A lágrima Chovia a lágrima escorria,
Continuar lendo
A lágrima Chovia a lágrima escorria, ninguém percebia. Mesmo porque ali não havia quem pudesse ver a lágrima escorrer.
82 frases
A lágrima Chovia a lágrima escorria,
A lágrima Chovia a lágrima escorria, ninguém percebia. Mesmo porque ali não havia quem pudesse ver a lágrima escorrer.
Desconstrução Escrevo neste papel e deixo, um pedaço de mim,
Desconstrução Escrevo neste papel e deixo, um pedaço de mim, amável ou detestável, é inevitável. Não é desleixo, nem me queixo, pois sei que é assim. Se escrevo com paixão, doí-me o coração, se escrevo metáforas, perco-me em diáforas, que de belas, hoje lamentáveis querelas, semelhantes à celas. Nesta hora, em que ora, eu, aqui escrevo mais um pedaço meu que agora também é seu. Peço então, perdão, ao meu Deus divino, pequeno menino, que habita meu coração, por tamanha ingratidão.
Soleira Do dia, na soleira, deixo minha algibeira.
Soleira Do dia, na soleira, deixo minha algibeira. Pouco peso, recomendação dos poetas, profetas. Carrego poesias indefesas, um pouco de vento e estrelas,. Sorrisos de crianças, doces lembranças, de sábios, loucos mambembe, deixaram por ali e acolá, e, que hoje vivo a procurar.
Alfazema É que nesta tarde serena, ouço ao longe a cantilena,
Alfazema É que nesta tarde serena, ouço ao longe a cantilena, sentindo a alma plena. Penso, para que mais um poema nesta tarde serena? Diante da vontade encena e leva a açucena, que ao tempo, encantou-me criança pequena, as senhoras, as novenas, alfazemas, vozes pequenas Apenas.
Minha nova estrada Era como uma estrada de terra, na madrugada,
Minha nova estrada Era como uma estrada de terra, na madrugada, que trouxe para mim poesia e um jardim. E, de mim não quer nada só ser amada, e eu, que só desejo, ser seu desejo. Nesta linda caminhada, então, fazia lua no céu, com gosto de amor, de noite estrelada. que, agora, coloco agora no papel.
Hipocondria liberal Em meio à confusão, liberdade e aflição.
Hipocondria liberal Em meio à confusão, liberdade e aflição. Em meio à liberdade somente interrogação. Em meio à aflição, reflexão e internalização. Paz e meditação, coração, Constante pulsação. Disse então o doutor, Com razão. Verdadeira apoteose. Vá para casa, descanse que é somente uma virose.
Sereno. Dia sereno um gesto pequeno
Sereno. Dia sereno um gesto pequeno de enorme amplitude revela a atitude que teremos, serenamente um dia... Lindamente!
Encontro Desafortunado Em um encontro desafortunado, a mentira, a traição e o jogo sujo,
Encontro Desafortunado Em um encontro desafortunado, a mentira, a traição e o jogo sujo, resolveram agir contra a humanidade, numa conspiração da maldade. A mentira dizia que amava, e sorria, mas mentia, A traição vestia-se de perdão, e ria, traía, O jogo sujo, este terrível complicador, Não se importava com a dor, De qualquer um ao seu redor, E a nós, impunha mais e mais desamor. Até que um dia, a poesia chegou. E na profundidade da alma calou, Dissipou todas as dores, e em versos bonitos e incisivos presenteou-nos com sorrisos. Poema inspirado em uma conversa com Léa.
O ente estranho Estava eu de frente para um estranho ente,
O ente estranho Estava eu de frente para um estranho ente, não tinha rosto, não tinha olhos, nem nariz; nem orelhas, nem cabeça nem nada, mas tinha boca e tinha dentes. Eram dentes fluorescentes, feito pingentes, que as meninas usam nas boates quentes. Perguntei-lhe, reunindo coragem, foste tu amizade? Ele não me respondeu, disse, em um gemido, algo incompreensível, alguma coisa como: “mais um preto morto, no pais dos pretos, e ninguém liga, nem grita”. Percebi que estava diante da impunidade, da maldade, cruel, crueldade, sem rosto, sem nome, sem idade.
Faltas Faltava-lhe tudo, um pouco de tudo foi perdido,
Faltas Faltava-lhe tudo, um pouco de tudo foi perdido, em algum canto esquecido. Um outro tanto de tudo, talvez a mais querida, foi usada como escudo, contra as emoções da vida. Queria viver sem sentir, queria sentir sem viver, era muito confuso, este jeito de ser. Ao perceber, quis de tudo em um único momento viver. Não foi possível. Inconcebível.
Inaceitável Inaceitável! Ainda que não aprove
Inaceitável Inaceitável! Ainda que não aprove sendo quase inalcançável, desconfio de sua veracidade, descubro, sustentável e pouco amigável; alguma verdade, ambiguidade. Um epicentro e dúvidas e lamentos que meus não são. Estranhamente controlam a mente propositalmente, a razão! Assim, comove ou não? A cirúrgica precisão, em que me atrevo, destemido o primeiro passo em direção, à loucura, pura, quase santa, dos crédulos, das missões, do poeta delirante que canta. Espanta e entristece mesmo que pudesse, apetece ainda que de mim não cesse.
Ventos fortes. Eu escrevi uma poesia, que indicava o leste, o mar,
Ventos fortes. Eu escrevi uma poesia, que indicava o leste, o mar, era leve, como nuvem tardia, e saiu de minhas mãos a voar. Veio um vento forte, levou a poesia para o norte, procurei a poesia, era importante, era crucial veio um vento e me levou para o sul. Em um clima glacial. Ponto Final.
Percepção Hoje percebi que sinto falta de coisas inexistentes
Percepção Hoje percebi que sinto falta de coisas inexistentes outrora vazias à minha mão provocam-me comoção. Em uma estranha sensação, complexadamente avançam, os dias em meio às ignorâncias, que persistem em todas instancias. Perplexo, complexo, nexo, anexam-se os anexos. Em uma triste reflexão filosófica, uma conclusão catastrófica, evitada cuidadosamente, por medicações psicotrópicas.
Um verso simples Eu queria em um verso simples, descrever a beleza de uma cena,
Um verso simples Eu queria em um verso simples, descrever a beleza de uma cena, não consegui, que pena. O jovem namorado, diante de sua amada, reclamava, ela por sua vez, irritada. De repente, não sei a motivação, um beijo inesperado, em plena rua, às três da tarde quente de verão.
Eu sei Eu sei, você tem dia simplesmente não queria,
Eu sei Eu sei, você tem dia simplesmente não queria, nem ficar, não sair, queria divertir, talvez sorrir? No instante em que voas, plana e flana à toa, rumo à saída sem porta, onde nada importa. Tem dia, que não queria, a dor do pássaro azul no alvorecer, do sol, sem céu, sem cor. Um dia imerso, em um poeta sem verso. Não iria às estrelas. Só queria o cinza, como às vezes, sua alma pinta, esta inexplicável tinta.
Hoje não tem poema Hoje não tem poema. de fato uma pena,
Hoje não tem poema Hoje não tem poema. de fato uma pena, desviou-me a atenção insignificante razão. Era, como é, dia então, mas as minhas vistas cansadas ou usadas de tantas visões ousadas, revelou-se impressionada, tamanha exatidão. Se certo acerto, erro. Erro para acertar, então? Confusão.
Incompleto Sinto-me plenamente incompleto. decerto algum efeito desta droga,
Incompleto Sinto-me plenamente incompleto. decerto algum efeito desta droga, que a mim mesmo interroga. Sinto-me completamente vazio, Com frio em pleno estio. Por certo, algum efeito desta droga, que a mim mesmo sub-roga. Até que voar é bom, não sei ao certo pois ainda não fui, está quase na minha vez, tem uma enorme fila e um jovem cortes. Explicou-me os elementos básicos, necessários para tal. ensimesmado, pensei: Será efeito desta droga que só se prorroga?
Dia após dia. Há sim que se fazer poesia à noite ou de dia,
Dia após dia. Há sim que se fazer poesia à noite ou de dia, para não deixar a agonia, fazer morada em nossa mente. Não permitir que a tristeza e a descrença nos atente, neste mundo sempre descontente, entretanto demente. Que as lágrimas possam ser, de alegria e de fantasia, dia após dia.
A Competência e a Felicidade. A competência é um termo jurídico Compreensivelmente, me perdoando, não sabia
A Competência e a Felicidade. A competência é um termo jurídico Compreensivelmente, me perdoando, não sabia E, agora, mesmo sabendo, que somente por extensão Dá-se à competência alguma razão. No sentido de conhecer e de saber; Homenageio neste pobre escrito, De um mero aprendiz da vida Uma competência iluminada... Já a felicidade é um conceito inútil Pois, segundo, o filósofo Schopenhauer, Por maior esforço não é alcançada Mas, por outro lado, é, inutilmente, tentada Ninguém é obrigado com este filósofo Da felicidade inútil, entender-se, por concordar Em seu pensamento, a falta de tormento É a paz interior, o objetivo a alcançar Homenageio, pois, quem com competência, e; Felicidade, por extensão, sem maldade, Atingiu gloriosa homenagem Em sua vida de serena humildade. Eduardo Chiarini/2020
Presença Estou aqui. sempre estive.
Presença Estou aqui. sempre estive. estou assim. Mas mudo, toda hora, mudo silenciosamente, mudo, seguidamente, mudo, sempre mudo. Meus olhos falam por mim, sempre assim, não são mudos, são surdos. e assim mudo, sem escutar os olhos a falar, e às vezes, mudo, só por mudar.
Suposições Se por um segundo supor, portanto merecedor,
Suposições Se por um segundo supor, portanto merecedor, seja lá do que for. Saiba que está errado, não merecemos nada, somos o pó da entrada, que há muito empoeirada, deixou amassada, a amada. Agora que estamos afinados honremos nossos finados, com um canto extraordinário, sem compasso e ao contrário.
Estático. Fico parado junto ao seu lado?
Estático. Fico parado junto ao seu lado? Ou separado? Estou esperando. Melhor sentado. O que eu ando pensando? Não importa! Está errado. A noite chegando, e, o café gelado. Me digo, austero, quase severo, que a estrela espero. A reposta que não quero? Pior, não revelo. E, espero.
Espera ansiosa Espero sereno, está tratado.
Espera ansiosa Espero sereno, está tratado. seu rosto moreno, as mãos delicadas, sua boca molhada, o suave morder de lábios, a me convidar, para a intensidade, com certa crueldade, num movimento, perfeito, compassado, só descansado, após o ápice do prazer. Espero, e você não vem.
Estradas Finalmente criei coragem, abri a porta, que dá para fora,
Estradas Finalmente criei coragem, abri a porta, que dá para fora, para a rua, que bobagem! Lá fora, o que se poderia esperar? A rua é claro. Não! A rua não estava lá, havia uma estrada, apenas mais nada, e, ao longe, bem longe, uma porta, que julguei ser uma porta de entrada. Andei, andei, andei.... parecia um sonho, que sonhei. abri a porta de entrada, nada! Outra estrada. Voltei, não tinha estrada. apenas o vento cortante do mar errante, que cantava uma suave canção, de amor e de perdão. Entendi, que ali, não havia nada a entender. Descansei, sonhei, e finalmente mergulhei.