tira o que puderes tirar. Resgate a si mesmo de dentro do próprio peito ou, enterre-se de uma vez por todas lá. Faz o que tem de ser feito, não cabe mais reclamar. Mate-se o dia inteiro, viva-se pleno, até o sol raiar. Descubra como é importante enterrar-se no peito, e depois desenterrar-se no dia em que bem desejar.

Hoje, quis ver o mundo Sem chorar Sem sorrir
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Hoje, quis ver o mundo Sem chorar Sem sorrir Sem gritar Sem me calar Em silêncio. Só eu e o mundo. Mas, ele anda meio sem graça Cansado, cansativo, sem paciência Sem sal. Sem rumo certo. Ele não fala mais de amor Não fala mais de política Nem de revolução Nem de paz, nem de guerra Está correndo de confusão. A música está chata As pessoas desconexas Nada acontece. Está tudo igual, só que diferente! O mundo reclama em silêncio. A voz não é alta o bastante O som ressoa estranho Tudo está cinza Até o menino legal está cinza! Tanta gente triste. Hoje quis ver pessoas... Sem chorar Sem sorrir Sem me calar Em silêncio, só eu, o mundo e elas.

VAZIO Quem intentará contra si dizendo de sua força
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VAZIO Quem intentará contra si dizendo de sua força negando a tua bravura? Se és tu, amargo feito sonhos não vividos e transbordante de lampejos de dor que embriagam a alma tua, de tristeza. São feito tiros disparados a esmo na escuridão almejando alvos possíveis, irrompendo medos com violência bruta fragmentada em momentos de pura ira. Porque não consegues viver plena a tua vida? Tens dois lados... Serão esses os monstros que se alimentam de si? Onde está a sua alegria, porque não vives plena as tuas duas vidas? Se olvidastes os sonhos teus, descobriria que sonhas os sonhos meus. E aí... Talvez ao fazê-lo, rache por dentro! E talvez se encha de alegria, e talvez sinta um pouco menos de dor.

O passo da conversa Iniciar uma conversa despretensiosa é quase sempre um prenúncio de tragédia. Já reparou como o passo da conversa distrai? Mal começa-se uma conversa e pronto, distrai-se! Perde-se o último ônibus, tropeça-se, cai no buraco.
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O passo da conversa Iniciar uma conversa despretensiosa é quase sempre um prenúncio de tragédia. Já reparou como o passo da conversa distrai? Mal começa-se uma conversa e pronto, distrai-se! Perde-se o último ônibus, tropeça-se, cai no buraco. O passo da conversa parece ter a função de ninar a nossa atenção. Você está atento, mas a sua atenção foca no diálogo, esquece do mundo ao redor, transforma-o em cenário para que o diálogo se desenrole. E um bom papo desarma a gente não é mesmo? Nos transforma em poetas, em filósofos, em heróis ou em vilões, em seres mortais ou imortais, transforma-nos em expectadores de nossa própria realidade. Desperta em nós toda humildade ou arrogância contida na mais profunda e insubstancial dimensão de nossa alma, e as fazem aflorar num regozijo de palavras fugitivas,que saltam de nossos lábios, feito prisioneiros escalando em fuga muralhas robustas quase intransponíveis, na busca por uma liberdade falseada e efemeramente transitória. A verdade é que o passo da conversa deixa a gente mais lento mesmo, parece diminuir a marcha do tempo, conspirando para otimizar o instante que antecede a despedida, que nos torna novamente à realidade, onde distrair-se pode ser muito oneroso. E por fim...Cessa-se a conversa, os passos aceleram, a distração desaparece, ouve-se as buzinas dos carros e sente-se o cheiro da fumaça produzida por seus motores embrutecidos, a poluição invisível faz arder os olhos e secar a garganta. Tudo volta a sua normalidade habitual. Até logo, até amanhã!

TALVEZ E se o equilíbrio fosse desfeito e as coisas movidas do lugar?
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TALVEZ E se o equilíbrio fosse desfeito e as coisas movidas do lugar? E se amores brotassem feito mato da terra e florescessem feito flores no campo sem dia, sem hora ou lugar? E se o [tum tum...] do coração não fosse tão alto ou tão forte ou tão rítmico? Talvez não houvesse tanta dor acumulada no peito ou, tanta lágrima transbordando dos olhos ou, tantos órfãos pensamentos abandonados no dia, abandonados nas noites. O desequilíbrio talvez seja bom! Talvez, o seu papel, seja o de movimentar um pouco as coisas... Desacomodar os pés sempre plantados no chão. Talvez, ao menos equilíbrio haja, ou verdades ou mentiras! Amores não há. Não podem haver! Talvez seja preciso mover o equilíbrio de lugar a lugar de vida em vida de pessoa a pessoa. Talvez seja necessário buscar equilíbrio até mesmo em desequilibrados passos dados ao longo do caminhar, em busca de sentido que oriente o caminho e de brilho de vida que preencha o olhar. Talvez o medo, ao menos medo seja. E o amor, não tenha que durar. Desequilíbrio/equilíbrio/ EQUILIBRAR-[se]. Talvez o desequilíbrio, ao menos desequilíbrio seja. Talvez! Talvez você encontre uma solução, talvez não!

Álibi Cortina de seda e de renda estampada e dourada,
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Álibi Cortina de seda e de renda estampada e dourada, moldura de cela com grades e janelas, guardando em sepulcro uma imensidão de vidas roubadas. Quadrado fechado sem claraboia ou paredes laterais. Corpo caído ao léu cansado. No céu que é chão deitado sozinho, na cama que é céu delirante de febre. Da escrita que é túnel pra fuga de dentro de si pra escapar dos golpes da sorte da vida severa daqui. Espelho quebrado na serena noite que traz-me os sonhos, e a luz que agora vejo no escuro que ilumina-me os olhos. Do peito ferido e aberto das sombras e vozes que atormentam o dia das lágrimas caídas dos olhos e que hão de secar um dia.

A não-poesia nos versos Versos as avessas ao contrário do inverso
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A não-poesia nos versos Versos as avessas ao contrário do inverso as avessas do contrário versos! Desconformes anárquicos inquietos postos nos versos das folhas. Versos parvos parvos versos escritos... Impressos! Versos e universos inteiros, nos poemas - partidos ao meio - tomados de emoção. Versos e segundos inteiros lançados ao ar, feito estrelas à imensidão. Regresso da lua e da pena alquimia de tinta e papel versos esculpidos um a um odisseia num mar de escrevinhação. vozes e silêncios inteiros, acomodados em um súbito rompante da mais pura inquietação.

Nascido pra ser Mar Queria mesmo é que a vida
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Nascido pra ser Mar Queria mesmo é que a vida tivesse me endurecido! Me transformado em rocha de mar de vulcão. Tão duro quanto lava efervescente deitando montanha abaixo abraçando tudo pelo caminho e encontrando o mar: Num duelo de esfriar-enrijecer. Num feitiço de verter tormenta em rocha- fria e dura. Queria mesmo é ter endurecido na vida, e não, ter descido montanha abaixo: Sem controle dominado, amolecido, vertido a tormenta. Queria mesmo é ter endurecido com a vida. Mas, não dá! Meu destino não é ser rocha- nem ser tormenta- é ser mar.

Onde calam todas as coisas Calam as rochas aos pés da montanha.
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Onde calam todas as coisas Calam as rochas aos pés da montanha. Cala-se a morte diante da vida. Calam-se o sol diante da lua e a lua diante do mar. O mar cala-se nos braços do horizonte. E o homem nos braços da mulher tende a se calar. Cala-se a fome com um pedaço de pão e a sede com uma taça de vinho. A alma cala no corpo que por sua vez, cala na terra a sete palmos abaixo do chão, sob um pé de manga rosa.

RECIBO UM QUATRO QUATRO Em dias tristes lembro-me daquela mãe: O brilho no olhar
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RECIBO UM QUATRO QUATRO Em dias tristes lembro-me daquela mãe: O brilho no olhar O coração apertado A boca seca lambendo o sal O pesar de não ter podido ir além. Cinco bocas; Cinco vidas; Cinco histórias; Cinco futuros; Uma só certeza. Tanta gana Tanta esperança Falta quase tudo! Falta esperança. Mas, não falta gana. Lutando se esquece momentaneamente dos problemas Algumas horas com a família Alguns momentos com os amigos Uns poucos segundos de felicidade Uma vida inteira de necessidade e privação. Sozinha, os sábados são intermináveis É acometida pela tristeza Momento de reflexão cruel. Como se já não tivesse sofrido o bastante! Ainda se martiriza, como pode? Chega o domingo: A esperança se renova Crianças correm brincam se mostram A mãe se esconde se perde se acha. E esse brilho no olhar! Olhar de quem protege De quem cuida De quem ilumina caminhos Olhar cansado da vida inteira Olhar cego a si mesmo. O coração está trancado Um paredão se ergueu O frio das geleiras se instalou Amar não é mais possível O coração agoniza. E de repente mãe! Forte, triste, só; Independente, feliz, solitária... Pronta para tornar sua prole digna.

Mala pronta A minha mala segue sob o armário embalada por um plástico amarelo
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Mala pronta A minha mala segue sob o armário embalada por um plástico amarelo desses de por lixo, sabe? Ela segue aguardando o dia em que me encherei de sonhos e partirei na viagem tão desejada. Segue aguardando... Empoeirada! Esperando ansiosa que eu desembarque na próxima estação segue aguardando o meu retorno cheia de sonhos, cheia de planos. Prontos para saírem enfim, do papel. Espera embarcar comigo um dia e explorar o mundo de opções espera que eu chegue um dia e nunca mais parta. Espero chegar um dia o dia de enfim desarrumar a mala e por fim de vez nessa história. Espero poder contar a meus filhos e netos todas as memórias e aventuras vividas espero ver neles o mesmo brilho nos olhos que um dia eu vi na vida. Essa é a história de um homem e sua mala espero que compreenda. Pois, não pretendo me demorar! Estava mesmo de passagem não pretendia ficar. Espero que não se ofenda pois, agora, preciso partir tenho de ir e desarrumar a mala tenho que me estabelecer e constituir família. Meu cão está só, me espera faminto as flores em meu jardim também não tem quem as regue tem de ser eu, sou eu quem faz isso por isso, tenho de partir. Tenho que fazer a mala... E refazer-me antes de ir tenho que desfazer o que fiz e preparar a sala para acomodar-lhe - café, chá, leite e bolachas crocantes - Espero que entenda, mas tenho mesmo que ir! Antes riremos um pouco, rir iremos de todas essas mazelas nos abraçaremos feito se abraçam os casais em despedida antes de eu partir, nos abraçaremos, feito quem se despede da vida. Mas não choraremos, chorar não iremos enxugaremos as lágrimas um do outro e pela última vez, nos abraçaremos forte. Será o ponto alto de nossa despedida... Você me entregando a mala feita, um pote de sobremesa acondicionada em um vasilhame plástico e duas ou três mudas de plantas arrancadas com todo carinho de seu quintal. Então eu direi até logo e acenarei com a mão direita me despedindo pela décima segunda vez. De longe, você só observará a minha partida pelas costas, você verá eu e a mala, desaparecer no horizonte.

OLHAR QUE SILENCIA Perca-se Salve-se
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OLHAR QUE SILENCIA Perca-se Salve-se Queixe-se Deixe-se Permita-se. Possa se puder Queira se der Faça sempre o possível Desista de vez em quando E tente novamente. Pare; Olhe; Escute; Fale; Sinta. Sinta o paladar amargo das nuvens cinzas O doce azedo da vida só O agridoce das tardes vazias As noites frias nos dias de chuva As manhãs quentes dos compromissos adiados. O futuro em conta gotas O presente sem passado Um momento único em uma história tola A vida toda em um segundo A iminência do imediato. Olhe para si mesmo Veja o mundo que construiu As vidas que destruiu Os sujeitos que ajudou A ajuda que faltou. Olhe para dentro de si mesmo Cale-se Critique-se Deixe-se Salve o silêncio surdo. Permita a visão cega Visão que enxerga a alma pura Negue-se ao não pensar Pense em si mesmo ao negar-se Ouça o seu coração pulsar. Hoje quis ver o mundo Enxergá-lo em um recibo um quatro quatro Em silêncio, só eu. Quis escutar minha própria voz muda Quis auscultar a alma das pessoas. Quis ver o brilho no olhar do algoz O açoite sem dó nem piedade A mordida feroz do cão faminto A riqueza de uns poucos A miséria de outros tantos. Hoje quis ver a vida leve Ver a mãe feliz uma só vez A mesa farta O filho radiante Hoje quis ver o outro. Hoje quis ouvir suas angústias Sentir as suas dores Ver os seus medos Pisar o seu chão Tocar o seu céu com minhas próprias mãos.

Na contramão do mundo Segue a marcha... na contramão do mundo marchando contra o tempo
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Na contramão do mundo Segue a marcha... na contramão do mundo marchando contra o tempo marchando contra o fluxo na contramão da marcha na contramão de tudo. As pessoas seguem... marchando a marcha diária de suas vidas medíocres em filas enormes, neste cortejo infindo! Porque todos marcham com tanta pressa? Pra onde estão indo? Seguem em direção ao vão profundo marcham apressados essa marcha hipócrita essa marcha ridícula seguem por essa via ilógica rumo ao labirinto do desconhecido. Segue a marcha... Na contramão do mundo marchando na contramão do tempo na contramão do fluxo marchando essa marcha diária em uma vida medíocre, feito soldadinhos de chumbo.

O blefe da Aranha I- Se ajeita sombra... Do jeito que dá!
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O blefe da Aranha I- Se ajeita sombra... Do jeito que dá! Em um corpo não muito esguio. Em movimentos de vibração de pele e de alma protelados, preteridos, negados (a si, por outrem). Se ajeita no blefe do movimento que conforma o teu ser! Tentando enganar-te, iludir-te, confundir-te para que perca as rédeas da situação. II- Contra-movimento de reforma que desconforma a forma dada. Sombra que rejeita a luz e perfaz contornos tórridos na escuridão de verdes olhos - cor de oliva - contra-refletidos num espelho (a)reflexivo. III- Batalha épica, digladiada a dois. Blefe de cavalheiros em transe poético. IV- Se ao menos soubesse porque blefa o jogador, talvez, pudesse prever-lhe os sonhos! Blefa o reflexo da sombra no espelho, rejeita a silhueta que precipita o corpo estranho. Blefa corpos, blefa sonhos, blefa deuses sucessos passados em blefes 'antanho' - blefe patético - em segundos estéticos e corpos celestes em desastre tamanho. V- Contra golpeado vai à lona - o corpo cai, feito quando se encontra uma poltrona vazia! Tenta se erguer novamente vagueando uma corredeira, tateando o ar, perdendo as estribeiras. Perde também o caminho da terra, perde o chão, perde tudo. Blefe... Blefe! Blefe? Blefe.

INÍCIO Da venérea doença que apodrece a alma,
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INÍCIO Da venérea doença que apodrece a alma, às verdades ao ano prometida. Na luz daquela vela que iluminava a noite na escuridão que minha alma perfazia... Ergui um brinde a vida: Gotas de champanhe banharam a morte da (mal) dita flor que por dentro me consumia. Morreu a flor e nasceu um novo dia.

Versos(in)versos Rascunhos de mácula e intenção danosa
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Versos(in)versos Rascunhos de mácula e intenção danosa e má fé anunciada na fala encabulada de um magano na prisão, duro na queda feito caquizeiro arqueado na terra de tanto peso nas costas e joelhos prostrados ao chão. Justeza de reza juridicamente anunciada em coro de mil vozes e silêncio cordado de mil ouvidos, versos inversos de mil poemas e universos inteiros em plena expansão. Vértice ou vórtice no vurmo das úlceras no peso das plumas no olho do furacão, versos inversos e universos inteiros partidos ao meio durante o processo de inquieta acomodação.

Eclipse Lunar Enrubescida lua de ontem... Arremessando filiformes lanças
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Eclipse Lunar Enrubescida lua de ontem... Arremessando filiformes lanças em brilhos raios direto na retina. Lunar eclipse de abril... Raro feito tu somente as noites sombrias das guerras e as manhãs frias de dezembro. No olhar, aparatosa visagem de estrelas escondidas em densas nuvens adensadas às pressas por temor de tal fenômeno que aterroriza momentaneamente os céus. Sol, lua e terra convergindo conspirando antes do amanhecer tramando às ventas de Zeus planos indecifráveis, planos infalíveis. Cobre cor em contornos tórridos perfazem o torso de astros subordinados ao firmamento. No espaço ilimitado e indefinido onde se movem os astros um satélite é silenciado, por alguns instantes a terra se cala. Zeus ira-se ao descobrir tal trama resistente em sua inteligência entra em litígio com seus subordinados. Deuses (outros), tentam atenuar a decisão colérica de Zeus. Mas Zeus em seu ineditismo declara o fim da escuridão - Sol e lua são condenados a permanecer em sua temporalidade habitual e a terra, é absolvida por sua insignificância.

Na mesa Chaves, moedas
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Na mesa Chaves, moedas diversas... Prata dourada e cobre. Diploma de 'mestre', CD bala sobre a mesa, remédio para gripe, telefone que nunca toca, paciência que nunca acaba, e sono que nunca chega. Efeito bumerangue...