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Frases de Hiast Liz

98 frases

Sarcômero Na eutanásia da madrugada Desencadeia nas estreitas artérias do coração, oxitocina.
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Sarcômero Na eutanásia da madrugada Desencadeia nas estreitas artérias do coração, oxitocina. Numa mórbida rotina, Pulmões serotonina expiram... Me inspiram. Fecundando, vêm... Mata-me de encanto Sem despir-se, Nas profundisses Afoga a libido. Trazendo do íntimo Um sufoco afago, Dopamina do alvoroço, Sem gosto nem desgosto. Pulsa essa veia Sem pudor e sem escrúpulos Serei eu, este sentimento oriundo A prova da verdadeira ceia. Ele que escorre Feito, efeito norepinefrina Tritura, árduo me sussurra A fraqueza miosina. 30.01.2015

Falou: (...)Deve ser porque a gente é tão parecida(...) Quando algo te surpreende, que te envolve e te lapeia, Ao teu ouvido te sussurra que é mágico...
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Falou: (...)Deve ser porque a gente é tão parecida(...) Quando algo te surpreende, que te envolve e te lapeia, Ao teu ouvido te sussurra que é mágico... Quando algo te faz tornar e retornar a acreditar No que é o amor, sem dor, sem rancor... Sendo de verdade com a espontaneidade E o brilho no olhar, como no luar É algo que te lapeia a alma, te mapeia o corpo Traçando um ar de pureza, azul e leveza Dos cheiros que pairam, é o mais doce e singelo Dos olhares que olharam, o mais sincero Por instantes enlaçou todo o elo Invadindo minhas retinas olho a olho Esboçando alacridade numa obra de arte Ao olhar e olhar e os olhares, se olharem.

Para-l-elo Quando a razão busca se ater a emoção Descobre-se um mundo inimaginavelmente sintônico.
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Para-l-elo Quando a razão busca se ater a emoção Descobre-se um mundo inimaginavelmente sintônico. Em alguns instantes tudo se encaixa; melhor que isso Há um processo satisfatório, energizante e preponderante. No ser, existe uma necessidade: Mascarar algumas situações. Que seja por força do hábito ou por hábito da não força. - o momento - Deliberadamente acrescer-se então se cresce.

Licoroso doce Por tudo o que nada sou Serei eternamente dor.
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Licoroso doce Por tudo o que nada sou Serei eternamente dor. Ser sem primitividade Robótico num mundo sem verdades. Sou o plágio. Um acontecimento em vulnerabilidade Quebra a cor da íris meus absintos E minhas abusividades. Adere o pensamento vulgar Escrúpulos aqui não há. Como se o sentido não supriu. Como se o real nunca existiu. Um corpo sem alma cuspiu No chão desta esfera azul, um rio. 06.09.2015 02:33

É quando você olha em volta e só há um ser, você. Não de forma egocêntrica. Mas como um apunhalado de faca no peito. Ninguém em volta. É só você por você. Mesmo quando você não quer acreditar e não quer perceber... O envolto só te suga, não te muda, não tem tom. É um campo de ba…
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É quando você olha em volta e só há um ser, você. Não de forma egocêntrica. Mas como um apunhalado de faca no peito. Ninguém em volta. É só você por você. Mesmo quando você não quer acreditar e não quer perceber... O envolto só te suga, não te muda, não tem tom. É um campo de batalha onde o único inimigo é você mesmo. O único culpado é você mesmo, igualmente o único que esta ao seu lado.

Moça Moça da pele morena e do riso frouxo Da fala serena e o olhar meio torto
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Moça Moça da pele morena e do riso frouxo Da fala serena e o olhar meio torto Sua delicadeza marcou o meu ser; Sinto sua alma sutil invadir a minh'alma Seu toque suave que sempre acalma... Faz falta olhar no olhar de você. Moça que o cheiro da rosa revesti o seu corpo Que passa e encanta até os rigorosos Que fala e emana paz no alvoroço Eu ando querendo ter mais de você...

Minha estrela Na parte interna do verso Seu apego e seus gestos
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Minha estrela Na parte interna do verso Seu apego e seus gestos Me envolveram Como quem nada quer Uma atitude sensata Arrancou serenatas Inundou a minh'alma A esta carne afobou O desejo, o calor Morou em meu ser E agora de tu eu sou Nesse laço de amor. Dançando contigo vou Nas melodias românticas Que a vida tocou.

O passado, que presente! Onde tudo parece parado Onde sou apenas o vácuo
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O passado, que presente! Onde tudo parece parado Onde sou apenas o vácuo Sendo verde, sendo pássaro. Olho que encanta meu ser... Revoada agora eu sou Mais que lembranças ou cor Que como autor o tempo pintou Uma infância repleta de amor Pois que, como alma Deleito em escuros e calmas No vento dessas estradas Soprando me envolve calada Espirrando todos os detalhes Deste meu querido Olho D'água. 09.05.2015

Em partes me parto Alguém chamado ninguém bateu a porta e deixou saudades Sobre esse alguém ninguém sabe quem
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Em partes me parto Alguém chamado ninguém bateu a porta e deixou saudades Sobre esse alguém ninguém sabe quem Nem por onde invade... Que força é essa que manda Até nas minhas lembranças? Eu sei... Você também sabe. Não há de ser bobagem Nem há de ser só passagem. Até a alma palpita E o coração faz chantagem.

In Completo Cada traço um embaraço, cada afago mais um laço. Cada vista um entrelaço, cada esbarro um estraçalho.
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In Completo Cada traço um embaraço, cada afago mais um laço. Cada vista um entrelaço, cada esbarro um estraçalho. Como quem de nada sabe, como quem nada me quer. Em teu rosto vejo o dispor que me ajuda a recompor este desejo ardil... Disto eu sou escrava e isto me faz febril. Ah! Como dama tu me ganhas Me envolve nas entranhas deste céu que é proibido Me cativas ao olhar pra esse olho descabido.

Pobre dos meus sentidos, se desfazem lentamente. O corpo a esta hora treme. Ah! Até parece que não existo, se eu pudesse escrever sentimentos menina, juro! Suas mãos este papel lavaria. Uma certeza? Tudo isso permanecerá dentro de mim. Não sei por que, nem preciso saber.
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Pobre dos meus sentidos, se desfazem lentamente. O corpo a esta hora treme. Ah! Até parece que não existo, se eu pudesse escrever sentimentos menina, juro! Suas mãos este papel lavaria. Uma certeza? Tudo isso permanecerá dentro de mim. Não sei por que, nem preciso saber. Há apenas um vazio causado pela falta do seu abraço.

Passiflora Incarnata Amargo, seco, doloroso. Um gole, desgostos...
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Passiflora Incarnata Amargo, seco, doloroso. Um gole, desgostos... Bebo deste liquido Sempre que respiro. Sou interprete dos abismos, Sucção ao proibido, É isto como alimento! Penetra meus tormentos. Faz da carne servo Da alma inundação, Obediência, escravidão. Dum desejo abstrato Em langor e alentado Me envolvo calado.

Me Guie Caminhar pelo chão do prazer, Sentir o corpo ferver à mercê de ti,
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Me Guie Caminhar pelo chão do prazer, Sentir o corpo ferver à mercê de ti, Meu respirar suga toda a essência astuta Nos detalhes expressos e nas curvas O desejo singelo e ousado me usa, Tamanho querer tende a tecer astúcia. Noite não põe trégua, noite me abusa! Por entre as curvas; noite me lambuza. Noite sacia este sujeito que de ti se veste Noite, despida estão as minhas preces Das horas que apressadas passam Da excelentíssima, noite, sou capacho Na ardência sublime deste teu ser Quem dera eu em teu líquido amanhecer. 27.12.2016 ~ 23:45

Carta ao falecido Nesse corredor jaz uma história; sobre ela contos tristes, mais morta do que viva. Mais a dor, que a alegria, tal que foi assassinada antes mesmo de nascer, que por ti foi abortada antes mesmo de parir. Tal que foi menosprezada em fraqueza misquinha e calculad…
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Carta ao falecido Nesse corredor jaz uma história; sobre ela contos tristes, mais morta do que viva. Mais a dor, que a alegria, tal que foi assassinada antes mesmo de nascer, que por ti foi abortada antes mesmo de parir. Tal que foi menosprezada em fraqueza misquinha e calculada, tal que despiu teu egoísmo, em face cuspida de avareza. História que me fez afundar no mar enquanto eu queria nadar, história que apagou meu Sol, assassinou meu sono. História que me desconstruiu e me destruiu. Diante dessa tempestade que invade… Espero que o amargo acabe Que o sono volte a ser prioridade Espero que a escuridão cesse e que eu enxergue novamente o brilho do Sol. Espero que as lágrimas sequem no soprar do vento e que meu baleado sentimento seja transcrito e usado da forma mais bonita. Que os anos passem, que o amanhã seja mais meu. Espero que essa dor que defunta fez-se eu, defunta faça tu, cemitério ambulante de vida! Espero o mar debruçar no ritmo da correnteza, espero voltar a observar o silêncio, conversar com o vento enquanto em minha pele soprar. Espero encontrar-me novamente em corredores sinceros, espero gente que saiba do princípio ao fim regar o elo. Espero gente de verdade, que saiba o valor da palavra e também do silêncio, quando invade. Espero o brilho no olho e mais ainda o olhar sincero. Espero gente que ame e se entregue sem prender sentimentos alheios, gente que segue sendo sincero. Espero corredores verdadeiros, não mais os disfarçados. Espero reciprocidade e gente que não faça como o Ainda é cedo do Renato. Espero vida que valha a existência, vida que vive sem o medo de se entregar, vida que respira vida, não apenas este ar.

Alma desnuda, o Sol se faz cinza a luz encharca a pineal
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Alma desnuda, o Sol se faz cinza a luz encharca a pineal serenou, engulo o gelo derretido sou, nesse amargo tênue. fizera-se na minha hipófise armazenando o gasoso. calcificada, falecida alma. me injeta adrenalina mais oxitocina sugiro não ter metástase nem vermes, nem males nem derivados amargos estando livre o espaço límpido e purificado em todo meu hipotálamo.

Pode não parecer mas fico feliz em ser capaz de respeitar seu espaço. Não existiu uma só noite da qual dormimos juntas que não desejei-te por inteiro... Me limitei e pus a pensar que seria naquele instante pensamento passageiro. Mas não houve um só dia que pude te ver ou te abraç…
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Pode não parecer mas fico feliz em ser capaz de respeitar seu espaço. Não existiu uma só noite da qual dormimos juntas que não desejei-te por inteiro... Me limitei e pus a pensar que seria naquele instante pensamento passageiro. Mas não houve um só dia que pude te ver ou te abraçar que não senti falta de me despojar nas suas costeletas; eu me limitei e me contentei com todas as despedidas não feitas. Mas novamente me pego pensando porque te escrevo ainda... Tenho uma pausa, respiro e consigo entender o porque. Parei pra reler e rever postagens antigas, escritas, tento até hoje, seriamente entender o contexto dessa história. Mas não vou falar pelo ontem(que já passou), nem pelo amanhã(ele virá de qualquer modo), posso apenas te confessar sobre hoje? Eu morro de saudade de ti. Eu sei que isso não é novidade, continuarei enquanto necessário respeitando seu espaço. Mas hoje? eu precisaria dormir sentindo o cheiro do seu cabelo, precisaria me encaixar nas tuas pernas enquanto organizo seus fios para te fazer cafuné, eu precisaria do seu ouvido enquanto deslizo com a boca vindo das costeletas, de seu corpo para passear com as mãos livremente, precisaria de sua respiração correspondente... Hoje, precisaria me afogar em sua respiração, tragar-te em meus pulmões, afobar meu corpo em teus lábios e te beijar profundamente e novamente os nossos beijos pausados. Mas hoje, eu sou somente o hoje... E eu não precisaria, porque hoje, eu te preciso.

Sangrando segrego o elo nos versos há em cada ‘a’ uma busca infinita. em cada finda, uma ferida.
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Sangrando segrego o elo nos versos há em cada ‘a’ uma busca infinita. em cada finda, uma ferida. honram-se os bêbados, palhaços e trapezistas mas não honra-me a solidão tal qual que sempre foi minha companheira e grita: este amor além de bêbado é palhaço equilibrista. nem ouse compara-lo ao valor do agasalho, num inverno petrificado eu corpo congelaria. nem se satisfaça como em aguas, nos verões amargurados eu corpo derreteria. e somente quando em eclipse eu corpo existiria. ao amanhecer do dia eu corpo morreria. e a este excretado findado foi; vinte e três e vinte e três da noite.

Devo me livrar de você. Definitivamente, porque você não está aqui? A esperança alimentada é somente tortura prolongada ao coração. Estou desatando esse nó, procuro meu eu apenas; não em bares, bebidas e cigarros, mas dentro de todas as cadeias de não possibilidades que me levem…
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Devo me livrar de você. Definitivamente, porque você não está aqui? A esperança alimentada é somente tortura prolongada ao coração. Estou desatando esse nó, procuro meu eu apenas; não em bares, bebidas e cigarros, mas dentro de todas as cadeias de não possibilidades que me levem a ti. Custear o sentimento com a vida, foi disso que me fiz até agora e quando não existe mais forças em um homem carregado de amarguras, ele parte. Nessa história, triste fim. Não houve realmente história aqui. Utopias não alimentam nem saciam nada! Devora-me vida, a dentro o vazio, a fora... restou-me somente o blues. 19.11.16 1h59