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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

DESISTIR NUNCA Podemos desistir de uma casa Podemos desistir de um carro
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DESISTIR NUNCA Podemos desistir de uma casa Podemos desistir de um carro Podemos desistir de um emprego Podemos desistir de um amor Podemos desistir de tudo que gostamos Podemos desistir das pessoas. Podemos desistir de qualquer coisa Podemos desistir, mas nunca Podemos desistir de nós próprios - Insista, persista, lute Nunca desista pois um dia você venceu Por não ter desistido - Desistir nunca, persistir sim .!

SOLIDÃO DE SONHOS A solidão é deixada na brisa do outono Com tantos beijos já perdidos no verão
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SOLIDÃO DE SONHOS A solidão é deixada na brisa do outono Com tantos beijos já perdidos no verão Nas manhãs tão quentes de breves sigilos Monólogos da nossa imensidão da noite No progresso talvez incontrolável do dia Onde o silêncio, o espaço declaram guerra Quando os sonhos contemplam a velha lua De desejos, das estrelas que brilham nos olhos No despir dos sentidos ao encontro dos meus Cobrem o chão, a cama com pétalas brancas Rosas plantadas por mim do nosso belo jardim Solidão de sonhos, nos beijos perdidos de verão.

OBSERVO-TE COMO GOSTO Velas por mim nas horas amargas de dor Adoçando os meus dias das tempestades
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OBSERVO-TE COMO GOSTO Velas por mim nas horas amargas de dor Adoçando os meus dias das tempestades Das lágrimas ficamos no silêncio tão nosso Oiço a tua voz rouca que murmura ao ouvido No toque das memórias da minha pele na tua Que o tempo nunca conseguirá sequer apagar De tantas primaveras que já nos enriqueceram No teu rosto o brilho dos teus olhos nos meus Temperamos a nossas bocas de frutos exóticos Onde pernoitas com a tua mão nos meus cabelos Como eu gosto de observar-te enquanto dormes Os meus olhos ficam embriagados de tanto amor As minhas mãos percorreram o teu corpo a tua pele Enquanto dormes, o meu coração voa ao teu redor - E quando partes, deixas bocadinhos de ti em mim.

ENGANAR O TEMPO O tempo corre nos retalhos da nossa vida Dos nossos corpos já fragilizados de dor
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ENGANAR O TEMPO O tempo corre nos retalhos da nossa vida Dos nossos corpos já fragilizados de dor Acumula-se na poeira dos olhos sem ver Embaça os nossos próprios pensamentos Escondendo todos os sentimentos doces De cada um de nós, espalhando os medos Deixando a descoberto os nossos segredos Marcam para sempre as páginas envelhecidas Do livro dos nossos sonhos mais perversos As memórias são um velho espelho abstrato Porta-retratos escondido na mente pela alma O tempo marca o rosto de qualquer humano Engana-se o tempo, mas é ele que nos engana Cada lágrima perdida no chão é uma esperança Talvez em cada dor uma pequena doce lembrança.

FOLHA EM BRANCA Rabisquei as palavras Cobertas de tanta dor
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FOLHA EM BRANCA Rabisquei as palavras Cobertas de tanta dor Numa folha branca vazia Onde abusei das letras Num pedaço de papel velho Escrevi desabafos de mim Despidos de amor Perdi-me na estrada A tua procura Desesperei quase morri Reneguei-me E afastei-te de mim Agora guardo dentro de mim Todas as dores, todos os gritos Rasgados no silêncio da madrugada Que dilacera por dentro o peito a alma.

DESERTO SECO Nado em terras secas, cheias de cactos Despidas cegas como uma toupeira
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DESERTO SECO Nado em terras secas, cheias de cactos Despidas cegas como uma toupeira Em breves rasgos onde descrevo o mar Deserto seco de areia fértil ou estéril Ninguém pode dar aquilo que não tem Sou pó, ao pó eu voltarei a desfazer-me Onde a vida tira-me as lascas, que importa Nasce o sol e não dura mais que um dia Depois da luz, segue-se a noite escura Sombras que morrem na sua formosura Tristezas transfiguradas pela ignorância Nado no deserto de cactos em terra seca.

NA PELE - Sulcos na tua pele perfumada De uma lágrima caída que nos afoga
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NA PELE - Sulcos na tua pele perfumada De uma lágrima caída que nos afoga - Onde supomo-nos sós e ignorados Nas memórias das palavras já apagadas - Adormecidas estão já as noites Quando tu dizes que me amas - E eu acredito no teu amor Morreria se não tu acordasses - Dentro do meu coração, da minha alma Onde percorres-me o corpo com sede - E morres nas palavras dos meus passos Onde seremos uma promessa - Talvez antes e depois de nós Nos sulcos da pele de uma lágrima caída de felicidade.

ABRASAS - Tu és o meu porto seguro (...) Onde eu quero ancorar o meu amor
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ABRASAS - Tu és o meu porto seguro (...) Onde eu quero ancorar o meu amor - Depois de uma tempestade Encontro os teus braços à minha espera - Para encher o meu corpo com carícias Na tua boca cada letra que deixo deixa-te vivo - Tu és um rio de neve em fogo convertido Em mim és um peito abrasas escondido. Afinal os teus doces lábios, fascinam-me (...) E convidam-me ao pecado.

APRENDER A vida é bela - Ela não é um inferno.
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APRENDER A vida é bela - Ela não é um inferno. Mas o que nós todos fazemos dela sim. Muitas vezes os passos que damos - São maiores que as nossas pernas E têm sempre consequências lastimáveis - Temos muitas vezes inveja e não devíamos ter. Nossa vida é feita de escolhas e de atitudes. - Sofremos e sofremos mesmo Porque acreditamos no que queremos ver. - Sente vontade de chorar ?! Chorar não vai mudar nada... Afinal vimos um rio, onde só existe uma gota. - As vezes quando a vida não corre bem Pode ser que aconteça coisas maravilhosas - Se não tentar não culpe a vida Por tudo que não sair como quer.

LÁ LONGE Lá longe, longe perdido nas águas profundas Do rio que corre, que passa entre as fragas
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LÁ LONGE Lá longe, longe perdido nas águas profundas Do rio que corre, que passa entre as fragas De seixos escorregadios onde sofro sozinho No respirar de um simples suspiro de dores Sede partilhada da tua boca sobre ondas No desaguar da foz, andam as andorinhas Nevoeiro de murmuro de uma oração ausente Feita de argila estéril, seca de morno sangue Noites tristes de cinzas vermelhas no regresso De um beijo sobre as asas que se jogam as folhas Carrego na minha alma os teus passos silenciosos Vestes negras de adagas afiadas na carne do corpo Lá longe no rio de águas profundas entre os seixos Onde tudo se transforma em limos de vida ou morte Regaço dos abraços na partilha da tua boca da minha Espelho absurdo de um santo remédio feito em oração Liberdade onde inverno no santuário do teu doce corpo Na tua procura dos meus seios do amor transformado Onde as águas correm sem destino até ao nosso silêncio Gemidos que navegam sem rumo, perfume das rosas no rio.

TASCA MORTA Escreve por descaramento Onde afoga-se entre surdos
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TASCA MORTA Escreve por descaramento Onde afoga-se entre surdos Roucos, porcos e sujos Sem estatuto dum louco Parvo de vício já sujo Vazio de troncos podres Mão do homem fracassado Revoltado com o café da manhã Pão seco sem cheiro que revela Torna-se ópio da boca pobre Abdica espontaneamente da alma Chora tantas vezes em seco Perdeu a conta às lágrimas Que já derramou pela vida Choro negro de tanto riso Nos degraus de pedra dura Altar para tapar a minha urna Último abrigo num inferno E afinal morto já ele estava.

SOLITÁRIO HOMEM É um homem só, indeciso Nos atalhos das serras
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SOLITÁRIO HOMEM É um homem só, indeciso Nos atalhos das serras Devorador de mil caminhos Olha para o seu presente Mas não pode mudar o seu destino Nos lugares solitários, entre as estrelas Esquece o passado, ignora o futuro Talvez os seus próprios objetivos Independentemente das sementes Que planto e deixo pelo caminho Assediado pelo aborrecimento Nas rotinas da sua talvez longa vida Reza o seu velho terço, pendurado à cintura Está cansado de tantos desenganos Já sem paciência para a sua família Caminha tantas vezes por zonas Do seu próprio desconforto. Onde é devorador das estradas de pedras Fragas onde se perde nas sombras das colinas Dos lameiros, das serras, dos montes De olhar triste, anda em silêncio Cansado da vida, tenta perder-se Por terras que não aparecem no mapa Homem solitário, onde a sua única Companhia é um cajado já gasto pelo tempo. Onde este solitário homem nunca esquece as suas orações.