A ironia, ainda vai salvar o mundo!
Frases de J.W.Papa
157 frases
NOTA DE REPÚDIO Venho através deste, declarar meu total repúdio ao processo de “Jagunçagem” instalado no transporte público coletivo, por ônibus, na periferia da cidade de Belo Horizonte. E reforçar minha total repulsa ao ofício destes “Leões de Chácara”, que andam tocando o ter…
Continuar lendo
NOTA DE REPÚDIO Venho através deste, declarar meu total repúdio ao processo de “Jagunçagem” instalado no transporte público coletivo, por ônibus, na periferia da cidade de Belo Horizonte. E reforçar minha total repulsa ao ofício destes “Leões de Chácara”, que andam tocando o terror na população usuária deste modal de transporte, principalmente na linha 712, que atende ao bairro São Bernardo e adjacências. Se não bastassem os valores absurdos do transporte público em Belo Horizonte, os consecutivos e ‘ilegais’ aumentos no apagar das luzes e o total desconforto e falta de segurança dentro desses veículos, ainda mais essa, a contratação de homens “sem rostos”, absurdamente despreparados e aparentemente orientados para tocar o terror em qualquer um que se aventure permanecer na parte da frente dos ônibus. Mesmo que tenha a passagem em mãos ou o cartão BHBus, devidamente carregado com o valor da tarifa. Ou ainda, mesmo que tenha em mãos um valor bem maior, por exemplo, uma nota de cinquenta reais. E aí, nesse caso, corre-se o risco de ser surpreendido pelo agente de bordo, que alegará não ser obrigado a abater em valor tão alto o valor desta tarifa vexatória, que é quase um tapa na cara da sociedade, e respaldado por imbecis feito esses jagunços já citados anteriormente, plantados pelas empresas nos ônibus para garantir sobre qualquer meio (ameaças, agressão moral, física, etc.) que todos os usuários sobre coerção, avancem a roleta e paguem a passagem, mesmo que ainda não tenham chegado em seu destino final. Diante de tal prática, ilícita perante nossa legislação, relato o caso do usuário “Guilherme”, de dezenove anos, que foi covardemente agredido e submetido a todo tipo de situação vexatória que se pode imaginar, quando se deslocava dos arredores do bairro São Bernardo sentido Estação Pampulha, na linha 712. Ao chegar à Estação Pampulha, o usuário Guilherme, foi impedido pelo dito fiscal de bordo (não identificado nesse primeiro momento) de desembarcar. Mesmo tendo em mãos uma nota de cinquenta reais para pagar a passagem, foi seguro e impedido de descer ou rodar a roleta (a agente de bordo alegava que não tinha troco para o valor dado a ela) e que não era obrigada a cobrar a tarifa, sob pena, de ter ela mesma de pagar o valor ao caixa da empresa depois. Com o respaldo do Jagunço que fazia a segurança do dinheiro da empresa, o mesmo foi mantido em cárcere privado por mais de dois quilômetros, apesar de outro usuário incomodado com a situação, ter quitado junto à cobradora do ônibus o valor da tarifa. Mesmo assim, foi impedido de descer e conduzido por pasmem, mais de dois quilômetros longe da estação, onde faria a integração com o MOVE para seu destino final. Após ser privado de descer em seu destino inicial, a Estação Pampulha, e ser obrigado a descer tão longe, continuou a ser ameaçado pelo dito fiscal da empresa que estava dentro do ônibus; e ao descer na Avenida Pedro I, em frente ao estacionamento do centro de compras ‘Via Brasil’, foi covardemente perseguido e agredido pelas costas a socos e pontapés. Diante de tão gratuita e covarde agressão, o que se viu foi um clima de total indignação dos demais usuários, que prontamente reagiram e desceram do ônibus, assumindo uma postura de defesa do rapaz. Apesar de tanta gente ter se indignado, apenas um ou dois sujeitos permaneceram no local apoiando e adotando as providências necessárias para um desfecho ao menos justo para toda aquela desumanidade presenciada. O rapaz perdido diante de todo aquele vendaval que invadiu a sua vida naquele instante, permanecia sem reações lógicas e racionais e esbravejava sua inconformação por ter sido a vítima da vez dessa situação toda. Ele chorava e falava do medo de andar de ônibus, devido aos perigos normais existentes, para qualquer usuário deste modal no dia a dia. Dezenove anos, dezenove... Covardemente agredido por estar no caminho de um imbecil, que pensa estar agindo de acordo com a lei, defendendo o patrimônio de abutres carniceiros que sugam e mamam nas tetas da população, prestando um serviço de quinta categoria em veículos extremamente desconfortáveis e insalubres. O que conforta, é saber que a população está atenta e não aceita mais injustiças e covardia. Que a polícia, em seu ritmo próprio, apoia o oprimido e cumpre com seu papel de atender e proteger as vítimas de atos que venham ferir a lei e as individualidades dos sujeitos. Que apesar das injustiças e perante tanta ignorância e falta de senso, existem ainda pessoas lúcidas e capazes de surpreender a todos por sua capacidade de ser humano, de se colocar no lugar do outro e assumir com ele suas dores e angústias, visando a um bem comum em sua relação com o coletivo da sociedade. Espero, angustiadamente, que esse rapaz leve a frente esse processo e que essa situação seja observada de perto pelas autoridades competentes, para que outros sujeitos não sejam agredidos também. Para que se evite uma tragédia futura, e para que os direitos das pessoas que se arriscam todos os dias a usar, após pagar tão caro por este serviço, sejam garantidos e mantidos no rigor e limite previstos em nossa legislação. Não pensem que acho correto as pessoas andarem de graça por aí, à custa dos outros, pois não acho certo também! Apesar de entender que se os impostos pagos por nós fossem melhor investidos, talvez tivéssemos não apenas um modal de transporte decente, e sim vários; integrados, eficientes, confortáveis, seguros mesmo que não fosse barato tudo isso! Pois, hoje já não o é. E você, o que faria se deparasse com situação semelhante? Aliás, devido à expansão desse processo de Jagunçagem nos ônibus da periferia de Belo Horizonte, e aos frequentes relatos de agressão e desmandos dessas pseudo-autoridades, será que você já não foi vítima e se calou, ou se calou diante de outras vítimas? Você tem algum parente, jovem, que estuda na escola Três Poderes? Esses têm sido vítimas frequentes deste tipo de agressão. Certo ou não, converse com ele, tente escutar da boca de um conhecido se procede ou não tais relatos. Aconteceu hoje, dia 31 de agosto de 2015, uma verdadeira tragédia. Mas, estamos de olho! Obrigado pela atenção!
Por acaso E como se, sozinho, pudesse mudar o mundo! Pudesse deixá-lo melhor, ou pelo menos próximo do ideal. E como que por instrumentos pudesse navegar pelos céus, legislando em causa própria, sendo prepotente, arrogante, egoísta - como nunca fui, como pensei que talvez nunca…
Continuar lendo
Por acaso E como se, sozinho, pudesse mudar o mundo! Pudesse deixá-lo melhor, ou pelo menos próximo do ideal. E como que por instrumentos pudesse navegar pelos céus, legislando em causa própria, sendo prepotente, arrogante, egoísta - como nunca fui, como pensei que talvez nunca viesse a ser. E como se de mim dependessem os mais fracos, e fraco, eu não correspondesse às expectativas. E a véspera do ano novo titubeasse, feito um bêbado as margens da via observando o fluxo do trânsito - como se previsse um acidente. Mas tudo não passa de um grande incidente... Minha presença neste lugar, tais pretensões, tal ausência. Puro acaso! Em meio a tudo isso, imerso em meu próprio mundo - mesmo que sem intenção - tive a impressão de que o lugar estava ficando menor, diminuindo, diminuindo-me - não de tamanho. De humanidade talvez! Não sei explicar. E era como se eu esperasse, só esperasse, sem a pretensão da chegada de alguém, as margens da via, da vida - esperasse. Só esperasse. Assim como quem nada espera, só espreita – arguto amiúde, solitário em uma mesa de bar. E como se esperasse a morte, e só a vida se fizesse presente - nas buzinas efusivas dos carros no fluxo fluido da via, e no Tissss... do gás escapando apressado de dentro das garrafas de cerveja, abertas quase todo tempo. E como se negasse tal ausência... Insólita, visceral, sobre-humana – meu corpo fosse se desfazendo de sua altivez, fosse perdendo sua rigidez; e meus olhos fossem esmaecendo, perdendo o brilho, se apagando; e suas cores fossem se desbotando, se descolorindo, deixando de ser. E ainda sozinho no bar, eu ouvisse cadeiras sendo arrastadas abruptamente, e ouvisse barulho de vidro tinindo no chão e se partindo em mil pedaços, em pedaços tão minúsculos quanto eu naquele momento. E as vésperas do ano novo, semi-anunciado no céu pelos fogos apressados de alguns e pelas milhares de pessoas bêbadas que surgidas do nada, agora me faziam companhia, abraçando-me, oferecendo-me champanhe e celebrando em voz alta enquanto diziam umas as outras, incessantemente: FELIZ ANO NOVO! E como em todo fim... Felicidade ou tristeza, prazer ou dor, sorrisos ou choro – com ou sem lágrimas. E assim como em todo fim um reinício, uma nova oportunidade de ser o que se quiser ser – diferente de antes, melhor que ontem! De fazer algo por si mesmo, ou de fazer o mundo pequeno diante de teus mais agudos anseios de mudança. E depois de tudo isso... As pessoas ao redor, desconhecidas entre si (em sua maioria) agora se abraçavam, se curtiam, e pareciam felizes de verdade! Se talvez já fosse ano novo... Mas nada era novo ainda! Nem o ano, nem as pessoas, nada. Eu não entendia o porque de tanta inquietação. Era véspera de ano novo! Véspera.
Vazio Alegoria sufocante cheia de agonia
Continuar lendo
Vazio Alegoria sufocante cheia de agonia emudece olhos, ouvidos, boca... Transborda por entre os lábios. Entope o peito de silêncio. O coração para de bater Por um segundo... Para, simplesmente, e volta a bater. Feito relógio antigo: As vezes parado as vezes morto as vezes mudo. Cheio de ponteiros e pausas e segundos. Cheio do tempo, cheio de tudo. Sonhando ser poeta... Sonhando ser astronauta um dia! Sonhando alinhavar versos e nós e encher o universo todo de poesia. Encher o universo de versos e nós preencher todo o seu vazio com a mais absurda poesia.
MERCADO CENTRAL No interior dessa cidade, corredores em labirinto escrevem lentamente a história desse valente povo. Tradição e modernidade caminham lado a lado com a cultura de toda essa gente, convivendo com a vida simples que se leva aqui nas terras de Minas, na contemporanei…
Continuar lendo
MERCADO CENTRAL No interior dessa cidade, corredores em labirinto escrevem lentamente a história desse valente povo. Tradição e modernidade caminham lado a lado com a cultura de toda essa gente, convivendo com a vida simples que se leva aqui nas terras de Minas, na contemporaneidade da Belo Horizonte. Sorrisos encantados numa lasca de queijo branco, numa banda de melancia encarnada, ou no doce mel contido num pedaço satisfatório de abacaxi - na praça nossa de todos os dias - nas esquinas desse pequeno Brasil. Beleza e riqueza de detalhes e variedade (in)igual de opções, pluralidade que encanta mundos e atravessa com orgulho muitas e muitas gerações. Peças de encanto dispostas pelo quadriculado chão, cheio de antropomorfismos, perfazem um mosaico histórico ocupando cantos distintos no coração das pessoas. A vida simples desse mundo singular confunde-se a todo tempo com o requintado gesto de nobreza humana existente no seio dessa grande família. O rico convive lado a lado com o pobre e sente orgulho de ali estar. Patrão e empregado são grandes amigos viciados na cachaça que é estar lá. Percorrem juntos a lida no dia a dia e vencem juntos a dura jornada de trabalho desse lugar. Por todos os lados o que se vê é gente viciada na vida, os visitantes tornam-se logo íntimos. Pois, sorrisos não são difíceis de encontrar! E se jogam Cruzeiro e Atlético no domingo...Na segunda-feira, o mundo pára, se um deles ganhar. No cafezinho todo mundo se envolve nas prosas e ao rival perdedor, não é permitido apelar. Dia e noite se confundem no tempo, não se percebe o dia passar! Turistas se apressam nas compras, religiosamente a sirene toca. Até amanhã! Alguns dizem... Não vejo a hora de aqui um dia voltar!
NOTÍCIA DE JORNAL Em uma troca de versos entre poetas desconhecidos, uma poesia perdida atingiu um transeunte bem na cabeça, do lado direito da cabeça. De acordo com relatos de testemunhas... qualquer um poderia ter sido atingido. Uma vez que, milhares de pessoas passam por dia…
Continuar lendo
NOTÍCIA DE JORNAL Em uma troca de versos entre poetas desconhecidos, uma poesia perdida atingiu um transeunte bem na cabeça, do lado direito da cabeça. De acordo com relatos de testemunhas... qualquer um poderia ter sido atingido. Uma vez que, milhares de pessoas passam por dia no local, e quase sempre distraídas. No entanto, um jovem negro, aparentando ter entre - 12 e 14 anos - com semblante calmo e um pouco acima do peso, foi socorrido pelo serviço móvel de urgência e emergência e encaminhado para o [HGPP] - Hospital Geral de atendimento às vítimas de Poesias Perdidas. Na cena do ocorrido, além de caneta e papel, foram encontradas dentre outras...várias cápsulas de poesias deflagradas de diversos calibres. Apesar do grande susto e após ter sido medicado, por apresentar um súbito quadro de delírios racionais com seguidos episódios de contemplação do mundo sensível e falas aparentemente sem sentido e desconexas, o garoto passa bem. Inclusive, já teve alta poética, mas (in)felizmente nunca mais será o mesmo.
Gente que conversa com os bichos, com as coisas e com os trem Sou do mundo de gente doida feita eu gente que conversa com as coisas e com os trem
Continuar lendo
Gente que conversa com os bichos, com as coisas e com os trem Sou do mundo de gente doida feita eu gente que conversa com as coisas e com os trem gente que dá bom dia pra planta desvia de formiga no chão fala com cachorro, por horas a fio. Sou do tipo que conversa com panela de gordura chiando no fogão mando abaixar o volume, parar de chiar, provoco jogando água e se não cala, ponho a tampa e encerro a farra. Esbarro no móvel imóvel na sala e xingo feito se xingasse alguém falo até palavrão! Sou do tipo que ouve rádio bem de pertinho, só para tentar enxergar melhor o que não me é permitido ver. Sem falar de minha nova neurose... ando falando também com a televisão: Eu pergunto as horas pergunto se vai chover ou se vai esfriar e quase de pronto sou informado. Só não tem diálogo com a geladeira, não sei porque, logo o papo esfria.
Poema do quase fim Quase, foi assim... De repente, quase o fim!
Continuar lendo
Poema do quase fim Quase, foi assim... De repente, quase o fim! Quase vi acontecer com meus amigos de sempre bem perto de mim. Uma rusga por um mal entendido qualquer um ruído na comunicação no momento do diálogo derradeiro palavras mal ditas, não ditas, ditas de qualquer jeito e uma vida inteira sob suspeição. Por causa do disse me disse, já não podia ouvir mais nada a raiva os controlava, dominava seus corpos, suspendendo-lhes a razão. Já não se tocavam há tempos - por medo, por precaução. Já não se falavam como antes - em tom de brincadeira, naturalmente. Ira! Talvez resolvesse, não sei se resolveria. Talvez tudo se resolvesse, se fosse em um outro dia... Mas, não! Tinha de ser neste dia. Ainda há esperança, é no quase fim que a vida se renova é no quase fim, que se encontra a saída e é no quase fim, que tudo o que é verdadeiro se reafirma. Pois no fim... é mesmo só mais um dia, feito tantos outros ruins.
[...] De repente, em um belo dia de chuva...
Continuar lendo
[...] De repente, em um belo dia de chuva... sai de dentro de mim e mudei tudo do lado de fora.
Invisível eu tenho dias de invisibilidade de invisibilizar-me
Continuar lendo
Invisível eu tenho dias de invisibilidade de invisibilizar-me de invisibilizar a ti dias de pouca visibilidade dias com tardes infindas e manhãs intermináveis dias em tormentas múltiplas dias de calor excessivo de felicidade insuportável dias invisíveis e dias invisibilizáveis tem dias que prefiro as noites em suas muitas variáveis tem os dias que prefiro ficar mudo só para não ver como está tudo e nem ouvir tanta bobagem.
Ofício de poeta poeta é assassino exímio mata e oculta o cadáver sem deixar vestígios
Continuar lendo
Ofício de poeta poeta é assassino exímio mata e oculta o cadáver sem deixar vestígios depois, transforma o velório de caixão fechado em evento espetacular de corpo ausente dizendo tratar-se de uma homenagem ao morto. No circo armado pelo poeta: - O vento dança com as formigas - As cigarras dançam com os cigarros E a poesia reina soberana, enquanto impunemente segue pela vida fazendo novas vítimas.
REVERSO - O lado azul de Minas Gerais De arrepiar todo o corpo, belicoso Cruzeiro, o mais eficiente e eficaz time do século. É com a guerra pulsando nas veias que seguem os jogadores para o estádio, o seu estádio, a sua casa, o seu campo (de batalhas). Armado até os dentes, foca…
Continuar lendo
REVERSO - O lado azul de Minas Gerais De arrepiar todo o corpo, belicoso Cruzeiro, o mais eficiente e eficaz time do século. É com a guerra pulsando nas veias que seguem os jogadores para o estádio, o seu estádio, a sua casa, o seu campo (de batalhas). Armado até os dentes, focado em ser campeão novamente, nem mesmo o maior rival local será capaz de impedir tal empenho. É guerra! E guerras, são decididas no campo de batalha. Dizem da fé do rival e de suas façanhas recentes, se esquecem das muitas glórias azuis, em tempos improváveis e em locais inimagináveis. Raça! Claro que temos. Basta lembrar do 6x1 (eterno), e da guerra que foi. Épico! Ganhar do River Plate com sete jogadores em campo tendo um jogador fraturado a perna, faz qualquer criança ter certeza de que fez a escolha certa. Sem falar na fama de carrasco que nos fora atribuído por adversários Sulamericanos, que puderem sentir um pouco deste veneno azul. La bestia negra, assim chamam o maior de Minas desde então! Cruzeiro não é modinha do "Eu acredito!". É a certeza do trabalho duro, do esforço sem medida, da técnica clássica da academia de sempre e da raça que flui pelos poros e contagia toda a torcida. Ser Cruzeiro é mais que esperar pela sorte, é fazer acontecer com a dedicação de quem realmente quer que aconteça. Nós, Cruzeirenses, não entoamos bordões do tipo "Eu acredito!'. Não porque não acreditemos em sua força, e sim porque temos a certeza de que conseguiremos uma vez mais a reversão, a vitória, a glória de sermos campeões. Temos certeza de que sairemos desta batalha ainda mais fortes. Seremos campeões. E, em coro, gritaremos aos quatro ventos, fazendo reverberar em todo o Brasil tal empenho. O sangue que escorre no suor dos guerreiros, banha a alma da torcida inteira; toda a raça em campo é erguida em mais uma noite de intensa batalha, da guerra um filho azul não foge, até o fim segue a guerrear. Em firme empreitada segue sendo o vento que incomoda o adversário, soprando sempre ligeiro e arguto. Seguem os guerreiros de sempre, na batalha de sempre, na guerra de sempre, mas nunca com as mesmas armas. Somos o reverso do outro lado, o lado brasileiro de Minas Gerais, azuis feito os campeões.
MERCADO CENTRAL No interior dessa cidade, corredores em labirinto
Continuar lendo
MERCADO CENTRAL No interior dessa cidade, corredores em labirinto escrevem lentamente a história desse valente povo. Tradição e modernidade caminham lado a lado com a cultura de toda essa gente, convivendo com a vida simples que se leva aqui nas terras de Minas, na contemporaneidade da Belo Horizonte. Sorrisos encantados numa lasca de queijo branco numa banda de melancia encarnada ou no doce mel contido num pedaço satisfatório de abacaxi - na praça nossa de todos os dias - nas esquinas desse pequeno Brasil. Beleza e riqueza de detalhes e variedade (in)igual de opções, pluralidade que encanta mundos e atravessa com orgulho muitas e muitas gerações. Peças de encanto dispostas pelo quadriculado chão, cheio de antropomorfismos, perfazem um mosaico histórico ocupando cantos distintos no coração das pessoas. A vida simples desse mundo singular confunde-se a todo tempo com o requintado gesto de nobreza humana existente no seio dessa grande família. O rico convive lado a lado com o pobre e sente orgulho de ali estar. Patrão e empregado são grandes amigos viciados na cachaça que é estar lá, percorrem juntos a lida no dia a dia e vencem juntos a dura jornada de trabalho desse lugar. Por todos os lados o que se vê é gente viciada na vida, os visitantes tornam-se logo íntimos. Pois, sorrisos não são difíceis de encontrar! E se jogam Cruzeiro e Atlético no domingo! Na segunda-feira, o mundo pára, se um deles ganhar. No cafezinho todo mundo se envolve nas prosas e ao rival perdedor, não é permitido apelar. Dia e noite se confundem no tempo, não se percebe o dia passar! Turistas se apressam nas compras, religiosamente a sirene toca. Até amanhã! Alguns dizem... Não vejo a hora de aqui, um dia voltar!
Qualquer gato No seixo rolado do pátio escorrega um gato preto, de olhos cor de caramelo. Enquanto fita entusiasmado meus movimentos, se esquiva do vento
Continuar lendo
Qualquer gato No seixo rolado do pátio escorrega um gato preto, de olhos cor de caramelo. Enquanto fita entusiasmado meus movimentos, se esquiva do vento - que se contorce por todos os lados. Desarmado, fito (eu) o gato preto, pardo, branco, malhado... Amedrontado, não o perco de vista um segundo sequer acompanho-lhe todos os movimentos projecionados. Gato é bicho misterioso! Cheio de segredos, anda lentamente... Altivo, exploratório e destemido. No fundo, temo que ele não me entenda, e não compreendendo-me o motivo de meu temor apreenda meu medo e passe a agir como agiram os gatos anteriores - fazendo-me temer a todos generalizadamente. Lembro-me de sua personalidade 'sempre' doce, e também de seu agir genioso. Engenhoso, guarda (ele) a dimensão do assombro percorrendo o mundo no limite da percepção humana. Escala nas noites escuras: - Os telhados úmidos, os muros duros, os entremundos... Enquanto guarda-me o sono. De aguçados sentidos, percebe antes de todos os possíveis riscos. Antecipa-se quase sempre, assustadoramente, como se antevisse uma visagem - ainda invisível e com o pelo do corpo ouriçado, e as enormes unhas arregaladas feito facas, põe-se pronto a reagir. Vive no mundo sensível, guardando o tempo e as possibilidades com habilidade segue tateando o mundo semeando amor e medo. Só não me atrevo a deixá-lo cruzar-me o caminho! Temo que ao cruzar-me o caminho roube-me a sorte, e traga-me sete anos de azar. Corro feito corre a chuva caída nos rios - o mais depressa que posso.
Mundo real Os Smartphones a conversa aparentemente sem sentido
Continuar lendo
Mundo real Os Smartphones a conversa aparentemente sem sentido o som das mensagens de entrada na rede social o fiu, fiu do fluxo intenso nos grupos o risinho de canto de boca o brilho nos olhos... Tudo premeditado! Inclusive, o silêncio repentino. Quase é possível ouvir os pensamentos deles quando estão desconectados do mundo irreal localizado fora da rede. Áh... a rede! Contraponto a essa grande chatice chamada de mundo real. Onde não se é permitido ser nem feliz, nem famoso.
O cheiro da morte Em um desses dias de calor infernal e sol rijo posto no meio do céu,
Continuar lendo
O cheiro da morte Em um desses dias de calor infernal e sol rijo posto no meio do céu, a morte nos abraça e não nos larga mais. Rouba-nos o último sopro de vida restante em nossos pulmões e deleita-se com esta nossa nova condição. Tripudiando sobre nossos corpos mortos e frios caídos em uma esquina qualquer da cidade, em um canto imundo qualquer da periferia a morte sorri, enquanto ajeita em uma das mãos um ramo de cravos e girassóis. Quanta ironia! O cheiro que a morte tem é o mesmo cheiro que tem a vida.
MESTRE Formei-me professor na universidade ainda antes de sentir-me velho demais na vida,
Continuar lendo
MESTRE Formei-me professor na universidade ainda antes de sentir-me velho demais na vida, em admiração a um mestre que tive nos tempos de colégio. Hoje, sou dono de um belo diploma com letras douradas, que pode ser visto a olho nu na parede mais feliz de minha humilde casa. Casa, comprada a prazo, num financiamento feito a perder de vista e pago com o suor de uma vida toda. Vida, dividida em três jornadas, com intervalos breves, apenas para piscar os olhos. Hoje,ainda antes de me achar velho demais... Um alguém, do qual não me lembrava, elevou o tom de voz e me disse confiante: - Formei-me professor na universidade, ainda antes de sentir-me velho demais, por admiração a um mestre que tive nos tempos de colégio. E, hoje...Estou aqui para que você me diga, Mestre, em que parede devo pendurar o meu diploma!
Treze, quarenta e cinco e mais vinte seis Que as palavras não firam tanto quanto ferem agora,
Continuar lendo
Treze, quarenta e cinco e mais vinte seis Que as palavras não firam tanto quanto ferem agora, nem corte tanto a pele quanto corta o discurso de ódio proferido por alguns, que pensam estar na metade de Brasil que é melhor do que a outra. Que a motivação seja sempre a favor da bondade e do amor ao diferente, e mesmo existindo diferenças que elas não se tornem pretexto para justificar a ignorância, transformada em atos de intolerância e incompreensão. Que o povo se (re)una novamente e publicamente diga o que não quer, mas diga junto, sem diferenciar ou segregar mesmo se discordar do outro, diga democraticamente o que pensa. Que o Brasil mude, que mude a política, que mude tudo, inclusive, as pessoas. Mas que se mantenham as diferenças que se preserve a diversidade ninguém é igual a ninguém! Então, porque achar que temos de agir de tal forma? Caminhando juntos seremos uma nação coerente, com projeto de Estado decente e equilíbrio nas relações de classes.
Ideia Tive as melhores ideias, quando ainda não tinha ideia do que fazer.
A opinião que não é a sua Parei de me importar com a opinião alheia faz muito tempo não!
Continuar lendo
A opinião que não é a sua Parei de me importar com a opinião alheia faz muito tempo não! Foi recente essa minha decisão decidi sozinho, sem pedir opinião deixei de me importar e pronto! Andei pra esse tal de se importar, larguei de mão. Hoje em dia, é verdade, ando mais só mas me importar mesmo, somente com o que vale a pena com quem vale a pena se valer a pena. De repente, você para de se importar com o que os outros dizem a seu respeito e ai não se machuca, nem se ofende, nem ofende a ninguém. Para de se importar com o que dizem de ti, de repente para, e nem sente. E aí percebe o quanto é bom ser invisível as vezes o quanto é bom se importar com quem se importa com você e se importar pra você, não importa se não importar para o outro você se torna diferente, não indiferente, diferente. Exclui da sua vida todo o besteirol que existia, faz uma faxina pouca coisa sobra. Mas se sobra, fica; e se fica, floresce. Sem querer acaba dando visibilidade a tanta gente legal que antes, nem sabia que existia. E por conseguinte, invisibiliza tantas outras, tantas que nem se importa.
Resiliência Resiliência é a capacidade de sair de dentro de si mesmo naqueles momentos em que tudo parece estar muito ruim e encarar o mundo do lado de fora de cabeça erguida, olho no olho e com o maior sorriso que tiver em seu arsenal de sorrisos.
Toda poesia tem um porém Minha poesia é simples escrita a mão em folha de papel de pão
Continuar lendo
Toda poesia tem um porém Minha poesia é simples escrita a mão em folha de papel de pão sobra de ontem. Nunca pretendeu ostentação não se dá com o luxo de agora e o lixo de antes, não era opção. Os versos rabiscados no anverso parecem dispersos, mas não os são. Descrevem os pensamentos que fluem de minha mente confusa na insanidade de sua confusão. Escrevo, porque por escrito sou mais bonito não que me ache feio, apenas escrevo, e aí fico mais bonito. Escrevo e pronto, nem o espelho me desmente me mostro no papel por inteiro, nu, no lixo ou no luxo me acho por escrito e me perco sempre que não estou mudo.
Não gosto de ficar me exibindo por ai, sou tímido demais pra isso. Mas por escrito, eu fico nu o tempo todo!
O silêncio Dos gritos ao peito negado e a boca que as mãos cega
Continuar lendo
O silêncio Dos gritos ao peito negado e a boca que as mãos cega dos beijos que nunca mais beijaram os lábios em tão arbitrária censura padece. Monossilábicas falas se apresentam desaparecem das frases os verbos subitamente silenciadas, somem também as palavras logo desistem de compor tão pobre repertório. E as palavras antes tão docemente pronunciadas ao serem censurados por seu algoz censor para todo o sempre cessam. Murcham o peito sem os gritos murcham os lábios sem os beijos e as mãos murcham em cólera.