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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

SENHOR Dá-me a serenidade das águas dos rios Dá-me a força das fragas das serras
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SENHOR Dá-me a serenidade das águas dos rios Dá-me a força das fragas das serras Dá-me a doçura das flores do campo Perdoa-me se fracassar, se tiver medo Que eu possa sempre voltar a recomeçar.

SONHO MAL LIDO Apenas um sonho voa mais alto Numa viagem talvez inesquecível
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SONHO MAL LIDO Apenas um sonho voa mais alto Numa viagem talvez inesquecível Que sempre desfruta o sentimento Talvez no suave sussurro da alma Gostaria de ser um bom poeta, mas Não tenho argumentos para a escrita Muito menos o sabor ou a sabedoria A vida é uma maré de pontos, vírgulas Letras minúsculas, maiúsculas de dor Sei que a vida é bela, é repleta de voos Mas a palavra morre na amarga solidão Entre a degustação da ruína em decepção A escrita reaparece invisível sobre a folha De uma história mal amada, mal contada Mal lida, mal escrita sem alma, sem corpo Um presente na ausência de um belo sonho.

LOUVADO NÓ Louvado seja o meu tormento Ao remo livre atado onde ardia
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LOUVADO NÓ Louvado seja o meu tormento Ao remo livre atado onde ardia Deste meu cansado sofrimento Que se instala na parede já seca Do coração sem brigo, sem fluxo Inverno deixado no tempo manso De um ser vivo em triste espanto Procissão de uma qualquer solidão Paciência, sentimento de mal-estar Na incerteza, do viver das esperas O calendário na esperada primavera Chuva onde húmida cai em cada dia E chega, a tua voz parte o silêncio Chove amor nos meus pensamentos Neblina perturbada da tua ausência Pobre asseio de uma alma abandonada Desata o nó da voz muda, marcada Gotas, choro das pálpebras fechadas Louvado seja este doloroso tormento Deste meu cansado triste sofrimento.

COZINHO NO FOGO Cozinho no fogo do teu olhar Desejos de pensamentos carnais
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COZINHO NO FOGO Cozinho no fogo do teu olhar Desejos de pensamentos carnais Piso a neve fria branca descalça Vomito palavras ardentes na alma Que me queima o sangue do corpo Letras tuas que saem da minha boca Na parede do nevoeiro de pura neve Entre a chuva silenciosa de um silêncio As mãos invisíveis acariciam os quadris Que se escondem quando a memória Do corpo é a luz do próprio pensamento Sente um beijo suave sobre o coração Eterna noite nos teus quentes braços Entre todas as carícias de beijos sem parar Cobrindo todo o teu corpo frio, no meu Flores da minha agonia, do meu desejo Outono, primavera, verão, inverno em ti Cozinho no fogo da tua carne de tantos desejos Desejos do meu corpo ao encontro do teu.