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Frase de Eliza Yaman

MÃE, AINDA TE ESCUTO (Eliza Yaman) Mãe, ainda escuto teu passo no chão, No som da panela, no cheiro do lar. Teu nome ressoa na minha canção, E tudo que sou, aprendi ao te olhar. Teu colo me falta, mas nunca se foi, É ninho guardado no peito que arde. Teu gesto me guia, teu riso me dói, Mas é nessa dor que a ternura me invade. Na prece que faço, teu rosto me vem, No vento que passa, te sinto soprar. És brisa que toca, és flor que contém O tempo que insiste em me consolar. E mesmo que a vida te leve de mim, Te guardo onde o mundo não pode alcançar. Mãe, és meu começo, meu meio, meu fim, Saudade que canta, sem nunca calar.

Eliza Yaman

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Amor em exílio (Eliza Yaman) Exilado de ti, sou estrangeiro, num país onde o amor não tem fronteira. Falo tua língua, sou teu parceiro, mas não cruzo o abismo da bandeira. E mesmo longe, ainda te pertenço, como o céu pertence ao mar que o espelha. Sou teu, embora o mundo me dispense, sou tua ausência, tua centelha.

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Teu corpo em minha memória (Eliza Yaman) Teu corpo vive em mim como um segredo, guardado entre os espaços do que sou. É sombra que me veste sem ter medo, é luz que me desnuda e me tocou. Não há distância que te desfaça inteiro, nem tempo que dissolva o que deixaste. És tatuagem viva no meu peito, és o perfume que jamais se afaste.