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Frases de Eliza Yaman

59 frases

Quando voltaste (Eliza Yaman) Voltaste como quem jamais partira,
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Quando voltaste (Eliza Yaman) Voltaste como quem jamais partira, com o silêncio de quem sempre ficou. Teu olhar não pediu, não fez mentira, mas me tocou no ponto onde doeu. E eu, que era pedra, fui terra fértil, e tu, que eras sombra, viraste luz. Nosso amor renasceu sem ser inútil, como o milagre que ninguém traduz.

O Cordeiro Imolado (Eliza Yaman) Na cruz, o céu se curva em reverência,
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O Cordeiro Imolado (Eliza Yaman) Na cruz, o céu se curva em reverência, e o véu do templo rasga em compaixão. Jesus, em dor, revela a providência, e salva o mundo com Sua redenção. Não foi o ferro, o prego ou a coroa, que O fez Senhor de toda eternidade. Foi o amor que, mesmo em dor, perdoa, e vence a morte com Sua verdade.

TEU ROSTO NO VENTO (Eliza Yaman) Teu rosto no vento me vem sem aviso,
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TEU ROSTO NO VENTO (Eliza Yaman) Teu rosto no vento me vem sem aviso, Na brisa que toca a flor do jardim. É como se o tempo, num breve sorriso, Soprasse teu nome bem perto de mim. Não sei se te vejo ou se te pressinto, Mas algo me chama com doce calor. É como se a alma, num gesto extinto, Sentisse teu rastro, sentisse o teu olor. Teu rosto no vento me acalma e guia, É uma sombra que dança na luz do luar. E mesmo que a vida se faça vazia, Teu gesto me ensina a continuar. Por isso te guardo no canto mais fundo, Na parte da alma que nunca se vai. Teu rosto no vento é meu outro mundo, Presença que vive, que sopra e não cai.

Deus em tudo (Eliza Yaman) Está no vento, na raiz da terra,
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Deus em tudo (Eliza Yaman) Está no vento, na raiz da terra, no canto que não cessa em minha alma. É Ele quem me guia e quem me encerra, no tempo que me fere e que me acalma. Não é preciso vê-Lo com os olhos, basta sentir que tudo é Seu sinal. Até o pranto traz os Seus escolhos, e a fé me ergue em graça celestial.

Espírito Santo (Eliza Yaman) Não venho com palavras decoradas,
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Espírito Santo (Eliza Yaman) Não venho com palavras decoradas, Mas com o coração em devoção. Espírito de Deus, em Ti pousadas, São paz, são luz, são doce direção. És fogo que não fere, mas consagra, És vento que me leva ao Teu querer. És voz que me aconselha e me afaga, És vida que me ensina a renascer. Foste enviado pelo amor eterno, Como promessa viva e Consolação. Em mim, tua presença é céu interno, É templo que se curva em oração. Rendo-me ao teu toque, à tua graça, E tudo o que sou, deixo em teu altar. Espírito que cura e que me abraça, Habita sempre em mim, não deixes de ficar.

Louvor que nasce da dor (Eliza Yaman) Quando a dor me visita em madrugada,
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Louvor que nasce da dor (Eliza Yaman) Quando a dor me visita em madrugada, e o mundo cala a voz do meu abrigo, é Deus quem me sustenta na jornada, com mãos de luz, silêncio e fiel abrigo. Não há abismo que vença Sua altura, nem sombra que resista ao Seu clarão. Em mim, Sua presença é a ternura, que transforma o lamento em oração.

Amor que não morreu Diziam: “Vai passar, é só ausência.” Mas o que sinto não conhece fim.
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Amor que não morreu Diziam: “Vai passar, é só ausência.” Mas o que sinto não conhece fim. É como se a tua essência e a minha tivessem fundido o próprio porvir. Não há morte para o que não nasceu, nem esquecimento para o que arde. Teu amor é cadáver que viveu, e em mim repousa — lúgubre, mas tarde.

Carta ao que não volta (Eliza Yaman) Se eu te escrevo, é só pra não morrer.
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Carta ao que não volta (Eliza Yaman) Se eu te escrevo, é só pra não morrer. Pois cada verso é sopro que me resta. Não espero resposta, nem prazer, só que tua ausência enfim me conteste. Foste embora, mas não foste embora. Ficaste em mim como um eco sem paz. E eu, poeta, sou quem ainda chora, por um amor que nunca se desfaz.

Teu vulto no abismo (Eliza Yaman) Vejo teu vulto em cada espasmo meu,
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Teu vulto no abismo (Eliza Yaman) Vejo teu vulto em cada espasmo meu, como se a dor tivesse voz e forma. És o espectro que nunca se perdeu, a febre que me consome e transforma. Teu beijo é ausência que me dilacera, fantasma doce em meu sistema orgânico. E eu, poeta, sou víscera sincera, sangrando versos num delírio pânico.

QUISERA (Eliza Yaman - Turquia, 10/07/25) Quisera ser brisa que toca o teu véu,
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QUISERA (Eliza Yaman - Turquia, 10/07/25) Quisera ser brisa que toca o teu véu, E ouvir teu silêncio no canto da flor. Voar entre estrelas, além deste céu, E ser o instante que guarda o amor. Quisera ter asas no tempo perdido, E ver o teu riso nas ondas do mar. Ser verso que nasce do sonho contido, Nas notas sutis das canções de ninar. Quisera ser luz na manhã que desperta, E ser tua prece no altar da emoção. Guardar tua dor numa casa aberta, E dar-te o mundo em minha canção. Mas sou só poeta, saudade e estrada, Que escreve o que sente, sem ter onde ir. Quisera ser tudo, mas sou quase nada E o pouco que sou, eu consagro a ti..

MÃE, AINDA TE ESCUTO (Eliza Yaman) Mãe, ainda escuto teu passo no chão,
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MÃE, AINDA TE ESCUTO (Eliza Yaman) Mãe, ainda escuto teu passo no chão, No som da panela, no cheiro do lar. Teu nome ressoa na minha canção, E tudo que sou, aprendi ao te olhar. Teu colo me falta, mas nunca se foi, É ninho guardado no peito que arde. Teu gesto me guia, teu riso me dói, Mas é nessa dor que a ternura me invade. Na prece que faço, teu rosto me vem, No vento que passa, te sinto soprar. És brisa que toca, és flor que contém O tempo que insiste em me consolar. E mesmo que a vida te leve de mim, Te guardo onde o mundo não pode alcançar. Mãe, és meu começo, meu meio, meu fim, Saudade que canta, sem nunca calar.

No Tempo das Águas (Eliza Yaman - Turquia, 15/05/25) No tempo das águas, corria feliz,
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No Tempo das Águas (Eliza Yaman - Turquia, 15/05/25) No tempo das águas, corria feliz, Com pés descalços e riso no ar. A vida era sonho, perfume de anis, E o mundo cabia num simples olhar. A casa era canto, era luz de manhã, Com cheiro de pão e abraço de mãe. O tempo passava a pressa era lã, Tecendo lembranças que nunca se vão. Hoje, tão longe, relembro o lugar, Com olhos molhados de doce querer. Quisera poder novamente voltar, E ser o que fui sem ter que entender. Mas guardo no peito o tempo que foi, E canto esse mundo que vive em mim. Pois mesmo que tudo se perca e se escoe, A alma da infância jamais terá fim.

Vozes da Infância (Eliza Yaman) Ouço ao longe o riso que me chama,
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Vozes da Infância (Eliza Yaman) Ouço ao longe o riso que me chama, De um tempo puro, feito de ternura. Na alma, ainda arde aquela chama Que a infância acende em luz pura. Corria livre, sem saber do mundo, Com pés descalços e o céu por abrigo. O tempo era um sonho tão profundo, E cada dor, curada por um amigo. Hoje, revivo em versos esse chão, Onde a saudade planta sua flor. E cada rima é como uma oração Para proteger o que restou do amor.