Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ASAS DE ANJO A escuridão não o deixa sobreviver nesta noite Ele quer muito viver, quer ficar para ver a luz Dói quer olhar, mas cego já se encontra o pobre A ferida no seu corpo é causada pelo brilho da luz Dilacera a vaidade inútil, num corpo já esquecido Já gasto, perdido onde refina a sua própria cor Com o sol a bater no rosto pretende esconder-se É na escuridão interior, sente clamor pelo coração Sente a sua santidade vandalizada num altar oculto De todas as coisas belas que viveu e já não pode ver Abriga a dor nos seus braços, nunca recusou nada Sofre de injúrias, de tormentos sem arrependimentos No corpo sente o fôlego do cruel do insano futuro Temido por todos na sua existência, sob as suas asas A escuridão quer mantelo protegido da luz que é o seu Castigo, pobre anjo até da pena de todos os tormentos Que passa no corpo, na alma só pede a Deus que o tire Da escuridão em se encontra, abriga a sua dor no terço Tentativa de não voltar a cair na vaidade das suas asas Tenta seguir em frente, flagelado nas cicatrizes deixadas.
No pensador.ai desde