As Manhãs Hoje, tristei Amanhã indeciso
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As Manhãs Hoje, tristei Amanhã indeciso Logo felizei E ao entardecer, nada preciso
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As Manhãs Hoje, tristei Amanhã indeciso
As Manhãs Hoje, tristei Amanhã indeciso Logo felizei E ao entardecer, nada preciso
Minha Terra sabia que o sabiá sabia assobiar? para que saber que sabiá
Minha Terra sabia que o sabiá sabia assobiar? para que saber que sabiá assobia se já sei que ele pode voar apenas com cortes do vento saber cantar? pois um sabiá não apenas assobia mas sabiam que eu sabia seu maior segredo que assobiou o segredo da sua terra: são sábios, dizem os assobios.
Já Diziam Eles que Eu Era Louco Dizem que sou o Louco Cercado de ordinárias
Já Diziam Eles que Eu Era Louco Dizem que sou o Louco Cercado de ordinárias Sou eu, sou pouco Sou indefeso em batalhas. Penso diferente, com lamentos Há algumas loucuras nos meus sentimentos. Há mares de contentamentos que se encontram nos meus pensamentos E a primeira defesa na guerra chegou, dizendo coisas surreais. Uma Louca se juntou Cheio de conotações complexas, mas mortais. Nessas horas foi-se-me questionado. Não seria eu o afortunado bandido e amado com o exército armado? E batalhei. Suei. Amei. Ganhei. E ordinários aos poucos, tornaram-se Loucos.
Noite Oblíqua Se eu te contasse Que sou o último homem da Terra?
Noite Oblíqua Se eu te contasse Que sou o último homem da Terra? E a última alma que respirou? Chorarias?
Amantes Sob o brilho da luz da rua E a escuridão pálida da lua
Amantes Sob o brilho da luz da rua E a escuridão pálida da lua Caminha Solidão opaca, Negra e com ressaca Após arrastadas bebedeiras, Com pessoas sorrateiras Na noite sem estrelas Sem amor e sem belezas Sob o brilho da luz da rua E a escuridão pálida da lua, Caminha um homem opaco Meio a meio Mulato. O homem do dia a dia Sentindo a ressaca da ironia Em noites sem estrelas encontra-se com Solidão Sem perceber apenas sua ingênua traição. Sob o brilho da luz da rua E a escuridão pálida da lua Os Outros se assombram por uma janela No quarto escuro acendem uma vela Rindo do Mulato até doer Do quão banal é ter que o olho ver Pessoas tão ignorantes Em nosso mundano mundo repleto de amantes.
Saudade A saudade aqui No infinito mar
Saudade A saudade aqui No infinito mar Não carece de se preocupar Não o esqueci Num fluxo, as lembranças Na onda minhas lágrimas Na água, esperanças E na correnteza, sua beleza Serás esquecido Se minha falha mente falhar Navegarei, entretanto No infinito mar
Família Sempre fui a pessoa que acendia o fogo Agora o fogo e a brasa sobrava para eles,
Família Sempre fui a pessoa que acendia o fogo Agora o fogo e a brasa sobrava para eles, Ou sobrevoava sobre minha ferida alma Que não amava, vivia avoada. Como era criança para me tocar! Que até as frutas da cozinha ouviam o silêncio soar E cresci para um frio incêndio tornar De um poema ou pomar do que foi um dia meu lar.
Plurais A saudade é tamanha grande Que as saudades tem até um plural.
Plurais A saudade é tamanha grande Que as saudades tem até um plural. Mas é de rir mesmo, não? Como o ser humano é paradoxal! E o que falar da dor? Para vários, são dores, mas a mim eterno eclipse, Pois retorno aos meus horrores tal qual uma elipse. Foi alma ou lua que disse sobre meu coração de antítese? E mesmo assim, apenas um caixão para enterrar, Mas se a vida é assim tão frágil como uma flor Que rosa será você nas pétalas da vermelha cor? Hei de fielmente exclamar: meu amor por você é deveras singular.
O Dia do Amanhã O mais importante é saber se importar.
O Dia do Amanhã O mais importante é saber se importar. Não são problemas a resolver Nem compreender a amar Apenas importe-se e aprenda Pois esta vida é pequena Nunca sabemos o dia do amanhã Ou como o sol nascerá Talvez uma bela manhã Ou aqui não mais estará.
Kafka Metamorfose: Teu universo
Kafka Metamorfose: Teu universo É o meu verso Meu uni Uno Único Únicoverso Universo.
Átomos Somos partículas de Carbono Dentro de um vasto universo,
Átomos Somos partículas de Carbono Dentro de um vasto universo, Mas com você me sinto dono De cada planeta, de cada verso Desta poesia que lhe escrevo. Universo esse que lhe concedo. Sou meu corpo, menos você. Sou as cores da arte que não vê. Sem você, sou alma que não lê. Pequenos como átomos Gigantes como estrelas Humanos como humanos. E teus amores são cometas Rasgos de pó em meu noturno São luzes, as lunetas Chega a noite penso e durmo. Com a paixão que se abraça em calor, Em teus buracos negros de amor.
Teria um nome Cansei de escrever tanta porcaria Quero mesmo é viver de poesia
Teria um nome Cansei de escrever tanta porcaria Quero mesmo é viver de poesia Se dependesse disso estaria com fome Mas tudo bem, teria um nome.
Canção de Ninar Fiz de você meu infinito Sol e agora morro de calor.
Canção de Ninar Fiz de você meu infinito Sol e agora morro de calor. Em todas as Luas fisgo em seu anzol Ah meu amor! Ah meu amor!
As Vozes no Espaço O silêncio no enterro das vozes
As Vozes no Espaço O silêncio no enterro das vozes altas fora gritante. tão alto que estou surdo, mas não sei estar cego ou apenas poeta mudo. e ainda escuto do fundo do espaço esse miúdo esse miúdo opaco. o som ainda ressoa o som de uma única pessoa.
Surrealismo Realístico Ela faz história como se fosse pincel. Para ela não há limites entre a arte, o céu e a celulose do papel.
Surrealismo Realístico Ela faz história como se fosse pincel. Para ela não há limites entre a arte, o céu e a celulose do papel. O sangue tão vermelho como tinta E ela que se sinta Surrealista como Dalí Como se nem quisesse ser dali. Personifica o quadro de minha sala Com o contemporâneo amor que sua alma iguala. Abraçado ao meu e o meu Corpo pintado ao teu.
Através da Natureza-morta das Frutas Numa cesta se encontram maçãs Belas, avermelhadas e suculentas maçãs!
Através da Natureza-morta das Frutas Numa cesta se encontram maçãs Belas, avermelhadas e suculentas maçãs! Junto, uma recheada rachada romã, Pela tarde ensolaradas laranjas Maduras e verdes mangas; O tempo passou... O tempo se alargou... O tempo sem o tempo enfim acordou. Moscas pousam nas maçãs pretas Na romã, apenas pálidas sementes As laranjas agora dia a dia mais azedas E as mangas enrugadas em seus ventres. Uma natureza morta tal qual uma humanidade Que caminha torta, torta, torta... Um descaminho sem idade. Maldito seja quem tenha comido a maçã! Que não percebeu as passagens do tempo, E alimentou-se sem consciência sã. Condenara sua própria espécie ao desalento. Agora resta-nos apenas decompor, Na mãe terra e em seu vão, Afundar e acabar com a dor; Esperar novas flores renascentes de seu chão.
Casal Contemporâneo Te odeio a ponto de te amar. Tanta sede, sou capaz de beber o mar.
Casal Contemporâneo Te odeio a ponto de te amar. Tanta sede, sou capaz de beber o mar. Sua chama de tão azul é fria. Você é tão distante que eu iria Tornei-me cego que viu até demais. Você é a prova do desgosto que quero mais.
Os Olhos Azuis Alguém perfeito, Mas sem notar
Os Olhos Azuis Alguém perfeito, Mas sem notar Presa em meu peito Algo além do que amar, Às vezes deito Sem nem o que pensar Apenas ela sem defeito E profundo seu olhar Cujo inteiro feito Do mais belo azul mar, E eu cá sem jeito, Sem saber explicar.
Consulta "Onde, dor na mente?" - não doutor é além:
Consulta "Onde, dor na mente?" - não doutor é além: um infinito ausente... "Um infinito ausente ou apenas um coração carente?" - não, me entenda doutor é o esquecimento do amor. "Ora pois então não é ausência. é apenas um infinito no escuro, ou sintomas de corpo mudo" - e isso é grave doutor? pois posso ter contaminado para paixão anterior. "A única coisa contaminável é céu sem estrelas, meu irmão!" - que vida mais afável... examina meus vãos?
Para Roma à Marte Amar-te é mais fácil que amar à Roma, meus anagramas se encontram e namoram palavras ao contrário.
Para Roma à Marte Amar-te é mais fácil que amar à Roma, meus anagramas se encontram e namoram palavras ao contrário. Minhas favoritas antíteses; almas opostas. Roma, amoR? Vida espelhada no lago da Lua Até a lava e a fogueira de Marte! Amor que queima de tão distante... Amar-te é simples, Roma meu amor. Marte é linda, seu fogo esplendor! Os seus tantos caminhos viajantes... Todos os caminhos levam à Roma, Mas como chegar para o amor, Se há muito espaço à Marte? A poesia, os poetas, os planetas me ensinaram Que o poeta é um ser "amador". Ama tão profundamente Que chega a transbordar de amor, a dor que não mais sente. De: Roma, com amor. Para: Marte, à amar-te
Abelhas na Barriga Meu estômago não tem borboletas, são apenas flores.
Abelhas na Barriga Meu estômago não tem borboletas, são apenas flores. Cheias cheias de abelhas. Agulhas que me causam dores. Ansiedade? Talvez medo dessa ferocidade! Essa idade suficiente para perder beleza crescer e competir com a velha natureza. Quando o sol raia, prefiro por dia morrer; os casulos crescem. Mas a noite, ah a noite! na lua quero renascer As borboletas florescem.
Do lado de fora Lá fora garoa... possuo estes quadros empilhados
Do lado de fora Lá fora garoa... possuo estes quadros empilhados e esses tenros rostos em fotos de pessoas. São a minha curta vida! os passos molhados. Na vida, no lá fora, trovejaram tristes sonhos. Tomo chá; perco a hora com poetas nublados risonhos. O agora longíquo no tempo é uma epifania no presente, o que é antigo (amor) conduz um raio vidente. E floresce a janela com orvalho nas gotas. Onde velar no mar um mar de memórias? Já se enxurraram-se, na parede balançam soltas. Lá fora, um vento; uma tempestade de histórias.
Contradição Folhas do outono Tão paradas quanto o tempo
Contradição Folhas do outono Tão paradas quanto o tempo Sem rumo, sem dono Se não fosse pelo vento. Ah! O vento que arrasta minhas dores Seca minhas lágrimas, leva letras aos leitores. Sou a folha de outono Sem rumo sem dono. E a maldita hora Para sempre marcará meia noite de outono E eu não saberei dizer sobre o vento de fora Ou qual folha hei de ser dono.
Homenagem O Poeta na floresta,
Homenagem O Poeta na floresta, A Mãe que o contesta Lenta e minuciosamente. Estão chorando rios de água doce e queimando raízes de sangue branco. Índio, onde Tupã está? "Onde está meu verso Mãe?" Na árvore de corpos, em seu coração. Na natureza dos humanos hei de encontrar a poesia Esta nutrida de toda nação