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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

Dá-me o céu verde das tuas rosas com borboletas Nesse último dia em que levo o fôlego do teu amor. »♥«
ASAS DE ANJO A escuridão não o deixa sobreviver nesta noite Ele quer muito viver, quer ficar para ver a luz
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ASAS DE ANJO A escuridão não o deixa sobreviver nesta noite Ele quer muito viver, quer ficar para ver a luz Dói quer olhar, mas cego já se encontra o pobre A ferida no seu corpo é causada pelo brilho da luz Dilacera a vaidade inútil, num corpo já esquecido Já gasto, perdido onde refina a sua própria cor Com o sol a bater no rosto pretende esconder-se É na escuridão interior, sente clamor pelo coração Sente a sua santidade vandalizada num altar oculto De todas as coisas belas que viveu e já não pode ver Abriga a dor nos seus braços, nunca recusou nada Sofre de injúrias, de tormentos sem arrependimentos No corpo sente o fôlego do cruel do insano futuro Temido por todos na sua existência, sob as suas asas A escuridão quer mantelo protegido da luz que é o seu Castigo, pobre anjo até da pena de todos os tormentos Que passa no corpo, na alma só pede a Deus que o tire Da escuridão em se encontra, abriga a sua dor no terço Tentativa de não voltar a cair na vaidade das suas asas Tenta seguir em frente, flagelado nas cicatrizes deixadas.

SEMENTE DE LUZ A morte veio, chegou no dia em que deu à luz As lágrimas do seu rosto eram o seu único alento
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SEMENTE DE LUZ A morte veio, chegou no dia em que deu à luz As lágrimas do seu rosto eram o seu único alento Ela estava mergulhada na terra seca como uma Difícil semente de um amor tão belo e sensível Afinal somos feitos para lembrar e sermos lembrados Para chorarmos, fazer chorar quem mais amamos Tal como sermos enterrados ou enterrar os mortos Escondemos a nossa alma queimada de tanta dor Num jardim de anseio que foi futuro ou passado Onde temos medo da face da morte que nos rodeia Dá-me o céu verde das tuas rosas com borboletas Nesse último dia em que leva o fôlego do seu amor Um ser pequenino e doce, para o colocar no paraíso Onde brotou a vida, brota agora a morte neste dia tão Especial, repleto de tanta dor, apenas resta no seu peito A morte semente de luz eterna na sua alma pequenina.

VERBOS Os sentidos verbos escondiam-se entre a erva Espessa, alta, fresca e verde, do nosso jardim
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VERBOS Os sentidos verbos escondiam-se entre a erva Espessa, alta, fresca e verde, do nosso jardim As pétalas das rosas brancas escondiam-se entre As letras das palavras da velha escondida casa Os pontos escondiam-se entre as vírgulas dadas Pelas gotas da chuva que já caiam intensamente Os porquês, escondiam-se entre perguntas feitas Pelas crianças de tão inocentes que ainda eram.

TEIA DO DESTINO Já enfrentei o meu sol talvez divino Olhar sagrado onde o corpo arde
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TEIA DO DESTINO Já enfrentei o meu sol talvez divino Olhar sagrado onde o corpo arde Despida com o tempo que cansa O sino que vem desta pobre alma Onde o vento leva no ar as cortinas Rasga as paredes como teia do destino Por temor impede que brote o sangue Envolto nas chamas de um belo sonho Perdi o rastro de alguém que cortasse Desatasse o orgulho de um ser covarde Com muita sutileza desarma o coração Dessa nudez que o cego não vê e teme Sobre uma estante de medos de sangue Que se revela ao toque do sino da igreja Pecado de um passado aparece mais forte Invencível teia em qualquer época do ano.

ÁGUIA NO PARQUE A águia prossegue o seu voo Exibe os seus braços esfacelados
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ÁGUIA NO PARQUE A águia prossegue o seu voo Exibe os seus braços esfacelados Voa entre a nossa Bandeira no parque Gira em círculos, no seu espaço Com agitação da dor entre as asas Voa entre as arvores do parque Eduardo Sétimo na cidade de Lisboa Lentamente volta para o ninho Danificado pelo bicho homem O aroma intenso no parque no verão Que esta a morrer, as horas a encolher Sente-se já frio nos pés, como as folhas Secas no chão os sentimentos congelam De tanta nostalgia, nas memórias de infância A águia voa, como é bom, olhar para ela Navega através das nuvens, das arvores No encanto dos meus cabelos brancos Num declínio infeliz dos meus olhos Já se sente o aroma das castanhas Das florestas, dos nossos castanheiros De repente senti-me num pomar Cheias de belas maçãs de varias as cores O tempo é interrompido pela nossa calçada A Portuguesa adornada com musgo Os dias passam, as estações do ano também Permanecendo as memórias no vento Do voo da águia ferida pelo bicho homem No parque Eduardo Sétimo em Lisboa.

FRÁGIL CORPO Apesar da nossa morte em ruínas No peito acabou a ilusão na exaltação
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FRÁGIL CORPO Apesar da nossa morte em ruínas No peito acabou a ilusão na exaltação Onde o meu frágil corpo ficou vazio Preciso voltar escrever um poema Antes que a noite escura chegue E me faça um relatório de todas As recordações que guardo na mente Antes que o sono da morte cale para Sempre a minha boca e meu meigo olhar Preciso escrever o poema da minha vida Antes que seja tarde e que a escuridão chegue E que a morte venha e o meu corpo fique frio.

TRANSPARENTE Andamos talvez a morder as palavras No dia a dia, desfeito tédio das noites
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TRANSPARENTE Andamos talvez a morder as palavras No dia a dia, desfeito tédio das noites Em tempestades particulares já nossas Grito nos escombros em verdes sulcos Ramos inclinados escondidos esticados De joelhos sozinha, parece já assustador Banho solitário no toque suave do vento A harmonia dorme o pensamento abatido Deleito-me nas palavras, escritas na pele Procurando um abrigo para a minha solidão Desnudo-me no meu intenso sentimento Zelando o mar repleto de muitas emoções De um ser que vive na felicidade do amor Andamos a morder as palavras no dia a dia Sentimento tão transparente aos teus olhos Tu consegues desnudar-me o corpo, a alma.╰☆╮

CORPO DE UM POEMA Sente o gosto, o aroma da canela É como percorrer um poema
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CORPO DE UM POEMA Sente o gosto, o aroma da canela É como percorrer um poema Onde cada sílaba, é uma sílaba No aroma de alecrim quando te toco Quero-te no gosto da lavanda E mordo-te como uma manga suculenta Desejando-te, amando o teu poema Quando me prendes a ti em desejos Sente o gosto perfumado dos oregãos São como as palavras que abrem amor É como percorrer um lindo poema O teu corpo, percorrendo o meu com as tuas mãos Elas são as carícias que crescem no sabor Quando tocam o meu rosto de romãs vermelhas Preenchem o teu corpo, que pulsa em mim Sente o aroma da fruta fresca do pomar São os versos feitos que tocam a nossa carne Envolve-me e toca-me nos meus seios São como se tratasse de figos suculentos maduros Que amam e ganham vida na alma, no corpo A tua boca sabe a morangos com chocolate De beijos suculentos de mim em ti, para ti Sente o perfume do açafrão das índias É como escrever todas as palavras de amor Sente o meu corpo à procura do teu Arranca do meu corpo, todo o meu desejo Que sente na água de coco fresca Para que sintas que o meu poema é teu Sentes amor como te percorro o corpo num poema.