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Frase de Francisco de Olivas

Os Olhos Azuis Alguém perfeito, Mas sem notar Presa em meu peito Algo além do que amar, Às vezes deito Sem nem o que pensar Apenas ela sem defeito E profundo seu olhar Cujo inteiro feito Do mais belo azul mar, E eu cá sem jeito, Sem saber explicar.

Francisco de Olivas

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Pensador.com

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Para Roma à Marte Amar-te é mais fácil que amar à Roma, meus anagramas se encontram e namoram palavras ao contrário. Minhas favoritas antíteses; almas opostas. Roma, amoR? Vida espelhada no lago da Lua Até a lava e a fogueira de Marte! Amor que queima de tão distante... Amar-te é simples, Roma meu amor. Marte é linda, seu fogo esplendor! Os seus tantos caminhos viajantes... Todos os caminhos levam à Roma, Mas como chegar para o amor, Se há muito espaço à Marte? A poesia, os poetas, os planetas me ensinaram Que o poeta é um ser "amador". Ama tão profundamente Que chega a transbordar de amor, a dor que não mais sente. De: Roma, com amor. Para: Marte, à amar-te

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Através da Natureza-morta das Frutas Numa cesta se encontram maçãs Belas, avermelhadas e suculentas maçãs! Junto, uma recheada rachada romã, Pela tarde ensolaradas laranjas Maduras e verdes mangas; O tempo passou... O tempo se alargou... O tempo sem o tempo enfim acordou. Moscas pousam nas maçãs pretas Na romã, apenas pálidas sementes As laranjas agora dia a dia mais azedas E as mangas enrugadas em seus ventres. Uma natureza morta tal qual uma humanidade Que caminha torta, torta, torta... Um descaminho sem idade. Maldito seja quem tenha comido a maçã! Que não percebeu as passagens do tempo, E alimentou-se sem consciência sã. Condenara sua própria espécie ao desalento. Agora resta-nos apenas decompor, Na mãe terra e em seu vão, Afundar e acabar com a dor; Esperar novas flores renascentes de seu chão.