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Frases de Everton Medeiros

313 frases

ENFIM NÓS neste pouco tempo nesta pouca vida
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ENFIM NÓS neste pouco tempo nesta pouca vida agora a contemplo agora me convida aqui nos encontramos meu obscuro pranto neste escuro quarto neste pobre canto sobre o cobre leito ela me descobre e leva do meu peito a vida de um pobre

NÁUFRAGO (Poema a 44 mãos) Itinerante, percorro o mundo.
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NÁUFRAGO (Poema a 44 mãos) Itinerante, percorro o mundo. Mundo mundo vasto mundo. (Carlos Drummond) Absorvido, dou-me ao trabalho, contam comigo, não falho. (Millôr Fernandes) Em breve, vou partir. Mas, neste momento, de tudo ao meu amor serei atento. (Vinícius de Moraes) A próxima e longa jornada está para acontecer. Uma ânsia de estar e de temer. (José Saramago) O avião decola. No Pacífico, cai de repente. Inteiro se desata à minha frente. (Carlos Drummond) Único sobrevivente, chego à praia de claras areias. Com suas poucas palmeiras, (Castro Alves) percebo-me só, nesta falsa miragem. Meu Deus, me dê a coragem. (Clarice Lispector) Não sei o que faço, se fico, se desmorono ou se edifico. (Cecília Meireles) Tudo parece um sonho, em demasia. Passou-me essa fantasia. (Machado de Assis) Tenho, ainda, na vida que mareia, perguntas que insistiam na areia. (Pablo Neruda) Sem ninguém para aqui amar, tomarei banhos de mar. (Manuel Bandeira) Quando tento o fogo, vem o corte, a dor. Eu sou apenas um pobre amador. (Tom Jobim) Na ira e na dor, enlouqueço e tudo sai voando. Almas estão no peito trespassando. (Luís de Camões) Agora calmo, pego a bola e penso: que assim seja, a mão que afaga é a mesma que apedreja. (Augusto dos Anjos) Preciso de um amigo a meu lado. Não me basta saber que sou amado. (Olavo Bilac) Penso na minha vida, na minha história, porque a minha pátria é a minha memória. (Guimarães Rosa) Escrevo em Wilson o que quero transcrito, ou aquilo que quer ser escrito? (Sandra Boveto) Perceba, meu amigo resiliente, é solitário andar por entre a gente! (Luís de Camões) Entre tantas dores, traz um sofrido dente a dor que deveras sente. (Fernando Pessoa) O tempo passa, e aprendo com muita sobra: sofrer vai ser a minha última obra. (Paulo Leminski) O presente é aqui, agora ao meu lado. Nunca o presente é passado. (Machado de Assis) Sozinho por anos, vivi bem, vivi são. Tudo é vaidade neste mundo vão. (Florbela Espanca) Mas chega. Quero voltar à minha vida numa fuga para o ponto de partida. (José Saramago) Pego a frágil jangada e sigo sem norte. Tudo vem, tudo vai, do mundo é a sorte. (Alphonsus de Guimaraens) Nas águas, Wilson cai e se vai na incerteza. Uma névoa de sentimentos de tristeza. (Fernando Pessoa) E penso: essa bola foi amiga inestimável, foi tua companheira inseparável. (Augusto dos Anjos) Ainda que não viva, o que não quero, deixei a masmorra. Não permita Deus que eu morra, (Gonçalves Dias) sem que volte para casa.

FEBRE A febre é insana esquenta e apoquenta
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FEBRE A febre é insana esquenta e apoquenta necessária e mundana na pela vermelha a febre é amarela não é a primeira tampouco a segunda terçã talvez seja mas de tanto sofrer enfim me dou conta no fim destas contas que a febre tifóide

SENTIMENTO OSCILATÓRIO O sentimento é oscilatório deveras mutante
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SENTIMENTO OSCILATÓRIO O sentimento é oscilatório deveras mutante fúlgido que cega por vezes dissonante mas nunca peremptório É onda que não traz brisa da qual pouco se aproveita Pérfido vai e vem embaralha a mente estreita e nela catalisa É volúvel, mas não volátil Sucumbe, posto que frágil Exorta o que não presta Não importa se molesta E faz de nós algozes de nós mesmos

THE UNFORGIVEN a melodia é titânica e incinera reverbera, pois é Metallica
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THE UNFORGIVEN a melodia é titânica e incinera reverbera, pois é Metallica e não importa a que ouvidos chegue "o que eu senti, o que eu soube" o que eu sei e saberei não cabe em mim, nem nunca coube foi profundo, atingiu e atinge fundo eles dedicaram sua vidas para conceber tal melodia e agradar a todos, e a cada um em cada noite, a cada dia o que eu diria? o imperdoável é não apreciar inquestionável melodia

UMA AUTOANÁLISE PSEUDOPOÉTICA é de se concluir, pseudopoeta que és um ignorante convincente
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UMA AUTOANÁLISE PSEUDOPOÉTICA é de se concluir, pseudopoeta que és um ignorante convincente és iniciante numa arte em ti inexistente o sonho diletante é de ti assim distante no importante divagar, és inteiro devagar e, de tanta divagação, vago sempre estás não dominas a arte que te abomina quando esvai por entre toscos dedos os segredos da alma feminina

FOLHA ser tão alvo ávido por ser acertado
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FOLHA ser tão alvo ávido por ser acertado pela caneta ou pelo teclado escrito ou digitado impregnado ou pixelado a branca folha quer o branco extinto pela tinta que almeja mas que não seja pelo todo pois o todo não comunica a clara folha não quer o vazio sem tinta quer a mácula distinta a tinta indiscreta a presença concreta que tinge e não pinta pois finge ser cor ainda que não seja onde esteja... e aonde for