Por dentro, sou apaixonado. Por fora também.
Frases de J. Freitas
119 frases
Uma vida vivida é, antes de mais nada, uma vida compartilhada.
Uma vida sem amor é uma vida sem vida. Ame, pois, quem ama existe.
Papel fenece, levando assim a poesia que outrora lhe compus. Prefiro antes gravá-las na pedra. Na dura pedra que é seu coração.
Só contesto o incontestável. Não é a vida uma eterna batalha entre o bem e o mal, possível e impossível? A vida é paradoxal.
Às vezes é necessário deixar parte daquilo que ama para trás. Assim, você saberá por onde caminhar quando quiser voltar.
O sol fica muito mais bonito quando visto através dos olhos da pessoa amada.
Eu sei que tenho um coração. Quando o sol nasce, o meu bate.
No fim das contas, não há, na humanidade, quem esteja só. Há quem tenha a companhia da solidão, e só.
E se hoje meus olhos brilham, é porque muito o que chorar e lavar eu tive.
Não canto o canto triste por de tristes tempos me valer, mas por nada, nada mais ter a não ser um triste canto, de desvelar, de literatura e pranto. De sempre. De nunca.
Há quem diga que é simples e rápido superar um trauma. Por acaso é rápido para uma semente tornar-se árvore?
Se tem uma coisa que eu aprendi escrevendo um livro, é que, dentro da minha cabeça, há muito mais pessoas do que eu imaginava e bem menos do que eu gostaria. Há sempre pouco tempo, porque tenho que trabalhar e dar um destino ao protagonista sofrido que criei. Tenho uma vida real,…
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Se tem uma coisa que eu aprendi escrevendo um livro, é que, dentro da minha cabeça, há muito mais pessoas do que eu imaginava e bem menos do que eu gostaria. Há sempre pouco tempo, porque tenho que trabalhar e dar um destino ao protagonista sofrido que criei. Tenho uma vida real, que interfere na vida dos meus personagens, que sofrem e riem comigo (ou "sem migo"). Mato gente todo dia, "nasço" gente todo dia. Faço gente se amar e se odiar, faço bicho de três cabeças, às vezes sem, às vezes CEM! =O Posso voar, posso respirar debaixo d'água, posso manipular fogo, posso derreter gelo no sopro, carrego o mundo, passo pelo buraco de uma agulha, sei o que todos pensam, penso por todos. Faço e desfaço quando quero e isso tudo, senhores, sem sair do lugar. Eu, eu mesmo e minhas ideias, e minhas palavras e minhas obras. Quero muito que a vida não saia disso, porque, enquanto escrevo, sei o que é vida.
E esta vontade de subir à copa da mais alta das árvores, de voar ao mais alto dos céus, de chorar o mais intenso dos choros, de rir o mais frenético dos risos. Esta vontade se perde toda vez que olho para trás.
Há muito que preciso desaguar em tempestade lacrimosa. Antes prefiro empoçar o intrínseco e externar o superficial. Há muito preciso chorar em cascata.
Pensem sobre a vela. Pensem apenas em como ela é vulnerável, submetendo-se ao jugo da chama a consumir-lhe cada segundo de glória. Agora pensem nas pessoas que assim vivem. Pensem naqueles que simplesmente se deixam consumir perante o brilho e calor do que quer que seja, e se esv…
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Pensem sobre a vela. Pensem apenas em como ela é vulnerável, submetendo-se ao jugo da chama a consumir-lhe cada segundo de glória. Agora pensem nas pessoas que assim vivem. Pensem naqueles que simplesmente se deixam consumir perante o brilho e calor do que quer que seja, e se esvaem sem significar nada, fadados a serem encerrados apenas num punhado de cera derretida. Me permitem dizer algo? Eu sou assim. Eu me sinto assim. Sou apenas o sustentáculo de um propósito maior, não necessariamente meu. E isso me deprime, isso me machuca. Mas querem saber de algo mais? Se vou passar por essa vida como alguém que simplesmente se foi sem fazer a diferença, aí já é uma decisão minha, mas não quero tomá-la. Tudo isso me deprime, mas não me derruba indefinidamente. Quero passar meus dias como uma vela sim, mas como a vela que trouxe luz para todos ao meu redor, e que deixou um rastro luminoso de coisas boas nas retinas cansadas do tempo.
É com esgar de esfomeado que me ponho a saborear vorazmente o verbo. A carne minha que do escrever depende. Do viver insólito, do morrer mais insólito ainda. O que era não mais é, o que será talvez já seja. Eu não sei. Nunca vi. Se vivo, amo. Se amo, desfaço. Se desfaço, refaço u…
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É com esgar de esfomeado que me ponho a saborear vorazmente o verbo. A carne minha que do escrever depende. Do viver insólito, do morrer mais insólito ainda. O que era não mais é, o que será talvez já seja. Eu não sei. Nunca vi. Se vivo, amo. Se amo, desfaço. Se desfaço, refaço uma vez mais e assim, amo novamente. O ciclo de minha vida é acíclico. Mutante, mutável. Amável, entrementes. Ouço o risco do lápis no papel, dançando ao compasso de minhas mãos gélidas, deixando palavras vulneráveis, passiveis de serem apagadas. Que se apaguem. A mesma fome do verbo que me fustiga agora é a mesma que me fará escrever tudo de novo, viver tudo de novo, e ainda assim, viver tudo diferente.
Mas que mar me faria descansar em calmaria? Mar de metro, mar de milha,
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Mas que mar me faria descansar em calmaria? Mar de metro, mar de milha, mar certo, Marylia. Mas seria a calmaria mais de mar ou mais de minha? De meu mar, minha Marylia, de agora mais o que fora menos antes caos hoje ameno. No cais esperei pelo mar que me traria Marylia. No caos aguardei, no cais esperei. Hoje, não mais.
De tanto em tanto, é um dia a mais e um dia a menos. O tempo consegue passar tão rápido que algumas páginas da minha vida saem incompletas. Era para estar escrito 'felicidade', mas só deu tempo de escrever 'idade'. Mas eu escrevo de trás para frente? Às vezes sim, só pra combinar…
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De tanto em tanto, é um dia a mais e um dia a menos. O tempo consegue passar tão rápido que algumas páginas da minha vida saem incompletas. Era para estar escrito 'felicidade', mas só deu tempo de escrever 'idade'. Mas eu escrevo de trás para frente? Às vezes sim, só pra combinar com a minha vida de cabeça para baixo. Alguns trechos saem sem sentido. Mas nem sentido quero ou preciso pra viver. O dia nasce cresce, reproduz e morre e ninguém questiona. Alguns personagens vão ficando obsoletos, embora tenham sido protagonistas outrora. Começa-se a atribuir mortes épicas em respeito aos bons tempos. Ainda assim são mortes. Defuntos de lendas valem menos do que as próprias lendas. Enredos a parte, era para estar escrito numa página qualquer 'sucesso', mas saiu apenas 'cesso' (lá vai ele escrever de trás para frente). Cesso projetos antes mesmo de começá-los. Não é como se eu tivesse encontrado a cura para o câncer, mas para as feridas da minhas alma já cheguei perto. E mais uma vez a vida faz graça com a minha cara. Eu queria ter escrito 'realização', mas só deu tempo de escrever 'ação'. Mas qual?
Ao invés de dar o troco, que tal dar um sorriso? Vale o troco e mais um pouco.
Essa minha alma sempre muito velha se renova cada vez que contemplo um dia ensolarado pela janela e penso: sou velho, mas até o sol é velho e continua brilhando como sempre e com força.
Em direção ao meu rumo certo ando devagar. Devagar perdi o prumo. Assumo, não sei que rumo tomar.
O que mais quero, é que a sensação de 'não ser o bastante' me deixe de ser latente. Basta.