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Frase de J. Freitas

Pensem sobre a vela. Pensem apenas em como ela é vulnerável, submetendo-se ao jugo da chama a consumir-lhe cada segundo de glória. Agora pensem nas pessoas que assim vivem. Pensem naqueles que simplesmente se deixam consumir perante o brilho e calor do que quer que seja, e se esvaem sem significar nada, fadados a serem encerrados apenas num punhado de cera derretida. Me permitem dizer algo? Eu sou assim. Eu me sinto assim. Sou apenas o sustentáculo de um propósito maior, não necessariamente meu. E isso me deprime, isso me machuca. Mas querem saber de algo mais? Se vou passar por essa vida como alguém que simplesmente se foi sem fazer a diferença, aí já é uma decisão minha, mas não quero tomá-la. Tudo isso me deprime, mas não me derruba indefinidamente. Quero passar meus dias como uma vela sim, mas como a vela que trouxe luz para todos ao meu redor, e que deixou um rastro luminoso de coisas boas nas retinas cansadas do tempo.

J. Freitas

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de J. Freitas

De tanto falar em vida, espera-se viver mais intensamente. Comigo já não ocorre sob tamanha trivialidade. Falo de vida para ter do que falar de forma convicta, descomprometido com o resto. Falo de vida imaginando como ela seria, ignorando o que ela é. Falo de vida sob os acordes…
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De tanto falar em vida, espera-se viver mais intensamente. Comigo já não ocorre sob tamanha trivialidade. Falo de vida para ter do que falar de forma convicta, descomprometido com o resto. Falo de vida imaginando como ela seria, ignorando o que ela é. Falo de vida sob os acordes do tempo e o odores do acaso. Faço sim, pouco caso de quase tudo. Vida não foi feita para se levar tão a sério. Sou constantemente inconstante. O mesmo que diz: "voe!", diz: "pouse". De tanto falar de vida, me condicionei a ver algumas coisas de olhos fechados e boca calada. A vida não foi feita para que retenhamos tudo o que ela oferece. Falando de vida ininterruptamente, acredita-se saber mais dela do que qualquer outro errante. Ora, mas se é errando que se aprende, onde fica a coerência? Não sei se quero mais falar de vida. Quanto mais falo dela menos sei e mais me aproximo da morte. Sorte?