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Frases de Esdras Goulart Bueno

111 frases

⁠O sorriso falsário Tememos a nós: o mal Pregamos a todos: união
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⁠O sorriso falsário Tememos a nós: o mal Pregamos a todos: união Ao próximo? Espraguejamos! Palavras de trevas e escuridão. Das crianças: são requeridas o respeito Educação, compostura, Mas se é o próximo: um adulto? O tratamento é fel e sem doçura. Aos velhos: é idealizado Experiência e sabedoria, Mas a juventude: não os tolera! Jogam nestes, baldes de água fria. Pela nação somos fiéis Com a bandeira nas mãos: o hino cantamos! Mas se algo de grave acontece? Sem piedade e patriotismo, à condenamos. Sobre tudo temos razão E a culpa? Nunca para nós sorriu! Altivo é o nosso orgulho, Resta saber... Qual dos dois fingiu?!

⁠É só um Quando pensar que é só um Veja as formigas se ajuntarem
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⁠É só um Quando pensar que é só um Veja as formigas se ajuntarem Elas carregam pedaços, De um cadáver de outro inseto Para só então no formigueiro, Distribuírem e se alimentarem. Quando pensar que for só um Repare uma casa sendo edificada São necessárias muitas pessoas Para ela ser então finalizada. Quando pensar que é só um Respire e reflita um momento, O conjunto de órgãos trabalhando Dentro de ti a todo instante Onde juntos permitem a você Desfrutar deste pensamento. Quando pensar que for só um Perceba que exatamente esta unicidade É um imenso conjunto agrupado Para amenizar o desafio, De entender o todo desta realidade.

⁠O barquinho Vem a maré ... Dia após dia,
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⁠O barquinho Vem a maré ... Dia após dia, E o barquinho se deixando levar. Ele não escolhe o caminho Deixa a gosto do vento, Que a este passa a guiar. Certo dia um outro barquinho Onde alguém remando forte, Por aquele passou sem parar. Foi então que este animou Logo os remos em sua mão firmou, E atrás do outro se pôs a remar!

⁠Suposta culpa Coração! Falta lhe discernimento para escolher
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⁠Suposta culpa Coração! Falta lhe discernimento para escolher Para qual sentimento abrirá a porta Sem que este seja o vilão Que ao final te fará sofrer. Coração! Não se engane mais Embebedar-se nas paixões Só aumentará elas: as emoções Entorpecentes intensos e fatais. Coração! Pobre coração! Conspiraram contra ti há muito tempo Pela força do seu grande talento Em ser senhor da pulsação. Talvez intuíram: se pode o sangue bombear, Fazendo a vida se revigorar Por quê não ser os batimentos Uma maneira também de afirmar? Coração! Quem será ter sido o vilão? A pista? Ele se tornou notório Pois cheio da razão Olhou para baixo e pensou: Meu perfeito bode expiatório!

⁠Ciclo exaurido Corra enquanto há tempo Aprecie a vista,
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⁠Ciclo exaurido Corra enquanto há tempo Aprecie a vista, Aproveite o momento! Empenhe as forças da juventude Sinta o vigor dos pulmões, E tome sempre atitude! Pois o que sobra é a sede De seguir o fluxo da existência, Que consuma a vida em uma rede. E o que falta é a compreensão De ponderar no final, Do tempo foi muito pouca a porção! Mas a alma brada: sou imortal!

⁠Além de nós Falavam desde muito tempo Que é complicado o coração
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⁠Além de nós Falavam desde muito tempo Que é complicado o coração Às vezes forte! Outra hora, fraco Oscilando sempre a sua pulsação. Pois na verdade a carne é fraca Sempre correndo o risco de perecer De fome, frio, e enfermidade Até a vida, mais cor não ter. E nem por isso é que então Não vale o tempo aproveitar Além da carne, somos alma Dispostas ao amor compartilhar. Imagino que esta seja Um ser muito especial Verdadeira criação de Deus O nosso lado espiritual. Porém, de alguma forma Ao nosso corpo, conectada está Recebendo assim tudo O que por nós venha a passar. Talvez seja então por isso Que quando há um forte sentimento É só apenas a alma Tentando obter o seu alimento. Alimento, que é a vivência A forma de nós agirmos, Então aí devemos ter cuidado. Para a alma não afligirmos O desafio fica então De nosso corpo controlar, Cultivando o bem E o amor sempre plantar. Pois no final o que resta É apenas o escurecer Assim, desprendendo-se da carne Lá vai a alma eternamente viver!

⁠A inspiração de um universo de sentimentos O menino que esperou bastante E até chegou a se lamentar:
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⁠A inspiração de um universo de sentimentos O menino que esperou bastante E até chegou a se lamentar: Será que um dia terei Alguém, que possa finalmente Meu coração acalmar? Alguém que perceba em mim As inquietações da alma, E que quando ao me olhar A esta então acalma. Alguém, que ao meu corpo liberte Surpreendendo me com a sua mão, Fazendo com que o meu coração esquente Ao aumentar a sua pulsação. Alguém, que esteja presente Mesmo quando a distância é real, E cuja imagem, presa em minha mente Faz da saudade, um sentimento banal. Alguém, que faça renascer A vontade em mim de viver Tecendo sonhos, e objetivos, Para que as boas realizações Em um futuro possa colher. Alguém, que me leve a indagar Durante um abraço apertado, Por quê é que demorei tanto Para então ter te encontrado? Alguém, que mesmo sem auréola Me faça sempre duvidar E agradecendo a Deus pelo presente, Um anjo que em minha vida Veio a pairar. Alguém, que já não é imaginação Existe, e a mim se revelou, É melhor do que qualquer criação Que minha mente elaborou. Encontrei a minha Dona! Assim posso falar, Não há nada melhor na vida Dê ao amor aproximar. Ele é acolhedor E te faz compreender, Que o sentido de sua existência É cultivá-lo com prazer. Então, a partir de agora Vou assim sempre praticar O plantio deste sentimento, Que em meu coração Nunca deixarei faltar. A plantação será extensa E devido a superprodução, Não caberá tudo em minha alma Mas já encontrei uma solução. Compartilharei com minha Dona O lucro desta boa produtividade, O meu amor puro, e saudável Regado com ternura, carinho e reciprocidade. Caberá então a ela Deste resultado decidir, Aceitar a minha proposta E do meu amor usufruir. E tomara, que assim gostando Deste produto de valor, Ela possa também cultivá-lo Em sua lavoura do amor. Quem sabe um dia desses Posso me surpreender, E então da minha Dona O seu amor receber? Este poema pode parecer uma história Ou uma fonte de inspiração, Mas saiba leitor, que em sua essência Está intrínseca do autor, A emoção! E para terminar estes versos Peço desculpas, Por levar as estrofes a exaustão, Nelas deixei apenas uma ínfima parte Do desabafo deste autor, em sua criação!

⁠Despretensioso ouroborus Olhando para o céu Desejei ser passarinho
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⁠Despretensioso ouroborus Olhando para o céu Desejei ser passarinho Livre, leve a planar Dançando no ar, o seu caminho. Agora que sou: Desejei ser o vento Para a força dele sentir Incrível é como ele me sustenta Se é assim no agora, imagina no porvir? Agora que sou: Desejei ser o céu azul Pomposo em toda a sua imensidão Vagando por ele logo penso: Se fosse eu, quantas cores não existirão? Agora que sou: Desejei ser o sol Poderoso e brilhante desde o amanhecer Se como céu já contemplo, uma visão de tudo na terra O espaço será lugar, muito melhor para ver. Agora que sou: Por um tempo fiquei admirado Mas depois o tédio me tomou Mesmo no privilégio do poder A solidão me abraçou. Distante da terra Me sinto tão sozinho Olhando-a falei: Desejei ser eu, agora, quando desejava ser um passarinho!

⁠Gratidão a minha mãe Em um lugar quentinho Ouvia o seu falar
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⁠Gratidão a minha mãe Em um lugar quentinho Ouvia o seu falar Desde palavras carinhosas Até uma bela canção de ninar. E mesmo não te vendo O meu amor por você surgiu, Lembra dos movimentos Em sua barriga? Pois é, foi eu respondendo Ao que você me pediu! Entendi que o pedido Era uma forma de cuidado, Assim, desde então fiz o possível Para mostrar que estava sempre ao seu lado! Aconteceu logo então Um momento por mim tão esperado, Pude sentir de perto o calor Enquanto em teus braços Eu era embalado! Assim fui crescendo Recebendo de você explicação, Me ensinou sobre as coisas da vida Fazendo me compreender a importância Do respeito e da educação. Te agradeço pela sabedoria Para as minhas tristezas confortar, E também pela repreensão Nas atitudes erradas Que eu estava a concretizar. Hoje se estou aqui Com este meu jeito de ser, Tenho certeza que parte desta essência Você me ajudou a obter. Pois tu és o meu porto seguro Que deu a mim um voto de confiança, Me presenteou com a vida Reacendendo a sua esperança. Esperança talvez essa De sentir o dever cumprido, Esculpindo com amor a sua obra E a entregando ao mundo O resultado do árduo trabalho concluído. Perdoe-me meus momentos De raiva e ignorância, Onde sempre você ensinou Encontrar na paz a significância. Peço a Deus que te dê forças E que acrescente seu tempo de vida, Para que eu possa retribuir ao menos um pouco O que por mim passou, em muitas lidas. E o resto se me permite Tentarei pagar em amor, Encontrando na alma a gratidão Um sentimento de grande valor. Obrigado! Por estar sempre em minha vida, E se existe anjos da guarda Você é uma Mãe! Que para mim, por Deus foi escolhida!

⁠Realidade mental Quer um feito mais extraordinário, que relembrar? Projeções de momentos a frente se vaporizam
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⁠Realidade mental Quer um feito mais extraordinário, que relembrar? Projeções de momentos a frente se vaporizam Condensam imagens que um dia os olhos filmaram, Logo, é possível sentir o cheiro, o gosto, e toda a sensação espacial envolvida Dá até pra revisitar os sentimentos daquele instante ... E você se move nesta experiência sensorial fantástica: A emoção te permite aprofundar no plano Captando as coordenadas das percepções desta viagem, Para então, te fazer posicionar frente aos detalhes. Tecnologia inata e sofisticada É esta realidade mental, Onde você revive o que viveu De uma maneira tão autêntica, Que a nostalgia brota de um jeito bem natural.

⁠Eu tenho a impressão Eu tive a impressão Sempre tenho quando olho alguém
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⁠Eu tenho a impressão Eu tive a impressão Sempre tenho quando olho alguém Vem sempre antes da opinião Não importa quando, onde e quem. E o resultado que logo aparece Depende da porosidade da razão E do contato da tinta minuciosa Conhecida na cor e no tom, como sensação Tentei ser preciso nas palavras Na compressão estava o ato de abstrair Para o leitor deixo este poema como um papel Pois a mente é a única impressora Em que não há limites para imprimir.

⁠Quero viver a vontade Ao chorar se confirma a vida Já que ela nasceu desde alguns meses
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⁠Quero viver a vontade Ao chorar se confirma a vida Já que ela nasceu desde alguns meses Quando parte da arquitetura biológica Forjou o coração, que bate rápido várias vezes. Som de choro assustado Batizando o ato de viver Contagem regressiva do tempo Começa então a acontecer. Exploração dos sentidos O corpo é uma novidade No processo de compreensão O nascimento da personalidade. Infância mãe de toda a inocência Transforma em brinquedos, fantasia e percepção Ensinando a profundidade do real Pela narrativa da imersão. Identificado um eu Então, Eu passo a me ver Percebo que o que tenho é só a mim Em mim é só eu que posso me conter. Narcisista não é a intenção do ser Porém, a própria ideia da consciência É por mim que narro a história O egoísmo do eu firma sua existência. Quero tudo que posso E posso tudo o que quero Não há um querer único A vontade nunca está abaixo de zero. Como um deserto sem fim O calor nunca para de sorrir Logo a sede se torna infinita Beber é algo que não dá para resistir. A busca da água sagrada Aquela que tem o poder Matar essa sede que só aumenta Salgada é o gosto de não ter. Como um metrônomo Em batida de inquietação Não se para a vida que pulsa Enquanto quem marca é o coração. Constante galopar sempre à frente Saudosismo do começo e medo do fim Antagonistas que se querem foram vistos Cercas de um único pasto, bem assim. Respirar parece fazer lembrar Do que se tenta esquecer Eu quero sempre na verdade Pois enquanto assim, estou ainda à viver!

Foi no meio da dança, que a música parou. E havia uma dança acontecendo No compasso de música agitada
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Foi no meio da dança, que a música parou. E havia uma dança acontecendo No compasso de música agitada Cada um em sua própria coreografia Arriscando nos passos uma empreitada. O salão perdia-se de vista A maioria dançando em companhia Seus pares eram eles mesmos Envoltos na liberdade e alegria. Em comum acordo de ritmo A batida foi a de individuação Embora a provocação ao olhar do outro Fosse rotineira diversão. Despertar esta atenção Tornava a festa especial Motivação coletiva garantida Para a música nunca ter seu final. Aqueles que tinham facilidade Para criar passos interessantes Ganharam respeito de admiradores Que passaram a imitá-los em todos os instantes. Os menos talentosos Buscavam na dança dos outros inspiração Faziam a releitura da coreografia Com a singularidade da emoção. Haviam também os oportunistas E os invejosos, Também os tímidos e os ricos Os pobres e os ambiciosos. Tinha de tudo um pouco Um público bem diversificado Comum mesmo era somente Não olhar o outro, mas querer ser notado. Foi assim nesse som envolvente Que algo então aconteceu A música abruptamente parou O salão se emudeceu. Salão, foi metáfora por mim usada A música e a dança também Nossa vida é coreografia arriscada Dela quem está livre? Ninguém. Como em filme de terror Somos personagens deste roteiro real Vítimas de um maldito vírus Que nos levou a questionar: Qual o novo normal? Do silêncio que se estendeu Por entre o rompimento da movimentação O mundo agitado e caótico Foi obrigado a parar, sem tempo para desaceleração. E quando se freia bruscamente A sorte está lançada O impacto arremessa e puxa Com uma força inesperada. Quando o repente nos surpreende Difícil é acreditar Precisamos de tempo para compreensão Nossa realidade só existe ao assimilar. Esta doença abalou o super ego humano Todos parecem agora perceber Que não importa posição de privilégio A morte não classifica o grau de poder Como em um jogo mortal Aleatória é a infecção O sorteio da mesma é imprevisível Resta os esforços de prevenção. Trata-se agora do prêmio da vida Quem tem mais chances de não perdê-la Um por todos e todos por um É o lema recente para contê-la. Tic-tac do relógio Não há mais tempo de diversão A pandemia uniu o coletivo Individualidade perdeu sua razão. Enriquecer porquê? Se não tem mais mercado Roubar também para quê? Se o dinheiro não poderá ser gastado. Brigar com quêm? Se raro são os quem vão responder Roubar milhões... pobre estelionatário Talvez antes disto, tua vida começou a escorrer. Não é a economia, Não é a educação Muito menos o dinheiro Tão pouco a civilização. Nâo tem guerra quando o inimigo É o próprio ar em movimento Não tem política e não tem estado Que posso revogar tal acontecimento. Temos um recado Em gritos e prantos a manifestar A vida é rara mais que o ouro Mais instável que um reator a funcionar. A humildade é a mais singela forma Do humano, perante a sua condição admitir Deus, misericórdia! Interceda por nós! No agora e no porvir!⁠