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Frases de Everton Arieiro

88 frases

Às vezes me perguntam se parei de fazer o que fazia. Então lembro dos construtores, que concluem uma obra; depois ficam ocupados por muito tempo nos alicerces de uma nova obra. Na vida, há um número elevado de obras. Quando termino uma, alicerço uma nova. Não dá para ser visível…
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Às vezes me perguntam se parei de fazer o que fazia. Então lembro dos construtores, que concluem uma obra; depois ficam ocupados por muito tempo nos alicerces de uma nova obra. Na vida, há um número elevado de obras. Quando termino uma, alicerço uma nova. Não dá para ser visível quando trabalho nesta parte.

A saudade dos mortos pode ser uma perda de tempo, visto que a dor, ou sentimentos de culpa, juntos ou separadamente, não trazem ninguém de volta; Mas a saudade dos vivos, se for verdadeira, faz sair de casa, a pé, de ônibus, carroça, de qualquer forma, importando apenas com o en…
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A saudade dos mortos pode ser uma perda de tempo, visto que a dor, ou sentimentos de culpa, juntos ou separadamente, não trazem ninguém de volta; Mas a saudade dos vivos, se for verdadeira, faz sair de casa, a pé, de ônibus, carroça, de qualquer forma, importando apenas com o encontro, para rir do tempo que fez desencontrar.

Quando as pessoas usam termos do tipo "enfrentar, lutar, guerrear" ou semelhantes, tenho a impressão de que se referem à vida como um sacrifício, ou algo que se faz por não ter nada melhor a fazer. O melhor da vida é viver. Não há luta, não há guerra, e concluir o dia, o mês, ou…
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Quando as pessoas usam termos do tipo "enfrentar, lutar, guerrear" ou semelhantes, tenho a impressão de que se referem à vida como um sacrifício, ou algo que se faz por não ter nada melhor a fazer. O melhor da vida é viver. Não há luta, não há guerra, e concluir o dia, o mês, ou o ano não é vencer um gigante; é ter vivido.

Estações De todos os dias; Escolho sempre o olhar;
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Estações De todos os dias; Escolho sempre o olhar; Achava eu que ias; Encontrar-me e amar. O tempo não é meu; Ruim é a despedida; Foi passando e amanheceu; Pode durar uma vida. É normal ser feliz; É normal ter um amor; É bom ser aprendiz; Nostalgia é ser escritor. Dispenso sentir saudade; Prefiro o amor perto; Quero andar na cidade; E ver teu sorriso aberto. O calor da estação; Anuncia que virão flores; Ainda antes do verão; Florescerão os amores. Pode estragar o penteado; Pode borrar o rosto; Só após ter te beijado; Deixarei todo o desgosto.

O lenço Todo dizer é pouco; Queria dizer o bastante;
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O lenço Todo dizer é pouco; Queria dizer o bastante; Não que seja louco; Prolongar esse instante. Buscar o olhar bandido; Que não me permite viver; Quer roubar meu ouvido; Para ouvir só a você. Faz tempo que não penso; Há tempos não sou eu; Apenas me sinto propenso; A tornar-me tudo teu. Cuido de mim para ti; O coração te entreguei; Não é cada um por si; Embora não tenha lei. A lei é se entregar; É a regra para viver; O único jeito de amar; É ao amor corresponder. Corresponder é a resposta; A que quebra o silêncio; Quem ama nunca gosta; De dar ao rosto um lenço.

Por que dizemos que na vida tudo é passageiro? Será que o fazemos apenas quando falamos de problemas? Será que a alusão é restrita aos bons tempos?
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Por que dizemos que na vida tudo é passageiro? Será que o fazemos apenas quando falamos de problemas? Será que a alusão é restrita aos bons tempos? Será que está ligados às amizades? Sempre fico pensando, e dou asas à imaginação. Lembro da infância, e vejo que foi passageira. Alguns amigos cujos vínculos pareciam não terminar nunca, alguma coisa de força, vitalidade que parecia infinita, até os dias pareciam maiores, não entendia o sentido do que é passageiro. Descobri que a melhor forma de ver um passageiro na vida, é comparar as coisas e as pessoas a um ônibus. Em algum lugar do caminho, há alguém esperando, e o ônibus há de parar, apesar de alguns precisarem ir mais longe, chegará a hora em que aquele ônibus não é mais necessário, e será necessário descer dele. Por vários motivos descemos. Pode ser que agora esteja perto do destino e dê pra fazer o restante do percurso a pé; pode ser que a rota que ele faz não seja mais a desejada, e compense descer para fazer o trajeto à própria maneira; pode ser que o ônibus já tenha oferecido tudo o que tinha a oferecer, esteja velho, e agora, já seja possível pagar um táxi e desfrutar de seu conforto, afinal, o ônibus foi apenas um meio para chegar, mas apesar de estar nele, era por falta de opção, esperando por algo melhor. Descobri que assim é a vida, cheia de passageiros. Quando o ônibus não serve mais, quando já chegou no limite das forças, ou surgiu a possibilidade de ser mais feliz, a tendência é que as pessoas desçam desse ônibus, esqueçam o nome, a marca, as características, e sintam-se livres para um voo, alto, distante, cada vez mais distante, fazendo jus ao nome: passageiro. Chegou, entrou por uma porta e saiu por outra, há casos em que a saída é pela mesma porta de entrada. Mas o que há pra se notar é que estaremos sempre cercados, e às vezes nós mesmos somos, mesmo não admitindo, mesmo dizendo, afirmando a plenos pulmões, que não somos. Sempre que alguém entrar no ônibus, sabemos que em algum momento descerá. Sempre que alguém descer do ônibus, sabemos que já era uma tendência.

... Em algum lugar do caminho, há alguém esperando, e o ônibus há de parar, apesar de alguns precisarem ir mais longe, chegará a hora em que aquele ônibus não é mais necessário, e será necessário descer dele. Por vários motivos descemos. Pode ser que agora esteja perto do destin…
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... Em algum lugar do caminho, há alguém esperando, e o ônibus há de parar, apesar de alguns precisarem ir mais longe, chegará a hora em que aquele ônibus não é mais necessário, e será necessário descer dele. Por vários motivos descemos. Pode ser que agora esteja perto do destino e dê pra fazer o restante do percurso a pé; pode ser que a rota que ele faz não seja mais a desejada, e compense descer para fazer o trajeto à própria maneira; pode ser que o ônibus já tenha oferecido tudo o que tinha a oferecer, esteja velho, e agora, já seja possível pagar um táxi e desfrutar de seu conforto, afinal, o ônibus foi apenas um meio para chegar, mas apesar de estar nele, era por falta de opção, esperando por algo melhor.

O gerúndio Inevitavelmente eu ouço gerúndio, antigamente o confundia com Gerônimo, e pensava que gerúndio fosse nome de pessoa. Com o tempo, não gostei do Gerônimo, parecia boa pessoa, mas não desgrudava do gerúndio. Fiquei acesso aos dois. Ao gerúndio porque nunca terminava o q…
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O gerúndio Inevitavelmente eu ouço gerúndio, antigamente o confundia com Gerônimo, e pensava que gerúndio fosse nome de pessoa. Com o tempo, não gostei do Gerônimo, parecia boa pessoa, mas não desgrudava do gerúndio. Fiquei acesso aos dois. Ao gerúndio porque nunca terminava o que começava, e ao Gerônimo porque andava com o gerúndio em todas as suas respostas. A professora perguntou: - Posso apagar? O Gerônimo respondeu: - Estou começando! Estou copiando! Estou terminando. E assim ele ia, estava começando, estava quase terminando. Sempre estava falando. Quando saía, que era chamado, dizia que estava voltando. É pra variar, quando alguém ia falar dele, falava que estava incomodando. Todas as suas ações eram do momento, eu não lembro de um dia em que ele tenha usado um verbo no futuro do presente, ou então no pretérito perfeito. Tudo tinha o vício do gerúndio. Algumas horas na escola, e o que mais ele dizia era que estava esperando a hora de estar indo embora, porque após ter estado toda a tarde estudando, a noite ele estaria jogando futebol, e ele estava acreditando que seu time estaria ganhando o jogo, e ele estaria sendo o jogador que estaria fazendo os gols do time, e, caso fosse necessário, ele estaria indo para o gol, e estaria defendendo todas as bolas que os jogadores do time adversário estariam chutando àquele gol. Agora, acho que já gosto do gerúndio, embora não goste do Gerônimo. Foram três anos estudando juntos. Fizemos alguns trabalhos juntos, em dupla, fomos aprovados, mas tive problema com gerúndio por causa dele. Hoje estou pensando no que vou estar fazendo quando estiver ganhando dinheiro. Estive trabalhando, tentei estar ajuntando dinheiro, mas não consegui estar comprando a moto do jeito que eu estava querendo. Ainda estou esperando, no final do ano quero estar prestando vestibular, e assim vou estar entrando na faculdade. Depois vou estar formando, comprando, investindo, usufruindo, esnobando, andando, correndo, fazendo tantas coisas, inclusive, escrevendo. Só não quero estar reencontrando o Gerônimo, nunca gostei da forma dele de usar sempre os verbos na mesma forma de conjugação. Se eu o vir, vou estar atravessando a rua, e vou estar andando na outra calçada. Quando muito, vou estar dizendo um bom dia, boa tarde, ou boa noite. Mas nem vou estar apertando sua mão. Vou estar evitando.

Hoje estou pensando no que vou estar fazendo quando estiver ganhando dinheiro. Estive trabalhando, tentei estar ajuntando dinheiro, mas não consegui estar comprando a moto do jeito que eu estava querendo. Ainda estou esperando, no final do ano quero estar prestando vestibular, e…
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Hoje estou pensando no que vou estar fazendo quando estiver ganhando dinheiro. Estive trabalhando, tentei estar ajuntando dinheiro, mas não consegui estar comprando a moto do jeito que eu estava querendo. Ainda estou esperando, no final do ano quero estar prestando vestibular, e assim vou estar entrando na faculdade. Depois vou estar formando, comprando, investindo, usufruindo, esnobando, andando, correndo, fazendo tantas coisas, inclusive, escrevendo.

As cores de Helena Hoje recordo o ontem, um dia em que a princípio tudo era normal, tendencioso à mesmice, sem surpresas. Minha rotina estava toda escrita, e pelo que parecia, não havia nada no caminho capaz de transformar aquilo que era tão comum em algo estrondoso. Fui cortar…
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As cores de Helena Hoje recordo o ontem, um dia em que a princípio tudo era normal, tendencioso à mesmice, sem surpresas. Minha rotina estava toda escrita, e pelo que parecia, não havia nada no caminho capaz de transformar aquilo que era tão comum em algo estrondoso. Fui cortar o cabelo, algo normal de se fazer pelo menos uma vez ao mês. Enquanto esperava, conversava, mexia no telefone, apreciava a vista do chafariz, que por causa da luz solar e das flores à sua volta, parecia colorido. Sentia que as cores me atraíam mais do que o meu próprio aparelho telefônico. O lugar era simples, não era para chamar tanto assim a minha atenção, mas não conseguia olhar para outro lado, até meu telefone tornou-se desinteressante. Pedi licença aos que estavam por perto, levantei-me e fui andando em direção ao chafariz, ainda não o tinha visto brilhando, colorido daquele jeito. De um lado, uma criança andava de bicicleta, nada anormal nisso. Um outro menininho, estava sentado em um banquinho jogando pipoca, as que caíam no chão eram atrativos para os pombos, que se fartavam naquele lugar. O que ainda não entendia era o reflexo colorido, que me atraiu enquanto eu estava no salão, do outro lado da rua. Parei no meio da praça. Será que alguém achou estranho? Será que alguém percebeu que procurava por algo? Só queria entender, discernir aquelas cores, afinal, inicialmente pensei que faziam parte da paisagem fixa do lugar, ou que fosse reflexo da luz solar, mas ainda não havia descoberto, e isto tornara-se um segredo a ser desvendado. Circulei o chafariz, ainda seguindo as cores, que insistiam em me atrair. O reflexo desapareceu enquanto eu circulava, e à minha direita, um senhor, um velhinho pachorrento ostentava uma cesta colorida sobre o banquinho cinzento da praça. Admirei a sua solidão , e perguntei-me sobre o quê estaria ele fazendo naquele lugar, naquele dia, naquela hora. É interessante que perguntei a mim mesmo, não a ele. Um boné com o logotipo de algum posto de combustível, deixava a mostra um pouco de sua grisalhisse, a camisa xadrez, o suspensório, o chapéu, e um livrinho no colo; coisas características de alguém de sua idade, que não era, de acordo com meus conceitos, apropriada para sentar-se em um local daquele à espera de alguém, para um encontro romântico. Por ter minha curiosidade aguçando a cada observação, sem dizer palavra alguma, sentei-me ao seu lado, ousei sentar no mesmo banquinho; agora éramos três elementos ali: eu, o curioso; o velhinho, o pachorrento e a cesta, a colorida. -Você deve se perguntar sobre quem é a felizarda que receberá de presente a cesta.- Disse ele, olhando para o chafariz, e enquanto isso, seus olhos distantes, brilhavam. -É Helena, e ela não está mais aqui. Mas era aqui que vínhamos comemorar o aniversário dela, porque foi aqui que nos conhecemos, e ela gostava de dar pipoca aos pombos. Na cesta, não há flores, só pipoca, e eu as jogarei a eles, do mesmo jeito que Helena fazia, sem pressa, sem a mínima vontade de ir embora; comemorarei o aniversário dela, porque ela se foi, mas está aqui no clima, no ambiente que ela mesmo criou. Eu sei que os pombos sempre chegavam perto de mim por causa dela. Depois de ter dito isto, abriu a cesta e começou a jogar pipocas, e enquanto jogava, ia falando lentamente sobre a longevidade do relacionamento nascido há tanto tempo, e que, mesmo tendo Helena partido sem se despedir, o relacionamento não havia se consumado. Ele ainda fazia questão de agradá-la, indo aos lugares que ela gostava, e citando sempre seu nome, e me disse que a todos a quem contava a história, deixava claro sua vontade de reencontrá-la.

Em 1990, no começo do ano, minha primeira professora chegou com um Monza para a aula; dei-me ao luxo de ficar observando a então moderna antena que se recolheu quando ela desligou o carro. Era para sermos muito felizes, mas as reuniões já no começo do ano letivo, do mesmo jeito q…
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Em 1990, no começo do ano, minha primeira professora chegou com um Monza para a aula; dei-me ao luxo de ficar observando a então moderna antena que se recolheu quando ela desligou o carro. Era para sermos muito felizes, mas as reuniões já no começo do ano letivo, do mesmo jeito que acontecem hoje, fizeram com que ela deixasse a turma, que foi assumida pela professora Ester. A Ester não tinha o Monza encantador, mas foi a minha professora do restante do ano. Ela me presenteou com o livro "A loja da Dona Raposa". Já são quase 30 anos, e o livro está guardado, podendo ser guardado por outros 30. A dedicatória dela ainda está comigo: "só se aprende a ler, lendo; a escrever, escrevendo ; a amar, amando." Não a vi mais. Mas tenho a lembrança de alguém que marcou a minha vida. Toda vez que vejo um amigo professor desempenhando seu papel de forma amorosa, lembro-me dela. E sei que estamos em alguma memória por aí, assim como ela está.

Algumas palavras são mágicas e determinam a forma como nossos pedidos serão atendidos, se é que o serão: Por favor; desculpe; com licença. Geralmente há um palavra, também mágica, que deve ser utilizada, afinal, a vida dá muitas voltas:
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Algumas palavras são mágicas e determinam a forma como nossos pedidos serão atendidos, se é que o serão: Por favor; desculpe; com licença. Geralmente há um palavra, também mágica, que deve ser utilizada, afinal, a vida dá muitas voltas: Obrigado.

Coisa boa é termos as pessoas. Elas são, sim, insubstituíveis, afinal, as particularidades de um não se repetem em outro. Os assuntos, podem ser parecidos, mas a liberdade pra falar com alguns não se repete ao falar com outros. Rotineiramente eu percebo semelhança nas pessoas; ma…
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Coisa boa é termos as pessoas. Elas são, sim, insubstituíveis, afinal, as particularidades de um não se repetem em outro. Os assuntos, podem ser parecidos, mas a liberdade pra falar com alguns não se repete ao falar com outros. Rotineiramente eu percebo semelhança nas pessoas; mas vejo também que os lugares tem donos, e não há quem ocupe certos lugares.

Aí vem o Neymar, que é, indiscutivelmente um ótimo jogador, faz um gol, e eu sou obrigado a ouvir o Galvão dizer que a nação espera que ele, o Neymar resgate o orgulho do país. O orgulho só seria resgatado se as organizações governamentais deixassem o povo em paz, e parassem de t…
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Aí vem o Neymar, que é, indiscutivelmente um ótimo jogador, faz um gol, e eu sou obrigado a ouvir o Galvão dizer que a nação espera que ele, o Neymar resgate o orgulho do país. O orgulho só seria resgatado se as organizações governamentais deixassem o povo em paz, e parassem de tirar direitos e patrimônios adquiridos com tanto esforço.

Estação solidão O sol decidiu mudar Encontrei-o em minha rua
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Estação solidão O sol decidiu mudar Encontrei-o em minha rua No meu momento de sestear Não era encontro com a lua. Nas esquinas de asfalto quente Os apressados vão e vêm Emitem gestos inconscientes Não têm tempo para ninguém. A grande vontade de falar Sei que quero, mas não devo Ele insiste em ficar Nesse clima que é longevo. Esperava-se pela chuva Esperava-se pelo frio Pretendia usar as luvas Sonhava com o sombrio. Bom são as cortinas abertas Sempre se busca o claro O sol entrou pelas frestas O sombrio tornou-se raro. O que se espera é o fim A mudança da estação O que é que será de mim? Se vêm o frio e a solidão.

O preço Quanto vale? Um olhar só teu;
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O preço Quanto vale? Um olhar só teu; Quanto custa? Ter um beijo teu; O que faço? Por um sorriso teu. Venha hoje; E me abrace cedo; Venha a tarde; E leve o medo; Volte à noite; Guarde o meu segredo. Sobre ontem; Desconhecia a ti; Do amanhã; Sei que nada sei; Qual teu nome? É o meu presente. Eu te pago; Pelo riso; Tua boca; Meu desejo; Por ela eu pago; A moeda é beijo.