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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

"VAGABUNDO" Vagabundo com inúteis sonhos Cadáver com o fardo de ser livre
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"VAGABUNDO" Vagabundo com inúteis sonhos Cadáver com o fardo de ser livre Sangue espalhado pelas paredes Pedaços do que fomos em casa Dor maldita espalhada na mente Serpente venenosa, cuspe a culpa Sentida por dentro no corpo doente Amada sem dor, sem amor, sem nada As águas no rio corre entre as fragas Mar adentro numa entranha e velha casa Fagulhas da fogueira perdida de ilusão Agonizando assim os raros sonhos Diversas ironias quase perdidas A dor que fez de nós maltratar-nos Sonhos antigos sonhos esquecidos Passos de outros com restos todos!

"SILÊNCIOS" Prefiro o silêncio às vaidades destrancadas. Afogando os sentidos em simples sussurros
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"SILÊNCIOS" Prefiro o silêncio às vaidades destrancadas. Afogando os sentidos em simples sussurros Descuidados, estudados, sentidos, esquecidos. O nosso silêncio é ter o chão... Feito em areia quente da praia Fazendo o nosso lar na maresia do nosso amado mar É vivermos o que começamos Com a coragem para recomeçar. Sentir o desassossego Nos nossos lençóis de linho amassados. Viver em sobressalto Com o coração aos saltos pela tua ausência. Das lembranças, para reviver todos os momentos eternos. Das raras vezes Que eu não senti a lâmina vazia dentro de mim. Desta depressão Que me escraviza em muitos momentos.... Feita em gritos silenciosos Que escorrerem pelas minhas mãos. Quando nada faz sentido É escrever como um enigma eterno. O tempo faz da nossa vida Uma simples história escrita num diário. Folhas adormecidas Onde acordo sempre nos teus braços meu amor.!

"ADORMECIDA" Como uma loba adormecida Que procura o verdadeiro amor.
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"ADORMECIDA" Como uma loba adormecida Que procura o verdadeiro amor. Procura o caminho da felicidade Do compromisso - sem abandono - O silêncio grita todos os segredos Partilha as angústias As minhas alegrias sem fim O meu silêncio é um segredo. Que voa alto à procura do teu coração. Tu ouves o meu silêncio distraído como um trovão O teu nome ecoa no fundo das montanhas… Retratos falados, sem traços abstratos Nas linhas paradoxais esboçadas. Descritas por uma suposta aparência Sobrevivi ao absinto que bebi do ressentimento - Erva amarga - pura imaginária - Adormeço em silenciosa melancolia. Olhos famintos, de braços estendidos, mãos cheias Os meus pensamentos negam o que os meus olhos veem. Dar um tempo não é perder tempo Mas é perder-se no tempo.!!

"LUA" Numa noite fria de lua cheia Vagueio pela praia contigo
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"LUA" Numa noite fria de lua cheia Vagueio pela praia contigo Onde aquecemos o nosso coração Meu amor Sacia a minha fome. Preenche o meu vazio Gritando, gritando o meu nome O silêncio quebra-se com o vento Caminhamos pelas águas descalços De mãos entrelaçadas.... Sentados na areia, vemos as ondas do mar... Levar todas as nossas dores O vento do outono refresca os nossos sentidos Trocamos carinhos e beijos Sentimos a brisa do perfume do mar Abraços apertados, sinto o teu respirar Estranhos desejos nos faz amar. A lua, tem uma magia para o amor Que nos leva a sonhar e a desejar.!

"VÉU" Levanto o véu da ironia. Que cobre a minha cama vazia.
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"VÉU" Levanto o véu da ironia. Que cobre a minha cama vazia. Silencio de loucuras e momentos. Feitos de poemas, de versos e orações. Já sofri por antecipação. E sombrio está este meu coração. Os meus sonhos são regados de absinto e mel. Dos ventos leves que balançam o meu véu. Ninguém é alegre ou triste... Afinal são os dois opostos da vida. Lanço e escrevo a minha dor aos quatro ventos. Até que o meu amado grite de amor... As nossas almas visitam-se... Sem sequer nos darmos conta. Campo fértil de amor....onde floresce poesia. Levanto o véu da ironia, que cobre a nossa cama. Onde as nossas almas sempre se encontram.!

"PEDACINHOS" Colei todos os pedacinhos soltos da minha alma Carregados de dor sem entender
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"PEDACINHOS" Colei todos os pedacinhos soltos da minha alma Carregados de dor sem entender Colei um a um Com muito cuidado para não perder nenhum. Coloquei-os no meu coração em silêncio A minha alma chorou De todas as dores que me feriram Sentido o vazio de um eco de emoções Que a dor causou. Não procures descobrir todos os segredos que eu escondo Contenta-te com as pétalas caídas Das rosas mais belas do jardim Dispo as letras do sonho que vesti Pedaços da alma que te dei Desta dança de lágrimas caídas na valsa de sentimentos Despeço-me das emoções que nasceram sem ritmo Corpo isento de sensações Não queiras ver para além do que te mostro Noites do nosso esquecimento Onde vês nas minhas palavras tudo o que sou.!

"CAIXINHA DE COR" Guardo o meu silêncio numa caixinha de cor Que mistura-se entre o coração e a alma
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"CAIXINHA DE COR" Guardo o meu silêncio numa caixinha de cor Que mistura-se entre o coração e a alma Onde guardo as minhas melhores recordações Escondidas num jardim de amor e rosas Pintadas de desejo com vestígios do sol quente Momentos feitos de dias, horas e minutos Onde encontro e escrevo poemas desconcertados Que eu escondi cheios de ternura e cumplicidade Escritos de melodias num espaço Onde eu escondo as alegrias, da tristeza Tenho uma caixinha de cor... Entre os meus lábios e os teus olhos Onde mantenho o meu silêncio perto da minha alma Dos poemas escritos com o coração em melodias!

"DOLOROSA CASA" Que dolorosa casa é esta a minha Um leito que te recebe oh morte
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"DOLOROSA CASA" Que dolorosa casa é esta a minha Um leito que te recebe oh morte Dos meus, com os teus sonhos intactos. Resina no teto do orvalho na ponta do gume No regresso de uma furiosa adolescência Onde a morte se fundirá com os sonhos Arado de estevas do espinho de uma rosa Hei-te abrir os meus olhos às lágrimas Que deixaram a morte sem o primeiro aviso Embalar a brisa do outro lado do mundo Como um caçador que na volta do caminho Reconhece o seu rastro no trilho de pedras Pertence à geografia, ao lume, ao fogo, sem destino Que dolorosa casa é esta a minha que te recebe oh morte Dos meus, dos teus sonhos intactos De uma furiosa adolescência!

"A TUA MÃO" Dá-me tua mão Vem simplesmente amar-me
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"A TUA MÃO" Dá-me tua mão Vem simplesmente amar-me Deixa-me levar-te para o meu sonho Onde escrevo todos os meus sentimentos Procuro nas palavras o que não descrevo. Desvendando todos os teus segredos Velas as minhas dolorosas noites de insônias Soltas as amarras que nos prendem Entras no meu sonho onde eu te invento Entrego-te o beijo mais doce que tenho Numa taça perfumada de desejos acesos Dentro de nós dois, o êxtase do amor. Quero ser para ti o clarão das manhãs Carregadas de alegria para iluminar o teu olhar Sol nos teus braços luminosos Abrigo dos meus, dos teus sonhos.!

"PRÓPRIO" Queimamos os papeis Deixamos nas paredes musgo
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"PRÓPRIO" Queimamos os papeis Deixamos nas paredes musgo Em cinzas rezamos a Deus as nossas dores Carregamos as horas que já deixaram de ser nossas Palavras estreitas e fortes do mundo A noite mordia no escuro Enchia de pedras as sombras queimadas Ouvia o silencio de olhos abertos Sem um rastro de esperança Mortalha umbilical, presença de mim próprio Rezei, implorei, no final esqueci o porquê? A carne que roí-se a si mesmo lentamente Um canto, um pranto escondidas do vento Onde mordeu os beiços da nossa própria dor Soluços que perfazem anjos de carne Filhos que vergam, sujos de sangue que não o nosso Impenitente fogo queimado, como sujo dos lobos Na miseras noites engavetadas de um túmulo de ventos apertados Rotas cartográficas da serra descendo o rio, até aos eucaliptos Queimamos e rasgamos os papeis que escrevemos Onde só deixamos cinzas no corpo, tantas vezes na nossa própria alma!

"ESCARPAS" Caminho entre as fragas da serra Escarpas onde anda a minha alma
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"ESCARPAS" Caminho entre as fragas da serra Escarpas onde anda a minha alma Rasteja nas giestas cheias de ilusão Precipício de silvas feridas no corpo Noite triste solitária de velhos vícios Condenada à podridão está o crematório Desnudo os sonhos perdidos e esquecidos As águas que correm sem dor, sem pranto Delírios de uma mente sã, louca talvez Criatura torturada demente fascinante Amor foi esquecido que tece e maldiz Maltratado que morre em cada esquina Discriminado odiado sem explicação. Morte disfarçada palavras que cortam. Noite inteira com tanta fúria de luxúria, Intensa chama de solidão, triste quimera!

"ESCREVO" Enquanto escrevo Onde escrevo
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"ESCREVO" Enquanto escrevo Onde escrevo Enquanto me lês Onde me lês Não sei o que escrevo Ou tento escrever Oiço o coração Que me dita por dentro Escrevo com amor O que a minha alma diz Gosto dos momentos em que me lês Estamos ligados na mente De corpo e alma Enquanto eu escrevo Penso em ti Nos nossos momentos E escrevo para ti Amo quanto tu me lês Sinto a tua voz dentro de mim.!

"MIGALHAS" Gume da faca Espetado no dorso...
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"MIGALHAS" Gume da faca Espetado no dorso... Com dor das palavras Gestos em silêncio gravados de amor. Migalhas de pão em pedaços... Pedaços nas mãos. Ventre em sangue na terra queimada Na alma lavrada A desilusão petrificou no corpo. Na mente, sozinha, perdida Totalmente desamparada.!

RECITAR LENTAMENTE O gosto de escrever poesia Enchendo o meu pensamento
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RECITAR LENTAMENTE O gosto de escrever poesia Enchendo o meu pensamento A minha boca de ti O teu nome Vive nos meus lábios Tão cruel é a noite Que me vê chorar O teu sabor vive na minha boca. Tão cruel é o dia Que tem conhecimento de causa Se beijares os meus lábios Tu vais encontrar o teu nome. Na minha boca. A noite será dia, o dia será noite Dançaremos os dois entre versos. Onde acariciaremos as letras Do desejo em cada linha Escrevemos na nossa pele cada palavra. De amor que atravessa a vida dos nossos sonhos Para sentir o calor dos nossos braços Dormir juntos, simplesmente juntos, agarrados.!!

SEGUNDO Preciso de um segundo, um minuto Porque tudo em ti, é exactamente...
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SEGUNDO Preciso de um segundo, um minuto Porque tudo em ti, é exactamente... O que mais falta em mim.. Amo-te como da primeira vez Preciso só de um segundo para te abraçar Para aquecer-me no teu corpo Entrelaçar a minha alma em ti. Para que a nossa vida possa ser completa.. Olha para mim meu amor, peço-te.... Para encontrares dentro dos meus olhos.... Todos os meus sentimentos Tu és a parte que falta no meu no meu coração... És o meu sonho que tornou-se realidade Tu inspiras-me, alegras-me, Aqueces a minha alma... Dás-me paz... A paz que tanto preciso Para que juntos Possamos vencer todos os obstáculos... Todos os medos, todas as perdas..... Todas as crises e todos os traumas! Afinal eu preciso de tudo.... De tudo em ti, o que mais falta em mim.. meu querido amor.!!

"GAVETA DE CARTAS" As lágrimas são como cartas escritas... De amor, de dor, de saudade
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"GAVETA DE CARTAS" As lágrimas são como cartas escritas... De amor, de dor, de saudade Que hoje repousam numa gaveta velha Rasgadas, queimadas, esquecidas.... Manchadas com a água dos olhos Palavras escritas, em verso de tanta poesia. Palavras mal colocadas e mal interpretadas Palavras escritas que muitas vezes não são lidas Cartas que outrora permitiam a tristeza Em vez de alegria, de felicidade, de amor Sentimentos, pensamentos escritos em versos Palavras ditas, escritas, sentidas, perdidas Que enchem o coração de esperança Cartas feitas de folhas escritas de lágrimas De suor, de silêncios, de ilusões Palavras quando escritas ganham vida própria Escritas as cegas cheias de recordações Cartas de velhas páginas escritas e rasgadas Pelas quais escorrem as lágrimas, de uma história De uma vida... de sentimentos que foram vividos De uma melodia suave de um velho papel que sou eu!!!

"FRENESIM" Hoje acordei com um entusiasmo esquisito Batimento cardíaco que cresce no peito
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"FRENESIM" Hoje acordei com um entusiasmo esquisito Batimento cardíaco que cresce no peito Não sei como explicar É uma espécie de frenesim que sinto dentro de mim Eu queria ter-te sempre ao meu lado Partilhar contigo todos os meus dia bons e maus Não me deixes fugir; eu não quero; Ir para uma direção oposta à tua " juro-te". Cada lágrima vertida; espalhada, voa até aos meus lábios Refletindo-se num enorme sofrimento Fica em silêncio simplesmente Abraça-me contra o teu peito; olha-me nos olhos Rompe os mares; ama-me cuida de mim Tenho medo de perde-me de ti As palavras são como uma paixão dentro de mim Que me enlouquecem... Que esgotam todos os sentidos;que realizam-me... Cada vez mais Poemas soltos, deixados a deriva... Nas nossas noites de magia tu és a poesia e eu sou o teu escritor Nesta cama vazia pela tua ausência Nesta falta que me fazes ; tu és aquele que eu almejo És uma das certezas mais fortes que alguma vez tive Só te peço amor para não me deixares fugir; eu não quero Porque ainda há vestígios meus que são só teus Exijo a mim mesma dar-te em cada atitude, em cada gesto Em cada palavra toda a veracidade que possuo. Ama-me até adormecer, dá-me a eternidade até acordar Beija-me sem pudor; enlaçando-te no teu olhar !