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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

MÃE Ser mãe é descobrir forças que achávamos que não tínhamos É ter noites em branco, é amar e amar
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MÃE Ser mãe é descobrir forças que achávamos que não tínhamos É ter noites em branco, é amar e amar É educar, é sonhar, é sentir É saber lidar com os medos que pensamos não existir

JANELA E ALGUÉM Alguém já escreveu que os olhos são a janela da alma. Eu concordo com esta verdade
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JANELA E ALGUÉM Alguém já escreveu que os olhos são a janela da alma. Eu concordo com esta verdade hoje eu acordei decidida a mudar Passei a noite acordada mais uma noite quente de outono maldita insônia Maldito pesadelo malditas ideias que me fazem questionar as coisas que eu alguma vez nunca quis questionar, deste mundo cada vez mais perverso, desumano e frio Enfim resolvi reviver os melhores momentos de nós os dois dei-me conta de que já vivemos tantas coisas bonitas das coisas que já passámos e por um instante dei-me conta a sorrir mesmo à gargalhada.

"CONTO DE OUTONO" A chuva caia com imensa intensidade A noite estava escura cheia de neblina
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"CONTO DE OUTONO" A chuva caia com imensa intensidade A noite estava escura cheia de neblina Como se não houvesse lua no céu Ela estava perdida à procura do seu amado Mas o seu amado não estava em lugar nenhum O amor e a dor consumiam o seu coração E uma parte dela morria O seu amado havia levado essa parte com ele. Ela não conseguia explicar a dor no seu peito Chorava de saudade sangrando por dentro. Pergunta ela porque o conheci? Era uma simples noite de outono, numa simples festa Num simples momento, um simples beijo Coisas simples que foram o bastante para abrir um buraco De esperança no seu coração para faze-la sofrer de amor Ela fecha os olhos e pensa no seu amado No dia em que se conheceram Do primeiro abraço, do seu único beijo Olhares profundos dentro dos olhos um do outro. Uma lágrima desce vagarosamente pelo seu rosto A dor que de repente a consome, simplesmente desaparece Olhou para o passado para sentir o que viveu Não no sentido de quem me dera voltar para trás Mas apenas para perceber se valeu a pena amar tanto o seu amado!

"LIVRO FOLHEADO" Outono quente de livro na mão Caminho descalça pela areia fria da praia
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"LIVRO FOLHEADO" Outono quente de livro na mão Caminho descalça pela areia fria da praia Oiço o mar a desfalecer Chorava o mar de amor nas vagas que batiam nas rochas Naufrago das palavras entre os livros lidos Livros folheados asfixiados de felicidade Páginas rasgadas que tu talvez nunca conseguirás ler Tatuagem esboçada inundada de harmonia Letras desdobradas, incompreendidas mal amadas Outono quente onde escondo a minha alma na gaveta da cômoda E os meus olhos entre os livros no cesto do nosso quarto .!

"FELIZ" Eu só quero cantar a vida Amar e saltar na chuva
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"FELIZ" Eu só quero cantar a vida Amar e saltar na chuva ............ Dançar sobre a areia da praia Sentir a brisa quente do sol ............. Não importa se é inverno ou verão Não importa se é dia ou noite ............ Eu só quero cantar sobre a vida Letras expressivas com emoção ........... Palavras belas diz-se ao coração Alegria de amor, dando luz, cor à paixão.!

"FOLHA" Amo-te com as lágrimas da felicidade Por toda a minha infinidade
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"FOLHA" Amo-te com as lágrimas da felicidade Por toda a minha infinidade Escrevo-te meu amor este poema Com a saudade estas palavras que tu talvez nunca irás ler Amo-te mesmo com medo das horas que apoderam-se de mim Escrevendo-te com a dor do nosso amor já amadurecido Amo-te nas horas de entrega, onde nos conjugamos Nas lágrimas de dor convertidas em alegria Feitas em dias, horas, minutos de felicidade Sem limites onde juntos, juramos ao luar amor eterno Amo-te tanto que dói, só de te o dizer Escrevi numa folha tudo que sentia, mas nunca não irás ler Porque rasgarei a folha, lançando-a ao vento O malandro do vento trouxe de volta a folha com toda a felicidade!

"CABELOS" Passo por este vale os versos que cantei na mocidade Divinas mãos, flores de espanto pelos campos
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"CABELOS" Passo por este vale os versos que cantei na mocidade Divinas mãos, flores de espanto pelos campos Peito rasgado das lágrimas que vendi, dos desenganos Graças infinitas deveras impenitente, favos de mel Pedras no deserto, bravas luzes da troca Fogo puro, do deserto, pela aldeia despovoada Penitente doce que tocou com alegria Peito que sangrava, pendura-se sem esperança Consome com crueza a vaidade, derramada, resplandecente Doce quietude de quem ama tanto que inflama Sinto, suspiro, rego, colho, rezo Planto os grandes vales com versos da nossa historia meu amor Água que guia esta minha alma em lágrimas de dor banhada Suspiro dos lírios nos meus cabelos Que cobria-se de quem ama tanto, a quem tanto ama.

"GRITA AO VENTO" Amor, meu amor, se precisares de mim. Grita o meu nome ao vento, ele virá com o teu recado.
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"GRITA AO VENTO" Amor, meu amor, se precisares de mim. Grita o meu nome ao vento, ele virá com o teu recado. Ouvindo a tua voz com o gemido do tempo. Fecho os meus olhos com uma música suave. Acariciando-me com a dança dos teus, dos meus lábios. Se precisares de mim meu amor grita Grita o meu nome na tempestade do vento. Ele virá com o teu recado, docemente sobre o meu rosto Tu sabes que a minha alma chora de dor Mas se não falo sobre isso, é porque o vento não deixa A lua com medo da dor, esconde-se nas palavras cheias de amor. As letras deitam-se de bruços na relva fresca. Penduradas com o coração numa árvore estão os poemas. Rosas fatigadas dos beijos abandonados. Vento de duas cores, das sombras dos girassóis! Meu amor, se precisares de mim, grita o meu nome ao vento Ele virá com o teu recado, com o gemido do tempo.!

"LAMENTO, PRANTO " O vento ouve o meu lamento Leva embora esta minha dor
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"LAMENTO, PRANTO " O vento ouve o meu lamento Leva embora esta minha dor Acalma este pobre coração que sangra Leva esta explosão de amor Que sufoca no peito Lágrimas doridas que escorrem pela face Volta meu amor, amado meu. Transforma este pranto em chama Leva-me para a tua cama.... E deixa-me sentir-te só meu Destas saudades, da tua boca... Do teu beijo, do teu hálito... Do arrepio que me percorreu a espinha Do desejo que eu já sufoquei... Volta meu amor.... Leva-me nos teus braços, amado meu.!

"FLORES" Senhor, escuta as palavras de uma pobre mãe. Que te agradece por tudo o que tens feito por ela.
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"FLORES" Senhor, escuta as palavras de uma pobre mãe. Que te agradece por tudo o que tens feito por ela. Obrigado por me teres dado estes filhos lindos. Que eu tanto amo, todos perfeitos e saudáveis. Obrigado pelas flores que puseste no meu jardim. Obrigado pelo jardim mais belo da minha vida. Pelas sementes que no meu ventre germinaram com amor. Oito flores que eu tanto amo, fortes e cheias de vida. Flores que se espalharam e voaram pela vida fora " obrigado"!

"ABAFADAS" As palavras ficam abafadas Pelo silêncio que invade a nossa vida
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"ABAFADAS" As palavras ficam abafadas Pelo silêncio que invade a nossa vida Neste mar revolto que acalma-me por dentro Ondas salgadas de um beijo com tanto amor sem tormento Que chora e desagua no meu peito com um doce olhar Mar bárbaro e tantas vezes cruel... Escrevo na areia uma palavra Que o meu corpo é uma represa cheia de amor para dar As palavras ficam presas... Mesmo que tente apagar o que foi escrito A vida prega-nos partidas e o silêncio fala mais alto Momentos em que temos a lua, só para nós, que invade o nosso amor!

"ANALISE" O poeta não sente dor mas finge que sente Ao escrever rouba a dor e o amor que não sente
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"ANALISE" O poeta não sente dor mas finge que sente Ao escrever rouba a dor e o amor que não sente Não analise o que escrevo, por favor Escrevo, simplesmente por escrever, este prazer de escrever Um prazer tão elevado, não para editar ou para o exibir Apenas só pelo simples prazer de escrever Afinal escrever um poema é gerar um filho parido com amor e dor. Escrever pelo prazer da escrita, o poeta não sente dor Mas finge que sente ao escrever a dor e o amor que não sente.!

"OUTONO DE LETRAS" Línguas de outono, arvores despidas folhas no chão Escrevo palavras em forma de letras
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"OUTONO DE LETRAS" Línguas de outono, arvores despidas folhas no chão Escrevo palavras em forma de letras Com o desejo do vento, que quer as folhas no chão Gravo as palavras nas rotas dum livro, que quero navegar Dito as cartas de uma cartografia doce da minha alma Letras engarrafadas de teu amado corpo Mar de gestos subtis nas ondas de ti em mim Desejo-te como as raízes secas a pedir chuva no verão Outono eterno, corpo desmaiado na memória das águas do passado Eternos namorados nos vendavais das palavras que se cruzam Nos teus dias e nos meus, onde não existe cegueira Apenas sussurros, gemidos de desejos Palavras sobre a língua do vinho fermentado Suspiros recolhidos com o teu sorriso.. Rosmaninho doce do teu beijo, licores feitos com o nosso amor Que bebo e de ti resguardo ainda as promessas por abrir.. Outono de línguas em forma de letras escritas no nosso pensamento Letras engarrafadas que o vento deseja todas as folhas das árvores no chão!

"UM NO OUTRO" Se eu pudesse ter-te aqui na minha cama desfeita. Desfeita do nosso desassossego sem destino.
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"UM NO OUTRO" Se eu pudesse ter-te aqui na minha cama desfeita. Desfeita do nosso desassossego sem destino. Perduraria o meu amor no teu caminho Estrada estreita. Noite escura mal dormida Na chegada, na partida de viver na ausência. De tudo que nos faz sofrer Vida refeita e vivida na conjugação de nós dois. Desta paixão que arde no meu peito por ti. Compasso e descompasso, feito por nós dois. Num beijo prolongado Calando a todos os feitiços lançados. Numa utopia longa e prolongada de desejos Feitos em sentimentos de um passado, De um futuro cravado nas memórias do meu peito. Clamo por ti todas as noites mal dormidas. Saciadas por cada minuto que te chamo Gritando de dor, as insônias da madrugada. Palavras deitadas ao vento Escritas na tempestade da minha alma. Horas de sono perdidas, esperando a tua chegada Tantas vezes desconcertantes. Nas madrugadas cheias de orvalho Nos desejos mais penetrantes. Como uma chama que arde sem queimar. Seremos sempre um no outro Os nossos corpos estarão sempre moldados Um do outro, no fim do caminho Somos as linhas cruzadas do nosso próprio destino.!

"REMOINHO" Sonhos à deriva nas ondas do mar Destes meus desgarrados desabafos de alma
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"REMOINHO" Sonhos à deriva nas ondas do mar Destes meus desgarrados desabafos de alma Doces poemas meio amargos Esconde por vezes alguma insegurança e solidão Não posso contar ao mar uma dor que é só minha; Feita na escuridão das ondas Um remoinho na alma Acabarmos arrastados pelo furacão. Ondas do mar que vão e voltam No ritmo compassado O cansaço das noites mal dormidas não perdoa Quantas vezes imagino-te uivando para a lua... Esta maldita lua que atormenta-me Entregando-me ao pecado. Explodindo como um vulcão adormecido Para que oiças o meu grito.. Como um uivo louco e perdido Fogueira brutalmente que queima --- e afaga a tua ausência. Os verbos em agonia que maltratam O estado quase insano e brutal em que me encontro...!!

SAUDADES Meu amor Tenho saudades...
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SAUDADES Meu amor Tenho saudades... De te observar..... ...... Tenho saudades. De te tocar...... De te beijar..... .......... Tenho saudades. De te acariciar… Do teu rosto.... ............. Tenho saudades. Do teu cheiro..... Do teu gosto..... ....... Tenho saudades. Da tua pele..... Dos teus abraços… .......... Tenho saudades. Saudades de ti… De estar contigo!

ALEGRIA Ser mãe é amar É gerar
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ALEGRIA Ser mãe é amar É gerar É cuidar É amar incondicional que nada espera em troca É um afeto desmedido sem ser incontido Ser mãe é um ser infinito de esperança. Ser mãe é proteger e amparar É encontrar sempre as palavras certas SER MÃE É AMAR, AMAR!

"PAPOILAS" As papoilas dos teus olhos São o meu abrigo pelas manhãs
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"PAPOILAS" As papoilas dos teus olhos São o meu abrigo pelas manhãs Colheitas de trigo aos molhos Ouve o murmúrio da fonte, do rio que secou Papoilas ao vento no meu pensamento Indiferentes à luz do luar Feitos de versos na madrugada de amores Letras escritas no doce ardor da ilusão Manhãs frescas por palavras verdadeiras Trigo, cevada, centeio faz derrubar todas as fomes Água do rio, da fonte, da nascente, sacia todas as sedes Papoilas vermelhas pelos campos do nosso amado Portugal!

"EXALTAÇÃO" Os meus pés descalços Caminham entre pedras afiadas
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"EXALTAÇÃO" Os meus pés descalços Caminham entre pedras afiadas No afago das vagas onde dorme a ilha encantada Sem bússolas, sem mapas, sem rumo Apenas este sol quente, que ilumina o meu destino Estrada de um céu de infinitas estrelas Folheio os livros esquecidos da minha história Onde as minhas palavras escritas são fragas De letras que florescem nas noites escuras Dispersas num luar sem luz, sem exaltação Numa tarde de outono tranquila cheia de gaivotas sem destino.

"PÉTALAS ESCRITAS" Escrevo, escrevo a minha divina poesia Para não gritar ao vento, à chuva
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"PÉTALAS ESCRITAS" Escrevo, escrevo a minha divina poesia Para não gritar ao vento, à chuva Ao perceber que muitas vezes estou só Irremediavelmente sozinha em pensamento Procurei-te meu amor, e não te encontrei... Procurei os teus olhos, e não os achei Procurei os teus lábios, e não consegui senti-los Procurei o sabor da tua boca, e não consegui imaginá-la No caminho do amor encontrei um jardim de rosas vermelhas Feitas de pétalas nos teus, nos meus, nos nossos olhos De pranto um rasgo no céu, abrirá um manto de lágrimas que cobrirá A nossa felicidade onde eu deixei escrito nas estrelas Poemas no desabafo das letras, do tempo que nos envelhece No final vivo, canto, mesmo sem voz, na tamanha vontade de fluir E eu procurei-te meu amor ao amar-te tanto sem rumo Para não gritar ao vento que estou irremediavelmente só Na minha divina poesia, onde o alívio da minha dor Está em olhar para a dor de quem esta tão próximo "tu meu amor"!

"LITERATURA" A literatura Derruba o meu tédio
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"LITERATURA" A literatura Derruba o meu tédio Deixando De fora a minha solidão Como é bom ver-te É como ter o tempo certo O tempo de espera Na espera do tempo Caminho do tempo Do tempo um caminho Esperança do momento No tempo da esperança Parir o tempo Na estrada do tempo Certa no momento, como é bom ler!

"CONTEMPLAÇÃO" Escuto as notas do silêncio Onde morre um verso numa estrada de alcatrão
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"CONTEMPLAÇÃO" Escuto as notas do silêncio Onde morre um verso numa estrada de alcatrão Poema vazio desamparado no chão Escrito numa folha tantas vezes ignorada Escrevo simplesmente pelo prazer que me confere a escrita Não para tu gostares, mas se gostares melhor ainda O gosto de sentir a areia quente deste outono Toca a minha alma fria no verão passado Caminho de um destino já tantas vezes adormecido Sinto no corpo uma dor talvez esquecida Árvore no outono sem folhas despida de pranto Onde quero celebrar as rugas do meu rosto. Amar-te com o tremor das minhas mãos Beijar a tua boca com os meus lábios calejados Contemplar-te com emoção e serenidade... Que repousa no meu peito Neste tapete de outono Onde a solidão nos abriga ao seu íntimo sonho Escuto as notas do silêncio Lidas e escritas numa folha em branco tantas vezes ignorada!