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Frases de Esdras Goulart Bueno

111 frases

⁠A utopia de amar Olhos nos olhos Na busca por intimidar
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⁠A utopia de amar Olhos nos olhos Na busca por intimidar Tentando descobrir os segredos Guardados em seu olhar. É como um jogo divertido Onde a meta vem da expectativa De ver no outro o impacto Causado por sua ação viva. Ação que induz a reação Dos corpos ali envolvidos Em cada gesto, suave ou intenso Criando fragmentos de momentos Jamais esquecidos. E nesta jogada então Vale este olhar penetrante Tão vivo, e ameaçador Fazendo da minha respiração mais ofegante. Mas logo em seguida Como um golpe certeiro e fatal Contemplo a suas mãos doce e macias Me acariciando de forma tal. Tal que causa inquietação Me subindo na alma o desejo O corpo já é refém do seu toque E minha boca em súplicas Implora o seu beijo. Parece mágica poderosa O contato dos teus lábios quentes E provocando meu juízo já atormentado Com pensamentos ardentes. Vejo e não acredito Que você está comigo Posso sentir o cheiro dos teus cabelos Posso encontrar em ti o meu abrigo. Peço meu amor que não tenha pena Ama-me sem pudor Faça com que a minha carência Se desfaleça de tanta dor. Mate-a com suas armas Amarre-me em seu coração E me leve nesta correnteza Que é a sua sedução. Ensine-me a dança do amor Nas profundezas de sua intensidade Despindo a tristeza da minha alma E mostrando a esta a felicidade. Aqueça-me em seu corpo E que nos entreguemos ao amor Onde as carícias, e a intimidade do toque Possa uma canção compor. Que vá além da conexão dos corpos Mas que atinja também O nosso interior Fazendo a alma revigorar E encontrar no afeto o calor. Dona, eu ainda espero Que um dia possa te encontrar Até lá sigo guardando sempre comigo Esta vontade que sinto de te amar.

⁠Sendo eu, me capturei! Certo dia, naturalmente reivindiquei o meu Ser. Porém, notei que era tarefa difícil. O Ser já tinha sido! Tentei correr atrás dele impedindo-o de escapar, muito tarde! Havia se transposto na lembrança. Pensei então:
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⁠Sendo eu, me capturei! Certo dia, naturalmente reivindiquei o meu Ser. Porém, notei que era tarefa difícil. O Ser já tinha sido! Tentei correr atrás dele impedindo-o de escapar, muito tarde! Havia se transposto na lembrança. Pensei então: - Fácil! Sondo-me as lembranças e recupero o que a pouco fugira! Localizei o fio do momento em minha mente, isolei a essência e finalmente senti o que era aquele Ser. Instantes mágicos de uma misteriosa incorporação dos sentidos, até que: -Cadê! Sumira em mim o fragmento daquela identidade existencial. Concentrei novamente: -Preciso lembrar do eu ter sido naquele instante... Silêncio, profunda frustração, perdi este momento do Ser, mas: -Ser não é ser? Sendo assim, não há como ter sido! Afirmei em tamanha perplexidade ao perceber a absurda simplicidade do paradoxo da existência. Ora, estou Sendo a todo instante, ininterruptamente. É a misteriosa continuidade da vida. Por isso, estranho tamanha normalidade desta finita, mas também eterna, vibração. Paro! Me observo, e tento me prender na tábua do tempo. Talvez faço isso, para compreender a totalidade de mim: -Funciona! Sou assim! Eu me lembro! Disse pra mim rindo, como quem desvendou o mistério, sim, tudo explicado ... me lembro do passado: -Espera! Ser só pode ter sido porque o capturei dentro de mim. Ilusão! Não há como prender a essência em uma lembrança, nesta só há um limitado rascunho da instância do tempo. Enquanto estou resgatando o que aconteceu, continuo a Ser simultaneamente, assim, de espontâneo! Posso tentar, estando eu Sendo, me copiar como um pintor que registra na tela um momento contemplado pelos seus olhos. Mas durante isso, estou perdendo a vista de mim no que estou a Ser. Ao que me parece, o passado é uma fantasiosa prisão criada para elucidar um esboço do que Fomos. E muitas das vezes este último se materializa como o que Somos! Penso que existir é como as águas dos rios, correm sem cessar e de forma única, não refazem o trajeto já feito... não! Não essas águas que foram. Sinto que precisamos de um certo controle sobre o Ser, por isso criamos o Sido. Curiosamente, desta maneira, trabalhamos com a morte, ao invés da continuidade. Porque o ter Sido soa como póstumo, ao invés da vivacidade do Ser. Podemos até pensar que fomos inteligentes ao criar engenhosa estrutura de retenção. E tudo bem se isso for verdade. Porém, Ser ao comparar-se com Sido, pode resultar em um sintoma, que talvez explique ao humano a sua crônica crise de identidade.

⁠Bolha de sabão Aquela grande e delicada bolha de sabão Sempre foi o brinquedo do vento
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⁠Bolha de sabão Aquela grande e delicada bolha de sabão Sempre foi o brinquedo do vento Para lá, e para cá ... De dentro me parecia estável Morada da fundação do eu. E foi então que como uma criança De olhos brilhantes e curiosos Tais estes, certa vez, denunciaram em um reflexo, a silhueta frágil do domo. Perco a fé na minha não resistência Realidade de repente me pesa Caí ... Gritos ... Gravidade carinhosa, mostrou: - Este é o verdadeiro chão! A queda .... ah que infernal presente foi para mim! Sentado, ergo a cabeça para cima Há muitas bolhas flutuando no ar Fecho os meus olhos, aflito: - Vai cair! - Não! Pensei, Talvez, só cai quem estranhe o nada, a transparência de não significar.

⁠Bandeira branca E a bandeira da paz? Não é branca?
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⁠Bandeira branca E a bandeira da paz? Não é branca? Parecia... Mas está tingida de vermelho E de tempos em tempos, Uma outra demão é espalhada. Ouvi dizer dos ignorantes Que a nova cor é revolucionária, Forte e de opinião! Mas ao vê-la sinto medo E tenho a impressão de ouvir dela, Vozes sofridas, já em rouquidão. Talvez, quem sabe um dia O vermelho entre no esquecimento? Apostando assim no diálogo Que há de devolver a bandeira O branco da paz, Símbolo do renascimento!

Modernidade uma novidade⁠ Mano tá ligado Nesta tal de inovação?
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Modernidade uma novidade⁠ Mano tá ligado Nesta tal de inovação? O trem não é brinquedo É uma revolução! Eu ia no mercado Era dinheiro ou cartão, Agora me disseram Posso pagar por aproximação! Quem diria que o dinheiro Fosse virtualizado, Hoje só com uma pulseira Comprei pão aqui no mercado! Não achava mais locadora Pra um filme assistir, Quando me falaram: - Netflix - Usa que você vai curtir! Cara, há uma semana usando Estou impressionado, Assisto muitos filmes E também seriado. Eu gosto de comédia ... Não sei como explicar, Parece que esta locadora Passou a me adivinhar! Outro dia, eu lendo um livro Para uma palavra indaguei, Antes precisava de um dicionário Agora já saquei! No meu smartphone É só perguntar, Que uma assistente sabida Começa a falar! Eu posso ouvir piadas Pedir uma música para ouvir, Usar a calculadora Dá pra se divertir! Uma vez entrei na loja E uma camisa fui comprar, Ao sair, vibrou o smartphone Perguntando: O que achou deste lugar? Estou fazendo exercício Descobri que era necessário, Segundo meu smartphone Tô muito sedentário! Além de contar meus passos Ele é muito camarada, Me informa quantos minutos Precisa ser minha caminhada! Se inglês antes eu não entendia Agora eu tenho opção, Com a câmera do celular sobre uma palavra Da tela salta como mágica, a tradução! Amigo estou maravilhado Com tanta modernidade, Que tô me perguntando: - Qual é a próxima novidade?

⁠Sintomas de uma reflexão Vejo A alegria reprimida
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⁠Sintomas de uma reflexão Vejo A alegria reprimida De uma criança sozinha Caminhando pela rua vazia. Vejo A alegria mascarada De jovens que furtam e corre Comemorando o feito em disparada. Vejo A infância já doente Que usa de um esforço muito grande Para uma criança inspirar. Vejo O Carpe Diem exaltado Pela geração jovem que insiste Fazer deste um conceito errado. Vejo A perspectiva da nação Mergulhada em ira, e desespero Regida pela ganância e a corrupção. Vejo Corações humanos sofrendo Que buscam conforto na fé Para então continuar vivendo. Vejo A fé sinônimo de esperança Sendo usada para arrancar Das pessoas a sua confiança. Vejo Deus cada vez mais presente Na boca de muitos especializados Cuja humildade já está ausente. Vejo O jogo que o homem a vida impôs Mas não quero acreditar! Pois neste o vencedor É aquele cujo a humanidade, Está disposto a matar!

⁠Precioso tempo Ao nascer o tempo dispara, E desde então começa a contar
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⁠Precioso tempo Ao nascer o tempo dispara, E desde então começa a contar As minúcias, e cada detalhe Da vida que começa a passar. É silencioso, e sorrateiro Invisível como o ar, Não se sabe ao certo onde Em que ele possa estar. O que se sabe, realmente É que ele existe, e é pulsante Segue sempre para a frente, Atrás não volta nem um instante. Então, criamos uma forma De o tempo controlar, Nomeamos cada "fatia", Que ele segue sempre a marcar. Segundo, minuto, hora, Década, ano, mês, Grandezas que se comportam De forma única, e por vez. Com base nelas, então Foi projetado um invento O fabuloso relógio, Que representa o tempo. E desde então foi possível, De a vida administrar E a porção de momentos, Ser possível fracionar. E bem rápido descobriram, Que com o tempo, podia se lucrar E a frase "Tempo é dinheiro", Veio bem a calhar. E assim, é o hoje no mundo Onde toda a civilização, Emprega o precioso tempo Em prol de sua ascensão. Ascensão, da riqueza Do prestígio, e do poder Onde vale cada segundo Para poder sempre crescer. O caminho é muito distante, E pode até demorar, Com perseverança, e muito estudo É possível á ele chegar. Portanto, assim escolha E com bastante atenção, O tempo é uma riqueza incerta Onde o lucro é a sua percepção.

⁠Que te incomoda Que te incomoda por dentro? Ó Ser de inquietude total,
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⁠Que te incomoda Que te incomoda por dentro? Ó Ser de inquietude total, Não sabes quando o limite lhe convém Mas teme em cruzar um dia, com o tal. Dormindo, sonhou que voava Fragmentos remonta a uma realidade, Por uns instantes Até sentiu o frio na barriga! Acorda rindo ... Não era verdade. Acordado, idealiza o mundo Mesmo sem saber, A dimensão deste separar. E percebe que de um, vira dois! Na incongruência do seu Ambos começam a se chocar. Buscando sempre um sentido ... Talvez não é pra ter explicação. E sim saber conduzir A extraordinária energia, Que flui neste Ser, em uma constante pulsão.

⁠Ordem do caos Dispersão de todas as coisas É um tormento mental,
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⁠Ordem do caos Dispersão de todas as coisas É um tormento mental, Onde só o remédio da ordem Pode trazer um alívio real. E quem argumenta convencido Que não liga para organização, Na verdade já a fez no inconsciente Ao expor sua opinião. Saudemos então o caos Nossa fonte de inspiração, É ele que permite criar Estruturas de ordem na razão. Inúmeras estradas de informações Ligadas ao um emaranhado de cruzamentos, Usando de estratégia para seguir o percurso Encontra-se ao final: conhecimentos!

⁠O menino que sonhava acordado Eu conheci um menino, Alegre e de bom coração
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⁠O menino que sonhava acordado Eu conheci um menino, Alegre e de bom coração Que gostava de viver em um mundo, Fruto da sua imaginação. No seu mundo, ele moldava Usando a sua percepção, Fragmentos da realidade Segundo a sua própria interpretação. Poderia ficar dias, Neste universo a admirar Só bastava imergir, E nas águas dos sonhos mergulhar. Isto não lhe custava nada Dinheiro não era o investimento, O valor mesmo imposto Era apenas o momento. O momento que apesar de regido E pelo tempo controlado, Era para este menino Como se tudo tivesse parado. Tudo menos a sua mente, Que trabalhava a todo o instante Tingindo de infinitas dimensões, A ilusão desta viagem alucinante! Todavia, ele sabia Sabiamente separar, O seu mundo imaginário Da sua vida que estava a trilhar. E mesmo assim não se importava, Que o que construiu não existia Afinal era este detalhe, Que tanto o alegrava e o envolvia. Ah como era bom a liberdade Com que o seu mundo criava, Era como um talentoso pintor Que sobre uma tela, a tinta deslizava. E depois de pronto a pintura Vale a pena olhar, As minúcias desta tela Que tantos detalhes tem, para contemplar. Mas se tem um defeito, Nesta tela pintada O que poderá ser feito, Para arrumar esta empreitada? É daí que vem a magia Deste menino a imaginar, No mundo da imaginação Tudo pode se alterar. Não há limite, e nem obstáculos Nos sonhos construídos, Pois tudo que o compõe Foi por ele definido. E assim se passou muitos anos, Com este tesouro escondido Vivo na mente e no coração, Deste garoto querido. Mas com o avançar do tempo, Chegou a maturidade, Que descobriu o tesouro E entendeu a sua finalidade. E depois disso tratou De acabar com a tal riqueza, Escondendo o, em um vazio Trazendo ao menino, a tristeza. Desde então este pequeno, Passou a se acostumar Ser pobre de fantasia, E não conseguir mais sonhar. Porém, certo dia Já estando adulto então, Sentiu na alma algo diferente Uma espécie de emoção. Pois esteve a lembrar, Dos bons tempos que passou Ao lado do seu tesouro, O mundo que quando criança sonhou. Ele não tem um mapa, Para esta riqueza reencontrar Apenas guardou as recordações, Dos momentos que esteve a viajar. Assim conseguiu entender, Que não importa o tempo que passar O que é bom permanece guardado, E em nós sempre vai estar. E para que nunca se perca Esta lembrança a embalar, O menino teceu nestas entrelinhas Esta essência a se eternizar.

⁠Dormência existencial O corpo nega E à alma sobrecarrega,
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⁠Dormência existencial O corpo nega E à alma sobrecarrega, A indiferença da percepção: realidade sombria e fria, Que torna gelo o coração! Mas é como em uma anestesia, A carne sendo poupada da extrema dor. Pena que para a alma não existe dormência! E mais cedo ou mais tarde, o corpo acorda, Assim esta trata de seu sofrimento, à ele então impor!

⁠A consciência do saber E a cada dia uma nova descoberta Seguida de uma invenção,
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⁠A consciência do saber E a cada dia uma nova descoberta Seguida de uma invenção, A justificativa? É em nome do progresso Levando a sociedade humana, à evolução. O saber é sublime Um fruto do conhecimento, Mas também se torna fel Quando a curiosidade, Não busca o discernimento. Uma coisa é agir Em prol de uma solução, Para o bem estar coletivo Zelando assim pela proteção. Agora, outra é usar Do capricho da ignorância, E buscar no berço da ciência Propósitos sombrios em abundância. Nesta vida há um limite pra tudo Mas sendo infinito o conhecimento, É necessário assim aplicá-lo De maneira equilibrada, Medindo-o a todo momento. Se fosse então perguntado Qual o limite para o saber? Este parte do princípio De ao próximo, O mal nunca arremeter! Pois é sempre bom lembrar Que o conhecimento é como a eternidade, Onde cabe a nós compreender Que não há como obtê-lo tudo, Se tempo nos falta, quanto mais a humildade!

⁠Em uma só voz Em uma só voz todos clamam, alguns reclamam, outros se calam. Em todas as vozes, é difícil decidir, quem e quantos ouvir para então a igualdade lançar. Faz se então estratégia de amostragem, doutrinam que segmentar em grupo é vantagem, uma representação de opinião…
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⁠Em uma só voz Em uma só voz todos clamam, alguns reclamam, outros se calam. Em todas as vozes, é difícil decidir, quem e quantos ouvir para então a igualdade lançar. Faz se então estratégia de amostragem, doutrinam que segmentar em grupo é vantagem, uma representação de opinião. Mas para funcionar tal técnica é preciso, fazer de muitos somente alguns juízos, com alguém que tenha persuasão. Pois parecendo justo para o senso comum, para quê refletir que de um todo para um, haverá na individualidade, total insatisfação?

⁠Uma espécie diferente Pobre ser humano Arrogante e prepotente,
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⁠Uma espécie diferente Pobre ser humano Arrogante e prepotente, Se auto nomeia Uma espécie diferente. Espécie esta, vista Superior às demais, Dotada de inteligência Os tais seres "racionais". Não há outro ser vivo Á altura, suficiente, Que seja evoluído Mais que o bicho "gente". Este último é mais esperto E tem muitas habilidades, Mudando o mundo Com as suas criatividades. Possuem um grande tesouro O domínio do conhecimento, E por meio deste desenvolvem Os mais fascinantes inventos. Mas eis que infelizmente Por se acharem soberanos, Distorceram o sentido natural De serem "humanos". E consequências surgiram Em um rastro de destruição, Levando este animal A sua própria perdição. Se antes havia sentimentos Como a caridade e compaixão, Agora só há um abismo Em seu rígido coração. O cultivo da paz já cessou É de ignorância e ódio, a plantação, Dane-­se o amor! Dane­-se a emoção! Mas tudo isso se deve Ao sempre querer ter, A sede insaciável Pelo disputado poder. E se entre o homem e o animal Ser racional é o que compensa, Diante das atitudes do tal Qual é mesmo a diferença?

⁠O combate interior Luto todos os dias Em uma batalha sem fim,
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⁠O combate interior Luto todos os dias Em uma batalha sem fim, Combatendo contra ele: O monstro que habita em mim! Escuto o gritar sombrio Por que do chão tremer assim? Mas é só o caminhar dele: O monstro que habita em mim! Coração já disparou A alma declarou falência, Da mente está sendo sucumbido O que um dia foi a consciência. O céu se tornou negro Sem estrelas pra brilhar, Há um cheiro de morte Que no ar está a planar. O monstro de repente para! Vem o silêncio atormentador, O som era a única forma De fugir deste opressor. E como em um jogo de apostas Decide-se onde pisar, Com cuidado e com cautela Para o monstro não escutar! Por um tempo nada acontece Parece tudo normal, A fera então adormece Cessando assim o mal. Então tudo fica bem Parecendo que vai terminar assim, Mas tudo recomeça... E ele acorda de novo: O monstro que habita em mim!

⁠Antagonistas Tantas vozes, muitos rumores. Línguas dançando em um ritmo descompassado. Era tanta opinião marcante, que tornava difícil entender a cadência da universalidade do som. E depois de tudo dito, ainda faltou compreensão! Atônito, senti o peso do silêncio em meus lábio…
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⁠Antagonistas Tantas vozes, muitos rumores. Línguas dançando em um ritmo descompassado. Era tanta opinião marcante, que tornava difícil entender a cadência da universalidade do som. E depois de tudo dito, ainda faltou compreensão! Atônito, senti o peso do silêncio em meus lábios cerrados, enquanto parecia escutar o eco de palavras no ar. Infelizmente, os dois antagonistas por exercerem tamanha força, acabaram por se anularem entre si. Impensável casamento prematuro e trágico, nem pra deixar de lembrança um sentido ...

⁠Quem construiu o muro De um lado gritam Do outro também,
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⁠Quem construiu o muro De um lado gritam Do outro também, Entre eles um muro... Nada mais além! Uns esbravejam dali Alguns acusam de lá, E os dedos esticados a frente Entre ambos os lados estavam a apontar. Porém era só o muro que via Somente este que ouvia, E até de vez em quando sentia Punhos cerrados, a lhe lançar! Ânimos ficaram exaltados Por tanto tempo, e então, Certo dia o que no meio havia Ruiu e se despedaçou no chão. Os dois lados finalmente se encontram Se entreolham, e iniciam um enfrentamento, Começam a correr em um ar de guerra Mas algo acontece neste momento... Tropeços e mais tropeços nos tijolos Alguém olha para o chão, Assustado, vê espalhado que: O muro não era qualquer construção! Todos cessam a briga e percebem Os tijolos eram parte deles também! Alguém que resolveu não participar da escolha E excluído virou um ninguém! - Por isso que o muro era tão alto? A maioria não queria confusão Afinal escolher um lado, Implica do outro, explícita exclusão! E a medida que a intolerância avançou Os opostos trataram de se separarem, A extrema direita se formou, A esquerda, longe trataram de se posicionarem. Porém, ficaram ao meio Aqueles que não tinham objeção, E estranharam o sentido de: como um todo Possa se repartir e ainda assim ser São? E estando estes unidos Decidiram dos outros cuidarem: Unindo se em uma estrutura sólida Impedindo os dois lados de se machucarem. Foram sábios guerreiros E o silêncio decidiram usar Arma contra a ausência de compreensão: Qual o motivo de se guerrear? Mas quando os divididos perceberam Já era tarde demais, O muro imóvel que de certa forma lutava Agora se espalhou junto aos tais! Se soa como ironia Pode acreditar que não é só impressão, Eles se perguntaram e não souberam responder: - Este muro, quem fez a construção!?

⁠A virtude da convergência Estaríamos nós Em uma polêmica convergência?
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⁠A virtude da convergência Estaríamos nós Em uma polêmica convergência? Onde a virtude saltou da filosofia Se tornando assim resistência? O combate é contra a realidade Que, dura, sempre foi em sua feição, Nua e desprovida de camadas Para cobrir, indesejável imperfeição. Mas então viu se, de que adianta guerrear? Entre duas forças com grande potencial? Façamos a escolha de uma, para a outra sobrepor Que maravilhoso mundo virtual!

⁠O abismo entre a sabedoria e a compreensão Tentam entender muita coisa E pela experimentação,
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⁠O abismo entre a sabedoria e a compreensão Tentam entender muita coisa E pela experimentação, Ditam como verdade absoluta E a esta não abrem mão. Ora, quanta ironia Tudo que então fora criado, Surgiu do conceito filosófico Que por alguém, pensativo, Em sua mente encontrou Um esboço de um significado. É claro que existe o saber primitivo Parte do instinto natural de um ser, Que orienta este em sua sobrevivência Fazendo-o de fato, viver. Mas então, sendo o intelecto Da raça humana, um diferencial Causa nesta, uma inquietação De perguntar para si mesma Quem sou eu afinal? E eis que nesta indagação O ser humano evoluiu, Conquistando o conhecimento Onde por ele também Muita coisa construiu. Porém, antes, os homens Buscavam o sábio saber Mantendo sempre o limite O necessário para sobreviver. Agora tenho a impressão Que a linha antes demarcada, Foi pela humanidade astuta Rapidamente ultrapassada. E cada vez é possível Sem muito esforço encontrar Tentativas intensas de compreender O que para além do limite humano Este está a se questionar. Torna-se então uma tormenta Uma sede por respostas explicativas, E surge a ciência, senhora da sabedoria Para levar ao mundo, esperanças assertivas. Logo, o conhecimento Outrora, visto como uma necessidade, Se torna também um capricho Para o humano que busca Entender sua identidade. Assim, nesta ganância De compreender e buscar, Os rebeldes dos animais Começam suas próprias opiniões formar. De experimentos, a ferramentas E aparatos de medições, Tentam se, afirmar nestes O resultado de suas indagações! O interessante de tudo isso São que as respostas encontradas, Se tornam sedimentos De montanhas de conhecimentos formadas. A partir de então, o saber segue Baseado nas percepções, Dos últimos sábios crentes Da certeza de suas conclusões. Assim, sinto de nós pena Nesta luta de se encontrar, Onde acabamos cada vez mais Em mar de dúvidas afogar. Tranquilo, estão os outros animais Quem passam a vida, tentando sobreviver, O objetivo mais inteligente Que mesmo sendo irracionais Estes conseguem compreender. Se há motivo para a exaltação Por sermos os únicos animais pensantes, Tal característica só reforça para nós O quanto somos ignorantes! Pois não importa quanto tempo A raça humana irá durar, Se esta não tiver humildade Para um fato poder aceitar. O conhecimento é apenas um alívio Da ferida de dúvidas que nos cercam, Sendo um bálsamo que tira a dor Da incerteza infinita que nos afetam. E quanto mais pensarmos Que tudo já entendemos, Mais estaremos longe Do que realmente sabemos. Assim, bom seria Se todos pudessem enxergar, Que o problema de nossa raça Frente a todos os outros animais É a capacidade de poder pensar.

⁠Enxergando por outros olhos Há quem diga que viver Está no lema "aproveitar"
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⁠Enxergando por outros olhos Há quem diga que viver Está no lema "aproveitar" Mergulhando no oceano, De infinitas possibilidades Que o mundo pode lhe dar. Uns escolhem o "carpe diem" Mas com uma tamanha intensidade! Onde se houver um amanhã, Destes, o que sobraram de verdade? E se antes era uns De uns, se multiplicaram, Parece que o amor a vida Dentro de poucos, restaram! Se já não tendo amor Fazendo do coração um frio, Nasceu aí o orgulho Que se estendeu neste espaço vazio. Ah! fraqueza tão relutada! Em não, jamais! Aparecer! Que força o homem a se apegar No lado físico de ser. Feito couraça de ferro A carne é de fato torturada, Servindo de amortecimento Para o que a alma não está preparada! Estado vegetativo Torna-se o corpo então, Dependente de olhares alheios Que a ele provoca uma reação! Talvez zumbis nos tornamos Mas não pela a feição, E sim pela frieza do espírito Que parece vagar sem direção! Razão é dita fundamental! Nestes dias recentes, Será ela o vírus perigoso Que nos tornam cada vez mais dormentes? Porém, um dia a coisa Começará a se descontrolar, O corpo recorrerá a razão Que a este falhará em salvar! É aí que vem o momento De refletir e entender, O nosso interior precisa estar "em forma" Para não padecer! Ainda assim terá aqueles Que para um entendimento, falta paciência, E talvez indagam uma angústia interior Calma! É só a alma declarando sua falência!

⁠O julgamento E aconteceu que houve um julgamento inédito, lá na terra dos sentimentos. O juiz era o Equilíbrio, muito conhecido em sua região. Então, logo trouxeram os réus: a Raiva, a Tristeza, o Medo, a Inveja e a Ignorância. Todos eles eram acusados de cometer crimes graves,…
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⁠O julgamento E aconteceu que houve um julgamento inédito, lá na terra dos sentimentos. O juiz era o Equilíbrio, muito conhecido em sua região. Então, logo trouxeram os réus: a Raiva, a Tristeza, o Medo, a Inveja e a Ignorância. Todos eles eram acusados de cometer crimes graves, ao influenciar o comportamento dos seres humanos. Ao iniciar o interrogatório, a Raiva foi a primeira a ser interrogada. Em sua defesa ela relatou: - Eu não sei bem o que acontece, só sinto que estou dormindo e, de repente, passa dentro de mim uma onda de energia que de tão grande, queima por dentro. Neste momento, como forma de amenizar a dor, grito bem alto e o resto vocês já sabem! Seguida da Raiva, a próxima foi a Tristeza: - Olha, o que eu sinto é um vazio profundo, onde sou acometida de uma fraqueza intensa. Quando estou assim, para amenizar a angústia eu grito com toda a força, o resto vocês já sabem! Após terminar, a Tristeza sentou no banco, e veio então o Medo. Ele assim confessa: - Tenho um problema que não consigo resolver comigo mesmo. A fobia do futuro! Só a ideia de pensar nele me causa um desespero tamanho, que me faz ficar inquieto, então para amenizar esta loucura, eu grito incessantemente, o resto vocês já sabem! Depois da confissão do Medo, vem a Inveja que depois de muito relutar, se dispõe a falar: - Meus caros, parece até uma ironia dizer isso, mas eu sinto tanto medo ultimamente! Medo de ser esquecida, e nunca mais lembrada! Assim, para amenizar isto, sou tomada por uma onda de choro, a fim de despertar a atenção de alguém que se importa comigo, o resto vocês já sabem! Acabando o depoimento da Inveja, vem o último sentimento, a Ignorância, que então diz: - Todos me veem como algo ruim, mas isto é injusto ao meu ver. Tudo que prezo é pela minha essência natural! Então como forma de me proteger de qualquer tentativa de mudança, eu me isolo em um canto escuro, vendo os meus olhos e tapo meus ouvidos! O resto, todos vocês já sabem! Tendo todos os réus falado perante o juiz, este ouviu atentamente cada um, em silêncio. Em seguida, segurando uma caneta, se pôs a rabiscar no papel que estava em sua mesa. Assim ficou alguns minutos, enquanto os sentimentos, ansiosos e com um certo temor, se entreolhavam buscando entre eles um conforto. Foi então que o Equilíbrio resolve levantar da cadeira, olha a todos no tribunal, respira fundo e começa a discursar: - Senhores sentimentos, depois de ouvir a defesa de cada um de vocês e, com base na denúncia feita pelo mundo dos humanos, eu os declaro absolvido! Percebe o espanto daquela sala cheia, pigarreia rapidamente e continua: - Os seres humanos são criaturas incríveis dotadas de uma inteligência notável! Desta forma, há uma razão para que estes réus não sejam culpados: eles são meros artefatos criados pelos homens! - Se me perguntarem de quem é a culpa eu digo, de nenhum dos dois lados! A culpa é de um terceiro fator chamado de "Extremo"! - Cada sentimento aqui hoje indiciado, se manifesta na essência das pessoas por meio da energia canalizada por estas mesmas, que de acordo com o momento de suas vidas podem ser extremas! - Ora, a Raiva na dose certa, pode ser uma aliada para se conquistar a coragem e a força. A Tristeza, na medida certa pode instaurar um momento de reflexão com um foco mais espiritual. O Medo em quantidade certa, pode despertar a atenção e resgatar um cuidado, outrora precário e imaturo. A Inveja? Em uma porção equilibrada ela pode incentivar uma admiração, seguida de um espelho para a motivação em não ficar inerte. E a Ignorância ... em um limiar certo, tem o poder de poupar situações desagradáveis onde possa futuramente, levar ao Arrependimento! O juiz faz uma pausa, e conclui, olhando para os Sentimentos: - Mesmo eu absolvendo vocês hoje, não significa que não voltarão a este tribunal! Infelizmente, é preciso tempo para que os humanos entendam o que acabei de explicar aqui. E enquanto não chega o entendimento, inúmeras queixas continuarão a chegar aqui, contra vocês e outros tantos sentimentos! - Mas lembrem-se que apesar de estas queixas não diminuírem, elas mudam de emissor. Os mais experientes, com o passar dos anos, compreendem a realidade e chegam até mim. Pois acusá-los é a única chance deles, de alcançarem a liberdade do Equilíbrio! - Declaro encerrada esta sessão!

⁠O repeteco canção do infinito Mas são tantas respostas respaldadas sobre colunas de perguntas, que sou levado a questionar: - Quando fica pronto esta construção?!
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⁠O repeteco canção do infinito Mas são tantas respostas respaldadas sobre colunas de perguntas, que sou levado a questionar: - Quando fica pronto esta construção?! Novamente a estrutura sofre um abalo, e se desmorona. O peso do desconhecido é proporcional a inquietação da dúvida. E não há problema nenhum em reconstruir os pilares do zero, afinal temos tempo pra isso. Só reparei que o infinito, de longe ri desta triste ilusão, e talvez ele pense: - Caros, só mais alguns ciclos de cargas na bateria do tempo, e que no fim, o número de tentativas sejam para vocês como uma consolação!

⁠A oportunidade do manifesto Vem a juventude - O corpo é forte!
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⁠A oportunidade do manifesto Vem a juventude - O corpo é forte! A mente procura se manifestar. Passa os anos ... Chega a velhice - O corpo é cadeia! A mente procura se libertar. Digamos que fosse perguntado: - De que jeito, com esta realidade lidar? A lembrança de muitos feitos, Ou sonhos, que um dia a vontade quis realizar. Ambos vão causar dor ... Mas há um discernimento: Lembranças podem trazer, O sentimento de realização O sonho, o de arrependimento.

⁠Por entre as linhas de uma opinião Estão lá agora, os engravatados estudados no poder, pregando aquela velha história, a política democrática. Defendem com unhas e dentes, os seus discursos hipócritas, repletos de palavras esculpidas em luxos de conceitos e significados, fazend…
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⁠Por entre as linhas de uma opinião Estão lá agora, os engravatados estudados no poder, pregando aquela velha história, a política democrática. Defendem com unhas e dentes, os seus discursos hipócritas, repletos de palavras esculpidas em luxos de conceitos e significados, fazendo ficar boquiabertos a maioria dos pobres de entendimento, e quanto aos esclarecidos? Levam ao tédio profundo. É como um disco de vinil arranhado em uma vitrola antiga, sempre repetindo os fragmentos já até decorados pelas paredes pálidas. Pois se tem uma coisa que os poderosos da nação sabem fazer, é falarem bem, argumentarem e distorcerem as suas próprias consequências, que vão para estes como setas lançadas em uma perfeita pontaria planejada, mas que cujo trajeto de impacto se desfalece nas cortinas dos ventos da mentira, e da desculpa. E então a verdade vem, se arrastando por entre as negações das línguas ásperas dos lobos, que cuja aparência é semelhante a um cordeiro. De repente, tudo parece ficar mais esclarecido, e o caos se revela como um gigante escondido, nas entranhas das promessas ilusórias, onde estas, mesmo perdendo o seu poder, ainda é usada como ferramenta de defensão pelos covardes sanguessugas. Vaso ruim não quebra! E agora vejo o porquê, eles conseguiram a honraria do significado de tal frase merecer! Mas que possa ficar esclarecido uma reflexão intrigante: o bem feito ao próximo, ajuda a elevar e evoluir a alma humana, sempre de maneira constante. Agora! Se é o mal escolhido, para no coração morar, ao indivíduo com o tempo, este irá pesar! E o duro vaso negro, de uma vez não irá se quebrar, pois toda a maldade lançada por este, no seu interior está a morar! E ela é como uma cola, a tudo em volta vai envolver, levando o vaso a se sufocar, até a agonia e o desespero subitamente o acometer! E o fim é doloroso! O vaso parece não aguentar, e então olhando por fora, vejo-o rapidamente trincar! E cada trinca se comporta como uma dilaceração, se transformando em artérias dilatadas, já sem esperança de recuperação. De repente algo diferente, acontece em um tom de ironia, a maldade pegajosa ri com toda a força e euforia! Ela passa a segurar a explosão, que cuja as trincas do vaso, estão prestes a neste causar, puxando-as para dentro, tornando a parte externa a novamente se juntar. Uma verdadeira canção bizarra é possível daqui ouvir, o vaso tentando em vão e a todo custo, de si mesmo fugir! E a cola má, cuja essência, um dia foi do vaso um companheiro, a este atormenta cantando, E O FEITIÇO VIROU CONTRA O FEITICEIRO!