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Frases de Esdras Goulart Bueno

111 frases

⁠A resistência Na terra da esperança A fraqueza se evoluiu,
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⁠A resistência Na terra da esperança A fraqueza se evoluiu, Buscou em seu cerne, a força E então o medo se sucumbiu. O passado é de experiência Mesmo que trazendo a dor, Tece as fibras da resistência Que se emaranham no interior. Passa os dias diante dos olhos Começa então a se acostumar, E a ferida que a muito tempo sangra Seu escárnio já não parece mais impactar. Uns dirão que é cicatriz O ciclo da cura do ferimento, Porém, fecha se este e outros abrem Trazendo a dor em algum momento E o vem e vai da recuperação Permite então, respirar, Juntando fragmentos de compreensão Que um alívio passa a experimentar. É que em uma convicção final Na vida, estilhaços estão sempre a nos atacar, Assim, talvez a maior defesa não seja a cicatrização Mas a corajosa capacidade de suportar!

⁠Desabafo E pela noite escura Deitado em minha cama,
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⁠Desabafo E pela noite escura Deitado em minha cama, Sinto meu corpo queimar Ardendo em labaredas e chama. Quanto ao espírito? Cansado da paciência, De esperar na prisão do tempo Pelo fim da sufocante carência. Esta embala os meus sonhos E neles tecem sem parar, Os desejos mais intensos De sentir e tocar. Cansei de sempre ficar Sendo um mero observador, Contemplando os casais E tentando entender o amor. Escravo da razão Que ao meu coração cegou, Tirando lhe da vista, a emoção Que este nunca mais contemplou. Almejo a liberdade De poder me entregar, A tão esperada experiência De alguém poder amar. Já vejo em minha frente Pairando sobre o ar, A Dona, encantadora Que para mim, está a olhar. Oh Dona! Como és tão bela Quanto brilho em seu olhar, Deles saltam reflexos Que fazem a mim intimidar. Teus cabelos, lisos e soltos Que por seus ombros estão a descer, Como uma droga, o seus aromas exalam Fazendo me entorpecer. E o vestido vermelho? Te destacando a todo instante, Te tornando ainda mais bela Mais até, que um diamante! Então, a ti faço um apelo Pode tu me ajudar? Me envolve, em teus braços E faça os meus sonhos concretizar. Assim, que o sentir e o toque Possa ser apenas um complemento, Deste cântico de amor O nosso precioso momento. Que a conexão de nossas almas Se resulte nas explicações, Das batidas frenéticas De nossos corações. Faça me sentir sem graça Renda-me se for preciso, Com a sua poderosa armadura O amanhecer do seu sorriso. Então, que as emoções À nós, tenhamos compreensão, Onde para mim o significado É construído com a carícia de sua mão. Dona de mim, não esqueça Do que agora vou te falar, És o meu sonho duradouro Que a solidão, me fez um dia elaborar.

⁠O veleiro Somos como um veleiro Em um mar revolto a atravessar,
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⁠O veleiro Somos como um veleiro Em um mar revolto a atravessar, De início com casco forte E velas firmes a içar. Mas eis que o tempo da viagem E as peripécias do vento, Vão moldando o veleiro Aos poucos e a todo momento. E então chegamos em terra firme! Com orgulho podemos mostrar As marcas e avarias Que a história de um veleiro, Um dia jovem Podem nos contar!

⁠A teleobjetiva Aí você se vê em um mundo ... Tamanha é a quantidade de informações,
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⁠A teleobjetiva Aí você se vê em um mundo ... Tamanha é a quantidade de informações, Onde por qual caminho ir a fundo? E será este a melhor das opções? Test Drive não existe aqui E no tempo que passa voando, Estorno jamais será direito Ao lamentar: - Não estou se adequando! O segredo talvez seja Buscar no "macro" uma teleobjetiva, Trilhando o caminho somente Quando for de seu agrado, a perspectiva.

⁠A viagem do novo mundo Quer conhecer o mundo? Mas não tem dinheiro pra passagem?
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⁠A viagem do novo mundo Quer conhecer o mundo? Mas não tem dinheiro pra passagem? Vou te explicar uma maneira De sem custo algum, realizar a tua viagem. Experimente se dirigir a alguém E dê aquele sorriso, Verá na face deste Um imenso paraíso. Inúmeras cidades de músculos Cheias de ruas de expressões, Que a conversa será o seu carro Para visitar possíveis emoções. Talvez no meio do caminho Você sinta o vento do abraço, Aumentando a vontade de esticar o tempo Colocando neste, cada vez mais espaço. Estando no fim do trajeto Já bem de tarde, Poderá sobre a ponte da empatia Desfrutar do pôr do sol da amizade. Se gostar do passeio Ressalto que não há mapas Caso outros trajetos desejar fazer, Pois encontrar a localização Faz a parte do pacote de aventuras Para você espairecer.

⁠A combustão É necessário ter fé Para o caminho trilhar,
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⁠A combustão É necessário ter fé Para o caminho trilhar, Porquê acreditar em algo Só é apenas um sonho, Se você inerte ficar. Assim, faça do esboço de suas expectativas Uma ação a executar, Pois um dia irá colher O que lá trás fez germinar. Se vai levar tempo, eu não sei, Para a um resultado chegar. Mas se tiver motivação Ainda terá combustão, Para a sua fé sempre renovar.

⁠O ciclo do reforço No mundo dos afetos É preciso reforçar,
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⁠O ciclo do reforço No mundo dos afetos É preciso reforçar, Com um gesto de carinho Faça das palavras ditas Um sentido a significar. Pois balbuciar frases Leva-o a monotonia acometer, Assim logo em um espaço de tempo Pode o coração a um fiel sentimento perder. Do ciclo da vida fazemos parte Necessitamos de ritmo em nossa pulsação, Não precisa de muito... Apenas um caloroso abraço Que revigore as batidas De nosso coração!

⁠Da bifurcação à escolha E pra todo sentimento Há razão!
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⁠Da bifurcação à escolha E pra todo sentimento Há razão! E em toda companhia Solidão! E pra toda alegria Há tristeza! E em toda feiura Beleza! E pra todo perdão Há indiferença! E em toda convicção Descrença! E pra toda bonança Há migalhas! E em toda segurança Falhas! E pra todo amor Há ódio! E em todo fracasso Pódio! E pra toda a vida Há morte! E em todo o azar Sorte! E pra todo ânimo Há preguiça! E em todo o escárnio Justiça! E pra todo medo Há coragem! E em toda ruína Paisagem! E pra todo o fim Há um começo! E em todo lado Avesso! E pra cada situação Há uma perspectiva! Talvez você veja o caos Uma natural reação ativa. Porém, caso se veja Como um bravo jogador, Caos transforma em desafio Agregando na experiência, valor! Há para tudo duas vertentes Uma é bem, outra é mal, Crie um perfume do equilíbrio: Do segundo extraia o odor, Junte-se ao primeiro... Nascerá daí, uma fragrância especial!

⁠Os dois viajantes Um dia estava o tempo Pela estrada a caminhar,
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⁠Os dois viajantes Um dia estava o tempo Pela estrada a caminhar, Quando avistou um viajante Que em sua direção estava a trilhar. Então, aos poucos foram Se aproximando devagar, Entreolharam-se por alguns instantes E depois puseram a se cumprimentar. Perguntou logo o tempo Quem era o viajante, naquela estrada esquecida, Este mesmo então se apresentou Muito prazer, eu sou a vida. Sou alguém, que sempre anda Procurando assim cuidar, Destas cordas finas, e sensíveis Que neste violão, estão a se preservar. Olhou então o tempo Nas mãos do viajante, Que carregava um instrumento Um violão diferente e elegante. Este tinha muitas cordas E cada uma era de um jeito, Com cores e espessura variadas Era simplesmente perfeito. É um belo instrumento Admirado estou bastante, Eu gosto tanto de música Poderia tocar algo interessante? A vida logo de repente O seu semblante mudou, E com um ar de tristeza Ao tempo então explicou. Meu caro peço desculpas Parece difícil de imaginar, Mas este lindo violão Eu não consigo tocar. Pois ele é especial Tento entender seu funcionamento, As cordas se replicam, e desaparecem E alternam-se a todo momento. Desta forma, não é possível Um som qualquer, entoar, Quando estou tocando, por exemplo A corda que quero, some no ar. Outras vezes, se faço então A corda com os dedos vibrar, A mesma que produz um tom De uma hora pra outra, o faz modificar. Assim, o tempo ouviu De forma atenta, o viajante, E ao pensar por um momento Teve uma ideia empolgante. E ao olhar o instrumento Como que por intuição, Deduziu por entre as várias cordas A qual iria iniciar uma canção. Fez à vida uma proposta Vamos um teste fazer? Você faz vibrar as cordas Que eu apontar e dizer. A vida por um instante Achou a ideia diferente, Aceitou o pedido do tempo E ficou esperançosa, e sorridente. E aconteceu, que maravilha! Um momento muito importante, Onde a vida e o tempo Fizeram tocar uma música emocionante. O tempo com o seu dom As cordas do instrumento, examinava Escolhendo a próxima corda Que a vida então tocava. A música que entoou Por eles não era conhecida, E ao coração dos dois tocou O tempo, e também a vida. E assim, a partir de então Deste encontro a se realizar, O tempo e a vida passaram A sempre juntos caminhar. E logo laços de união Entre estes dois formaram, E de dois estranhos Irmãos para sempre, tornaram. E permanecem até hoje, Em seus caminhos a trilhar, Estão sempre juntos conosco Para o nosso destino guiar. Não podemos vê-los Pois parte de nós, eles são, Infiltrados em nossa essência E quem sabe até em nosso coração? Assim, não desanime da vida E nem culpe o tempo por passar, Afinal, qual será a próxima canção Que para você, estão os dois a criar?

⁠O enigma de duas almas Muitos dizem que é complexo Estabelecer uma união
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⁠O enigma de duas almas Muitos dizem que é complexo Estabelecer uma união Esta que começa em um olhar E desabrocha na flor da paixão E amadurecendo com o tempo Paixão transforma-se em amor Uma ponte entre duas almas erguidas Trafegando sentimentos de valor! Talvez tenha sido desde o princípio Por Deus então criado O encantamento entre dois corações Onde o que falta em um No outro pode ser encontrado! Não sabemos a razão E acredito que não haja conhecimento Amor não se explica Este só mesmo sentindo, e cuidando Para que não venha a faltar em nenhum momento!

⁠A atração do silêncio Escutei o silêncio durante algum tempo, Me vi envolvido em um absoluto nada.
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⁠A atração do silêncio Escutei o silêncio durante algum tempo, Me vi envolvido em um absoluto nada. Mas de nada virou tudo! Já que esse tudo era tão escuro! E da inércia da minha observação, Senti ... Há aqui uma forte atração! Revolvido, estou sendo, pela força de um horizonte de eventos, Não encontro mais gravitação própria! Buraco negro da existência Sabia desta forte pulsão: De buscar no Ser o tudo E do tudo não ser mais não!

⁠A falsa crença Tenho numa lembrança Um tempo já quase esquecido,
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⁠A falsa crença Tenho numa lembrança Um tempo já quase esquecido, Em que a confiança era conquistada Não um item vendido. Confiar era simplesmente Fechar os olhos da razão, E em um contrato de alma Assinar com o coração. Porém, surgiu uma dúvida Com um sentimento de desesperança: Generalizar em um só intento O incômodo da desconfiança. Desde então tudo ficou tão rígido Validações, comprovações ... Requerendo assim mais tempo Para assegurar as tantas afirmações. Infelizmente parece que tudo isso De nada adiantou, O modelo de confiança imposta De tão artificial, nossa integridade questionou. Ironicamente pregamos, mas não vemos Que o homem evolutivo é, Talvez, a própria desconfiança seja Um sinal da falta de fé!

⁠Experiência, elixir da afirmação Se vai tecendo os fios das sensações Naquele tear que tão íntimo é de nós
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⁠Experiência, elixir da afirmação Se vai tecendo os fios das sensações Naquele tear que tão íntimo é de nós E da inexprimível arte da peça que vai nascendo Faz de sóbria, a realidade de estarmos sós De instantes vive um pensar Em segundos morre um falar Histórias não contadas de intensas sinapses O frenesi de sempre ser, mas para este nunca estar Evoluir na verdade torna apenas Uma natural compulsão Perpétua pena em prisão de liquidificador Justo salvar-se na borda, talvez entregar-se ao olho desta rotação Implodir o que nunca fora construído Mas parece que fumaça se solidifica, não é? A crença na raiz que brota inocente Pirotecnia no embalo da fé Quântico são os estados das coisas Prender, fixar e resolver A certeza que encontrou o cerne de algo Porém segurar, é o sinônimo vigarista de perder A única experiência que nos traz autenticidade Do ódio a melancolia, da insensatez ao amor, é o sentir Elixir da nossa afirmação perante ao cosmos Que faz do sonho, dissonância viciosa, da realidade de existir

⁠A mente Gosto da mente ... Onde toda a razão,
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⁠A mente Gosto da mente ... Onde toda a razão, Se ergue de repente. Onde o intelecto, Exibido é, com a gente. Conclusões? Brotam rapidamente. Pensamentos? Vão do passado ao mais recente. Tenta até sufocar, O que a emoção sente. Da tentativa de explicar, Faz deste belo mistério um presente!

⁠A mar Há repentes Que só UM abraço pode amortecer
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⁠A mar Há repentes Que só UM abraço pode amortecer Há suspenses Que só UM beijo é capaz de o medo desprender E aprender: - Tem razão É o Coração ... Só sentir! (Se despir) Agora, nua está a voz interior Reprimir o recato de tentar Esconder este sentimento que dança sem parar Avivar UMA vez a vontade! Puxar para si a Verdade E conduzi-la pelo salão da fantasia Sentir na proximidade e no ritmo, a maresia. - Já vem uma onda! Pés quase que plantados na areia Secos, por muito tempo, esperaram apontar para uma sereia A beira: esperança corria sem parar UM dia chega perto da água - Já vem uma onda! Deságua sobre os seus pés Molhados Acalentados Maré me acorda Parece querer se expressar Coração já se sente em casa: -Aqui já esperei e quero ficar Como é lindo a mar!

⁠A pista E é assim, Com a alma de equilibrista
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⁠A pista E é assim, Com a alma de equilibrista Que driblamos os obstáculos, Que querem nos tirar da pista. Pista de valor muito alto Que na sua construção, Usou de matérias primas Sonhos, luta e dedicação. Pista onde se dança Com a batida de momentos, Onde o ritmo é criado Com a essência do sentimento. É certo que às vezes chove E a pista fica danificada, Coberta de fissuras Provocando uma derrapada. Derrapada que traz a dor O desespero, a aflição, Mas que também contribui Para o surgimento da solução. A solução é o cimento O reparo da pista, É o que mostra a nós Que é possível a conquista. E se não tem solução Não há porque se abalar, Afinal, a pista é movimentada E sempre tem alguém para ajudar. E quando a chuva passar A esperança irá surgir, Com fé continuamos a batalhar E a nossa viagem seguir. Aproveite bem a viagem Use os olhos e o coração, Pois a pista é só de ida, Mas o regresso, é só na recordação. O destino é um mero rascunho De um roteiro, que insistimos alterar, E com base nele nos reinventamos Fazendo a viagem, interessante ficar. A vida pode ter várias representações A que citei, foi uma pista, E sobre ela tomei como definição Que viver é um ponto de vista.

⁠Quando o coração declama Quero cantar uma canção Junto a você posso me inspirar,
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⁠Quando o coração declama Quero cantar uma canção Junto a você posso me inspirar, Amor, esta melodia vem do coração E nestas palavras estou a te confessar! É que antes, eu um revoltado Egoísta fui comigo então, Jurei jamais deixar que alguém Tirasse me dá solidão. E veio você com este sorriso Com um olhar terno, e intimidador Que rompeu em mim, todos os escudos Me mostrando o que é o Amor! Eu te amo, noite e dia Minha princesa linda Do meu mundo encantado, Com você, sinto me um príncipe Que um dia fora um sapo enfeitiçado!

⁠O voo dos sonhos Na vida que levamos, desde então Inspirar é nosso motor de partida,
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⁠O voo dos sonhos Na vida que levamos, desde então Inspirar é nosso motor de partida, Quem disse que é de ladeira? Começa é na subida. Andando por muitas léguas A sede começa a cantar, E o tempo embalou o descanso Que disse: hora de parar! Parar não pode, é proibido! O que será da evolução? Cansaço aqui é natural, Na ambição de percorrer o caminho Há a exaustão! Será que compensa o esforço? Muitas vezes pago com dor? Às vezes é no pesar do sofrimento, Que se constrói algum valor. Assim, olhei pro passado E ele logo fez, a experiência ser percebida, Me contou, que é no TUDO que passamos Que encontramos a ressignificação da vida! Então os sonhos inquietos Não é só uma abstração, É a fé interior Crendo no poder de nossa ação. Eu sei que não posso voar Pois asas, quem tem É minha imaginação. Mas é nesta vontade de planar Que mora a minha motivação.

⁠A matemática do Ser O mundo não é uma função matemática, E nem as pessoas, equações!
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⁠A matemática do Ser O mundo não é uma função matemática, E nem as pessoas, equações! Produto final sequer cabe aqui! Apesar da influência do conjunto universo, Que nos fazem tendenciarmos, Decompondo uns aos outros Para que em múltiplos subconjuntos possamos, Ver quem contém ou está contido E assim, um critério lógico utilizarmos. O diálogo nos desafia a compreender Que sob a luz do coração, O resultado é apenas o ter. Mas o humano é ser! E Ser Humano Se dá somente pela demonstração.

⁠Por que eu não falei das flores? Por que eu não falei das flores? Que na primavera desabrocharam
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⁠Por que eu não falei das flores? Por que eu não falei das flores? Que na primavera desabrocharam Com cores incríveis, e aroma doce E muitas abelhas aproveitaram. Por que eu não falei das flores? Azul, lilás, amarela ... Multicores que logo seduz Aos olhos, um arsenal de aquarela. Por que eu não falei das flores? Verdadeira companhia da alma, Que resgata a infância, numa nostalgia Embalando a consciência, já calma. Por que eu não falei das flores? Já é findada a estação, Primavera! O seu retorno aguardo Fazendo do pesar, a minha canção!

⁠Transformação Para que tanta guerra? E tempestades de destruição,
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⁠Transformação Para que tanta guerra? E tempestades de destruição, Se os motivos, no final São sempre em vão. Para que tanto ódio? Contra o próximo sentir, Onde não há diálogo Para um consenso surgir. Para que tanto preconceito? Respaldado em razão, Razão esta, que não sustenta A sua própria definição. Para que tanta ganância? Da sede insaciável pelo poder, A ponto, de extinguir O lado "humano" de ser. Para que tanta inveja? Rodeada de tanto rancor, Que ignora as consequências, Causadas por seu dissabor. Para que tanta desunião? E exaltação da individualidade, Fazendo do egoísmo A sua maior vaidade. E todas estas indagações Infelizmente é uma verdade, Infiltrada nas ações De toda a humanidade. Afinal é muito cômodo O erro do próximo apontar, Difícil mesmo é o contrário Os seus erros enxergar. E começa neste acaso Os conflitos e a intolerância, Que sempre por trás carregam A amarga ignorância. Mas pense agora um instante Há ainda uma solução, Uma simples e poderosa palavra A "transformação". A transformação interior Dos sentimentos e da razão, Buscando o entendimento E também a compreensão. Não precisa de guerra E as mãos de sangue, sujar Às vezes uma simples conversa Pode tudo acertar. Que se cultive o amor ao próximo E que cresça os laços de união, Pois aos olhos de Deus Somos todos irmãos. E que pai que fica contente Vendo seus filhos brigarem, Quando na verdade deveriam O amor e a paz compartilharem? Que tenhamos mais caridade De ao próximo ajudar, Pois todo bem que fazemos Um dia a nós irá voltar. De que adianta guardar riquezas E maravilhas materiais? Um dia partiremos deste mundo, E destas coisas levaremos, quais? O que levamos desta vida É a nossa experiência, As lembranças, os sentimentos A esculpida vivência. E o que deixamos na vida Além das pessoas que amamos, É o resultado de nossas ações Enquanto aqui moramos. Assim, reflita um instante Deixo aqui uma pergunta no ar, Ao decolar do aeroporto da vida O que pretende deixar?

⁠Porque o tempo é fractal Dizem que o tempo passa ... - Ele tava alí agorinha!
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⁠Porque o tempo é fractal Dizem que o tempo passa ... - Ele tava alí agorinha! - Foi há alguns anos que se foi ... - Não perca ele por nada na vida!!! Fala alguém. Êh tempo! Quem és tu para afligir a todos? Provoca medo em uns, acelera o ritmo de outros, sempre sorrateiro e constante. É você uma lenda, imortalizada na existência da humanidade? Ou será mais uma abstração que estes criaram, acreditando que era verdade? Poisé... eu acreditei, aliás por muito tempo! Neste Tempo que é um nada, vigarista de identidade, faz-se de dia, mês e ano, fia no espaço a sua idade. Carrega a culpa, a cura, conta histórias e distribuí experiências, segmenta a si próprio em passado, presente e futuro, alucinando a consciência. Sabe, isto tudo eu diria ao tempo se pudesse o encontrar. Porém, onde ele está? Na distância entre nós, na expectativa do abraço até o contato das mãos, no alinhamento de dois olhares, no palpitar do coração. O tempo nunca passa, não vai passar e nem está passando. O tempo é a percepção que temos do quão perto ou longe estamos. E o sentimento é o autor presente desta despretensiosa marcação, que conduz em um ritmo fractal o embalar de nossa ação. Ficamos impressionados como ele está correndo, fugindo de nós, como se fosse algum tipo de vilão, porém caro leitor, não se iluda! Este tempo tão temido, é apenas um reflexo que elaboramos para elucidar o poder da evolução, mas na corrida para nos desenvolvermos, tornamos ele o ouroborus de nossa própria pretensão.