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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

"CALVÁRIO" Sofrimento, desprezível Dum inútil invejoso
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"CALVÁRIO" Sofrimento, desprezível Dum inútil invejoso Com o terço nas mãos ajoelhado Ferro quente cruel Termo da crueldade humana Lança perversa, madeiro companheiro Pregado, sofrido, morto Rastro de sangue derramado Amado, odiado entre caminho de pedras Monte calvário, a passos dados Dores de amor, peito trespassado Sangue do pecado só nosso Onde foi consumado, madeiro nos ombros Cordeiro morto inocente Pedras quebradas, tesouro do mundo Fonte de vida da pouca humanidade.

"DESTINO" Mais uma noite de espera Pois o meu destino é amar-te.
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"DESTINO" Mais uma noite de espera Pois o meu destino é amar-te. Olho o espelho do nosso quarto E vejo refletido o teu rosto Viajo na amplidão de meus anseios E ouço a tua voz em devaneios. Fica na minha pele e não só, nos meus desejos Quero fundir-me contigo Perder-me nos teus braços e que dure para sempre Fica com a minha ternura nas tuas mãos Beija-me com carinho para que seja eterno Deixa-me amar a tua alma Quero viver cada momento, cada segundo Cada minuto com o bater do teu maravilhoso coração Mais uma noite à tua espera Pois o meu destino é ser amada!

"DRAGÃO" Dragão fingidor Fugindo por insônias
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"DRAGÃO" Dragão fingidor Fugindo por insônias Pesadelos,sofrimento que mortifica a loucura Amnésias pinceladas de tantas conveniências Demônio, inferno benevolente Que não nos deixa indiferente Mastiga-nos inteiros, a nu descrevendo-nos Tártaro corpo, quente sol, salgada sede Lua intransigente, cega luz Lágrimas de uma cegueira Inexplicavelmente permanente Bastardo, inferno que nos deixa incoerentes Misturados de gestos, colados, secos na alma Da chávena, do chá, do reflexo, ao mar Feitos de desabafos, abafos De água, de fogo, de sorte, de azar Companheira feita em compaixão Dragão, benevolente, demônio da nossa mente Alma cercada pelo sofrimento Desfeita em insônias, do pensamento Cravado no peito, do nosso encantamento Fingidor de pesadelos De amnésias, cegueira nossa Mortifica a carne do nosso sentimento Fingindo que é dor Colados nos ossos da nossa loucura Perdida, esquecida, sem olhos, sem sangue Sem veias, do nosso desentendimento!

"PASTOR" Repousa o cego perdido por culpa merecida Geme de frio, suspira, suspira a saudade
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"PASTOR" Repousa o cego perdido por culpa merecida Geme de frio, suspira, suspira a saudade Chora, chora a chuva toda a sua vaidade Agua corrente entre seixos de ervas sombrias Pensamento atroz, desmontado de palavras Cansaço nas pálpebras, no vale das flores Enjeitadas, vestidas de lindas cores no monte Fortaleza de terra fértil, colhidas no tempo Ardendo, queimando como se carne viva fosse Levanta-se o vento, onde pasmo, tremo e desfaleço Daquele amor inocente de olhos tapados, vendados Divino entre o céu e a terra, do teu tempo encantado Como um lindo pássaro doce canta uma melodia Serra dura do homem pastor, amigo da mãe natureza Alma acesa rodeada de fogo, do entardecer que me foge No momento mais puro e seguro, amor fraco no peito Dor no escombros, frio da guerra vivida talvez esquecida Mente sã, corpo termo ferido, mar morto, em fim de vida Pecados seus, lembranças suas, tão firmes de esperança Dores estranhas rasgadas em lágrimas, banhadas de confiança Onde as mãos brandas estão cegas de miseras, cercadas.

"RECUSO" Recuso-me a ter... A minha alma sedenta de ódio
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"RECUSO" Recuso-me a ter... A minha alma sedenta de ódio Aceitar que sou uma flor no meio das silvas Estar escondida entre sonhos De sentir-me com as mãos acorrentadas Tentar fechar os olhos a alegria e a felicidade A de não me sentir amada... E não amar tudo apaixonadamente Viver a vida sem paixão como se nada se passasse Sofrer de dor, de saudade De magoa, de solidão A morrer como uma cópia, afinal só existe uma eu!

LÂMINAS Malditos sejam malditos Carrascos que castram
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LÂMINAS Malditos sejam malditos Carrascos que castram De lâminas que penetraram No teu corpo já tão frágil Gritos de dor Sangue inocente derramado de uma menina Será cultura, ignorância ou egoísmo! Menina, mulher submissa Facas cortantes, lâminas que castram No ritual da passagem De menina a mulher já mutilada Deixam marcas dolorosas No corpo Na alma Malditas, malditos carrascos Que derramam o sangue dos inocentes Hadem arder nas labaredas do inferno, malditos.

AMO-TE Amo-te, em cada recomeço de mim em ti Amo-te, nas noites frias de insônia
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AMO-TE Amo-te, em cada recomeço de mim em ti Amo-te, nas noites frias de insônia Amo-te, nas horas que padeço de saudade de ti Amo-te, na ânsia sinto que me tira a calma Amo-te, na liberdade que assola-me a minha alma Amo-te, unicamente em cada batimento cardíaco Amo-te, em cada pedaço meu em ti Amo-te, em cada fragmento vivo no meu peito Amo-te, nas horas que padeço de solidão Amo-te, no silêncio marcado, calado de dor Amo-te, da forma mais selvagem que há em mim!

"PORTA ABERTA" De um sonho angelical Segurei as minhas lágrimas...
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"PORTA ABERTA" De um sonho angelical Segurei as minhas lágrimas... Procurei por mim...nas noites caladas Lembro-me o quanto eu vivi Encontrei a porta aberta... Vi que procuravas por mim Senti a leveza das horas. Que passavam por, mim suavemente Grito de dor, do meu peito rasgado. Punhal de prata ensanguentado. Caprichos da vida Lembranças no amanhecer. Nascemos sozinhos e morreremos sozinhos Sente-se a falta de amor, de conforto e carinho. Então só fica a solidão. A alma encontra-se; vazia e sem cor... Procurei por mim, nas noites quentes e caladas. Encontrei a porta aberta e vi que procuravas por mim. Iluminas os meus caminhos; as minhas noites e manhãs!

"RELER-TE" Quero escrever letras engarrafadas Fazer um poema no teu corpo
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"RELER-TE" Quero escrever letras engarrafadas Fazer um poema no teu corpo Com a ponta dos meus dedos Seres sempre o meu poema predileto Onde eu gosto de ler-te e reler-te Em cada verso que faço Afinal moras na margem esquerda do meu peito Onde permaneces inteiro No final se recortares em pedaços Cada palavra que escrevo Irás encontrar o teu nome Escondido em cada letra do meu poema Porque é assim que o teu corpo escreve no meu O significado das palavras Páginas escritas para sempre Onde posso folhear os teus livros de letras minhas Escrever um poema no teu corpo Sem ser uma tatuagem permanente!

"GUERRA ABERTA" A carne é fraca, a guerra é constante Quando o espírito deixa e não é forte
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"GUERRA ABERTA" A carne é fraca, a guerra é constante Quando o espírito deixa e não é forte Desejo maldito, bendito, profano, covarde. Boca que a língua invade, no corpo, na carne Do sangue que é alarme, onde a brasa inflama. Na luta onde o sangue que se exalta, pecado capital. Dor, amor salgado que a vida nos dá muitas vezes Navalha que corta a fraca carne do nosso pecado Guerra constante, constantemente sem vencedores Besuntados estão os corpos estendidos Na lama antiga no chão do nosso instinto Com a mesma intensidade num labirinto Rugem as carnes sem sangue já apodrecidas Memórias de um tempo de batalhas de glórias Palavras ditas talvez corrompidas na noite Flor de um jardim bela ardente e misteriosa Religião com o terço na mão de quem ama Vertigem no passo longo de um precipício Boca que ruge na selvajaria do instante Gemido do homem que ama já feito amante Muralha com a bandeira mais bela do mundo A fé de uma sombra num templo perdido Insanidade de todos os descrentes e ferozes O vento que guia-nos no céu com o seu rastro. A carne é fraca, a guerra é tantas vezes constante Como é constantemente vencida sem vencedores Quando o espírito é fraco, na luta do sangue Sombra da navalha, gemido do homem descrente.

"SILÊNCIO" Do meu silêncio resta tão pouco. Eu queria fazer e trazer-te uns poemas
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"SILÊNCIO" Do meu silêncio resta tão pouco. Eu queria fazer e trazer-te uns poemas Mas trago-te apenas Apenas estas mãos vazias de quimeras Não consigo ler, nem tão pouco escrever Perdi as palavras, perdi o jeito de ler Enquanto os meus olhos caminham A minha alma dissolvia-se em lágrimas de sangue Dentro do meu livro está a cinza das horas Horas, horas cruas de palavras calmas Firmes que caminham levemente. Palavras tão minhas com sentimentos De alguém para ninguém Tento escrever com insistência Estas letras tingidas de amor Apenas os meus gritos Ecoam silenciosamente dentro mim Oprimindo os meus sonhos E as minhas pobres esperanças Queria prender o tempo Mas ele foge e esvanece-se!

"ADVENTO" "Senhora do Advento" "Senhora dos nossos caminhos"
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"ADVENTO" "Senhora do Advento" "Senhora dos nossos caminhos" "Senhora dos nossos sonhos" "Senhora da nossa esperança" "Senhora das nossas lágrimas " "Senhora das nossas flores" "Senhora das nossas horas " "Senhora da nossas esperas" "Senhora do nosso silêncio" "Senhora das nossas memórias" "Senhora do nosso tempo" "Senhora das nossas dores" "Senhora da nossa felicidade" "Senhora das nossas palavras" "Senhora das nossas preces" "Senhora da nossa solidão" "Senhora do advento rogai por nós"

"OUTONO" Outono, outono meu... Quero entregar-te os meus delírios.
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"OUTONO" Outono, outono meu... Quero entregar-te os meus delírios. Nas ruas do nosso outono Onde os nossos passos vão ficar Folhas do abandono pelo chão Que um dia o vento vai levar Os nossos olhos verão tudo a mudar E eu escreveria um livro só para te ver chegar Se eu te fosse contar, antes de te encontrar Subiria os montes, desceria as ladeiras Enfrentaria perigos, sentiria a força vento A romper a fúria de uma tormenta Molharia o corpo neste mar profundo Dormiria com o teu olhar, perderia a noção das horas Se as ruas do nosso outono pudessem Despiriam as vestes da hipocrisia em folhas

"TERNURA VINCADA" Prenúncio de alva beleza Talvez de adoração e prece
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"TERNURA VINCADA" Prenúncio de alva beleza Talvez de adoração e prece Olhei devagar para o espelho Ele falou comigo em silêncio Mostrou-me o tempo vivido Vivido no meu rosto Mostrou-me como eu mudei Novos traços, novos vincos Rugas que agora estão mais fortes Por um instante não me reconheci O meu próprio reflexo que ali mostrava Penumbra vivem os reflexos de esperança Na pausa da incerteza notei o meu olhar Um pouco cansada da fúria do tempo Do meu interior, quero um vestido de flores Suave reticência deste cansaço Que ainda existe o brilho de tantas coisas para ver O meu olhar ainda está vivo E não importa as lágrimas ou sorrisos eu dou de mim Do outro lado do espelho existe tanto Quando eu me imagino Um mito de existência e de desencanto Silencioso o meu destino Foi o tempo do meu pensamento Tempo que nunca será feroz e duro Para eu deixar de ter esta importância comigo Tempestade, vento indaguei a idade como solução Veio o tempo dos meus olhos, da minha pele Onde cada traço que tenho são apenas A prova do que já vivi cheia de amor, de dor e esperança Será que só eu vejo as mudanças do tempo no espelho, ou não!

"SE EU PUDESSE" Se eu pudesse voltar... Voltar atrás no tempo por momentos.
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"SE EU PUDESSE" Se eu pudesse voltar... Voltar atrás no tempo por momentos. Seria talvez louca... Mas procuraria na tua boca... O sopro de vida que me falta neste momento. Se eu pudesse... Correria para os teus braços sem pensar... Deixando, o passado ser o nosso presente. Sem medo, como outrora, éramos só nós os dois. E, se eu pudesse controlar o pensamento sem rodeios... Esqueceria o passado, viveria o nosso presente. Tão presente em nós!

"JARDIM DOCE" Os versos que te fiz meu doce amor São os silêncios do nosso amor
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"JARDIM DOCE" Os versos que te fiz meu doce amor São os silêncios do nosso amor Que enquanto as flores não crescem Dormem os poetas nos sonhos merecidos Por vezes escrevem, sem escrever Palavras retidas a jogar com as letras escondidas São frases surdas talvez mudas Cegas de tanto amor, feitas de alegria É tão cedo para me despedir das solarentas manhãs De tentar esquecer a eterna magia das tardes Só de lembrar-me do tempo e das noites tão vividas Tudo o que sinto do que não foi esquecido Está junto à porta, um vaso de orquídeas Onde tocam uma melodia de violino divinamente. No jardim as folhas das árvores, dançam como bailarinas Dou-te os meus pés descalços, das minhas doces manhãs De flores perfumadas, sabores da nossa cozinha Risos doce das crianças, pedaços da nossa felicidade.

"CAFÉ" Queria sedar a minha dor E a subnutrição da minha alma.
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"CAFÉ" Queria sedar a minha dor E a subnutrição da minha alma. Manhã intensa esta. Que senti a dilacerar-me o peito Onde não fui capaz de sentir Estes meus sentimentos Perdi-me no tempo da ausência Do vazio Do fundo negro no horizonte Nas turvas linhas Rouca voz Trêmulos os gestos Quando entrei no teu corpo Espreitando as invisíveis ruínas Pelo som da tua voz Confortas-me como podes Desfazendo-me os nós Da minha solidão e do vazio Com um brilho cintilante Despertaste-me para a vida. Com um café quente com canela.

SACIADAS ESPERAS Desejo que o silêncio sussurre mil palavras O brilho dos nossos olhos no silêncio da paixão
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SACIADAS ESPERAS Desejo que o silêncio sussurre mil palavras O brilho dos nossos olhos no silêncio da paixão Perdidos na fusão do desejo que nos une Desnuda-me a carne ancorada no teu corpo Porto de abrigo que brota Em vida nas saciadas esperas Longas e tristes que rompem a tormenta Da solidão esquecida Marca-me a pele com o teu fogo ardente Queima comigo os teus medos Os teus desejos ardem conosco Nos entrelaçados pensamentos Onde seremos combustão no nosso tempo Neste meu corpo que te pertence Nos poemas que escrevo levados pelo vento!

"LIVRO CERTO" Existe um livro dentro de mim Que cresce dentro do meu coração
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"LIVRO CERTO" Existe um livro dentro de mim Que cresce dentro do meu coração Aumentado a minha fome da escrita Entre os versos, os poemas Que ainda não nasceram Escrevo tantas vezes o que ninguém entenderia Palavras escritas no livro do meu interior Noites em claro paridas de letras Escritas em palavras Num parto com assistência poética Agonizo de alegria em cada parágrafo escrito Escrevo palavras de amor, dor e saudade Da esperança de poder olhar o mar A sua dimensão infinita Ele lembra-me os amores possíveis e impossíveis Escritos em grandes livros feitos de paixões Assim como a paixão O mar é indomável e misterioso Existe um livro dentro de mim Que são páginas na gravidez de sal Palavras de espantos quentes e frias Onde por debaixo do vento Em cima do tempo absoluto, envolvente Profundo como o mar, que jamais sabemos onde acaba

"FADA DOCE" Quem me dera ser uma fada Para viver num mundo encantado
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"FADA DOCE" Quem me dera ser uma fada Para viver num mundo encantado De fadas com asas para sentir o vento A bater no meu rosto, sem tempestades Sem ansiedade que me finge E devoram de saudade de ter-te nos meus braços Quero-te nas noites tardias, sem cobranças Que se perdem entre os nossos olhos Quero-te no refugio dos sentimentos, nos beijos Náufragos de sentidos, de encantos na alma Quero-te nas horas que marcam a tua chegada Perpetuam as palavras sussurradas no meu ouvido Quem me dera ser uma fada no enlace do nosso destino!

"SEDE DE POESIA" Escrevo com sede de poesia Poemas de amor com travo a canela
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"SEDE DE POESIA" Escrevo com sede de poesia Poemas de amor com travo a canela Gaivota que se deixou envolver Trazia consigo o aroma a maresia Com o sal na boca feita em poesia Rouxinol que adormeceu a cantar Na minha mente, nasciam as flores Mais belas do meu jardim de amores As minhas asas livres batiam os sonhos Sonhos escritos em versos na areia branca Os meus poemas são a música que ninguém toca São gritos, sentimentos, lamentos e esperanças Memórias do passado que eu acreditei no presente Escrevo com sede de amor, no meu pranto de poesia!

"SEGREDOS" Toma todos os meus segredos Guardados no meu peito
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"SEGREDOS" Toma todos os meus segredos Guardados no meu peito Dos muitos poemas que fiz Restam poucos na gaveta da cômoda Alguns já desbotados, sufocados pelo tempo Rasgados, mudos, cegos que já não falam Procurei a inspiração no mar Nas ondas mergulhei os meus desejos Perdi-me nas letras escritas que eram quentes Nos poemas engasgados, rotas do nosso destino Doce sabor que devora-me aos pedaços. Escrita entre o concreto Abstrato pelas ondas no meu leito!

"NOTAS" Pinto as notas de meu querer Notas flutuantes no cair da tarde
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"NOTAS" Pinto as notas de meu querer Notas flutuantes no cair da tarde Que atingem os nossos momentos Sonhos maravilhosos e belos Onde o nosso amor é testemunha. O vento lá fora sacode as árvores Ouve-se o barulho dos galhos Deito-me nos teus braços e adormeço Ao som das notas de uma canção. A minha alma procura nas tuas palavras Doçura da tua voz e dos teus beijos. A esperança de amar e de ser amada. Mesmo nas noites ventosas e sombrias Onde a tempestade torna-se calma E sente-se o orvalho da manhã Desses momentos eternos em nós!