Você que ama me sufoca, me afaga,
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Você que ama me sufoca, me afaga, me enrola, me transgride, me domina, me amansa... me suga, me encanta, na minha alma dança... me faz ser viva, me trás faíscas. me floresce, me agride, me entorpece.
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Você que ama me sufoca, me afaga,
Você que ama me sufoca, me afaga, me enrola, me transgride, me domina, me amansa... me suga, me encanta, na minha alma dança... me faz ser viva, me trás faíscas. me floresce, me agride, me entorpece.
para que o mundo não acabe que haja poetas e também alardes onde a poesia domine;
para que o mundo não acabe que haja poetas e também alardes onde a poesia domine; que haja janelas onde as portas se abrem.
Serenamente entorpecente Em tu corpo, eis-me quente.
Desnuda-mente Em instantes, devaneios. Pare, sinta. Toque! aprofunde-se...
Desnuda-mente Em instantes, devaneios. Pare, sinta. Toque! aprofunde-se... Eis na imaginação, complexo. Enfim, por fim, no meio do medo Meu encéfalo é poluído, Minhas vontades são profanas... Meu desejo é extenso, Minha carne é mandona. Sensação profunda, quê! Aqui me toma, para Se fazer dona... Em momento, por inteiro Nas juras e nas preces, concebes. Meus lábios então encontraram os teus.
Inteiramente Excessivamente neste corpo há ardor. Frequentemente queima a alma de dor,
Inteiramente Excessivamente neste corpo há ardor. Frequentemente queima a alma de dor, Generalizadamente desde os poros, ao amor. Vagarosamente intrépido estou. Silenciosamente resistindo sem cor, Sentimentalmente a realidade do odor Profundamente tu vida me aplicou Consequentemente, a mente que esculpi-dor. Afastada mente, da mesma mente que esculpiu o amor Sequelada mente, restou o ócio que a nostalgia deixou Serenamente a deriva tudo aqui rasgou... Irremediavelmente estar a mente que mente Continuamente jogando ficou, blefou acabou. E; Visivelmente desabou.
Poesias vagas, enrugadas - I Quando mal você entende o poeta O poeta mal sabe como se entregar
Poesias vagas, enrugadas - I Quando mal você entende o poeta O poeta mal sabe como se entregar Ele é poeta virgem e aprende a caminhar Por entre as letras e as rimas Não é tarefa fácil de se decifrar Mesmo no dom não há de se revelar Se o exercício da embriaguez nesse mundo burguês A si, não se dá. Disciplina não, praticidade Com pratica e ambiguidade Eis aqui onde se encontrar Pois tu, poeta que não se dá Em nada deu e, nenhum século tu ei de atravessar Entrega a ti, letras, com café ou com chá... Poesias vagas, enrugadas - II Toma; Te deleita Te deitas Te escrevas Tu escravo Tu esbarro Tu deixas Teu escarro Em tu letras...
Idílio Quando um imaginável sentimento dominou Dentro das entranhas dum encéfalo sem pudor
Idílio Quando um imaginável sentimento dominou Dentro das entranhas dum encéfalo sem pudor Rasga e estraçalha o neuro-lírico pensador Como se o gume passou e em pedaços a alma ficou. Há um ponto. E uma interrogação? Quanto mais dele expresso, paira confusão. Essa inocência no olho envolve, Restringe e repreende qualquer concessão. Na vontade do novo, espalhas confiança Por entre a fala e a expressão. Prende-me a uma indignação que quebra e amarga... O que me resta é abstrair a ocasião Sendo vida e exatidão, compondo A mesma mentira que renega a sensação.
Colibri Como quem não sabe o que senti, Replico em algumas palavras caladas
Colibri Como quem não sabe o que senti, Replico em algumas palavras caladas Aquilo que foi perdido numa estrada, Em qualquer entrada. Anestesiar-me talvez... seria uma boa opção, Para que? se nada do que sinto é em vão Nem a dor, nem o riso, Ambos fazem parte dessa confusão. Um desvio emocional acalentado Nas ruínas existenciais do alado Sou eu ser das revoadas Num voou com asas cortadas Em silêncio suplico saber Por que tanta indecisão em um só ser...
Asco Com os pés nessa realidade Um suspiro vem avisando...
Asco Com os pés nessa realidade Um suspiro vem avisando... Voltei para este canto, Sem cantos nem encantos. Terra de gente ingrata, Você um dia foi morada de flores. Hoje, até os pássaros tem horrores Em voar sobre estes ares. Há homens que matam humanos, Mais cabarés do que santidade. Torpezas e avarezas os cabem... E! Se eu for continuar com minha indignação Não cardíaco, morrerei do coração, Pois hoje fui revestido de sentimentalidade.
Afã Lutar é preciso. Perder é uma consequência.
Afã Lutar é preciso. Perder é uma consequência. Lutar é preciso. Ganhar é um risco. Lutar é preciso! Se ganhar ou perder, Nunca há de vencer, Eis mais um risco na luta... Arriscar é preciso. Lutar é preciso. Sorrir é preciso, Chorar também é. Se perder ou ganhar, É sim preciso lutar. Seja breve, não calado. Seja forte, não invencível. Seja simples, não acomodado. Seja assim; como você quer ser. Se ganhar ou se perder.
Eudora É a boca bonita, o olhar que corta. Um cheiro gostoso como o sabor da aurora.
Eudora É a boca bonita, o olhar que corta. Um cheiro gostoso como o sabor da aurora. Talvez esse mistério que tu deixas no ar Seja pilar do meu desejo. Coisas que nos desafiam São atraentes, São mais quentes. O "ter" e não "poder" O toque sem a intimidade. Segredos que me agitam, desejos que em mim, gritam. Evitar meu próprio pensar Nunca fez parte da saúde mental que dito, Nunca fez parte do corpo que abrigo. Deverei então soprar pra fora Aquilo que aguça o corpo e a mente... Aquilo que me faz ser gente Só porque me assola?
Sobrevivência Há tanta necessidade de compartilhar Que esqueces de sentir.
Sobrevivência Há tanta necessidade de compartilhar Que esqueces de sentir. Essa síndrome sistemática da evolução individual Doma o lado humano de cada ser E transgride a virtude de viver. Como matéria são avaliados. Como cães, adestrados! Como escravos, nunca deixam de servir. Não há lei, não há cultura, não há vez. Nada que fará o ser humano Sem vontade própria pensar. Nas lacunas dessa estrada encontrarei razão. Aquela que é vaga, espaçosa... Rastejando estou por entre os segundos Duvidas minuciosas.
Que na imortalidade das palavras Eu encontre um sentindo definido Para a indefinição que respiro.
Que na imortalidade das palavras Eu encontre um sentindo definido Para a indefinição que respiro. Que a imortalidade das palavras Roube todo o pútrido do respirar, E transgrida toda a essência da existência. Para que eu nunca esqueça, Por onde ei de passar, Onde há vida, há avareza. Onde há sonhos, há tristezas... E que no deleito das dúvidas, floresça! Com a missão de fazer imortal uma alma inexistente. Indubitavelmente todo o dolente pensar Pesar de todas as maneiras vida por vida... E o preço que pago para inspirar.
A dor que senti no futuro Esse nó é saudade, é angustia e felicidade. Essa saudade é vida, vida que foi vivida.
A dor que senti no futuro Esse nó é saudade, é angustia e felicidade. Essa saudade é vida, vida que foi vivida. Essa vida é rápida, passa e nada quando se faz, da em nada. Esse nada é o dia, é a hora e o momento. Esse momento caí, escorre e chora, apela por entre imperceptíveis horas. Por ter vida, por ser tempo, esse momento se instala em nós de saudades, angustia e felicidade. Da vida que não suguei, da paciência que não ganhei, do tempo que não acrescentei, mas não perdi por estar triste. Foram sobre as metas, sobre esses, foram sobre tudo aquilo que temi, num sonho que amanha vivi. Foram sobre cortes e penetrações numa alma, foram sobre o tudo e ao mesmo tempo, o nada. Foram esses instantes que me tomaram um instante, pra escrever a dor e através de letras pedir que ela me encante. Não sou rima, não sou verso, sou sentimento aos aversos. Nem sou paz nem tempestade, sou humana e de verdade te digo, hoje o amanha não veio, mas do tempo que já perdi, não quero saber novamente que morri, viva respirando e em êxito.
Moço. Sinto falta de te ver passar todo dia Falta também faz esse teu cheirinho gostoso
Moço. Sinto falta de te ver passar todo dia Falta também faz esse teu cheirinho gostoso Falta de teu riso Do teu ''alvoroço''. Falta da pressa que tu sempre carregava E da paz que ao mesmo tempo passava Falta da tua íris, sutilmente clara... De você moço, eu sinto falta! Essas letras não são suplentes Essa saudade não é antevidente E esse amor, ah! ele é infinitamente. Espero preservar esse apego Essa vontade do seu cheiro Para que o sentimento me guie Até que o vento me leve... Onde eu, tenha sempre você.
Você um ser Você flor, muito do amor. Você paz, alegria me traz.
Você um ser Você flor, muito do amor. Você paz, alegria me traz. Você céu, distante está. Você chuva, posso tocar. Você sim, sua alma em si, paixão me dá. Um sopro de bondade. Um sorriso de felicidade. Um olhar gostoso... Um jeito único, saboroso. Um toque suave, na minha pele arde... Ser distância ou presença... Ser inspiração ou poesia. Ser da alma ou da carne. Ser luz em meio a claridade. Ser tudo que me arrancou essas letras e junto uma infinidade...
Dos amores proibidos; Coração é teimoso; E quando a boca proibida encontra,
Dos amores proibidos; Coração é teimoso; E quando a boca proibida encontra, Acelera num alvoroço! Até parece que vai parar De tanta carreira que dá num instante gostoso. Olhando agora pela janela O que vejo é instinto, é estimulo, nítido... Vai além das preces e das duvidas, O prazer só se aluda quando não se pode tocar. Vez outrora a agonia é severa, Quando tudo se acalma A vida fica mais bela, Desde que a gente é gente, É assim que o corpo é quente E a poesia veemente... Digo isso com amor, Com dor e com paixão, Digo sem saber entender Todas as razões de um só coração.
Ao infinito Rosseau Revela-me um sopro ardente Um sopro que penetra até a unha cravada na alma.
Ao infinito Rosseau Revela-me um sopro ardente Um sopro que penetra até a unha cravada na alma. És tu como um suspiro, um espirro. Por entre vários, recorro a isto como vida. Quantas destas já se foram? Escorro por entre os dias Rastejo dentro das horas Tendo a alimentar micróbios Por que tanta pressa? Tempo! Tempo! Tempo! Arranca-me toda a essência Tira-me todas essas vestes Suga-me todo o sangue Fatia Minh’ alma. Sem escrúpulos Sem pudor... E quando tu esvair-se de mim, Não te esquece, oh tempo! Eu sempre me enchi de você. Atchin!
Angel Onde encontrar palavras que Transmitam em silêncio a validação
Angel Onde encontrar palavras que Transmitam em silêncio a validação Dum sentimento que vem da alma?... Não é poesia nem verso. Não é canção nem rima. Seria um desabafo ou confissão Que vem dum coração Quebrado e triturado pela sentimentalidade... Num momento inebriante, Tento descrever nesse instante O quanto do teu encanto me soa apaixonante. O pensar cheio de brilho... Um olhar que arranca suspiros. Com uma mente que surpreende, Pouco a pouco me ganhastes, Não sei por que esse alvoroço Nem ao certo o que me invade... Só quero pedir licença Para compartilhar todo esse sentimento, Que queima e arde por dentro, Arrancando de mim um momento Docilmente cheio de hostilidade.
Fênix Triste, porque sim. Sou tristeza...
Fênix Triste, porque sim. Sou tristeza... Triste porque na tristeza Há um mar, tantas belezas. Não é ela passageira Sou eu, escravo da tristeza Sem choro e sem dor Não sou deleito nem vida Preciso eu ser o entalo, Que na garganta, me embalo Nesses dias em que o céu prateado Reflete dentro do cinza um amargo. No peito um sufoco inexato, Onde em instantes; não sou. Por momento, eu ser; acabou. Por triste ser feliz Dos abalos que me causo Engasgo, pós... Renasço.
Eu não poderia nascer noutro corpo Um bicho que vive e respira! Um bicho.
Eu não poderia nascer noutro corpo Um bicho que vive e respira! Um bicho. Um bicho que pensa e reflete! Um bicho. Um bicho que chora e que sente! Um bicho que finge ser gente. Um bicho dentro dum corpo! Um bicho que têm desgosto. Um bicho que rir de alegre! Um bicho filho da peste. Um bicho que hora é homem! Um bicho que hora é mulher. Serei sempre outro alguém! Irei sempre além. Sem precisar dos 'poréns' Sem modéstia ou simpatia... Noutro corpo não tenho alma. Noutra vida, nem desgraça! Sendo sempre inconstante. Sem razão e nesse instante... Eu sou bicho flutuante.
Soneto meu bem maior Me faz ser mais Mais adulta ou mais criança
Soneto meu bem maior Me faz ser mais Mais adulta ou mais criança Me faz ser vida Mais feliz e mais vivida Me faz ser alma Me olha, me acalma Me faz ser carne Me ascende, me apaga Me faz ser gestos Gestos bobos que de mim, muito falam Me faz ser mais Mais um pouco capaz O teu amor me trás Mais um tanto de paz...
- Eu e meu eu. Do lado direito ‘’eu, cheio de perguntas emocionalmente melancólicas.’’ Do lado esquerdo ‘’meu eu, com ar de razão e revestido de experiências.’’ Sento comigo mesmo para tomar aquele chá, me ponho a perguntar e a me responder sobre coisas que, sentimentalmente at…
- Eu e meu eu. Do lado direito ‘’eu, cheio de perguntas emocionalmente melancólicas.’’ Do lado esquerdo ‘’meu eu, com ar de razão e revestido de experiências.’’ Sento comigo mesmo para tomar aquele chá, me ponho a perguntar e a me responder sobre coisas que, sentimentalmente atingem o meu ser. Eu_ O que devo fazer com estes sentimentos? Devo falar tudo o que sinto, ou comer cada dor e cada riso como se fossem só meus? Na verdade são só meus, porém, tudo provém dele. Mas ele não senti assim como eu sinto. Meu eu_ Eles devem ser mastigados de uma forma ou de outra como se fossem alimentos; se tu, porventura lançar tudo o que senti contra ele, certamente iras acertar em cheio a sua alma(mas ele não senti!), então, automaticamente em forma de vômito todos os teus sentimentos serão jorrados ao chão e o final que eles terão, sem dúvidas será ser útil aos vermes. - Os teus sentimentos serão alimentos para os vermes! Mas como eles devem ser mastigados como alimentos... Eu_ Não, eles não devem. Meu eu_ Devem sim! São sentimentos, a alma meu querido, também precisa comer. Você deve comer tudo sozinho, calado, deve mastigar cada dor e cada riso em silêncio. Deve deixar que o seu sistema imunológico conheça este vírus, que sofra, chore, grite, gema e pense... Depois que toda essa digestão for feita acredite... Isso tudo será um grande foco de fezes; porém, manuseado de forma organicamente correta. Eu_ Ou simplesmente... Posso jogar tudo fora! Para bem longe... Meu eu(Toma um gole do seu chá e com ar de riso num tom irônico balança sua xícara) _ Ah Se conseguires...
Quimera Sucção, gana. Gosto, luxúria e ânsia.
Quimera Sucção, gana. Gosto, luxúria e ânsia. Efêmera infinita... Mentira! vontade mal dita. Este sentimento ao avesso Que corre dentro do peito, Grita por desapego Não! não há como tê-lo. Debaixo dum sereno, Chuvas de verão Gotejam minha pele. No vazio que restou, Há um peito cheio de dor E de amor, inundada minh'alma ficou.