Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
"CABELOS" Passo por este vale os versos que cantei na mocidade Divinas mãos, flores de espanto pelos campos Peito rasgado das lágrimas que vendi, dos desenganos Graças infinitas deveras impenitente, favos de mel Pedras no deserto, bravas luzes da troca Fogo puro, do deserto, pela aldeia despovoada Penitente doce que tocou com alegria Peito que sangrava, pendura-se sem esperança Consome com crueza a vaidade, derramada, resplandecente Doce quietude de quem ama tanto que inflama Sinto, suspiro, rego, colho, rezo Planto os grandes vales com versos da nossa historia meu amor Água que guia esta minha alma em lágrimas de dor banhada Suspiro dos lírios nos meus cabelos Que cobria-se de quem ama tanto, a quem tanto ama.
No pensador.ai desde