Ela se olha no espelho, não busca perfeição, mas as marcas que carrega
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Ela se olha no espelho, não busca perfeição, mas as marcas que carrega contam a história que ninguém lê. Ela é força e silêncio, é um mar de lembranças que bate contra as pedras do presente. De longe, a confundem com calma, mas dentro, há tempestade, um furacão que dança com os sonhos que insistem em voltar. Ela é ela, não há moldura que a caiba, não há olhar que decifre os porquês guardados no peito. Ela ri sozinha, chora sozinha, e quando a noite a abraça, encontra abrigo em si mesma. Ela já foi partida, já se refez tantas vezes, um mosaico de sentimentos onde cada caco brilha mais forte. Ela é luta, é entrega, é a voz que ecoa no vazio mesmo quando ninguém escuta. E se alguém se aproxima, descobre que ela não pertence, porque ser livre é o seu maior segredo. Ela é o ontem que sobreviveu, é o hoje que caminha, é o amanhã que promete ser só dela. Ela é ela, e isso basta.