Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MENDIGO Dorme agasalhado Um vulto numa saca de sal Alegria ao espelho, lerdo pano Salgada doce, carne velha Aperto a mão ao mar dando-lhe o bom dia Ele manda as suas ondas de maresia Palavras que brilham Adormecem na mentira De quem tem ou tinha pernas curtas O silêncio do barracão perturba os ouvidos Sons adaptados calmos da rua. Estranha escuridão que permanecia calada. Caminha entre os passos baralhados Tenta silenciar os pensamentos que gritam congelados.
No pensador.ai desde