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Frases de Fábio André Malko

34 frases

EU FIZ DO MEU JEITO - 01/03/2015 (Fábio André Malko) Que no fechar das cortinas,
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EU FIZ DO MEU JEITO - 01/03/2015 (Fábio André Malko) Que no fechar das cortinas, olhando fundo nos olhos de todos que amamos e dos poucos que desprezamos. Que nesse momento finito de confronto, carregando toda a arrogância do final do espetáculo. Que nesse ínterim final, num último suspiro de rebeldia e lucidez. Possa, pelo menos, satisfeito e saciado dizer: "eu fiz do meu jeito".

BATALHA ÉPICA (Fábio André Malko) Eros, louco e obsceno,
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BATALHA ÉPICA (Fábio André Malko) Eros, louco e obsceno, mais uma vez levanta suas tropas para a batalha. Avalia seus soldados dementes e sedentos pela falta. Cerca, assedia e tenta dominar a todo custo o terreno tantas vezes cobiçado e ainda mais perdido. Mas lá vem, despontando no horizonte, a Vontade soberana, soberba e garbosa, avaliando o terreno e dispondo suas tropas. Avalia as forças inimigas. Avalia também sua tropa e, num sorriso contido, decide concentrar sua força nos flancos mais frágeis do adversário. A batalha já está ganha. Porém, como de outras vezes, com tristeza percebe que o adversário está mais forte. Em cada batalha, em cada levante dos loucos, eles vêm mais forte, mais sedentos e mais dispostos. Parece que a falta os alimenta. Mais uma vez emissários são enviados. A conversa, como em tantas vezes, rejeitada. Não pode haver diálogo entre esses dois inimigos imortais. O resultado, previsto. Eros enjaulado, babando de vontade, começa a traçar novos planos.

UM ANJO TORTO (Fábio André Malko) Um anjo torto e safado um dia me falou
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UM ANJO TORTO (Fábio André Malko) Um anjo torto e safado um dia me falou Que se aceitasse nascer, sairia vencedor Uma vida só de alegrias pra mim reservou E que em momento algum enfrentaria dor Ah! Anjo maldito, me enganou direitinho. Onde estão as alegrias que me prometeu? Não as encontrei trilhando esse caminho E o matuto atrapalhado agora se perdeu Esse anjo torto, só podia estar bêbado E com certeza agora da desgraça sorri Pois raros são os momentos de aconchego E muito dura tem sido a lida por aqui E agora, o que faço se de lá já parti? Esse anjo safado me enganou e eu deixei Mas o livro da vida, pelo pouco que li Já me encantou, por ele me apaixonei

COMO SOMOS IMPORTANTES (Fábio André Malko) Há na vida quem viva sempre
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COMO SOMOS IMPORTANTES (Fábio André Malko) Há na vida quem viva sempre buscando prazer nos momentos mais difíceis. E vivem assim, entre a lágrima e o lamento tentando dar sentido a sua farsa pessoal. Todos vivemos na falsidade. Escravos da vontade e cativos das paixões mostrando ao mundo inerte e cruel o quão importante são nossos sonhos e nossos projetos. E uma parcela de culpa sempre a cutucar a mente rebelde que tudo quer. É a sensação de estar desperdiçando os dias pensando sempre no amanhã ou no ontem e esquecendo-se de viver o presente. O que somos, afinal? Nada que valha a pena escrever. Somos poeira de estrelas, átomos agrupados que pensam ter consciência, mas não vêem nada além de suas próprias vontades. Esse escravo da crueldade que perde toda a sanidade quando pronuncia uma simples palavra: Eu. E assim vamos vivendo a vida. Até ser novamente dispersos e jogados ao vento, sendo lembrado apenas por alguns pares de anos até que o esquecimento tome seu rumo. Novos atores e novas dores se projetam na peça da vida e os antigos não mais importam. Será mesmo que existimos?

FUTURO (Fábio André Malko) Que a eterna mansidão
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FUTURO (Fábio André Malko) Que a eterna mansidão Do amanhã não vivido Repouse em nosso coração A certeza de não ser esquecido Que as flores que desabrocham na alma Tragam paz e serenidade pro espírito Nossas lutas tornem-se mais calmas E essas flores nos tragam alívio E se não der certo todos os planos Que pelo menos possamos dizer Olhando pra trás, confiantes e sem engano: “Fiz meu melhor, sem me envolver Com as traições desse mundo tirano Foi o melhor que consegui fazer”

PORQUE BRINDAR AOS CAÍDOS? (Fábio André Malko) Ei poeta, porque brindar aos caídos?
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PORQUE BRINDAR AOS CAÍDOS? (Fábio André Malko) Ei poeta, porque brindar aos caídos? Se até a vida deles se esqueceu Sem valor algum, foram esquecidos Choras por uma chance que perdeu? Ora, amigo, não sejas inocente Pois a vida parece uma roda Quem hoje chora amargamente Amanhã vê a taça que transborda Jamais esqueça que os caídos De hoje podem se levantar Pois vitória sem sonhos perdidos Não dá gosto de saborear Portanto jamais zombe um perdido Pois a vida malvada dá e tira Hoje aquele que é preterido Amanhã estará na frente da fila

FAZER POESIA (Fábio André Malko) Ao compor um poema somos livres
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FAZER POESIA (Fábio André Malko) Ao compor um poema somos livres Pra reclamar da vida e do sofrimento Esconder as angústias mais críveis Embaixo da máscara do talento O poeta cria, dá vida às insatisfações Não se preocupa nem com o perigo Dá cor as suas musas e emoções Enfrenta suas dores sem sentido Pode até mesmo ser outra pessoa Fingir que sente o que não sente Apaixonar-se assim, bem à toa Ascender numa chama reluzente Sonha muito quem faz poesia Mas ele cria, jamais mente Vive em dobro sua nostalgia E toca o coração da gente

UM BRINDE AOS CAÍDOS (Fábio André Malko) A vida bate com a cadência
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UM BRINDE AOS CAÍDOS (Fábio André Malko) A vida bate com a cadência De martelos firmes e rígidos Dobra a alma e rouba a inocência E afoga os sonhos dos caídos Um brinde aos caídos da vida Que apanham e mantém a coragem No desespero das almas feridas Choram mas apreciam a paisagem Um brinde aos derrotados e perdidos A todos os que erraram e se perderam Seus erros não deram troféus polidos Parece que deles todos se esqueceram Porque ninguém lembra do derrotado? Só porque a boa sorte não lhe sorriu? Mas o poeta não deixa de lado Essas biografias que a vida comeu

A VIDA É UMA RODA (Fábio André Malko) A vida é uma imensa roda
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A VIDA É UMA RODA (Fábio André Malko) A vida é uma imensa roda Onde quem foi ferido jamais esquece Mas quem feriu nem mesmo recorda O mal que não se apaga com prece De repente, faceiro, está por cima Logo depois, assustado, está por baixo E vai em frente, seguindo a triste sina Vivendo os dias e contando os pecados Mas mesmo assim devemos continuar Certos somente da fatalidade da vida Pois amadurecemos ao de frente encarar Mesmo com nossa alma rasgada, sofrida Mas um novo amanhã vai surgir Pois o tempo vai curar a ferida E ela vai servir para refletir Sobre a instabilidade da vida

NOVA SEMANA (Fábio André Malko) No limiar da nova semana que se estende faceira,
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NOVA SEMANA (Fábio André Malko) No limiar da nova semana que se estende faceira, sorrindo zombeteira e antecipando o regozijo pelos sonos perdidos, sofrimentos, paixões ardentes ou verdades descrentes. Semana nova, irascível, não se surpreende com a estupidez humana que sofre por antecipação, por loucuras e devaneios que jamais existirão. Esse sofrimento é tudo menos belo, pois dá vida e forma o elo entre o que não existe e nossa condição onde o sofrimento é real. Se não fosse essa condição humana de sofrer por algo que não existe, o irreal não teria onde se expressar. Não teria como incomodar nem mesmo pré-ocupar e assim, não existiria de vez. O não real existe através da pré-ocupação das mentes que lhes dão vida. A fatalidade de uma nova semana vem como o crivo da flecha que disparada, exclama, “sou livre, sou livre”. Tola insensata, estás com a trajetória marcada pelo atirador e não lhe compete escolher se tombará sem vida o inimigo ou se crivarás seu destino no solo antes estéril e agora coberto de sangue. Semana nova que sempre vem é terreno fértil para cultivar as farsas pessoais, os sofrimentos débeis, onde a pré-ocupação vem com seu papel principal, e não como mera coadjuvante na cena das insatisfações. Semana nova, vida nova, paixões antigas e o ser humano mais uma vez sendo o que é: tudo menos humano.

FIM DO DIA (Fábio André Malko) Um eu estraçalhado das batalhas
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FIM DO DIA (Fábio André Malko) Um eu estraçalhado das batalhas Se joga no sofá ao fim da tarde Na TV, os insultos dos canalhas Um cálice de vinho vai acalmar-te As lutas do dia foram intensas E pensar que nesse mundo lá fora Pessoas viveram amáveis ou violentas Lutando pelo sustento a toda hora Só hoje, quantas pessoas nasceram? E morreram? Talvez injustamente Quantos pais em vão pereceram Buscando o pão da prole falante Esse mundo é mesmo muito ingrato Cobra em suor e preocupações O olhos, às vezes, refletem o retrato De quem ficou seco, sem paixões O dia encerra-se com nostalgia Renovando pra amanhã as esperanças Pois quem delas não sente a magia Não terá forças nas novas andanças

FELICIDADE (Fábio André Malko) Vai filho, vai pra vida,
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FELICIDADE (Fábio André Malko) Vai filho, vai pra vida, sejas feliz. Feliz? Penso um momento, antes da angústia do lamento, esperar felicidade nesse mundo cheio de perigos e de falsidade? Feliz? Como ser feliz se no átimo da necessidade, temos que vender a alma pro diabo do dinheiro no ganho do pão? Feliz? Que conceito vazio é esse que não está nos olhos dos semelhantes e nem na intimidade dos amantes? Feliz? Se na noite, antes do dormindo e depois do acordado no silêncio do quarto, encontramos o eu contando as insatisfações, no balanço da vida pensando: Não sou feliz. Feliz? Sim, feliz. Só viva a vida como pode, com seus pequenos momentos de felicidade, vai encontra-los entre suas angústias e temores. Pois o que importa, no final, é ser essa a tua vontade. A vida é uma contabilidade, entre débitos e créditos, entradas e saídas de felicidade, no final o saldo só precisa ser positivo.

SONHAR (Fábio André Malko) A vida insana de quem escolheu sonhar
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SONHAR (Fábio André Malko) A vida insana de quem escolheu sonhar Marca fundo n’alma com a brasa da realidade Não verás compaixão, se pelos sonhos lutar Mas vá! Extrapole todos os limites da sanidade Não deixe a mente casta, sem a mácula do sonhar Pois os medíocres que esse podre ideal almejam Vivem vidas vazias, ocas, e jamais vão acreditar Nesse mundo mágico onde sonhos relampejam Pra que resistir ao sonhar se tão curta é a vida? Pra que se esconder na casca, sem cutucar a ferida? E dizer através dos olhos mortos: não senti e nem vivi Se uma vida de sonhos é mais bela e querida Pra que viver sem sonhar, vida vazia e sofrida? Se amanhã mesmo já partimos daqui

DESTINO FEBRIL Engraçada e formosa criança Sem cultura nem bonança
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DESTINO FEBRIL Engraçada e formosa criança Sem cultura nem bonança Esquece-se de sua herança E o futuro? Traz a cobrança Ah! Como és infantil Vê novelas e crimes mil Apaixonado pelo ardil Criando um futuro vil Pobre de cultura e temperança Rico de falácias e lambança Vive a vida na lembrança De que sexta tem festança Assuma o destino febril Seja janeiro, seja abril Transforme o país gentil No que sonhamos, o Brasil

DUALIDADE HUMANA Quem é este triste, um animal? Que tem suas mazelas a vista
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DUALIDADE HUMANA Quem é este triste, um animal? Que tem suas mazelas a vista Tem na consciência material Que tem fim, a sua pobre vida Em si carrega dualidade Um anjo, com um grande coração Mas pra contrariar, tem maldade Demônio, da imensa criação És também capaz de grandes feitos Que nem mesmo a mente alcança Pois bem claro, seus firmes trejeitos Mostram paz, amor e esperança Noutros momentos,este infeliz És capaz de grande crueldade Matança, ódio e até se diz Qu´es filho da bestialidade Mas então, o que podemos fazer? Fadados ao fim de aberração? Basta tentar alimentar e ver Florecer o bem, no seu coração

O BOM POETA O bom poeta gosta de mediar A luta entre a pena e a espada
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O BOM POETA O bom poeta gosta de mediar A luta entre a pena e a espada Não cala nem procura se emendar Quando exagera ao contar sua toada O bom poeta conhece os anseios mais quentes E a natureza humana vive a espreitar Entre suas paixões e desejos ardentes Sua mente afiada cria vida ao recitar Esse poeta que endurece no sofrimento Sabe rir, entre a lágrima e o lamento E derrama no papel sua tristeza Ele goza, esse poeta, de merecimento Se seus versos envolvem por um momento Revelando a todos sua destreza

O EU DE ONTEM Se um dia Olhar pra trás e perceber
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O EU DE ONTEM Se um dia Olhar pra trás e perceber Chorando de tristeza O eu de ontem Entre tantos problemas padecer Se um dia Olhar pra trás e perceber Brigando como um leão O eu de ontem A nenhum problema ceder Se um dia Olhar pra trás e perceber Rangendo os dentes de esforço O eu de ontem Lutando mesmo sem entender Se um dia Olhar pra trás e perceber A luta, o esforço e a vitória O eu de ontem Com alegria vou compreender Que tudo terá valido a pena Pois olhando, vou entender Que devido às cicatrizes Do eu de ontem Jamais vou perecer

OLHOS DE TIGRE Pessoas firmes, tão especiais Que vibram de forma diferente
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OLHOS DE TIGRE Pessoas firmes, tão especiais Que vibram de forma diferente Têm força viva, tal qual animais Energia estranha se sente Pessoas que apanham da vida Na morte não são afortunadas Almas tristes tal qual ferida Sangram, doendo, sofrem caladas Mesmo assim, com tantos percalços Sem perder a presa, reconheço Seus dentes rangendo, pés descalços Fronte erguida, pagam o preço Levam a vida sempre fluindo Não param na dor, nem na trapaça A tempestade, fitam sorrindo Olhos de tigre fixos na caça

VAIDADE Vaidade das vaidades Dizia o pregador
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VAIDADE Vaidade das vaidades Dizia o pregador Se tudo é vaidade Só aumenta nossa dor Nós nos sacrificamos Por imensas ilusões Sempre nos entregamos A viver nossas paixões Construímos castelos Vamos ao fundo do mar Adeus gestos singelos Sentir, amar e chorar A vida vai passando Esquecemos de viver Tumores, se criando Preenchendo nosso ser E quem escolheu viver Sem seguir a boiada Noutros olhos pode ver A crítica velada Vaidade das vaidades Dizia o pregador Se tudo é vaidade Esse é o seu valor?

RIMA POBRE PRO SISTEMA Ah! Um futuro melhor se sonhou A mansidão inerte se perdeu
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RIMA POBRE PRO SISTEMA Ah! Um futuro melhor se sonhou A mansidão inerte se perdeu O brado revoltoso ecoou Da passividade se esqueceu Ah! Tudo queremos e podemos Lutaremos hoje e pra sempre Pois ao nosso futuro devemos Nossas árduas lutas do presente Nossa! Jamais vi tanta comoção E dessa geração não passará Nunca mais cederemos sem razão E a corrupção enfim cairá A resposta, como é que se deu? Uma ação firme se planejou Ao sistema, nosso povo cedeu Vitória! O “pão e circo” voltou E então? Cuidados redobrados Não mais queremos esse problema Os manteremos alienados Divididos, servos do sistema

TEMPLÁRIO PERDIDO Como enfrentar nossos demônios? Criaturas terríveis e imortais
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TEMPLÁRIO PERDIDO Como enfrentar nossos demônios? Criaturas terríveis e imortais Que dia a dia matam os ânimos De quem disse não voltar atrás Não há mais fé, religião, nem magia Que traga paz à alma ferida Essa luta que travamos todo dia Verter o sangue e tirar a vida Morte, luta, sangue e vitórias Com sabor de derrotas, cicatrizes Vim em busca de honra e glórias Nos olhos dos mortos: que fazes? Nem em livros sagrados e profanos Encontrei esperança e explicação Tudo o que fazemos e planejamos É derramar o sangue de nosso irmão Não acredito mais naquelas palavras Que Deus, em sua imensa sabedoria Inflama nosso ódio, tal qual larvas Que corroem e violam com rebeldia O que pode justificar, meu Senhor Tanta ânsia de sangue, tanta traição Seu sumo sacerdote, pra mim traidor Manipula nossa fé, pra sua ambição Perdoe-me Senhor, se me levanto Questionando suas ordens, do altar Não encontro mais nenhum acalanto Não consigo mais matar e pilhar Minha alma triste chora, padeço Vou-me embora, me esconder de Vós Chorarei minha tristeza e me despeço Talvez um dia perdoem todos nós

ANIMAL HUMANO Que dizer do ser humano Animal mais repugnante
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ANIMAL HUMANO Que dizer do ser humano Animal mais repugnante Sem piedade e sem engano Vivendo o ódio pulsante? Que dizer da humanidade Que caminha para o abismo Ombro a ombro e sem piedade No áugie do snobismo? Que dizer das pessoas Que sem piedade se maltratam Da moral são desertoras E nossa dignidade arrebatam? Teremos um fim perverso Ou esperaremos sentados O fim do nosso universo Sem, contra isso, termos lutado?

ONDE ESTÁ A JUSTIÇA Onde está a justiça? foge de nossas mãos
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ONDE ESTÁ A JUSTIÇA Onde está a justiça? foge de nossas mãos quem sabe na suiça pois aqui não tem não Trabalho, sou assaltado não trabalho, fico devendo sozinho e sem aparo assim mesmo vou sofrendo Levaram tudo o que suei pra ganhar com honestidade me vi ser lesado e chorei impotente, perdi a vontade Sem vontade de trabalhar mesmo assim vamos levando pra, quem sabe, alguém terminar mais um dia me roubando

SONHOS PERDIDOS Labuta Grande labuta
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SONHOS PERDIDOS Labuta Grande labuta Perigosa labuta Prazerosa labuta Luta Grande luta Perigosa luta Prazerosa luta Onde estão meus sonhos? Quais caminhos agora percorrem? Ainda ontem, tive-os tristonhos Sonhos estes que me socorrem Gerei ontem mesmo, Em minha consciência Tantos sonhos a esmo Esparsos e sem paciência Sonhos meus Onde foram parar? Tantos esforços seus Para nunca se realizar?