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Frases de Everton Medeiros

313 frases

POEMA PARA NÃO SER ENTENDIDO a polícia fez uma visita por causa
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POEMA PARA NÃO SER ENTENDIDO a polícia fez uma visita por causa de areia e pouca brita? e este mato ao meu lado impregnado com cobras e lagartos que cresce assim desenfreado? cadê a viatura, seu polícia? eu quero a roçadura e não quero só notícia

TERRAPLANISTAS eles têm um plano tão plano como a mente
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TERRAPLANISTAS eles têm um plano tão plano como a mente que perdeu a curvatura planificar a pobre Terra e enterrar a nossa esfera eliminar o meridiano e soterrar o paralelo mas haja paciência! depois do cogumelo acabar com a ciência? cadê o fundamento? não existe coerência e falta embasamento é triste ver o sapiens voltar ao neandertal parecem todos aliens em meio ao carnaval

ESCURIDÃO Perdido na escuridão da minha própria mente perambulo entre meus infinitos pensamentos.
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ESCURIDÃO Perdido na escuridão da minha própria mente perambulo entre meus infinitos pensamentos. Nada vejo e nada ouço, mas sinto a presença. E assim vagueio, desprovido de sofrimento. Mesmo que inerte em tal febril momento anseio um alento para esta travessia. Em vão, procuro sua cálida alegria. Sequer uma centelha de esperança. Nada alcança ou acalma esta alma. Caminho sem destino certo e desconheço se está perto. Tudo parece assim distante e ainda foge num instante. As palavras se consomem. Os versos somem. Chego, enfim a este fim.

ONE SMALL STEP FOR MAN uma bota e a notável marca marca fundo a humanidade
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ONE SMALL STEP FOR MAN uma bota e a notável marca marca fundo a humanidade pr'além deste pequeno mundo pra outra realidade pisa em solo macio cinzento e aprofunda o conhecimento no silêncio de tal momento nasce um grande sentimento ao vento que não existe deixa sulcos na história mas a glória é questionada e faz do grande um grande nada ao descrente da vitória a conquista é ilusória e a chegada daquele homem é como história de lobisomem

LÁBIOS DE CARMIM Tosco e demente, sou enrosco. Fora da mente, um pobre indigente.
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LÁBIOS DE CARMIM Tosco e demente, sou enrosco. Fora da mente, um pobre indigente. Sei que não sou ninguém, talvez um alguém diferente. Mas nada salva este grande desencanto, nem mesmo o mais puro santo, tampouco algum sacrossanto. No entanto, quero seu encanto. Desejo seu ser inteiro, e ser inteiro só para você. Mas sou e mais estou aos pedaços. Não tenho como dar-lhe uns abraços. Pela vida, esburacado como queijos, nem mesmo esses posso tê-los. Não tenho como dar-lhe belos beijos. E de nada adianta esta reles esperança, que maltrata, atormenta e nada alcança. Entrego-me ao esperado e triste fim, sem beijar seus doces lábios de carmim.

A CULPA ah, a culpa humana tão ferrenha quanto insana
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A CULPA ah, a culpa humana tão ferrenha quanto insana a mais cruel das punições a inviolável das prisões assola o hospedeiro e corrói o corpo inteiro te leva ao fundo do teu poço te afoga no raso, e arrasa teu fosso sem remissão, a loucura é o vil destino a absolvição existe, não é um desatino mas não queremos aceitar a culpa quando menos dolorosa é a desculpa e assim vivemos uma vida que não vemos vazios de quaisquer culpas num eterno cio por estúpidas desculpas

DESUMANO HUMANO É deprimente pensarmos na semelhança entre a mente humana de agora
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DESUMANO HUMANO É deprimente pensarmos na semelhança entre a mente humana de agora e a mitológica Caixa de Pandora (na verdade um jarro). Na perseverança do homem o jarro já se via derramado e apenas a esperança nele ainda contida segurava-se em cada lado. A boca do homem é a boca do jarro e delas saíram todos os tipos de escarro. A crítica humana quase sempre anestesiada é demasiada desumana. Com pouco tato destruímos a firmeza moral de um bom caráter por um único ato. A hombridade que leva anos para formar-se e consolidar-se desfaz-se de imediato aos olhos do humano nato. Temos o julgamento e a condenação prontos antes mesmo do fato e tampouco nos pautamos pelo sensato. Basta uma pequena e infeliz ação para devolvermos em pesada e desproporcional reação. Não foi assim que Newton o gênio não obstante humano nos ensinou.

CONCRETO sinto na pele o toque
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CONCRETO sinto na pele o toque frio tenaz concreto meu corpo sucumbe mas não o coração, que sem noção insiste tampouco a mente, que brava mente resiste na sensação de um tempo estagnado não mais suporto esta pressão que só aumenta e atormenta tempo, por que não passa? venha logo e me leve deste inferno por que esta eternidade? será esta sua última maldade? ah, não mais importa pois agora eu realizo meu iminente e certo fim neste eminente instante que, de agora em diante, será eterno, constante minha mente inebria-se e se entrega ao coração que pulsa lentamente e mantém a mente tão lenta quanto vazia solto meu último suspiro e, assim, não mais respiro esmagado, morro sozinho sob o peso do concreto quisera eu não houvesse peso quisera eu fosse abstrato

POEMA SAR(CÁUSTICO) ah, essa vida bandida confusa
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POEMA SAR(CÁUSTICO) ah, essa vida bandida confusa matreira e atrevida quase sempre obtusa me joga num vaso daqueles sem flores e revela o descaso imerso em odores sem terra, nem chão afundo em meu mundo sugado no vão do seguinte segundo eis a descarga que a vida me deu tão triste e amarga assim me fo…

NEM TÃO INCOMUM meu senso não é comum pois o comum destoa
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NEM TÃO INCOMUM meu senso não é comum pois o comum destoa deste incomum que sou dos incertos pensamentos tal qual dos sentimentos todavia nem tão incomum eu sou se assim eu fosse seria o que queria e escreveria o mais belo soneto a mais linda poesia “a folha branca pede-lhe a inspiração: mas, frouxa e manca, a pena não acode ao gesto seu” assim bem disse, e quis um espanto de Assis não o santo, mas o poeta