Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
"PASTOR" Repousa o cego perdido por culpa merecida Geme de frio, suspira, suspira a saudade Chora, chora a chuva toda a sua vaidade Agua corrente entre seixos de ervas sombrias Pensamento atroz, desmontado de palavras Cansaço nas pálpebras, no vale das flores Enjeitadas, vestidas de lindas cores no monte Fortaleza de terra fértil, colhidas no tempo Ardendo, queimando como se carne viva fosse Levanta-se o vento, onde pasmo, tremo e desfaleço Daquele amor inocente de olhos tapados, vendados Divino entre o céu e a terra, do teu tempo encantado Como um lindo pássaro doce canta uma melodia Serra dura do homem pastor, amigo da mãe natureza Alma acesa rodeada de fogo, do entardecer que me foge No momento mais puro e seguro, amor fraco no peito Dor no escombros, frio da guerra vivida talvez esquecida Mente sã, corpo termo ferido, mar morto, em fim de vida Pecados seus, lembranças suas, tão firmes de esperança Dores estranhas rasgadas em lágrimas, banhadas de confiança Onde as mãos brandas estão cegas de miseras, cercadas.
No pensador.ai desde