Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
TASCA MORTA Escreve por descaramento Onde afoga-se entre surdos Roucos, porcos e sujos Sem estatuto dum louco Parvo de vício já sujo Vazio de troncos podres Mão do homem fracassado Revoltado com o café da manhã Pão seco sem cheiro que revela Torna-se ópio da boca pobre Abdica espontaneamente da alma Chora tantas vezes em seco Perdeu a conta às lágrimas Que já derramou pela vida Choro negro de tanto riso Nos degraus de pedra dura Altar para tapar a minha urna Último abrigo num inferno E afinal morto já ele estava.
No pensador.ai desde